domingo, 29 de novembro de 2009

TRABALHO DE FILOSOFIA 2ª SÉRIE EM

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO

CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE

DISCIPLINA: FILOSOFIA

PROFESSOR: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS

ATIVIDADE: TRABALHO DE FILOSOFIA - VALOR: 5,0 PONTOS

2ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO

DATA FINAL DE ENTREGA: 03/12/2009

OBSERVAÇÃO: O REPRESENTANTE OU O VICE-REPRESENTANTE DE CADA TURMA DEVERÁ RECOLHER OS TRABALHOS E ENTREGAR PARA O PROFESSOR, DE PREFERÊNCIA NO DIA 03/12/2009.


Objetivos: Despertar uma reflexão sobre a Ética e argumentar sobre o seu significado e os seus vários aspectos.

Desenvolvimento: O trabalho deverá ser desenvolvido através das perguntas abaixo.

Critérios de avaliação: Serão observados os seguintes itens: coerência, coesão e pertinência dos argumentos, pontualidade na entrega, desenvoltura com os temas, referências pesquisadas (fonte de pesquisa) e apresentação estética. O trabalho é individual e digitalizado.*


TEXTO: ÉTICA E LIBERDADE EM KANT

Ao realçar a exigência da autonomia da ação moral, Kant desperta a questão da liberdade ética, ou seja, aquela que resulta de uma decisão, de uma escolha, é o mesmo que ação autônoma.

A liberdade é, portanto, a condição de o homem tornar-se um sujeito moral. Tal realização, porém, não se dá imediatamente por um ato de vontade, mas pressupõe o progresso moral do homem, isto é, a idéia de História – idéia, pois se refere apenas a “com deveria ser o curso do mundo, se ele fosse adequado a certos fins racionais”.

A ação moral exige autonomia do agente. Ser autônomo é obedecer a si mesmo ou ao que vem de dentro. É o inverso de heterônomo (o que obedece a ordem do outro, obedece ao que vem de fora) não é uma ação ética. A moral aristocrática e a utilitarista não são eticamente válidas porque dependem de algo exterior: a primeira, de ideais transcendentes e a segunda, de ideais imanentes.

Para realizar a autonomia, a ação moral deve obedecer apenas ao imperativo categórico kantiano: “Age segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.” Kant.

O bom senso interior é que todos nós temos de perceber que não somos instrumentos, e sim agentes. Nunca instrumentalizar o homem é a exigência maior do imperativo categórico.

Então, tudo que pensamos antes de fazer está correto?

Como saber se a decisão que tomamos está de acordo com o imperativo categórico?

Kant fornece uma regra para saber se uma decisão nossa obedece ou não ao imperativo categórico: “indague a si mesmo se a razão que o faz agir de determinada maneira pode ser convertida em lei universal, válida para todos os homens. Se não puder, esta tua ação não é digna de um ser racional, não é eticamente boa, porque falta-te a autonomia, estás agindo premido por circunstâncias exteriores a ti. O bem ético é um bem a si mesmo.”

Segundo tal idéia, os homens, embora mais por necessidade do que por liberdade, abandonam sua condição natural e constituem a sociedade civil para assegurar o máximo de liberdade para cada um. Surge então, as condições de possibilidade da vida moral no próprio mundo sensível, para fazer valer uma das fórmulas do imperativo categórico:

“Age de tal maneira que trates a Humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio.” Kant.

Sua intuição principal foi que o indivíduo deve estar livre para agir “não em virtude de qualquer outro motivo prático ou de qualquer vantagem futura, mas em virtude da idéia de dignidade de um ser racional que não obedece a outra lei senão àquela que ele mesmo simultaneamente se dá.”

Duas coisas enchem o meu ânimo de admiração e respeito, sempre novos e crescentes, quanto mais reiterada e persistentemente se ocupa delas a reflexão: o céu estrelado sobre minha cabeça e a lei moral dentro de mim. Ambas são coisas que não devo buscar fora de meu círculo visual; vejo-as diante de mim e enlaço-as diretamente com a consciência de minha existência.

A primeira provém do lugar que eu ocupo no mundo sensível externo e estende para imensamente grande enlace em que estou com mundos e mais mundos e sistemas de sistemas.

A segunda provém do meu eu invisível, de minha personalidade, e me expõe em um mundo que tem verdadeira infinitude, e com o qual (em conseqüência, ao mesmo tempo também com todos os demais mundos visíveis) me reconheço enlaçado não de modo puramente contingente, mas universal e necessário.

A primeira visão de uma enumerável multidão de mundo aniquila, por assim dizer, a minha importância como criatura animal. A segunda, ao contrário, em virtude da minha personalidade, eleva infinitamente o meu valor como inteligência, na qual a lei moral me revela uma vida independente da animalidade e também de todo o mundo sensível.

KANT, Immanuel. Crítica da Razão Prática. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1983.

RESPONDA AS SEGUINTES QUESTÕES:

QUESTÃO 01

Com base no texto acima e em nossas discussões em sala de aula, REDIJA um texto, explicando a diferença entre autonomia e heteronomia.

QUESTÃO 02

Com base no texto acima e em nossas discussões em sala de aula – levando em consideração outras fontes de pesquisas –, REDIJA um texto, explicando em que consiste o imperativo categórico kantiano?

QUESTÃO 03

REDIJA um trecho, explicando a diferença entre necessidade e vontade em Kant.

QUESTÃO 04

Em Kant, a liberdade é possível? EXPLIQUE.

QUESTÃO 05

Com base no texto acima e em nossas discussões em sala de aula, REDIJA um texto, explicando o seguinte problema:


No caso de um alcoolatra ou um usuário de drogas, do ponto de vista kantiano há ou não liberdade e autonomia em suas ações?


* Vide no MAGNUM SOL e no e-mail da turma outros textos da disciplina Filosofia da 3ª etapa.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROFESSOR: LEONARDO O. DE VASCONCELOS
TURMA: 9ª SÉRIE (ENSINO FUNDAMENTAL)
PARA CASA - PARA PRÓXIMA AULA
PARA SER ENTREGUE EM FOLHA SEPARADA

QUESTÃO 01
De acordo com o texto Coação interna e coação externa, REDIJA um texto, explicando o que significa o termo coação.

QUESTÃO 02
De acordo com o texto Coação interna e coação externa, REDIJA a um texto, explicando o que é coação interna e externa e por que elas eximem o homem da responsabilidade moral.

QUESTÃO 03
De acordo com o texto As etapas da formação da consciência moral, EXPLIQUE com suas palavras a anomia e heteronomia.

QUESTÃO 04
De acordo com o texto As etapas da formação da consciência moral, EXPLIQUE com suas palavras a socionomia e a autonomia.

Vita brevis

Leonardo


ROTEIRO DE ESTUDOS PROVA INTEGRADA DE FILOSOFIA

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA – BELO HORIZONTE – MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF.: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
TURMA: 9ª SÉRIE – ENSINO FUNDAMENTAL.
ROTEIRO DE ESTUDOS PROVA INTEGRADA DE FILOSOFIA
3ª PROVA – QUESTÕES OBJETIVAS. DIA: 28 / 11 / 2009

HABILIDADES EXIGIDAS:

1.Virtudes Cardeais
- Reconhecer e caracterizar as virtudes cardeais (Coragem, Temperança, Prudência
e Justiça)
- Identificar os exemplos de cada virtude.
- Analisar e reconhecer em textos cotidianos cada virtude cardeal.

2. A Consciência
- Reconhecer e caracterizar os principais tipos de consciência: psicológica e moral.
- Discutir o conceito justiça- Relacionar às situações do cotidiano.
- Identificar os diferentes tipos de ações morais.

3. Coação interna e coação externa
- Identificar os diferentes tipos de coação

4. As quatro etapas da formação da consciência moral
- Saber identificar e diferenciar os conceitos de anomia, heteronomia, socionomia e autonomia.

Orientações Gerais:
1. Estude utilizando o caderno e as folhas complementares.
2. Refaça os exercícios trabalhados como forma de testar seus conhecimentos (sobretudo os Deveres de Casa e os Trabalhos).
3. Não deixe para estudar apenas na véspera da prova. Organize-se!
4. Procure entender os conceitos, não decorá-los.
5. Sempre faça os deveres de casa com afinco, eles são fundamentais para a sua preparação para a prova.
6. Blog do professor: http://blogpensar.blogspot.com
7. E-mail do professor: leonardooliveira@magnum.com.br

TEXTOS 3ª ETAPA - 9ª SÉRIE ENSINO FUNDAMENTAL

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROFESSOR: LEONARDO O. DE VASCONCELOS
TURMA: 9ª SÉRIE (ENSINO FUNDAMENTAL)

TEXTO 1: COAÇÃO INTERNA E COAÇÃO EXTERNA

Como fica a responsabilidade moral de um neurótico que mata num momento de crise aguda e de um cleptomaníaco que rouba por impulso irresistível? Tais pessoas agem sob uma coação interna (tendências patológicas, doentias) a que não podem resistir. Tal coação anula a liberdade (possibilidade de escolha) da pessoa e a exime da responsabilidade moral.

Uma coação externa também pode anular a vontade da pessoa, eximindo-a de sua responsabilidade. Se alguém, de revólver na mão, força João a escrever uma carta em que difama outra pessoa, pode ele ser considerado responsável pelo que escreveu? Em alguns casos, a coação é tão forte, acarretando riscos para a própria vida, que não resta margem para decidir e agir de acordo com a vontade própria, pois a resistência física e espiritual tem um limite, além do qual o sujeito perde o domínio sobre si mesmo.

TEXTO 2: AS ETAPAS DA FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA MORAL

O psicólogo e pedagogo Jean Piaget realizou, a partir de uma pesquisa com crianças dos bairro de Genebra, na Suíça, um estudo pioneiro sobre o desenvolvimento do critério moral. Segundo ele, a formação da consciência moral na pessoa segue, basicamente, quatro etapas:

1ª ETAPA - ANOMIA (do grego a, "negação, ausência", + nomos, "lei" = sem lei) É a etapa do comportamento puramente instintivo, que se orienta apenas pelo prazer e pela dor. A criança procura o prazer e foge da dor, sem relacioná-los a normas morais.
No adulto, a anomia revela um nível muito baixo de moralidade, ou seja, falta de responsabilidade e de ideal moral. Exemplificando, seria o caso do motorista que "voa" com seu automóvel apenas pelo prazer de correr, sem considerar as consequências de seu ato.

2ª ETAPA - HETERONOMIA (do grego héteros, "outros", + nomos, "lei" = lei estabelecida ou imposta por outro). Nesta fase, a criança obedece às ordens para receber a recompensa ou para evitar o castigo.
Entre adultos, é o caso do motorista que observa as leis de trânsito só para não ser multado.

3ª ETAPA - SOCIONOMIA (do latim socius, "companheiro, colega", e do grego nomos, "lei" = lei interiorizada do convívio). Nesta etapa, os critérios morais da criança vão se afirmando por meio de suas relações com outras crianças. Ela vai interiorizando as noções de responsabilidade, obrigação, respeito, justiça. Começa a não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem a ela. Age sempre buscando a aprovação ou evitando a censura dos outros.
Entre adultos, é o caso do motorista que dirige preocupado consigo mesmo e sobretudo com o que os outros pensam dele.

4ª ETAPA - AUTONOMIA (do grego, autós, "próprio", = nomos, "lei" = lei própria). Nessa fase, a criança já interiorizou as normas morais e passa a comportar-se de acordo com elas.
É a etapa mais elevada do comportamento moral.
Entre adultos, é o caso do motorista que, na direção do automóvel, orienta-se pelas leis de trânsito e por seus próprios princípios internos de conduta.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
DISCIPLINA: FILOSOFIA
9ª SÉRIE ENSINO FUNDAMENTAL
ATIVIDADE: JÚRI SIMULADO



CASO: LATROCÍNIO art. 157 Código Penal e FORMAÇÃO DE QUADRILHA art. 288 Código Penal.

Jovens foram vistos saindo de uma loja de conveniência, testemunhas dizem que um deles matou e assaltou o dono da loja.
ATENÇÃO
Advogados: devem montar os argumentos digitados, para entregar na próxima aula, para defender o reu.

Promotoria: devem montar a acusação com base nos artigos citados e recolher as provas do crime.

Testemunhas: devem procurar os advogados para darem seus depoimentos, e as testemunhas que vão denunciar devem procurar a promotoria. Tudo deve ser digitado, para ser entregue na próxima aula.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROFESSOR: LEONARDO O. DE VASCONCELOS
TURMA: 2ª SÉRIE (ENSINO MÉDIO)
ATIVIDADE: PARA CASA - 3ª ETAPA
DATA DE ENTREGA: PRÓXIMA AULA
OBS.: FAZER EM FOLHA SEPARADA, COM PERGUNTAS E RESPOSTAS
PARA ENTREGAR.

RESPONDA ÀS QUESTÕES ABAIXO:

QUESTÃO 01
Leia atentamente o trecho abaixo:
Quando nascemos, nossa mente é como um papel em branco, completamente desprovido de idéias. Nada vem à mente sem antes ter passado pelos nossos sentidos.
John Locke (1632 -1704) Filósofo empirista
EXPLIQUE o que é Empirismo.

QUESTÃO 02

Leia o trecho abaixo:
A experiência sensorial é uma fonte de erros e confusões, pois podem nos fornecer ilusões da realidade. Somente a razão humana, trabalhando com os princípios lógicos, pode atingir o conhecimento verdadeiro, capaz de ser universalmente aceito.
René Descartes (1596 -1650) Filósofo racionalista

EXPLIQUE o que é Racionalismo.

QUESTÃO 03
Jean-Jacques Rousseau em uma passagem do Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens, afirma o seguinte:
“O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, atreveu-se a dizer: ‘Isto é meu’, e encontrou pessoas simples o suficiente para acreditar nele, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos ciúmes, crimes, guerras, assassínios, quantas misérias e horrores não teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, houvesse gritado aos seus semelhantes: ‘Evitai ouvir este impostor. Estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não é de ninguém!’. Porém, ao que tudo indica, então as coisas já haviam chegado ao ponto de não mais poder permanecer como eram, pois essa idéia de propriedade, dependente de muitas idéias anteriores que só puderam nascer sucessivamente, não se formou de uma só vez no espírito humano. Foi necessário fazer-se muitos progressos, adquirir-se muito engenho e luzes, transmiti-los e aumentá-los de século em século, antes de se chegar a esse derradeiro limite do estado de natureza.”
Com base no texto responda:
Conforme Rousseau, EXPLIQUE qual é a origem das desigualdades entre os homens?


QUESTÃO 04
Por que o homem em estado de natureza é um “bom selvagem” para Rousseau?

QUESTÃO 05
EXPLIQUE o que é a vontade geral, para Rousseau?

QUESTÃO 06
"O homem é lobo do homem", EXPLIQUE a concepção de estado natural em Hobbes.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROFESSOR: LEONARDO O. DE VASCONCELOS
TURMA: 9ª SÉRIE (ENSINO FUNDAMENTAL)
ATIVIDADE: TEXTO 1 - PARA TRABALHO TRIBUNAL DO JURI - 3ª ETAPA

Como funciona um tribunal do júri no Brasil?
Ricardo Arcon

É mais ou menos parecido com o que você vê nos filmes americanos. Debates acalorados entre a acusação e a defesa, pessoas comuns decidindo o futuro do réu e um juiz responsável por lavrar a sentença – tudo permeado por uma verdadeira guerra de nervos. Mas o tribunal do júri brasileiro tem lá suas peculiaridades. Por exemplo: se o popstar Michael Jackson estivesse sendo processado no Brasil por abuso sexual, não teria de enfrentar o júri popular, como acontece nos Estados Unidos. Isso porque a lei por aqui prevê que só crimes intencionais contra a vida (ou seja, apenas homicídio doloso, auxílio ou instigação ao suicídio, aborto e infanticídio – quando a mãe mata o bebê logo após o parto) são julgados por esse órgão especial.Mas, assim como nos filmes, o ponto culminante do julgamento é o debate entre a acusação, a cargo do promotor público, e a defesa, feita pelo advogado do réu. Como precisam convencer pessoas comuns, como eu e você, de suas versões do fato, eles costumam lançar mão de um discurso com forte apelo emocional. E essa é uma das principais polêmicas sobre esse tipo de julgamento: há quem alegue que o júri decide mais pelo instinto do que pela razão. Mas, ainda assim, o tribunal do júri encontra defensores. "Acredito que esse tipo de julgamento deveria até abranger outros crimes. É democrático, conta com a participação popular e aumenta o sentido de cidadania", diz o promotor Eduardo Rheingantz, do Primeiro Tribunal do Júri de São Paulo.

Promotor

Seu papel é defender os interesses da sociedade. Se ele perceber que o réu é inocente – ou que merece tratamento diferenciado em virtude das circunstâncias do crime – deve pedir a sua absolvição ou a atenuante aplicável à provável pena. A família da vítima pode contratar um assistente que dividirá o tempo da acusação com o promotor

Juiz-Presidente

Autoridade máxima do tribunal, faz valer a decisão dos jurados, mas não é responsável por ela nem pode induzi-la. Ele conduz o julgamento e resolve as questões de Direito, como definir a pena no caso de condenação. O escrivão – que registra tudo o que é dito no julgamento – fica ao seu lado

Espectadores

Salvo em casos de grande repercussão, qualquer pessoa pode assistir ao julgamento. Em geral, o auditório é ocupado por parentes do réu e da vítima, jornalistas e estudantes de direito

Testemunha

Defesa e acusação podem chamar até cinco testemunhas cada. O juiz também pode requerer a presença de alguém. Muitas vezes, as testemunhas de defesa não viram o que aconteceu (vão falar do caráter do réu ou apresentar um álibi), enquanto as de acusação estavam no local do crime

Réu
Quando está preso, o réu fica algemado e é acompanhado por policias militares. Apesar de ser a figura central do julgamento (afinal, é seu destino que está sendo decidido), sua participação é pequena dentro do tribunal

Conselho de sentença

Dos 21 jurados intimados, só sete participam do julgamento, formando o conselho de sentença. Eles são sorteados e podem ser recusados pelas partes. São permitidas até três recusas sem motivo (por exemplo, o promotor pode preferir não ter pessoas com forte crença religiosa no conselho). Nesse caso, novos nomes serão sorteados Sala secretaPara cada quesito a ser votado, os jurados recebem uma cédula com a palavra "sim" e outra com a palavra "não". As decisões são tomadas por maioria simples de votos (nos Estados Unidos, a decisão deve ser unânime) e a votação é sigilosa, ou seja, os jurados não podem falar sobre suas impressões do processo. Se um julgamento demorar dois dias ou mais, os jurados se hospedam em alojamentos e são acompanhados por oficiais de justiça, para garantir que não troquem informações entre siVinte e um cidadãos são intimados a comparecer ao tribunal na data do julgamento. Devem ser maiores de 21 anos, alfabetizados e não ter antecedentes criminais. Sete formarão o conselho de sentença. Os outros serão dispensados. O serviço do júri é obrigatório e recusá-lo por convicção política, religiosa ou filosófica implica a perda dos direitos políticos

1 - É escolhido o conselho de sentença. Defesa e promotoria podem dispensar até três jurados sorteados. Sete participarão do julgamento

2 - Juiz, promotor, defesa e jurados formulam, nessa ordem, perguntas para o réu, que tem o direito de respondê-las ou não

3 - O juiz apresenta aos jurados o processo, expondo os fatos, as provas existentes e as conclusões da promotoria e da defesa

4 - São ouvidas as testemunhas. Primeiro as indicadas pelo juiz (quando há), seguidas pelas de acusação e depois pelas de defesa

5 - Começam os debates entre a acusação e a defesa. O primeiro a falar é o promotor, que tem duas horas para a acusação

6 - O advogado – ou defensor público, no caso de pessoas que não podem pagar – também tem duas horas para a defesa

7 - O promotor pode pedir uma réplica. Cabe ao juiz concedê-la ou não. Também pode haver uma tréplica do advogado, se necessário

8 - O juiz formula os quesitos (perguntas) que serão votados pelo conselho de sentença e os lê, em plenário, para os jurados

9 - Um oficial de justiça recolhe as cédulas de votação dos quesitos. Os votos são contabilizados pelo juiz

10 - Voltando ao plenário, o juiz pede que todos se levantem e dá o veredicto em público. Estipula a pena e encerra o julgamento

Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_382637.shtml

domingo, 1 de novembro de 2009

9ª SÉRIE_ROTEIRO DE ESTUDOS PROVA DE FILOSOFIA

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA – BELO HORIZONTE – MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF.: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
TURMA: 9ª SÉRIE – ENSINO FUNDAMENTAL.
ROTEIRO DE ESTUDOS PROVA DE FILOSOFIA
2ª PROVA – ABERTA. DIA: 05 / 11 / 2009

HABILIDADES EXIGIDAS:

1.Virtudes Cardeais
- Reconhecer e caracterizar as virtudes cardeais (Coragem, Temperança, Prudência
e Justiça)
- Identificar os exemplos de cada virtude.
- Analisar e reconhecer em textos cotidianos cada virtude cardeal.

2. A Consciência
- Reconhecer e caracterizar os principais tipos de consciência: psicológica e moral.
- Discutir o conceito justiça- Relacionar às situações do cotidiano.
- Identificar os diferentes tipos de ações morais.

Orientações Gerais:
1. Estude utilizando o caderno e as folhas complementares.
2. Refaça os exercícios trabalhados como forma de testar seus conhecimentos (sobretudo os Deveres de Casa e os Trabalhos).
3. Não deixe para estudar apenas na véspera da prova. Organize-se!
4. Procure entender os conceitos, não decorá-los.
5. Preste bastante atenção ao escrever as respostas abertas: utilize um bom vocabulário e transmita suas ideias construindo um texto (com INÍCIO, MEIO e CONCLUSÃO e boa caligrafia, respeitando os limites de cada linha).
6. Não ouse responder em tópicos, você perderá pontos.
7. Sempre faça os deveres de casa com afinco, eles são fundamentais para a sua preparação para a prova.
8. Blog do professor: http://blogpensar.blogspot.com
9. E-mail do professor: leonardooliveira@magnum.com.br

sábado, 31 de outubro de 2009

O homem, um ser consciente

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
BELO HORIZONTE - MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF.: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
TURMA: 9ª SÉRIES (EF)

O termo consciência é de uso freqüente na linguagem diária. Vejamos o que ele significa nas seguintes situações:

1. Paulo perdeu a consciência. [ consciência psicológica ]

2. Paulo agiu de acordo com a sua consciência. [ consciência moral ]

O que significa “perder a consciência”?

Consciência Psicológica

1. Perder a consciência é perder o sentimento de existência de nós mesmos e do mundo. Quando estamos despertos, esse sentimento acompanha todos os nossos atos. Trata-se da consciência psicológica, que é o conhecimento de nós mesmos: temos consciência de existir, temos consciência de nossos estados psíquicos, de nossas lembranças e sentimentos. Temos também consciência de que há livros sobre a mesa, de que o dia está chuvoso ou ensolarado. Portanto, a consciência psicológica revela, pois quem somos, o que fazemos e que o mundo nos rodeia.





Consciência Moral

2. “Agir de acordo com sua consciência”, trata-se da consciência moral, aquele pensamento interior que nos orienta, de maneira pessoal sobre o que devemos fazer em determinada situação. Antes da ação, a consciência moral emite seu juízo como uma voz que aconselha ou proíbe. Após a realização da ação, a consciência moral se manifesta como um sentimento de satisfação (força recompensadora) ou arrependimento (força condenatória).

A consciência psicológica e a consciência moral estão relacionadas. Na realidade, se o problema moral se estabelece para o homem é porque, inicialmente, ele tem consciência psicológica. Se todos os seus atos fossem desencadeados pela pressão dos instintos ou dos hábitos, se o homem não tivesse consciência do que faz, não existiria o problema moral. A consciência moral, portanto, pressupõe a consciência psicológica.

O animal não possui consciência psicológica, porque, para cada situação que se apresenta, encontra uma resposta pronta nos seus reflexos instintivos ou nos automatismos de adestramento. Sentindo fome, busca necessariamente alimento. Situação diferente ocorre com o homem. Se ele sente fome, pode não comer por outra motivação: jejum de protesto, regime etc. Portanto, ser consciente significa não apenas ter o conhecimento de nós mesmos e compreender o que está ocorrendo em nosso redor, mas também perceber que podemos agir de diversas maneiras, planejando o que irá acontecer.

Exemplo: um atropelamento. De imediato, o motorista toma consciência da situação. Em seguida, pelo menos dois comportamentos são possíveis: socorrer a vítima ou fugir. Considerando as normas e valores recebidos da família, da escola, do meio social e econômico em que vive, o motorista toma a decisão que considera adequada, tornando-se responsável, moral e socialmente pela atitude escolhida. Mas, na hipótese de um choque tão violento que faça o motorista desmaiar (perder a consciência), é certo que nenhum comportamento se seguirá de sua parte.

Para decidir, escolher, enfim para exercer sua liberdade, o homem precisa estar consciente. Não há, pois, liberdade sem consciência. Enquanto a consciência psicológica possibilita ao homem escolher, a consciência moral, com seus valores, normas e prescrições, orienta a escolha.

Consciência - Liberdade - Responsabilidade

_______________________________________
Fonte: CORDI. SANTOS (VÁRIOS AUTORES). A moral nossa de cada dia, in: Para Filosofar. São Paulo, 3ª edição. p. 42 e 43.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

1ª SÉRIE_PARA CASA TURMAS B e C

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
BELO HORIZONTE - MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF.: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: PARA CASA
TURMAS: 1ª SÉRIES B e C (APENAS) - ENSINO MÉDIO
DATA DE ENTREGA: 05/11/2009
OBS.: FAZER EM FOLHA SEPARADA, COM PERGUNTAS E RESPOSTAS
PARA ENTREGAR.

Ceticismo Radical de Pirro

Trecho 1
Na investigação sobre as condições de validade do nosso conhecimento um grupo de filósofos merece destaque: os céticos. O termo cético vem da palavra grega skepsis, que significa "exame". Atualmente, dizemos que uma pessoa cética é alguém que não acredita em nada, mas não é bem assim. Um filósofo cético é aquele que coloca suas crenças e as dos outros sob exame, a fim de verificar se elas são realmente dignas de crédito ou não.

Pirro de Elis (360-275 a.C.) é considerado o fundador do ceticismo. Segundo ele, não podemos ter posições definitivas sobre determinado assunto, pois mesmo pessoas muito sábias podem ter posições absolutamente opostas sobre um mesmo tema e ótimos argumentos para fundamentar suas posições. Nesse caso, Pirro nos aconselha a suspensão do juízo (epoche) e a mantermos nossa mente tranquila (ataraxia). Ao invés de enfrentarmos o desgaste de acalorados debates que não produzirão certeza alguma, devemos manter silêncio (apraxia) e preservar uma atitude de suspeita diante de qualquer tipo de dogmatismo.

Depois de Pirro, muitos outros filósofos tornaram o ceticismo uma das mais importantes correntes filosóficas até os dias de hoje. Atualmente, alguns céticos defendem o probabilismo ou falibilismo, ou seja, na impossibilidade de encontrarmos verdades absolutas, seja pelas limitações de nossos sentidos e intelecto, seja pela complexidade da realidade, devemos tratar nossas crenças sempre como provisórias, como quem anda em gelo fino.

Desse modo, um cético nunca seria pego de surpresa se algo que todos acreditavam ser verdade se revelasse falso no futuro. Por outro lado, reconhecer que as verdades são provisórias não significa uma completa inação. Sabemos que os remédios são falhos, mas são a única coisa que temos para combater as doenças.


QUESTÃO 01
EXPLIQUE o que Pirro entende por suspensão do juízo (epoche) e por mente tranquila (atarixia) para se chegar à Felicidade.

Trecho 2

"Górgias de Leontino, filósofo grego (século V a.C.), defendia três poposições:

1ª - Nada existe.
2ª - Mesmo que existisse alguma coisa, não poderíamos conhecê-la.
3ª - Concedido que alguma coisa existe e podemos conhecê-la, não poderíamos comunicá-la aos outros.

Consta que o próprio Górgias não levou a sério suas proposições e muitos estudiosos a consideram um simples gracejo. Mas elas existem há 24 séculos e nos estimulam a refletir. Se o cético afirma que não se pode saber nada, então lhe perguntamos como pode ele fazer tal afirmação? Está ele certo da verdade da sua proposição? Se está, uma coisa pelo menos é certa e cognoscível, e a afirmação de que nada pode ser conhecido é falsa. E se pode ser conhecida, então alguma coisa também deve existir. Narra-se que um cético grego, Crates, ao perceber isso, nada mais dizia, contentando-se em mover o dedo. Mas Aristóteles, o grande mestre do pensamento, notou que também para isso ele não tinha direito, porque o movimento do dedo exprime uma opinião e o cético não pode ter opiniões. Deve - dizia Aristóteles - ser como uma árvore; com essa é impossível discutir, porque nada diz."

BOCHENSKI, J. M. Diretrizes do pensamento filosófico. 6.ed. São Paulo: EPU, 1977. p.33-37.

QUESTÃO 01
Por que a afirmação de que nada pode ser conhecido é falsa?

QUESTÃO 02
REDIJA um texto, explicando por que um cético não pode ter opiniões?

QUESTÃO 03
É verdade o que diz o ditado popular "Quem conta um conto aumenta um ponto"? Será que a nossa linguagem representa a realidade do fato? EXPLIQUE.

"Agere non loqui"

Prof. Leo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

1ª SÉRIES_PARA CASA

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
BELO HORIZONTE - MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF.: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: PARA CASA
TURMAS: 1ª SÉRIES - ENSINO MÉDIO (TURMAS: 1ª A, 1ªD, 1ªE e 1ªF)
DATA DE ENTREGA: PRÓXIMA AULA 03/11/2009.
OBS.: FAZER O PARA CASA EM FOLHA SEPARADA E PARA ENTREGA



Leia o texto abaixo e faça o que se pede:

Segundo a Filosofia, “escolhemos o mal porque pensamos que era um bem, por ignorância”. Em Espinosa, essa má escolha tira nossa força, enfraquece-nos, elimina nossa vontade e se torna vício. No vício, o objeto do desejo se apodera do sujeito e passa a governá-lo. A única forma de eliminar o vício é sentir outro desejo e correr novos riscos, uma vez que o novo desejo pode ser alegre ou triste. Viver é imprevisível.
A vida ética depende da qualidade da nossa vontade e da disciplina para forçá-la rumo ao bem. Como escreve Epicuro:

“Chamamos ao prazer princípio e fim da vida feliz. Com efeito, sabemos que é o primeiro bem, o bem inato, e que dele derivamos toda escolha ou recusa e chegamos a ele valorizando todo bem, com critério do efeito que nos causa.
E como o prazer é o primeiro e inato bem, é igualmente por esse motivo que não escolhemos qualquer prazer; antes, pomos de lado muitos prazeres quando, como resultado deles, sofremos maiores pesares; e igualmente preferimos muitas dores aos prazeres quando, depois de longamente havermos suportado as dores, gozamos de prazeres maiores.
Por conseguinte, cada um dos prazeres possui por natureza um bem próprio, mas não se deve escolher cada um deles do mesmo modo, assim como cada dor é um mal, mas nem sempre se deve evitá-las. Convém, então, valorizar todas as coisas de acordo com a medida e o critério dos benefícios e dos prejuízos, pois que, segundo as ocasiões, o bem nos produz o mal e o mal nos produz o bem.”

EPICURO. Carta sobre a felicidade.

QUESTÃO 01
Com base em nossos estudos e no texto, REDIJA um texto, explicando qual o critério sugerido por Epicuro para avaliação do bem.

QUESTÃO 02

Com base nas nossas discussões em sala de aula, EXPLIQUE em que situação referida no texto de Epicuro,

a) o mal nos produz um bem.
b) o bem nos produz um mal.


QUESTÃO 03

Com base nas nossas discussões em sala de aula, EXPLIQUE o que Epicuro etende por Felicidade. Explique também os grupos de prazeres que Epicuro classifica.

"Tempora mutantur et nos in illis"

Leonardo Oliveira de Vasconcelos

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

9ª SÉRIE - PARA CASA nº 1

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROFESSOR: LEONARDO O. DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: PARA CASA Nº 1 - 3ª ETAPA - 9ª SÉRIE (ENSINO FUNDAMENTAL)

QUESTÃO 01
O fim justifica os meios? ou seja, é moralmente legítimo usar meios imorais para atingir um fim moral? Por exemplo: roubar para não morrer de fome? Mentir para poupar o outro?

REDIJA um texto, explicando a seguinte frase: os fins justificam os meios?

QUESTÃO 02
"Há no fundo das almas um princípio inato de justiça e de virtude pelo qual julgamos as nossas ações e as do próximo como boas ou más, e é a esse princípio que denomino consciência. Consciência! Instinto divino, voz celeste e imortal... juiz infalível do bem e do mal.”

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da educação. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.



De acordo com o texto e com as nossas discussões em sala de aula, REDIJA um texto, explicando qual é a origem da consciência de acordo com Rousseau.


Vita brevis, tempus fugit.

Prof. Leonardo Oliveira de Vasconcelos

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

1ª SÉRIE_ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO 2ª ETAPA

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO

BELO HORIZONTE

MATÉRIA: Filosofia PROFESSOR(A): Leonardo Oliveira de Vasconcelos

SÉRIE: 1ª - Ensino Médio

Prezado(a) aluno(a)

A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces” Aristóteles.

Bons estudos!

Leonardo

HABILIDADES:

. Ser capaz de distinguir explicação mitológica e explicação racional.

. Ser capaz de identificar os termos maior, menor e médio de argumento lógico.

. Ser capaz de distinguir Sofismo e Filosofia.

. Entender e distinguir entre Relativismo e Verdade.

. Identificar Conhecimento Sensível e Inteligível em Platão.

CONTEÚDOS:

. Anotações extras do seu caderno.

. Texto base da 2ª Etapa (clique aqui)

I. Tipos de explicações:

a) Mitológico (Mito)

b) Racional (Logos)

c) Mito x Logos – busca pela verdade

II. Sócrates e os Sofistas:

a) Sócrates e a filosofia socrática

b) A Maiêutica: Método Sócrates e o “Conhece-te a ti mesmo”

c) O problema do Sofismo

III. Principais sofistas e suas teorias:

a) Protágoras

b) Górgias

c) O Relativismo

IV. Platão

a) Mito da Caverna

b) Conhecimento sensível e inteligível

DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS:

. Avaliação no valor de 15 pontos, com questões abertas e/ou fechadas.

ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO:

. Rever as anotações extras do seu caderno.

. Ler e marcar as partes principais do texto base da 2ª Etapa.

. Pesquisas em sites da internet

domingo, 11 de outubro de 2009

9ª SÉRIE - TRABALHO DE FILOSOFIA

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO

BELO HORIZONTE

DISCIPLINA: FILOSOFIA

PROFESSOR: LEONARDO O. DE VASCONCELOS

TRABALHO DE FILOSOFIA - VALOR: 6,0 PONTOS

DATA DE ENTREGA: 29/10/2009

____________________________________________

Tema: A Justiça

Objetivos: Despertar uma reflexão sobre a virtude “Justiça” e argumentar sobre o seu significado e os seus vários aspectos.

Desenvolvimento: O trabalho deverá ser desenvolvido através das perguntas abaixo.

Critérios de avaliação: Serão observados os seguintes itens: coerência, coesão e pertinência dos argumentos, pontualidade na entrega, desenvoltura com os temas, referências pesquisadas e apresentação estética. O trabalho é individual.

Referência bibliográfica:

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Coleção Os Pensadores II. São Paulo: Abril Cultura, 1973.

CHAUÍ, Marilena. Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2005.

Texto Justiça, do livro Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, de André Comte-Sponville.

OBS.: Os textos devem ter entre 14 a 16 linhas no mínimo (Letra Arial ou Times New , tamanho 10 a 12)

Cronograma: Início: segunda aula de Filosofia da 3ª Etapa. Entrega: 29/10/2009.

RESPONDA ÀS QUESTÕES ABAIXO:

QUESTÃO 01

DEFINA o conceito de virtudes cardeais e cada uma delas: a prudência, a temperança, a coragem e a Justiça.

QUESTÃO 02

Compare e explique o conceito de virtude de Aristóteles com o seu conceito de Justiça

QUESTÃO 03

EXPLIQUE a importância da virtude generosidade para a vida em sociedade.

QUESTÃO 04

ESCREVA um texto, explicando o que é uma ação justa, e como as pessoas atingem a equidade.

QUESTÃO 05

“Generosidade é a virtude em que a pessoa ou um animal qualquer acrescenta algo ao próximo”. COMPARE essa afirmação com a ideia de equidade.

QUESTÃO 06


EXPLIQUE
o que é a honra e a dignidade, dentro da teoria da justiça de Aristóteles

sábado, 10 de outubro de 2009

9ª SÉRIES_PROVA 06/10 - GABARITO OFICIAL

Prezado aluno(a),

se você é meu aluno(a) da 9ª série do Colégio Magnum Agostiniano confira abaixo o gabarito oficial da Prova de Filosofia realizada no dia 06/10/2009. Coloquei a resposta com o item correto.

QUESTÃO 01

d) As excelências moral e intelectual possuem, respectivamente, origem no hábito e na instrução.

QUESTÃO 02

d) é a virtude intelectual que permite contemplar a idéia de bem e aplicá-la às situações humanas.

QUESTÃO 03

d) considera a instrução e o hábito fundamentais para a virtude.

QUESTÃO 04

a) Coragem/Força.

QUESTÃO 05

a) I, III e IV.

QUESTÃO 06

a) Coragem.

QUESTÃO 07

c) A virtude consiste numa capacidade equilibrada e racional de agir, como, por exemplo, a verificada na coragem, medianeira entre o excesso de audácia que caracteriza a temeridade e a falta de audácia ou excesso de medo do covarde.

QUESTÃO 08

b) Prudência.

QUESTÃO 09

Questão discursiva

QUESTÃO 10

Questão discursiva

QUESTÃO 11

b) A felicidade não é um conceito teórico e sim prático, porque é resultado de uma soma de ações virtuosas.

QUESTÃO 12

Questão discursiva

"A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo."
Maurice Merleau-Ponty (filósofo francês)

Prof. Leo



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

NICOLAU MAQUIAVEL

Nicolau Maquiavel (1469-1527)

Nicolau Maquiavel foi escritor, diplomata, e pensador político, nascido e falecido em Florença. De origem relativamente modesta, conseguiu fazer carreira pública, após a expulsão dos Medici, em 1494.Executou missões junto a diversos Estados italianos, progredindo rapidamente na carreira. Embora nunca fosse nomeado oficialmente embaixador, dirigiu freqüentemente negociações de grande responsabilidade.

Foi particularmente importante a missão que desempenhou junto a César Bórgia, durante as conquistas deste na Romanha, em 1502.De regresso a Florença, desempenhou o cargo de segundo secretário, sob o governo de Soderini. Percebendo o perigo que representavam as tropas mercenárias, empregadas habitualmente por Florença e por outros Estados italianos, organizou, em 1506 e 1507, com a aprovação de Soderini, uma milícia nacional. Dois anos depois, a força por ele organizada com cidadãos florentinos participou do término vitorioso do assédio de Pisa, que Maquiavel supervisionou indiretamente. Todavia, quando os Medici ameaçaram os florentinos de dirigir contra a cidade tropas espanholas, a milícia foi dividida, sofrendo grave desastre em Prato, em 1512, e a entrega daquela posição defensiva acarretou a queda de Florença e a fuga de Soderini.

Preso por algum tempo em 1513 e torturado, Maquiavel recebeu depois ordem de se retirar para sua propriedade, perto de San Casciano, na Toscana. Devido a sua íntima conexão com o regime republicano deposto, não conseguiu recuperar sua preeminência política. Todavia, desempenhou por breves períodos alguns cargos menos importantes e recebeu dos Medici diversos favores, em reconhecimento por sua atividade literária, que se intensificou consideravelmente após a queda do governo republicano. Ocorrendo nova expulsão dos Medici, regressou a Florença, mas adoeceu gravemente, morrendo pouco depois.


Sobre a obra

Sua obra mais famosa, O Príncipe, escrita de 1513 a 1516, foi publicada postumamente, em 1532.A obra reflete seus conhecimentos da arte política dos antigos, bem como dos estadistas de seu tempo, e expressa claramente a mentalidade da época. Formulando uma série de conselhos ao príncipe, o autor expôs uma norma de ação autoritária, no interesse do Estado. Deste modo, Maquiavel ilustrou a política renascentista de constituição de Estados fortes, com a superação da fragmentação do poder, que caracterizara a idade média.

As obras de Maquiavel foram, a princípio, bem recebidas, mas durante o período agitado que se seguiu à Reforma incorreram no anátema de ambas as partes em luta. Em 1559, o pontífice incluiu-as no Índex. Por outro lado, denegridas sistematicamente, aquelas obras passaram a ser consideradas, nos países mais diversos, expressão do cinismo político, advindo daí o sentido pejorativo de termos como maquiavélico e maquiavelismo.


Análise de "O Príncipe" (download da obra AQUI )


O autor inicia com uma breve dedicatória do livro ao "Magnífico Lourenço de Médicis". Em seguida, começa a tratar de um assunto se estende por grande parte da obra: os principados. Vale ressaltar a definição de Estado segundo Maquiavel:"...todos os governos que tiveram e têm autoridade sobre os homens...e são ou repúblicas ou principados..."(cap. I).Em seguida, o autor propõe-se a examiná-los com profundidade, de acordo com suas características, inicialmente os hereditários e os mistos. Sobre estes, é interessante ressaltar de sua análise que estes são os menos tangíveis de dominação por parte de um usurpador qualquer e também os de maior capacidade de conservação de poder, devido a força existente no comando de um príncipe de uma linhagem de comando já tradicional. A respeito dos principados mistos, pode-se dizer que sejam um desdobramento, uma continuação, de um Estado já existente, "...Estados, que conquistados, são anexados a um Estado antigo..."(cap. III, número 3).Sobre estes, Maquiavel tem por ponto central a forma de controle, que pode ser fácil ou problemática. Nesse caso, aponta algumas soluções, tais como: eliminação da linhagem de nobres que os dominava e não alteração da organização de leis e impostos preexistente, instalação de colônias ou a mudança do novo dominador para o local conquistado. Mas deve ficar bem claro que o ponto central de apoio a um novo Estado dominante é que os povos dominados (e também seus vizinhos) o apoiem. Aliás, na questão das leis, o autor dedica um capítulo da obra para tratar apenas desse assunto, apontando a maneira com que se deve governar as cidades ou principados que, antes da conquista, tinham leis próprias. A partir daqui, o autor inicia a utilização de diversos exemplos para ilustrar as características que propõe a descrever a partir daqui. Neste caso dos principados mistos, um nome bastante comentado é o de Luís XII.

Maquiavel, a seguir, ilustra o porquê do reino de Dario, ocupado por Alexandre o Grande, não se revoltou contra seus sucessores após sua morte, contrastando este caso com territórios ocupados pela França. A grande explicação reside na forma de organização da monarquia: no reino de Dario, existe apenas uma figura central e de maior importância no poder, o príncipe, e todos os outros são servos; já nos reinos governados pela França, "...O rei...é posto em meio a uma multidão de senhores de linhagem antiga, reconhecidos e amados pelos súditos..."(cap. IV, no. 3), o que não cria uma figura central forte e, cujo poder, não possa ser contestado.

Retomando o assunto dos principados, este agora são diferenciados pela forma com que foram conquistados, contrastando "Os principados conquistados com as próprias armas e qualidades pessoais"(cap. VI) e "Os principados conquistados com as armas e virtudes de outrem"(cap. VII).No primeiro, cita os exemplos de Moisés, Teseu, entre outros, que por virtude própria tornaram-se príncipes. Já no segundo, o autor transcorre a respeito de César Borgia, filho do papa Alexandre VI, cujas conquistas foram impulsionadas pelo poder da posição de seu pai e, depois, por alianças com pessoas de punho mais firme que ele, como Remirro de Orco. Já em "Dos que conquistaram o principado com malvadez"(cap. VIII), é tratado o fato de se atingir o principado através de "...atos maus ou nefandos..."(no. 1).Vale destacar a forma que Maquiavel propõe da maneira como devem discorrer as injúrias ao povo, segundo ele "...todas de uma só vez, para que, durando pouco tempo, marquem menos..."(no. 8).Também é interessante a maneira com que os benefícios ao povo devem ser proporcionados:"...pouco a pouco, para serem melhor saboreados..."(no. 8).

Por fim, tem-se os principados civil e eclesiástico. O principado civil é aquele em que um cidadão comum torna-se príncipe de sua pátria pelo favor de compatrícios. Segundo Maquiavel, "...se chega a este principado graças ao favor do povo ou dos nobres"(cap. IX, no. 1).Partindo desse princípio, denota-se que, para a chegada do cidadão comum ao principado é necessário conquistar a simpatia de uma destas facções, que o levará a atingir seus objetivos. Já os principados eclesiásticos são mantidos pelas tradições da religião e tem uma força tão grande que mantém seu próprio príncipe no governo, independente da sua maneira de viver ou comportamento. O autor afirma que "...somente estes principados são seguros e felizes..."(cap. XI, no. 1) devido às condições que o domínio religioso oferece a estes príncipes, Estados e súditos: os príncipes detém o Estado, mas não o defendem, pois não há risco deste lhe ser tirado; e os súditos, mesmo não sendo governados, não se importam e nem pensam numa separação de seu príncipe. Entre as explicações destes principados, o autor discorre a respeito da forma "Como medir as forças de todos os principados", que trata basicamente de um assunto: a partir de que momento a força de um príncipe é tão grande a ponto de não precisar da ajuda de outros para se defender.

Depois da discussão a respeito dos principados, o autor entra em uma parte que pode ser considerada intermediária na obra. Discorre sobre as milícias e exércitos, os quais afirma serem as bases principais de sustentação do poder, ao lado de boas leis, e ambos têm uma forte ligação entre si. A respeito dos tipos de milícias, podem ser de quatro tipos: próprias, mercenárias, auxiliares ou mistas. As mercenárias e auxiliares são de nenhuma utilidade e transmitem grande perigo, devido ao vínculo praticamente ausente com os que defendem. Deve-se sempre fugir destas milícias pois a verdadeira vitória só é saboreada se conquistada com as próprias armas, sem levar em conta o prestígio alcançado entre os soldados e súditos desta maneira. Sobre os deveres do príncipe para com seus exércitos, Maquiavel afirma que a arte da guerra deve ser sempre exercitada, tanto com ações como mentalmente, para que o Estado esteja sempre preparado para uma emergência inesperada e, também, para que seus soldados o estimem e possam ser de confiança.

Depois da discussão das milícias, Maquiavel inicia a terceira e última parte de sua obra: a discussão sobre como devem ser as características da personalidade dos príncipes, inicialmente pelas quais são louvados ou vituperados. Da leitura do texto, se conclui que os príncipes não devem tentar reunir todas as qualidades consideradas boas, pois a sensibilidade humana não permite que sejam todas distintas e acrescentem muito a opinião dos súditos a seu respeito, mas se concentrar em absorver aquelas que lhe garantam a manutenção do Estado. Mas a questão a qual o autor mais se atém é que o príncipe deve evitar de todas as maneiras adquirir duas delas: o ódio e o desprezo de seus súditos.

Dentre as qualidades apontadas estão a generosidade, que deve se balanceada pela parcimônia, a economia. O príncipe deve ser generoso, mas não muito, pois pode-se adquirir má fama entre aqueles que não forem beneficiados por esta generosidade, além de atentar para o detalhe de que geralmente, quando alguém ganha, outros perdem, e isso pode gerar o ódio ao príncipe, o que deve ser evitado a qualquer custo. Tão antagônicas quanto as características apontadas acima estão a crueldade e a piedade. Aliás, as considerações a este respeito tornaram fizeram boa parte da fama de Maquiavel, com suas afirmações em relação a ser temido ou amado. Ele afirma que, na impossibilidade de reunir ambas características, ou de ter que renunciar a um deles, é melhor ser temido, pois trair a alguém a quem se teme é bem mais difícil do que a quem se ama. No entanto, ao passo que não se conquista o amor, deve-se evitar o ódio, respeitando os bens e as mulheres dos súditos. Um ponto de destaque é no que diz respeito a postura do príncipe para com seus exércitos: não deve se importar com a fama de cruel para com eles pois "...Sem esta fama, nunca se mantém um exército unido nem disposto a qualquer combate..."(cap. XVII, no. 4).Quanto a palavra do príncipe, afirma que este deve procurar mantê-la mas, quanto isto não for possível, deve-se usar artifícios para "...confundir a mente dos homens..."(cap. XVIII, no. 1) pois estes, "...No final, superaram os que sempre agiram com lealdade". Segundo Maquiavel, o "...príncipe prudente não pode, nem deve, manter a palavra dada, quando lhe for prejudicial"(cap. XVIII, no. 3).

O capítulo mais extenso da obra discute "Como evitar o desprezo e o ódio". O ódio surge quando se perdem bens e honra, pois assim os súditos passam a viver insatisfeitos. Já o desprezo surge quando o príncipe é considerado volúvel, superficial, efeminado, pusilânime, indeciso, características que ele deve evitar a qualquer custo. Em suas atitudes devem ser vistas boas qualidades como coragem, força e certeza, para que nunca tenha que voltar atrás em uma decisão.Com isso, o príncipe adquire boa reputação, e o surgimento de uma conspiração contra sua pessoa torna-se difícil pela admiração de seus súditos por ele. Refletindo sobre isso, também se faz necessário destacar a necessidade de se agradar tanto ao povo como aos nobres, como já foi dito anteriormente no assunto dos principados, porque conspirações podem surgir de qualquer um dos lados. E para isso, não são necessárias apenas boas ações, mas também as más, pois para agradar um grupo podem ser necessárias ações corruptas, negativas, benéficas partindo-se do princípio de agradar os súditos. E, para finalizar a discussão à respeito das características do príncipe, Maquiavel trata das atitudes que este deve proceder para ser admirado, entre eles grandes realizações e exemplos raros, além de grandes demonstrações de política interna e externa e de amizade ou inimizade verdadeiras.

Encerrada esta discussão, Maquiavel escreve mais diversas considerações, que poderiam ser considerados apêndices, a respeito de diversos assuntos que cercam o príncipe. Entre eles, estão considerações sobre a utilidade de fortalezas e outras coisas cotidianas, secretários, aduladores, influências da fortuna sobre os homens e à respeito da Itália. No que diz respeito às fortificações, deve construí-las e armar parte de seus súditos para sua própria segurança, caso tenha medo de seu povo, mas em caso contrário, deve abandoná-las. Sobre os secretários, são de difícil escolha. Os de melhor caráter são os que pensam sobretudo no príncipe, sem procurar útil para si próprio em todas as ações que comete. Aduladores:"...Os homens...com dificuldade, defendem-se desta peste..."(cap. XXIII, no. 1).Evita-se as adulações fazendo com que os homens compreendam que não se ofende ao príncipe se dizerem a verdade à respeito do que lhes for perguntado. No tocante da fortuna, se ela "...muda e os homens obstinam-se em suas atitudes, estes terão sucesso enquanto os dois elementos estiverem de acordo e, quando discordarem, eles fracassarão..."(cap. XXV, no. 9).Maquiavel, sobre a Itália, escreve dois capítulos de sua obra: "Porque os príncipes da Itália perderam seus Estados" e "Exortação para retomar a Itália e libertá-la dos bárbaros", que expõem motivos e soluções para questões de sua pátria, a partir de tudo que discutiu-se no livro.

Fonte: http://www.culturabrasil.pro.br/nicolaumaquiavel.htm

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PROVA DE FILOSOFIA VESTIBULAR DA UFMG

A prova de Filosofia é específica para os candidatos aos cursos de Filosofia e Direito, sendo aplicada na Segunda Etapa do Vestibular.

O Programa é constituído de duas partes.
A PARTE I é estruturada em torno de problemas de História da Filosofia, pois o apelo à tradição é um aspecto essencial do exercício filosófico.
A PARTE II consta de três textos filosóficos, indicados a cada ano, e que serão objeto de questões interpretativas. Pretende-se com a prova de Filosofia:
1- Verificar o conhecimento dos candidatos acerca de textos, autores e temáticas considerados como integradores de um patamar inicial em Filosofia.
2- Avaliar habilidades como compreensão e interpretação de textos, bem como a capacidade de argumentação e reflexão dos candidatos.
Sobre a PARTE I do Programa, cabe observar dois pontos.
1- Não se pretende com os itens abaixo cobrar do candidato informações detalhadas sobre um assunto específico. Por exemplo, o item 3.1 requer que o candidato tenha uma noção geral da concepção de ser humano na Filosofia Antiga, de modo a compreender de que modo os conceitos de corpo e alma contribuem para o conceito de natureza humana, assim como a importância da dimensão política em sua definição. Um outro exemplo: o item “A crise da razão” (7.1) requer que o candidato tenha um conhecimento geral das várias críticas ao projeto racionalista e iluminista desenvolvidas na Filosofia Contemporânea.
2- Pretende-se principalmente que, a partir de um conhecimento básico sobre itens específicos, o candidato possa desenvolver uma reflexão sobre problemas correlatos e não necessariamente vinculados a um momento específico da História da Filosofia. Esses itens são compreendidos como temas geradores, ou seja, oferecem fundamentos e conceitos para a abordagem de questões que fazem apelo à capacidade de reflexão e argumentação dos candidatos. Exemplos: O item “prazer e virtude” é correlato ao problema da relação entre a realização dos desejos e a felicidade; o item “a revolução científica” possibilita questionamentos sobre o papel da subjetividade no conhecimento, sobre a relação entre ética e ciência e ética e técnica; o item “dever e liberdade em Kant” pode ser relacionado ao problema da liberdade e do determinismo; já o item “a crise da razão” se abre para os problemas da relação entre natureza e cultura, entre consciência e inconsciente para os temas bastante atuais do relativismo, universalismo, multiculturalismo e dos direitos humanos.

PARTE I: CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1- A NATUREZA DA FILOSOFIA
1.1- A origem existencial da Filosofia.1.2- A origem histórica da Filosofia.

2- NOÇÕES DE LÓGICA
2.1 - Que é inferência. Verdade e validade.
2.2 - Raciocínio dedutivo e indutivo.

3- A FILOSOFIA ANTIGA
3.1 - A concepção de ser humano:- alma e corpo, razão e desejo;- o homem como ser político.
3.2 - Ética e política:
- prazer e virtude: Sócrates e os sofistas;- virtude e felicidade em Aristóteles.
3.3 - O conhecimento:
- conhecimento sensível e conhecimento inteligível;- ceticismo e dogmatismo.

4- A FILOSOFIA MEDIEVAL
4.1 - Ética e política: lei natural e lei divina.
4.2 - O conhecimento: razão e fé no pensamento medieval.

5- FILOSOFIA RENASCENTISTA
5.1 - A concepção de ser humano: o humanismo renascentista
5.2 - Ética e política: Maquiavel e o problema do poder

6- A FILOSOFIA MODERNA
6.1 - A concepção de ser humano: o homem senhor da natureza.6.2 - Ética e política:- dever e liberdade em Kant;- soberania, jusnaturalismo e contrato social.
6.3 - O conhecimento:- a revolução científica do século XVII;- racionalismo e empirismo;- a questão da subjetividade.

7- A FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
7.1 - A concepção de ser humano:- a existência;- o homem como objeto da ciência.
7.2 - Ética e política:- a crítica à consciência: Marx, Nietzsche, Freud;- totalitarismo e democracia.
7.3 - O conhecimento:- o positivismo: a ciência como única forma de conhecimento;- a crítica ao positivismo: Popper e Kuhn;- a crise da razão.

PARTE II: TEXTOS QUE SERÃO OBJETO DE QUESTÕES INTERPRETATIVAS

Cada ano, a UFMG indica três textos da tradição filosófica para serem lidos pelos candidatos e que podem ser objetos de questões específicas da Prova de Filosofia. Veja a relação dos textos do próximo vestibular na página da COPEVE ou no seguinte endereço: http://blogpensar.blogspot.com/2009/03/obras-do-vestibular-ufmg-2010.html

Mais informações no site www.ufmg.br/copeve

terça-feira, 14 de julho de 2009

Discurso sobre a Dignidade do Homem

Discurso sobre a Dignidade do Homem
De hominis dignitate oratio (Extracto)

Li nos escritos dos Árabes, venerandos Padres, que, interrogado Abdala
Sarraceno sobre qual fosse a seus olhos o espectáculo mais maravilhoso neste cenário do mundo, tinha respondido que nada via de mais admirável do que o homem. Com esta sentença concorda aquela famosa de Hermes: "Grande milagre, ó Asclépio, é o homem".

Ora, enquanto meditava acerca do significado destas afirmações, não me
satisfaziam de todo as múltiplas razões que são aduzidas habitualmente por muitos a propósito da grandeza da natureza humana: ser o homem vínculo das criaturas, familiar com as superiores, soberano das inferiores; pela agudeza dos sentidos, pelo poder indagador da razão e pela luz do intelecto, ser intérprete da natureza; intermédio entre o tempo e a eternidade e, como dizem os Persas, cópula, portanto, himeneu do mundo e, segundo atestou David, em pouco inferior aos anjos. Grandes coisas estas, sem dúvida, mas não as mais importantes, isto é, não tais que consintam a reivindicação do privilégio de uma admiração ilimitada. Porque, de facto, não deveremos nós admirar mais os anjos e os beatíssimos coros celestes?
Finalmente, pareceu-me ter compreendido por que razão é o homem o mais feliz de todos os seres animados e digno, por isso, de toda a admiração, e qual enfim a condição que lhe coube em sorte na ordem universal, invejável não só pelas bestas, mas também pelos astros e até pelos espíritos supramundanos.

Coisa inacreditável e maravilhosa. E como não? Já que precisamente por isso o homem é dito e considerado justamente um grande milagre e um ser animado, sem dúvida digno de ser admirado. Mas, escutai, ó Padres, qual é essa condição de grandeza e, com a vossa liberalidade, prestai um ouvido benigno e tolerante a este meu discurso.

Já o Sumo Pai, Deus arquitecto, tinha construido segundo leis de arcana sabedoria este lugar do mundo como nós o vemos, augustíssimo templo da divindade. Tinha embelezado a zona super-celeste com inteligências, avivado os globos etéreos com almas eternas, povoado com uma multidão de animais de toda a espécie as partes vis e fermentantes do mundo inferior. Mas,
consumada a obra, o Artífice desejava que houvesse alguém capaz de compreender a razão de uma obra tão grande, que amasse a beleza e admirasse a sua grandeza. Por isso, uma vez tudo realizado, como Moisés e Timeu atestam, pensou por último criar o homem. Dos arquétipos, contudo, não ficara nenhum sobre o qual modelar a nova criatura, nem dos tesoutos tinha algum para oferecer em herança ao novo filho, nem dos lugares de todo o mundo restara algum no qual se sentasse este contemplador do universo. Tudo estava já ocupado, tudo tinha sido distribuído nos sumos, nos médios e nos ínfimos graus. Mas não teria sido digno da paterna potência não se superar, como se fosse inábil, na sua última obra, não era próprio da sua sapiência permanecer incerta numa obra necessária, por falta de decisão, nem seria digno do seu benéfico amor que quem estava destinado a louvar nos outros a liberalidade divina, fosse constrangido a lamentá-la em si mesmo.
Estabeleceu, portanto, o óptimo artífice que, àquele a quem nada de especificamente próprio podia conceder, fosse comum tudo o que tinha sido dado parcelarmente aos outros. Assim, tomou o homem como obra de natureza indefinida e, colocando-o no meio do mundo, falou-lhe deste modo: "Ó Adão, não te demos nem um lugar determinado, nem um aspecto que te seja próprio, nem tarefa alguma específica, a fim de que obtenhas e possuas aquele lugar, aquele aspecto, aquela tarefa que tu seguramente desejares, tudo segundo o teu parecer e a tua decisão. A natureza bem definida dos outros seres é refreada por leis por nós prescritas. Tu, pelo contrário, não constrangido por nenhuma limitação, determiná-la-ás para ti, segundo o teu arbítrio, a cujo poder te entreguei. Coloquei-te no meio do mundo para que daí possas olhar melhor tudo o que há no mundo. Não te fizemos celeste nem terreno, nem mortal nem imortal, a fim de que tu, árbitro e soberano artífice de ti mesmo, te plasmasses e te informasses, na forma que tivesses seguramente escolhido. Poderás degenerar até aos seres que são as bestas, poderás regenerar-te até às realidades superiores que são divinas, por decisão do teu ânimo". Ó suma liberalidade de Deus pai, ó suma e admirável felicidade do homem! ao qual é concedido obter o que deseja, ser aquilo que quer. As bestas, no momento em que nascem, trazem consigo do ventre materno, como diz Lucilio, tudo aquilo que depois terão. Os espíritos superiores ou desde o princípio, ou
pouco depois, foram o que serão eternamente. Ao homem nascente o Pai conferiu sementes de toda a espécie e germes de toda a vida, e segundo a maneira de cada um os cultivar assim estes nele crescerão e darão os seus frutos. Se vegetais, tornar-se-á planta. Se sensíveis, será besta. Se racionais, elevar-se-á a animal celeste. Se intelectuais, será anjo e filho de Deus, e se, não contente com a sorte de nenhuma criatura, se recolher no centro da sua unidade, tornado espírito uno com Deus, na solitária caligem do Pai, aquele que foi posto sobre todas as coisas estará sobre todas as coisas.
Quem não admirará este nosso camaleão? [...]
...
« [...] Già il Sommo Padre, Dio Creatore, aveva foggiato, [...] questa dimora del mondo quale ci appare, [...]. Ma, ultimata l'opera, l'Artefice desiderava che ci fosse qualcuno capace di afferrare la ragione di un'opera così grande, di amarne la bellezza, di ammirarne la vastità. [...] Ma degli archetipi non ne restava alcuno su cui foggiare la nuova creatura, né dei tesori [...] né dei posti di tutto il mondo [...]. Tutti erano ormai pieni, tutti erano stati distribuiti nei sommi, nei medi, negli infimi gradi. [...] » (Giovanni Pico della Mirandola, Oratio de hominis dignitate)
...
« [...] Stabilì finalmente l'Ottimo Artefice che a colui cui nulla poteva dare di proprio fosse comune tutto ciò che aveva singolarmente assegnato agli altri. Perciò accolse l'uomo come opera di natura indefinita e, postolo nel cuore del mondo, così gli parlò: -non ti ho dato, o Adamo, né un posto determinato, né un aspetto proprio, né alcuna prerogativa tua, perché [...] tutto secondo il tuo desiderio e il tuo consiglio ottenga e conservi. La natura limitata degli altri è contenuta entro leggi da me prescritte. Tu te la determinerai senza essere costretto da nessuna barriera, secondo il tuo arbitrio, alla cui potestà ti consegnai. [...] »
(Giovanni Pico della Mirandola, Oratio de hominis dignitate)
...
« [...] Non ti ho fatto né celeste né terreno, né mortale né immortale, perché di te stesso quasi libero e sovrano artefice ti plasmassi e ti scolpissi nella forma che avresti prescelto. Tu potrai degenerare nelle cose inferiori che sono i bruti; tu potrai, secondo il tuo volere, rigenerarti nelle cose superiori che sono divine.- [...] Nell'uomo nascente il Padre ripose semi d'ogni specie e germi d'ogni vita. E a seconda di come ciascuno li avrà coltivati, quelli cresceranno e daranno in lui i loro frutti. [...] se sensibili, sarà bruto, se razionali, diventerà anima celeste, se intellettuali, sarà angelo, e si raccoglierà nel centro della sua unità, fatto uno spirito solo con Dio, [...]. »
(Giovanni Pico della Mirandola, Oratio de hominis dignitate)

Giovanni Pico della Mirandola: Discurso sobre a Dignidade do Homem.
Edição Bilingue. Lisboa: edições 70, 1989, pp. 49, 51 e 53.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

ÉTICA E LIBERDADE EM KANT (3o ANO)

ÉTICA E LIBERDADE EM KANT


Ao realçar a exigência da autonomia da ação moral, Kant desperta a questão da liberdade ética, ou seja, aquela que resulta de uma decisão, de uma escolha, é o mesmo que ação autônoma.
A liberdade é, portanto, a condição de o homem tornar-se um sujeito moral. Tal realização, porém, não se dá imediatamente por um ato de vontade, mas pressupõe o progresso moral do homem, isto é, a idéia de História – idéia, pois se refere apenas a “com deveria ser o curso do mundo, se ele fosse adequado a certos fins racionais”.
A ação moral exige autonomia do agente. Ser autônomo é obedecer a si mesmo ou ao que vem de dentro. É o inverso de heterônomo (o que obedece a ordem do outro, obedece ao que vem de fora) não é uma ação ética. A moral aristocrática e a utilitarista não são eticamente válidas porque dependem de algo exterior: a primeira, de ideais transcendentes e a segunda, de ideais imanentes.
Para realizar a autonomia, a ação moral deve obedecer apenas ao imperativo categórico kantiano: “Age segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.” Kant.
O bom senso interior é que todos nós temos de perceber que não somos instrumentos, e sim agentes. Nunca instrumentalizar o homem é a exigência maior do imperativo categórico.
Então, tudo que pensamos antes de fazer está correto?
Como saber se a decisão que tomamos está de acordo com o imperativo categórico?
Kant fornece uma regra para saber se uma decisão nossa obedece ou não ao imperativo categórico: “indague a si mesmo se a razão que o faz agir de determinada maneira pode ser convertida em lei universal, válida para todos os homens. Se não puder, esta tua ação não é digna de um ser racional, não é eticamente boa, porque falta-te a autonomia, estás agindo premido por circunstâncias exteriores a ti. O bem ético é um bem a si mesmo.”
Segundo tal idéia, os homens, embora mais por necessidade do que por liberdade, abandonam sua condição natural e constituem a sociedade civil para assegurar o máximo de liberdade para cada um. Surge então, as condições de possibilidade da vida moral no próprio mundo sensível, para fazer valer uma das fórmulas do imperativo categórico:
Age de tal maneira que trates a Humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio.” Kant.
Sua intuição principal foi que o indivíduo deve estar livre para agir “não em virtude de qualquer outro motivo prático ou de qualquer vantagem futura, mas em virtude da idéia de dignidade de um ser racional que não obedece a outra lei senão àquela que ele mesmo simultaneamente se dá.”
Duas coisas enchem o meu ânimo de admiração e respeito, sempre novos e crescentes, quanto mais reiterada e persistentemente se ocupa delas a reflexão: o céu estrelado sobre minha cabeça e a lei moral dentro de mim. Ambas são coisas que não devo buscar fora d meu círculo visual; vejo-as diante de mim e enlaço-as diretamente com a consciência de minha existência.
A primeira provém do lugar que eu ocupo no mundo sensível externo e estende para imensamente grande enlace em que estou com mundos e mais mundos e sistemas de sistemas.
A segunda provém do meu eu invisível, de minha personalidade, e me expõe em um mundo que tem verdadeira infinitude, e com o qual (em conseqüência, ao mesmo tempo também com todos os demais mundos visíveis) me reconheço enlaçado não de modo puramente contingente, mas universal e necessário.
A primeira visão de uma enumerável multidão de mundo aniquila, por assim dizer, a minha importância como criatura animal. A segunda, ao contrário, em virtude da minha personalidade, eleva infinitamente o meu valor como inteligência, na qual a lei moral me revela uma vida independente da animalidade e também de todo o mundo sensível.
KANT, Immanuel. Crítica da Razão Prática. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1983.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Texto: Relativismo e Verdade

1. Sofistas - Contemporâneos de Sócrates - A palavra sofista significa 'mestre da sabedoria'. Eram professores que ensinavam por todas as partes da Grécia. Numa época em que a democracia grega exigia a confrontação pública dos cidadãos para resolverem seus problemas comerciais e jurídicos, os sofistas ensinavam, em troca de uma remuneração, a persuasão e a retórica. Os principais sofistas foram Protágoras, Górgias, Pródico e Hípias. A sofística propôs uma "humanização" da cultura, na qual o estudo de ciências teóricas e práticas estivesse encaminhado para a busca da virtude, entendida como adequação à ordem social. É de Protágoras a frase que coloca o homem no meio das preocupações: "o homem é a medida de todas as coisas". Esta frase quer dizer que não há um mundo objetivo desvinculado dos sujeitos que conhecem o mundo. Se num dado momento, para um indivíduo, o tempo está quente, o tempo está quente; mas, se para um outro está frio, o tempo está frio. Disso se conclui que não uma objetividade a respeito do tempo. Deste modo, a 'verdade' sobre o tempo é relativa a cada sujeito. Isso é chamado de relativismo.

Ideias sofísticas: a rejeição à tradição, a relatividade dos critérios morais e epistemológicos, como por exemplo a negação da existência de verdades absolutas, e a ênfase nos problemas da vida cotidiana.

O caráter pejorativo que posteriormente adquiriu o termo sofista deve-se sobretudo às severas críticas que Sócrates, Platão e Aristóteles formularam contra os sofistas. Aristóteles definiu a sofística como a "arte da sabedoria aparente", de relativismo, e acusou os sofistas de serem simples comerciantes do saber. No século XIX, Hegel reconheceu os sofistas como mestres da Grécia e iniciou a revisão crítica de seu pensamento. Estudiosos posteriores assinalaram que Platão e seu mestre Sócrates, contemporâneo e grande adversário dos sofistas, embora ressaltassem o caráter artificial da retórica persuasiva, atacavam basicamente as teses relativistas da sofística inicial. Outros concluíram que o pensamento de Sócrates e Platão não teria sido possível sem a precedência sofista.

2. Sócrates - 470 à 399 c.C. - Segundo palavras de Cícero, "Sócrates fez a filosofia descer dos céus à terra". Antes, os filósofos buscavam obsessivamente uma explicação para o mundo natural, a physis. Para Sócrates, no entanto, a especulação filosófica devia se voltar para outro assunto, mais urgente: o homem e tudo o que fosse humano, como a ética e a política. Sócrates dizia que a filosofia não era possível enquanto o indivíduo não se voltasse para si próprio e reconhecesse suas limitações. "Conhece-te a ti mesmo" era seu lema. Para ele, a melhor maneira de abordar um tema era o diálogo: por meio do método indutivo que denominou "maiêutica", numa alusão ao ofício de sua mãe, que era parteira, era possível trazer a verdade à luz. Assim, ele se voltava para os outros, quer fossem um adolescente como Lísias, um militar como Laques ou sofistas consagrados como Protágoras e Górgias, e os interrogava a respeito de assuntos que eles julgavam saber. Seu senso de humor confundia os interlocutores, que acabavam confessando sua ignorância, da qual Sócrates extraía sabedoria. Neste processo, que foi chamado de método socrático, Sócrates buscava a verdade, ou seja, um argumento demonstrativo objetiv e universal que não hava como ser modificado e aceito por todos.

3. A Ética socrático-platônica

Aristóteles reconheceu o Sócrates platônico como o iniciador da Ética.

A ética socrático-platônica se iniciou através de uma metodologia dialógica pela qual Sócrates, a personagem principal dos diálogos platônicos, inquire os demais personagens sobre os temas: 'homem interior' (psychê), 'verdadeira sabedoria' (sophrosyne) e 'virtude' (arete). A partir das encruzilhadas ou aporias do discurso, Sócrates buscava na fala de seus interlocutores as definições (horismos). Sócrates ao interpelar os cidadãos de Atenas, procurava mostrar-lhes que o verdadeiro valor do homem reside no único bem inatingível pela inconstância da fortuna, a incerteza do futuro, a precariedade do sucesso, as vicissitudes da vida: o bem da alma. O cuidado do homem interior exige, antes de mais nada, o conhecimento de si mesmo, ou seja, o exercício de uma razão voltada para as 'coisas humanas'.

Com objetivo de fazer um reconhecimento de si mesmo para desfazer a falsa imagem de si mesmo e evidenciar a própria ignorância sobre 'como devemos levar a vida', Sócrates propugnava 'conheça-te a ti mesmo'. Reconhecer a própria ignorância torna-se uma "douta ignorância", esta é a verdadeira sabedoria, a partir dela pode-se conhecer a verdadeira virtude.

A ética da virtude-ciência, é a identidade entre ser e saber. Saber o que é a honestidade implica em ser honesto, saber o que é a justiça implica em ser justo. Três conseqüências importantes desta ética:

. O homem sábio é necessariamente bom, o homem malvado é necessariamnte ignorante.

. O sábio nunca faz o mal voluntariamente,

. O homem virtuoso é necessariamente feliz.

Apesar de Aristóteles, aluno de Platão, discordar da 'virtude' como sinônimo de 'saber', credita a Sócrates a fundação da ciência do ethos, Ética, justamente devido à doutrina socrática da virtude-ciência.

Platão, reconhecidademente continuador da ética socrática, tem como idéia diretriz de seu pensamento ético, a ordem (kosmos). A ordenação é dada por sua teoria das ideias; o mundo perfeito e imutável das idéias tem efetividade enquanto um modelo (paradigma) que serve como referência, como medida do mundo mutável e imperfeito. "A idéia da ordem exprime essencialmente uma proporção (analogia) que une elementos e seres diversos no mais belo dos laços e será, portanto, uma relação analógica que Platão irá estabelecer entre as partes da alma e suas virtudes, entre a alma e a cidade e entre a alma e o mundo". Esta é a proporção: as virtudes da alma estão para a alma assim como a cidade bem ordenada está para o mundo (enquanto cosmos). Esta analogia para Platão serve como um 'argumento lógico' que prova sua teoria. Esta relação caracteriza o que disse o Sócrates platônico em República 352 d e que Henrique Lima Vaz assim expressou: "investigar no logos como devemos viver".

O saber pragmático dos gregos (herança mitológica), como 'sabedoria', 'virtude', 'lei' e 'justiça', foi reatualizado por Sócrates como 'ciência da alma'. E para Platão esta ciência torna-se 'metafísica da ordem'; que significa: a ordem da cidade que se dá no cumprimento à lei, na implementação da justiça, no agir honesto e solidário, está referida à perfeição e universalidade das ideias.

Prof. Flávio Netto Fonseca

sexta-feira, 22 de maio de 2009

COMÉDIA OU TRAGÉDIA?


terça-feira, 19 de maio de 2009

VIOLÊNCIA E MEDO


segunda-feira, 11 de maio de 2009

FLAVIVIRIDAE É O H1N1 INFLUENZA DE MINAS

Enquanto muito mineiros estão voltados para o H1N1 - Influenza (gripe suína) continua a aumentar o surto de dengue (arbovírus da família Flaviviridae) transmitida pela picada do mosquito aedes Aegypti em Minas Gerais, o número de vítimas diárias está mais alarmante que a gripe suína no mundo, sendo que o nível DEN-4 (dengue hemorrágica) é mortal, até meu filho já foi picado pelo medonho mosquito da dengue DEN-1, que o deixou de atestado quinzenal, em plena semana de provas no Colégio.
"FICA AQUI MAIS UM ALERTA"



quarta-feira, 29 de abril de 2009

MAIS VALIA




terça-feira, 28 de abril de 2009

NOS RESTA O FUTURO

Nos resta o futuro

Somos adultos. Vivemos em um mundo cheio de violência. Todos sabem. São infinitas notícias de guerras, crimes, assaltos, pobreza, acidentes de trânsito e corrupção. A mídia nos mostra, claro que às vezes exageradamente, pois muitas coisas boas ainda acontecem, mas é a realidade. Ou será que a mídia apenas mostra notícias de violência por que dá audiência? Será? Gostamos mesmo de acordar e dormir todos os dias vendo tristezas no mundo? Isso nos são apresentados como se fosse um modo de nos dizer: Olha o que a maioria de vocês estão fazendo com o nosso mundo. Vocês não vão mudar?

Não. Infelizmente não.


Educação. Educação engloba os processos de ensinar e aprender, de ajuste e adaptação. (Wikipedia)


Crescemos adaptados à vida que temos hoje. Se você não gosta do seu trabalho, mas não consegue mudar de ramo, é porque você foi educado a não ter coragem. Se você está bêbado e dirige, é porque você foi educado a ser um mau motorista. Se você é o responsável pelo setor financeiro e desvia dinheiro, é porque você foi educado a ser desonesto. Se você assalta para conseguir dinheiro para usar drogas é porque você foi educado a ser escravo das pessoas que foram educadas a serem desonestas que lhe vendem as drogas. Os piores traficantes não usam drogas, se virarem escravos da droga consumirão rapidamente até morrer. Não. Eles querem que vocês virem escravos deles. E isso é desonestidade.


Todos já vimos esse comentário: ‘A vida me educou. Se sou uma pessoa má é porque meus sofrimentos me tornaram assim.’ Por acaso vocês acreditam nessa desculpa?

Pois acredite. Essa desculpa é válida.


Parem e pensem o quanto é difícil para uma pessoa que não foi educada, que não teve os ensinamentos de como viver uma vida saudável, que cresceu presenciando seus pais, amigos e familiares cometendo os erros que citei acima. É quase impossível se tornar uma boa pessoa. Leve um animal selvagem para dentro de casa e tente cuidá-lo. Então quer dizer que somos animais? Sim, somos. O que nos diferencia dos outros animais é o nosso cérebro. O mais fantástico órgão humano. Se não desenvolvermos o nosso cérebro a fazer o bem, a fazer as escolhas certas, seremos apenas animais, e não ser humanos.


Educação. Escolhas certas. Os principais itens para vivermos. O presente já era. Nos resta o futuro. Podemos mudar hoje? Talvez sim, talvez não, mas podemos mudar o futuro. Então nós podemos mudar o mundo?


Não. As crianças podem.


Podemos ensinar um mau motorista a ser um bom motorista? Talvez sim, mas é provável que não. Podemos ensinar um criminoso a não cometer outro crime? Talvez sim, mas é provável que não. Podemos ensinar as crianças a fazerem o bem? Não. Podemos ensinar as crianças a escolherem o bem? Sim.

Muitas vezes, ou melhor, a maioria das vezes não notamos, mas nossa vida é feita somente de escolhas. Vamos a uma festa, ou ficamos em casa vendo filme. Vamos escutar Rock, ou vamos escutar Dance? Luto pelo meu sonho, ou deixo acontecer? Ajudo ou fico quieto? Mudo ou não mudo? Faço o bem ou faço o mal?


O nosso mundo é o que é. Temos que tentar tirar o melhor proveito das coisas boas que ainda existem, e uma delas são as nossas crianças. A nossa geração já cresceu, está caminhando pelos caminhos que criaram. Podemos mudar os caminhos? Talvez sim, mas é provável que não. Quando a nossa geração acabar, virão a geração das crianças. É aí que está o problema, ou a solução.


Temos que adaptar, educar, ensinar as crianças que a vida é feita de escolhas. Que todas as escolhas, todas, geram uma reação. É a lei da natureza. É a lei da vida. Quanto mais forte você der um soco na parede, mais forte a parede vai bater na sua mão. Temos que ensinar as crianças que ela pode escolher dar um soco e doer a mão, ou passar a palma e sentir a textura. Temos que ensinar que ela pode ajudar uma pessoa e ser sua amiga, ou ignorá-la e ficar sozinha. Temos que ensinar que ela pode fazer o bem, e que ela é muito importante nas escolhas, pois todas fazendo o bem, o mundo inteiro fazendo o bem, o mundo inteiro será feliz. Temos que ensinar a ela que os sonhos são para serem conquistados. Ninguém sonha em fazer o mal. Temos que ensinar que os pensamentos ruins devem ser esquecidos o mais rápido possível, mas que os pensamentos bons são eternos. Lembrem-se da reação.


Mas a mídia não está somente adaptando as crianças às notícias tristes?


Talvez sim, mas não. Ninguém saberá as causas das maldades se não conhecê-las. Porém, conhecê-las é o contrário de vivê-las. Temos que mostrar sim que o mal existe, mas que podemos escolher qual caminho seguir. E que cada caminho vai nos levar ao nosso destino. Se quisermos cair no poço, basta se jogar.


Mas não é difícil passar um ensinamento que não tivemos para a geração que está vindo?


Sim, e muito. É impossível? Não, é claro. E também não é de uma hora pra outra. Mas muitos já estão mudando. E esses que mudaram se souberem, ou melhor, se escolherem passar adiante, principalmente, principalmente mesmo para as crianças, conseguirão mudar o futuro.


Podemos também aprender com as crianças?


Uma coisa é certa e se a ciência tentar explicar, não conseguirá: Por mais que nosso cérebro esteja adaptado a uma certa vida, a certas atitudes ou a certos pensamentos, ainda temos perfeitamente a capacidade de escolher. E a escolha de nosso futuro, do futuro de nossas crianças e de nosso mundo está sob nosso comando.


Por Micael C., 28 anos, solteiro, sem filhos. 30/01/2009.


sábado, 28 de março de 2009

60 MINUTOS DE ESCURIDÃO PELO PLANETA


É HOJE, ÀS 20:30h.
NÃO SE ESQUEÇA!


quarta-feira, 18 de março de 2009

FILHOS DE POLÍTICOS EM ESCOLAS PÚBLICAS _ PLS Nº 480


INTERESSANTE!!!

PLS N° 480 DE 2007

Projeto de Lei do Senado que determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:


Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.


Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.


Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.


JUSTIFICAÇÃO


No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.


Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.


Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.


Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras.


O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:


a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;


b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.


c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;


d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.


Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.


Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.


Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.


Sala das Sessões,


Senador CRISTOVAM BUARQUE

Fonte: http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/getPDF.asp?t=51480

quinta-feira, 12 de março de 2009

OBRAS DO VESTIBULAR UFMG 2010

Saiu a lista com o nome das obras para o Vestibular 2010 da UFMG.
São cinco títulos de literatura brasileira, que deverão ser lidos por todos os candidatos; e três de filosofia, cujos conteúdos deverão ser dominados por candidatos a Direito e a Filosofia. Veja abaixo:


Sermão da Sexagésima - Padre Antônio Vieira

Bom crioulo - Adolfo Caminha

Cobra Norato - Raul Bopp

Crônica da casa assassinada - Lúcio Cardoso

Antes do baile verde - Lygia Fagundes Telles


TEXTOS DE FILOSOFIA
(Clique nos links para fazer o download dos textos em pdf)


1. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Livros VIII e IX. (Texto disponível na coleção Os pensadores)

2. KANT. Immanuel.Crítica da razão pura. (Prefácio à 2ª Edição). (Texto disponível na coleção Os pensadores).

3. NAGEL, Thomas. "Certo e errado". In: Uma breve introdução à filosofia. Tradução de Silvana Vieira. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

SEGUE ABAIXO OS CURSOS QUE TERÃO PROVA DE FILOSOFIA NA 2ª ETAPA DO VESTIBULAR UFMG 2010

CURSOS

PROVAS – 2ª ETAPA

1. Ciência do Estado e da Governança Social
2. Ciências Sociais
3. Direito

Filosofia
Geografia
História

4. Filosofia

Filosofia
História

5. Artes Visuais
6. Design de Moda
7. Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis

Percepção Visual
Filosofia
História

8. Cinema de Animação e Artes DigitaisPercepção Visual
Filosofia
9. Comunicação Social

Língua Portuguesa e Literatura Brasileira
História
Filosofia




quarta-feira, 11 de março de 2009

O que é uma Família Ideal?

Semana passada, pedi aos alunos da 8a Tarde para que fizessem uma refexão acerca da família, dentre as redações que li, todas bastante interessantes, pedi ao aluno Lucas para que me enviasse a dele para que pudesse publicá-la no Blog Pensar.


FAMÍLIA IDEAL*

O que seria uma família ideal? Uma família onde não há discussões? Uma família onde os pais não se separam? Acho que isso não existe, nem será assim no futuro... Os filhos sempre irão discutir com os irmãos (brigas), ou até mesmo com os próprios pais (desrespeitos, incompreenções). E se for um filho único ele pode até ser um filho responsável, mas nunca será o "filho perfeito", que os pais desejam!
Os pais sempre querem mais de nós, nunca estão satisfeitos. Deve ser por isso que na maioria das vezes há tanta revolta em um de seus filhos, é como se ele se sentisse a ovelha negra da família.

Mas e o esteriótipo de família perfeita, estável, existe? Existe em algumas casas, não por serem assim, mas sim por quererem um rótulo, para mostrar os amigos, colegas de trabalho ou até mesmo desconhecidos. E na maioria dos casos essas "famílias" são as que os filhos têm mais problemas, e os pais não enxergam, pois estão preocupados demais com trabalho, e os seus "empregados" (babás, professores etc.) é que na verdade são a "mãe" e o "pai"!

O rótulo “Família Ideal”, portanto não existe, existem famílias que se entendam, que se amam, não criando rótulos para desconhecidos, mas sim pais presentes na vida dos filhos, na educação, lazer e nos problemas, e amando-os sempre -- independente dos erros -, deles serem bons ou não na escola, deles serem ou não responsáveis, sendo ou não os filhos perfeitos. Mas sim os considerando seu filho.
____________________
* por Lucas Eduardo Souza A. Lopes - Aluno da 8a T do Colégio Rui Barbosa, Belo Horizonte - MG.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A paz é fruto da justiça (Is 32, 17)


O tema da Campanha da Fraternidade 2009 (CF-2009) é "Fraternidade e Segurança Pública" e o lema, "A paz é fruto da justiça (Is 32, 17)".
Objetivo Geral:
Suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, a fim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos.
A paz buscada é a paz positiva, orientada por valores humanos como a solidariedade, a fraternidade, o respeito ao "outro" e a mediação pacífica dos conflitos, e não a paz negativa, orientada pelo uso da força das armas, a intolerância com os "diferentes", e tendo como foco os bens materiais.

Objetivos específicos:
- Desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e se mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz.
- Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns.
-Fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para a violência.
- Denunciar a predominância do modelo punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos que visem à superação dos problemas e à aplicação da justiça restaurativa.
- Favorecer a criação e a articulação de redes sociais populares e de políticas públicas com vistas à superação da violência e de suas causas e à difusão da cultura da paz.
- Desenvolver ações que visem à superação das causas e dos fatores da insegurança.
- Despertar o agir solidário para com as vítimas da violência.
- Apoiar as políticas governamentais valorizadas dos direitos humanos.
Independente de sua religião ou crença,
os problemas a serem discutidos são de interesse social.
PENSE NISSO!!!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

BLOG PENSAR NO JORNAL DO PROFESSOR - MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC)

Segue abaixo trechinho da entrevista dada à jornalista Renata Chamarelli, do Jornal do Professor do MEC - revista eletrônica do MEC edição quinzenal (cf. http://portaldoprofessor.mec.gov.br/) falando sobre a importância do Blog Pensar como mais uma ferramenta nas aulas de Filosofia, a entrevista foi feita por e-mail, é claro. Agradeço a todos pelo sucesso, confira!

Espaço do Professor

Professor cria blog para facilitar discussões filosóficas
13.02.2009




















Uma vida sem reflexão não é digna de ser vivida. A famosa frase de Sócrates é o texto que dá boas-vindas ao internauta que acessa o blog Pensar (http://blogpensar.blogspot.com/). Fruto do trabalho do professor de filosofia Leonardo Oliveira de Vasconcelos, que leciona no Colégio Rui Barbosa (http://www.ruibarbosa.net/), em Belo Horizonte, o blog surgiu da necessidade de um contato maior com os alunos após as aulas. “Ao comentar pensamentos, os alunos se sensibilizam pelas ideias expostas, despertando um maior interesse nas minhas aulas”, justifica.

Criado em fevereiro de 2007, o blog contribui para uma maior interatividade dos alunos de filosofia de Vasconcelos. Por meio dele, o professor envia atividades de sala de aula, notas de roda pé de comentários expostos em sala, imagens, vídeos, músicas e textos de autores diversos. “Escrevo pequenos textos, versos e reflexões, sempre com o objetivo de despertar nos alunos um olhar mais crítico sobre a realidade do mundo e da vida”, explica. O docente garante que o blog é um sucesso entre os alunos do ensino fundamental e médio. Já foram registrados cerca de 50,8 mil acessos desde que o blog entrou no ar.

Licenciado em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Vasconcelos vê na filosofia um exercício mental. “Ler um texto no blog e comentá-lo, dar sua opinião se expondo, já é um grande passo para nos libertarmos das nossas “cavernas” da timidez, da arrogância, do egoísmo, da autosuficiência”, defende, ao fazer referência a Alegoria da Caverna, de Platão. Por meio do blog, o professor garante que consegue se aproximar melhor daquilo que se passa no interior de cada aluno.

(Renata Chamarelli)


Veja a entrevista em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/journalContent.action?editionId=15&categoryId=2

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pesquisas no Google







Muito calma nessa hora!

As pesquisas no Google são excelentes, porém são muito perigosas. Quando fazemos pesquisas, há fontes seguras e não seguras (não confiáveis), aparecem textos, trabalhos e comentários, por exemplo, desde o "Joazinho" da Escola Municipal Anice Dib (da cidade de Rio Branco, Acre - Brasil) à tese de Pós-doutorado do Ph.D. Jones pela Cambridge (Inglaterra).

Cuidado com as "Wikipédias" da internet, onde aparecem informações superficiais demais que causam sono da razão e, consequentemente, surgem monstros como diz Goya.

Confira: Desciclopedia
Pense nisso!!!
até o próximo post...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

CRISE

A palavra Crise vem do grego κρίσις que significa primeiramente "decisão, determinação, julgamento", mas poderíamos pensar crise como "separação, passagem estreita, afastamento", como diz o Ph.D. Luiz Almeida Martins Filho "a palavra crise é da mesma origem a palavra “crivo” que separa o duto de água em jatos menores. O crivo separa. Na peneira estão os bons e os que não devem continuar. Ao peneirar é feita a separação. Quem é bom fica, quem não deve ficar é lançado fora. Assim é a crise que estamos vivendo. Ficará quem for bom".

Ora, recebi hoje um e-mail que atribuem a Einstein, que diz o seguinte:


"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

Quem atribue à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"

C R I S E
Pense nisso!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

GRUPO 1_2o ANO (INTEGRAL)

Prezados Alunos,

segue abaixo as QUESTÕES DO GRUPO 1 de Ética, na integra, ou seja,
postei todo o GRUPO 1 até as apostilas ficarem prontas.
Favor trazer impresso, escrito (etc) a partir da próxima aula
para respondermos em sala de aula e para futuras discussões.

To morrow is another day

Atenciosamente,

Leonardo O. de Vasconcelos

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COLÉGIO RUI BARBOSA
DISCIPLINA: FILOSOFIA - ÉTICA E CIDADANIA
PROF. LEONARDO VASCONCELOS
TURMA(S): 2A; 2B e 2T
ATIVIDADE: GRUPO 1. VALOR: 3 PONTOS

ASSUNTO: A MORAL

Questões

1. Qual é a importância da consciência psicológica para o problema moral?
2. Que relação existe entre consciência psicológica e consciência moral?
3. Por que uma coação interna pode eximir o homem da responsabilidade moral?
4. Quais as principais etapas da formação da consciência moral segundo Piaget?
5. Por que a socionomia apresenta um progresso em relação à heteronomia?
6. Dê exemplos de situações nas quais os valores morais se fazem presentes.
7. Que conceituação de moral é proposta no texto?
8. Conceitue e relacione os planos normativo e factual da moral.
9. Dê exemplos de ações morais e imorais.
10. Dê exemplos do “jeitinho” na vida cotidiana. Do ponto de vista moral, que conseqüências negativas ele pode acarretar?
11. Que conceituação de ética o texto propõe?
12. Por que é importante a ética no exercício da profissão?
13. Cite alguns problemas estudados pela bioética.
14. Em que consiste o aspecto social da moral?
15. Que importância tem a interiorização das normas?
16. Que elementos influenciam a reação da consciência diante das normas?
17. Que conseqüências a interação entre o caráter social da moral a convicção pessoal de aceitação ou negação das normas pode acarretar?
18. Mencione duas diferenças entre as normas morais e as normas jurídicas.
19. Cite as conseqüências da afirmação: “Eu crio a minha moral e o mundo que se dane”.
20. Em que consiste a função social da moral?
21. Dê exemplos de variação de valores morais no tempo (de uma época para outra) e no espaço (em uma mesma época, de um lugar para outro).
22. Como se explica a variação de normas morais?


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domingo, 4 de janeiro de 2009

SOBRE O TEETETO DE PLATÃO

Edições

PLATON, Œuvres complètes, tome VIII, 2e partie : Théétète, texte établi et traduit par A. Diès, Belles Lettres, Paris, 1926

PLATON, Œuvres complètes, trad. nouvelle et notes par L. Robin, Paris, Gallimard, Bibliothèque de la Pléiade, 1940-42

PLATON, Théétète, trad., intro. et notes par M. Narcy, Paris, GF-Flammarion, 2ème éd. corrigée, 1995

PLATÃO. Teeteto. Trad. C. A. Nunes. Belém : Univ. do Pará.

PLATON. Théétète. Trad. A. Diès. Paris: Les Belles Lettres, 1950. VER INTRODUÇÃO.

PLATON. Théétète. Trad. M. Narcy. Paris: GF-Flammarion, 1990. VER INTRODUÇÃO.

PLATÃO. Teeteto. (até 186e). Trad. Adriana M. Nogueira e Marcelo Boeri. Lisboa: Fundação
Calouste Gulbenkian, 2005.

Comentários (leitura secundária)

BARKER, A. The digression in the Theaetetus. Journal of the History of Philosophy 14 (1976) p.457-462.BENITEZ, E.;

GUIMARAES, L. Philosophy as performed in Plato's Theaetetus. Review of Metaphysics 47 (1993-1994) p.297-328.

BERNARDETE, S., Commentary to Plato's Theaetetus. Chicago: University of Chicago Press, 1984.

BOSTOCK, D., Plato’s Theaetetus, Oxford, Clarendon Press, 1988

BOERI, Marcelo. Senso-percepción y estados afectivos. Sobre el valor de la aísthesis en la explicación del conocimiento. V Encontro de Filosofia Antiga. Belo Horizonte: FAFICH, 2002.

BURNYEAT, M.F., The Theaetetus of Plato (with a translation by Jane Levett). Hackett, 1990.Campbell, L., The Theaetetus of Plato. Oxford University Press, 1883.

BURNYEAT, M., Introduction au Théétète de Platon, trad. M. Narcy, Puf, 1998, ISBN 2130493394

BURNYEAT, M. F. Protagoras and self-refutation in Plato's Theaetetus. Philosophical Review LXXXV, 2 (1976) p.172-195.

COOPER, J. M. Plato on sense-perception and knowledge. Theaetetus 184-186. Phronesis 15 (1970) p.123-146.COOPER, N. Between knowledge and ignorance. Phronesis 31 (1986) 229-242.

COOPER, N. Plato's last theory of knowledge. Apeiron 28 (1995) p.75-89.

CORNFORD, F.M., "Plato's Theory of Knowledge: The Theaetetus and The Sophist". Dover, 2003 [first published in 1935].

_____________ (1982). La teoría platónica del conocimiento: Teeteto y El Sofista: traducción y comentario, 1ª ed. (en español), Paidós. ISBN 84-7509-164-4.

DIES, A. Autour de Platon. Paris: Les Belles Lettres, 1972.

DIXSAUT, M. Le naturel philosophe. Essai sur les dialogues de Platon. Paris: Les Belles, (1985) 1994. (P. 299-309).

FINE, G. Plato's refutation of Protagoras in the Theaetetus. Apeiron 32 (1998) p.201-234.

GAIL, Fine. Conflicting appearances. Theaetetus 153d-154b. In: Gill, C.; McCabe, M. M. Form and argument in late Plato. Oxford: OUP, 2000.

GOLDSCHMIDT, V. Les Dialogues de Platon: Structure et methode dialetique. Paris: PUF, 1947

GRISWOLD, C. L. Commentary on Sayre. The Boston Area Colloquium in Ancient Philosophy 9 (1995) p.200-212.

GUTHRIE, W. K. C. A history of greek philosophy. Cambridge : CUP, 1975.

HEIDEGGER, M., The Essence of Truth. Continuum, 2002.

HOLLAND, A. J. An argument in Plato's Theaetetus: 184-6. Philosophical Quarterly 9 (1973) p.97-116.

JAEGER, W. Paideia. Trad. A. M. Pereira. São Paulo: Herder, 1936.

KLEIN, Jacob, "Plato's Trilogy: Theaetetus, The Sophist and the Statesman". University of Chicago Press, 1977.

LEWIS, F.A. Foul play in Plato’s aviary : Theaetetus 195B ff. In: E.N.Lee; A.P.D.Mourelatos; R.M.Rorty (Ed.). Exegesis and Argument. Assen: 1973, 262-284.

MARQUES, M. P. O sofista: uma fabricação platônica? Kriterion 102 (2000) p.66-88.

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MONCADA, J. Escobar. Somos acaso un caballo de madera?. Sobre la percepcion en el Teeteto. Primeras Jornadas de Filosofia Antigua. Buenos Aires, 2002.

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ROSS, W. D. Plato's Theory of Ideas. Oxford : Claredon, 1951.

RUNCIMAN, W., Plato’s Later Epistemology, Cambridge, University Press, 1962

SANTOS, José Gabriel T. Filosofia e sofística no Teeteto de Platão. V Encontro de Filosofia Antiga. Belo Horizonte: FAFICH, 2002.

SAYRE, K. Why Plato never had a theory of forms. The Boston Area Colloquium in Ancient Philosophy 9 (1995) p.167-199.

SEDLEY, D. Three platonist interpretations of the Theaetetus. In: Gill, C.; McCabe, M. M. Form and argument in late Plato. Oxford: OUP, 2000.

SEDLEY, D., The Midwife of Platonism : Text and Subtext in Plato's Theaetetus, Oxford, University Press, 2004

WATERLOW, S. Protagoras and Inconsistency: Theaetetus 171A6-C7. Archiv für Geschichte der Philosophie 59 (1977) p.19-36.

WHITE, Nicholas P. Plato on knowledge and reality. Indianapolis/Cambridge: Hackett, 1976.

Na internet

Θεαίτητος (texto em grego), site Perseus

Βικιθήκη (Wikisource). Tradução livre.

Théétète (Francês), tradução Émile Chambry

Is Justified True Belief Knowledge ? Edmund L. Gettier, une formalisation de la théorie de la connaissance formulée dans le Théétète (francês)

Plato’s Theaetetus, The Internet Encyclopedia of Philosophy (inglês)

Plato on Knowledge in the Theaetetus, SEP

Platon le Professeur : Une Interprétation Pédagogique du Théétète de Platon, Ezzat Orany

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

PLATÃO. Teeteto. Sobre a natureza do conhecimento


A definição de conhecimento no Teeteto


O Teeteto começa ao estilo de um diálogo do primeiro período. A questão proposta é "O que é o conhecimento?", e Sócrates oferece-se para fazer de parteira de modo a permitir que o jovem e brilhante matemático Teeteto dê à luz a resposta. A primeira sugestão é a de que o conhecimento consiste em coisas como a geometria e a carpintaria; mas isto não serve como definição, pois a própria palavra "conhecimento" teria de ser usada se tentássemos dar definições de geometria e de carpintaria. Aquilo de que Sócrates está à procura é aquilo que é comum a todos estes tipos de conhecimento.

A segunda proposta de Teeteto é a de que o conhecimento é a percepção: conhecer algo é tomar contato com ela por meio dos sentidos. Sócrates observa que os sentidos de pessoas diferentes são diferentemente afetados: a mesma rajada de vento pode ser sentida por um pessoa como quente e por outra como fria. "É sentida como fria" significa "parece fria", de modo que apreender através dos sentidos é o mesmo que parecer. Apenas o que é verdadeiro pode ser conhecido; assim, se o conhecimento é a percepção sensorial, teremos de aceitar a doutrina de Protágoras segundo a qual aquilo que parece é verdadeiro, ou pelo menos aquilo que parece a uma pessoa específica é verdadeiro para essa pessoa.

Por detrás de Protágoras está Heraclito. Se é verdade que tudo, no mundo, está constantemente a sofrer mudanças, então as cores que vemos e as qualidades que sentimos não podem ser realidades objetivas e estáveis. Cada uma é, pelo contrário, o produto do encontro momentâneo entre um dos nossos sentidos e algum elemento transitório no fluxo universal que lhe corresponda. Quando um olho, por exemplo, entra em contato com um seu correspondente visível, começa a ver a brancura, e o objeto começa a parecer branco. A brancura propriamente dita é gerada pela relação entre estes dois progenitores, o olho e o objeto. O olho e o objeto, do mesmo modo que a brancura a que dão origem, fazem eles próprios parte do fluxo universal; não são imóveis, embora o seu movimento seja lento por comparação com a velocidade com que as impressões dos sentidos vão e vêm. A visão que o olho tem do objeto branco e a brancura do próprio objeto são dois gêmeos que nascem e morrem um com o outro. Uma descrição semelhante pode ser feita para os outros sentidos; e assim podemos ver, pelo menos no que diz respeito ao reino dos sentidos, a razão por que Protágoras dizia que aquilo que parece, é; pois a existência de uma qualidade e a sua aparição ao sentido apropriado são inseparáveis uma da outra.

Mas a vida não é toda feita de sensações. Nós temos sonhos, nos quais aparecemos com asas e voamos; os loucos sofrem delírios, nos quais acham que são deuses. Certamente que estas são aparências que não estão de acordo com a realidade! Metade da nossa vida é passada a dormir; e talvez nunca possamos ter a certeza se estamos acordados ou a sonhar; portanto, como pode qualquer de nós dizer que aquilo que lhe parece num dado momento é verdade?

Para responder a isto, Protágoras pode apelar de novo a Heraclito. Suponhamos que Sócrates fica doente e que o vinho doce lhe sabe a amargo. Segundo a descrição dada antes, a amargura nasce de dois progenitores, o vinho e aquele que saboreia. Mas o Sócrates doente é um saboreador diferente do Sócrates saudável, e de um progenitor diferente nascerá naturalmente um filho diferente. Como cada pessoa que tem sensações está constantemente a mudar, cada sensação é uma experiência única e irrepetível. Pode não ser verdade que o vinho é amargo, mas é verdade que é amargo para Sócrates. Nenhuma outra pessoa está em condições de corrigir o Sócrates doente quanto a isto, de modo que também aqui Protágoras é corroborado: aquilo que me parece a mim, é verdadeiro para mim. Teeteto pode continuar a defender que a percepção é conhecimento.

Mas será que todo o conhecimento é percepção? Saber uma língua, por exemplo, é mais do que simplesmente ouvir os sons pronunciados, coisa que podemos fazer com uma língua que não conheçamos. É verdade, evidentemente, que muitas vezes aprendo algo - por exemplo, que o Parténon fica na Acrópole - vendo-o com os meus olhos. Mas, mesmo depois de fechar os olhos, ou de me ir embora, continuo a saber que o Parténon é na Acrópole. Portanto, a memória é um exemplo de conhecimento sem percepção. Mas talvez Teeteto ainda não tenha sido derrotado: Protágoras pode vir em seu auxílio replicando que é possível saber e não saber algo ao mesmo tempo, como quando pomos uma mão à frente de um dos olhos: tanto podemos ver como não ver a mesma coisa ao mesmo tempo.

Sócrates parece ficar reduzido a uma reação ad hominem. Como pode Protágoras ser professor e levar dinheiro por isso se ninguém está em melhor posição do que qualquer outra pessoa no que diz respeito ao conhecimento, visto que o que parece a cada homem é verdadeiro para ele? Protágoras replicaria que, ao passo que não é possível ensinar alguém de modo a que substitua os pensamentos falsos por verdadeiros, um professor pode fazer-nos substituir maus pensamentos por bons pensamentos, pois, apesar de todas as aparências serem igualmente verdadeiras, nem todas são igualmente boas. Um sofista como Protágoras pode levar um aluno a ficar em melhor estado, tal como um médico poderia curar Sócrates da doença que lhe afetava o paladar, fazendo com que o vinho lhe soubesse de novo a doce.

Em resposta a isto, Sócrates apoia-se no argumento de Demócrito para mostrar que a doutrina de Protágoras se derrota a si mesma. Parece verdade a todos os homens que alguns deles conhecem melhor do que outros diversas áreas de especialidade; nesse caso, tal deve ser verdade para todos os homens. Parece à maior parte das pessoas que a tese de Protágoras é falsa; nesse caso, a sua tese tem de ser mais falsa do que verdadeira, pois os que nela não acreditam são mais do que os que nela acreditam. A teoria de Protágoras pode parecer estar assente em alicerces sólidos quando aplicada à percepção sensorial, mas é deveras implausível se for aplicada aos diagnósticos médicos ou às previsões políticas. Cada homem pode ser a medida do que é, mas mesmo no caso das sensações ele não é a medida do que será: um médico sabe melhor do que o doente se ele terá febre e um comerciante de vinhos saberá melhor do que um consumidor se um vinho ficará doce ou seco.

Mas mesmo onde é mais forte, no domínio da sensação, a tese de Protágoras é vulnerável, argumenta Sócrates, pois depende da tese do fluxo universal, que é, ela própria, inconsistente. De acordo com os heracliteanos, tudo está constantemente a mudar, quer no que diz respeito ao movimento local (o movimento de lugar para lugar), quer no que diz respeito à alteração qualitativa (como, por exemplo, a mudança de branco para preto). Ora, se uma coisa permanecesse no mesmo sítio, poderíamos descrever o modo como mudaria qualitativamente, e, se tivéssemos uma porção de cor constante, poderíamos descrever o modo como ela se moveria de lugar para lugar. Mas se ambos os tipos de mudança tiverem lugar simultaneamente, ficamos reduzidos ao silêncio; não somos capazes de dizer que coisa está a mover-se, nem que coisa está a sofrer uma alteração. A própria percepção sensorial estará em fluxo: um episódio de visão transformar-se-á de repente num episódio de não-visão; a audição e a não-audição seguir-se-ão uma à outra incessantemente. Isto é tão diferente daquilo que tomamos como conhecimento que se o conhecimento for idêntico à percepção, será tanto conhecimento como não conhecimento.

Sócrates prepara-se então para dar a estocada final examinando os órgãos corpóreos dos sentidos: os olhos e os ouvidos, os meios por meio dos quais vemos as cores e ouvimos os sons. Aquilo que é objeto de um dos sentidos não pode ser percepcionado [percebido] por outro sentido: não podemos ouvir as cores ou ver os sons. Mas, nesse caso, o pensamento de que um som e uma cor não são uma e a mesma coisa, mas duas coisas diferentes, não pode ser o produto nem da vista nem do ouvido. Teeteto tem de conceder que não há órgãos para a percepção da mesmidade e da diferença nem da unidade e da multiplicidade; é a própria alma que contempla os termos comuns que se aplicam a tudo. Mas a verdade acerca das propriedades corpóreas mais tangíveis só pode ser alcançada por meio do recurso a estes termos comuns, que pertencem não aos sentidos mas à alma. O conhecimento não reside nas impressões sensoriais, mas na reflexão que a alma faz sobre elas.

Por fim, Teeteto abandona a tese de que o conhecimento é a percepção; propõe que, em vez disso, consiste nos juízos da alma que reflete. Sócrates aprova esta mudança de rumo. Quando a alma pensa, diz ele, é como se estivesse a falar para si própria, fazendo perguntas e respondendo-lhes, dizendo sim e não. Quando conclui a sua discussão interna consigo própria e produz silenciosamente uma resposta, isso é um juízo.

O conhecimento não pode ser identificado sem mais nem menos com a capacidade de produzir juízos, pois tanto há juízos falsos como verdadeiros. Não é fácil explicar o que é o juízo falso: como posso eu produzir o juízo de que A = B se não souber o que é A nem o que é B? Mas, nesse caso, como é possível que me engane no juízo que fiz? A possibilidade dos juízos falsos parece ameaçar-nos com a necessidade de admitirmos que alguém pode saber e não saber a mesma coisa ao mesmo tempo.

Suponhamos, sugere agora Sócrates, que a alma é uma tábua de cera. Quando queremos memorizar qualquer coisa, inscrevemos uma impressão ou uma ideia nesta tábua; e, enquanto a inscrição se mantiver, nós lembramo-nos. Os juízos falsos podem originar-se do seguinte modo: Sócrates conhece Teeteto e o seu professor Teodoro e tem imagens de cada um deles inscritas na sua memória; mas, vendo Teeteto ao longe, identifica-o erradamente não com a sua imagem, mas com a de Teodoro. Quanto mais indistintas se tornam as imagens na cera, mais se torna possível que tais erros sejam cometidos. Os juízos falsos têm origem, portanto, numa discrepância entre a percepção e o pensamento.

Mas não há casos em que fazemos juízos falsos quando não está em causa qualquer percepção? Um exemplo é quando cometemos um erro ao fazer uma soma aritmética. De modo a dar conta destes casos, Sócrates diz que é possível possuir conhecimento sem o ter na alma numa ocasião específica, tal como se pode possuir um casaco e não o vestir. Tomemos a alma, agora, não como uma tábua de cera, mas como um aviário. Nascemos com uma alma que é um aviário vazio; à medida que aprendemos coisas novas, adquirimos novos pássaros, e saber algo é possuir o pássaro correspondente na nossa coleção. Mas, se quisermos usar algum conhecimento, temos de apanhar o pássaro apropriado e segurá-lo na nossa mão antes de o libertar de novo. Assim se explicam os erros aritméticos: alguém que não saiba aritmética não tem quaisquer pássaros relativos aos números no seu aviário; uma pessoa que julgue que 7 + 5 = 11 tem todos os pássaros apropriados esvoaçando à sua volta, mas em vez de apanhar o décimo segundo apanha o décimo primeiro.

Quer estes símiles sejam suficientes para clarificar a natureza dos juízos falsos quer não, há uma dificuldade, aponta Sócrates, na tese de que o conhecimento é o juízo verdadeiro. Se um júri for persuadido por um causídico inteligente a produzir um certo veredito, então, mesmo que o veredito esteja de acordo com os fatos, os jurados não possuem o conhecimento que uma testemunha ocular possuiria. Teeteto modifica então a sua definição de modo a que o conhecimento seja um juízo ou crença que seja não apenas verdadeiro mas também articulado.

Sócrates explora então três maneiras diferentes segundo as quais se poderia dizer que uma crença poderia ser articulada. A mais óbvia de todas é quando alguém tem uma crença que é capaz de exprimir por meio de palavras; mas toda a gente que tenha uma crença verdadeira e que não seja surdo ou mudo é capaz de fazer isto, de modo que este dificilmente contaria como um critério para distinguir entre a crença verdadeira e o conhecimento.

A segunda maneira é a que Sócrates leva mais a sério: ter uma crença articulada acerca de um objeto é ser capaz de proporcionar uma análise dela. O conhecimento de algo é adquirido ao reduzi-lo aos seus elementos. Mas, nesse caso, não pode haver conhecimento dos elementos básicos, que não são analisáveis. Os elementos que formam as substâncias do mundo são como as letras que formam as palavras de uma língua; e analisar uma substância pode ser comparado a soletrar uma palavra. Mas, ao passo que se pode soletrar "Sócrates", não se pode soletrar a letra "S". Assim como uma letra não pode ser soletrada, também os elementos básicos do mundo não podem ser analisados e, portanto, não podem ser conhecidos. Mas, se os elementos não podem ser conhecidos, como podem os complexos formados por eles ser conhecidos? Além disso, apesar de o conhecimento dos elementos ser necessário ao conhecimento dos complexos, não é suficiente; uma criança pode saber todas as letras e, mesmo assim, não ser capaz de soletrar proficientemente.

Segundo a terceira interpretação, uma pessoa tem uma crença articulada acerca de um objeto se for capaz de produzir uma descrição que só se aplique a esse objeto. Assim, podemos descrever o Sol como o mais brilhante dos corpos celestes. Mas, deste ponto de vista, como pode alguém ter qualquer ideia que seja acerca do que quer que seja sem ter uma crença articulada acerca disso? Eu não posso estar realmente a pensar em Teeteto se tudo o que eu for capaz de incluir na descrição forem coisas que ele tem em comum com as outras pessoas, como ter nariz, olhos e boca.

Sócrates conclui, um pouco precipitadamente, que a terceira definição que Teeteto faz de conhecimento não é melhor do que as duas anteriores. O diálogo termina numa atmosfera de perplexidade, como os diálogos socráticos do primeiro período. Mas, de fato, chegou bastante longe. A explicação que dá da percepção sensorial, modificada depois por Aristóteles, viria a ser moeda corrente até ao fim da Idade Média. A definição de conhecimento como crença verdadeira articulada, interpretada como significando crença verdadeira justificada, foi ainda aceite por muitos filósofos do nosso século. Mas aquilo que Platão provavelmente via como o maior feito do Teeteto foi a cura que proporcionou para o ceticismo de Heráclito, ao mostrar que a doutrina do fluxo universal se derrotava a si mesma.

Retirado de História Concisa da Filosofia Ocidental, de Anthony Kenny. Temas e Debates, 1999. cf. http://www.esas.pt/dfa/enpf/td_01excerto2.html

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

OBRAS DE FILOSOFIA: VESTIBULAR UFMG 2009


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Brasil precisa de professores de filosofia e sociologia

País tem 20.339 professores de sociologia, sendo que só 12,3% são licenciados na área. Em filosofia, são 31.118 professores, sendo 23% com a licenciatura específica. "Não haveria professor suficiente nem para ter apenas um por escola", diz Dilvo Ristoff, autor do estudo e diretor de Educação Básica Presencial da Capes/MEC, órgão que agora cuida também da formação de professores no país. São 24 mil escolas de ensino médio no Brasil. A lei de junho retificou essa decisão e exigiu que sociologia e filosofia integrassem o currículo dos três anos do ensino médio, o que complicou mais ainda a situação.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


quarta-feira, 25 de junho de 2008

CONVITE: DIA 27 DE JUNHO 2008


segunda-feira, 2 de junho de 2008

Lei nº.1641/2003 que torna obrigatório Filosofia e Sociologia nas escolas de ensino médio, públicas e privadas

DIA HISTÓRICO: Sancionada a lei que torna obrigatória as disciplinas de Filosofia e Sociologia na Educação.
O presidente da República, em exercício, José Alencar, sancionou hoje, às 16h., no Salão de Atos do Palácio do Planalto, com a presença do Ministro da Educação Fernando Haddad e de grande público presente, a lei que torna obrigatório o ensino das disciplinas de Filosofia e Sociologia nas escolas de ensino médio, públicas e privadas. O Projeto de Lei nº. 1641/2003, do Dep. Ribamar Alves (PSB/MA), foi aprovado primeiro na Câmara dos Deputados, e no dia 8 de maio deste ano, no Senado.A obrigatoriedade do ensino da Filosofia e Sociologia no currículo do ensino médio levaram o Congresso Nacional alterar o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

A obrigatoriedade, segundo a lei, entra em vigor a partir da sua publicação no Diário Oficial da União.Com a concretização de muitas lutas e discussões, nesse dia em que é sancionada a lei pela obrigatoriedade no Ensino Médio, temos um resgate e uma justiça sendo feita. Pois oportunizar que os jovens reflitam sobre si mesmos e sobre a sociedade é fortificar a democracia - “Quanto mais esclarecidos os indivíduos mais esclarecida a sociedade”, afirmava Theodor Adorno.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Seria cômico se não fosse trágico...

Caros amigos,

depois de um bom tempo hoje resolvi postar, fiquei com medo de adormecer meus pensamentos, como diz Goya (1746-1828) "El sueño de la razon produce monstruos". Por falar em monstros, existem vários por aí, nada a declarar sobre as decisões políticas - a discussão sobre a nova CPMF, as pesquisas com células tronco, Mps, O Legislativo fazendo papel do Judiciário, resolvendo escândalos de lobistas e dossiês etc. - sem contar a falta de respeito nos trânsitos, a falta de educação dos jovens, um hedonismo desmedido e um niilismo absoluto que amedronta nossa convivência nos tempos de hoje..., CHEGA! Não vou falar disso agora, rezemos para que esses monstros um dia deixem a razão despertar.

Mudando de assunto, porém dentro dele, sei que já está cansativo os comentários e documentários na mídia sobre o caso da menina Izabella Nardoni, que chocou todos nós, e que ainda não foi julgado, mas alguns pseudos-poetas da nossa sociedade, de forma geral, banalizam o ocorrido com invenções e piadinhas, a grande maioria de muito mau gosto, o que eu acho de grande falta de respeito com a mãe e familiares da mesma - digo mãe e não os pais, uma vez que o caso ainda não foi julgado, e o pai, Alexandre Nardoni, é um dos réus - como exemplo, um grupinho de alunos me contou uma piadinha de humor negro fazendo alusão à morte da pequena Izabella, o que achei despresível, por aí vai...

Ontem, contudo, recebi um e-mail com a foto-montagem abaixo: "Os verdadeiros pais de Suzane Von Richtofen", que até agora não sei se rio ou choro, porém achei-a bastante criativa e quiçá educativa, o que chamariamos de "A Família Monstro".

















Coincidiu que hoje meu grande amigo e companheiro, Alex Manzi, mostrou-me um vídeo do pessoal do Papo Furado: "Análise gramatical da entrevista dos Nardoni", um detalhe, são poetas na arte cômica, batem de dez a zero no pessoal do Pânico da TV - que se transformou em monstros advindos do sono da razão). Enfim, seria cômico se não fosse trágico, uma vez que este pode ser o futuro perfil dos universitários brasileiros, ou seja, A LÍNGUA PORTUGUESA DOS NOVOS DIPLOMADOS HOJE, é cabuloso, vale a pena conferir:


quinta-feira, 17 de abril de 2008

MOSTRA DAS PROFISSÕES 2008


Caro aluno(a),

você que tem sonhos e metas a realizar e para tal fim vai se inscrever no Vestibular, conheça de perto cada profissão das Faculdades da Universidade Federal de Minas Gerais na Mostra das Profissões 2008: 28 a 30 de Abril no Campus da UFMG.
Estamos promovendo uma excurssão, convido você a participar.
Na semana que vem vou entregar aos alunos uma lista com nomes, em seguida você receberá a um termo com a autorização dos responsáveis, caso tenha interesse em participar se inscreva.

A Mostra das Profissões é um espaço da UFMG para olhar, perguntar, tirar dúvidas e trocar informações. Com conhecimento, a escolha da profissão torna-se mais consciente. E nessa Mostra, em especial, essa escolha será, com certeza, ainda mais instigante. Afinal, a Universidade irá oferecer mais cursos e vagas, além de ampliar as opções no noturno.

Pense nisso!!!

Mais informações: http://www.ufmg.br/mostradasprofissoes/
e-mail: mostradasprofissoes@copeve.ufmg.br

quarta-feira, 9 de abril de 2008

SUSTENTABILIDADE

Sustentabilidade está relacionado a empreendimentos éticos com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:

ecologicamente correto;

economicamente viável;

socialmente justo;

e culturalmente aceito.



Sobre sustentabilidade:
http://mercadoetico.terra.com.br/
http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade
http://portalexame.abril.com.br/blogs/sustentabilidade/listar1.shtml

terça-feira, 8 de abril de 2008

TÍTULO DE ELEITOR - QUESTÃO DE CIDADANIA - ÉTICA JÁ!!!

ATENÇÃO ALUNOS,

NÓS PROFESSORES DO COLÉGIO RUI BARBOSA, EM ESPECIAL A PROFESSORA DANIELA DENISE (HISTÓRIA) E EU, PROF. LEONARDO (ÉTICA E CIDADANIA), CONVIDAMOS A TODOS OS ALUNOS PARA O SEGUINTE EVENTO:

DIA 11 DE ABRIL (NESTA SEXTA-FEIRA) O 33o CARTÓRIO DO TRE (TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL) DE BELO HORIZONTE VAI ESTAR NO COLÉGIO, ATENDENDO SOMENTE A ALUNOS, PARA FAZEREM O TÍTULO DE ELEITOR.


ALUNO, SE VOCÊ É MAIOR DE 16 ANOS E AINDA NÃO TEM SEU "TÍTULO DE ELEITOR", FAÇA SEU CADASTRO NO DIA 11 DE ABRIL (LEVE IDENTIDADE, COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA, SE MAIOR DE 18 ANOS, LEVE SEU CERTIFICADO DE ALISTAMENTO MILITAR).

FAÇA VALER A SUA OPINIÃO, FAÇA VALER OS SEUS DIREITOS.

CAMPANHA ÉTICA JÁ! POR UM PAÍS MELHOR!

sexta-feira, 28 de março de 2008

VAMOS VIVER COM ÉTICA!!!

A chave para a solução dos problemas atuais do Brasil pode ser a mesma que o prefeito de New York usou há uma década atrás.

Veja os 10 mandamentos:

01. Você acha um absurdo a corrupção da polícia?
Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!

02. Você acha um absurdo o roubo de carga, até mesmo com assassinatos dos motoristas?
Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!

03. Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?
Solução: NUNCA compre nada deles! A maior parte de suas mercadorias são produtos
roubados, falsificados ou sonegados.

04. Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?
Solução: NÃO compre nem consuma drogas!

05. Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?
Solução: NÃO o admire, repudie-o.

06. Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas nas ruas?
Solução: NUNCA dê nada.

07. Você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade?
Solução: SÓ jogue o LIXO no LIXO.

08. Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetáculos?
Solução: NÃO compre deles, nem que não assista ao evento.

09. Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?
Solução: NUNCA feche o cruzamento.

10. Você está indignado com o desempenho de seus representantes na política?
Solução: Nunca mais vote neles e espalhe aos seus amigos seu desalento e o nome dos eleitos que o decepcionam.

OBS.: Você acha um absurdo o poder econômico e militar dos Estados Unidos da América?
Solução: Prestigie a indústria brasileira!

Estamos passando por uma fase de falta de cidadania e patriotismo.

Precisamos mudar nosso comportamento para que possamos viver num país onde tenhamos orgulho de dizer: EU SOU BRASILEIRO!

Ficando parado, você não contribui com nada; portanto não pode reclamar.

Pratique os pontos com os quais você concordou e tente praticar também os que você não concordou.

Divulgue esta mensagem, pois estará contribuindo para um Brasil melhor, precisamos melhorar este país.

VAMOS VIVER COM ÉTICA!!!

Referência: http://cesinhabiker.multiply.com/journal/item/313

quinta-feira, 27 de março de 2008

VIVER A ÉTICA

1) Quais são os três grandes valores éticos?

O primeiro valor é o RESPEITO.
Consiste em não causar dano a ninguém e controlar nossos instintos agressivos.

O segundo valor é a JUSTIÇA.
Consiste em dar o que pertence a cada pessoa,e só tem sentido, se antes cumprimos com os valores do Respeito.

O terceiro valor é o AUTODOMÍNIO.
Controlar nossos instintos quando espontaneamente vão a favor de algum anti-valor e só tem sentido põe ordem dentro de nós mesmos, se antes estamos em ordem com os demais.

2) O que significam as palavras Fisiodulia, Biodulia, Ecodulia e Genodulia?

(Dulia vem de Doulos = respeito)

FISIODULIA: respeito à natureza humana, incluido nela o corpo humano, respeito à pessoa, à sua liberdade.

BIODULIA: respeito à vida humana individual (por exemplo, você se respeitar a si mesmo).

ECODULIA: é o respeito ao meio-ambiente (por exemplo: todos os tipos de poluição são sim falta de respeito ao meio-ambiente).

GENODULIA: é o respeito à vida da espécie humana (por exemplo, aos embriões, feto, a tudo o que é humano etc.).

terça-feira, 11 de março de 2008

QUE PAPELÃO!!!

A prefeitura de Belo Horizonte, por meio da BHTRANS (responsável pelas multas de trânsito etc), estão com a campanha "Que Papelão" que tem como objetivo alertar a população sobre os riscos de beber e dirigir, além da consciência de dirigir com atenção ao volante, não falar ao celular ao dirigir, não estacionar em locais proibidos entre outros, que por sinal é bastante educativa.

Interessante

Hoje fui ao banco fazer um depósito no caixa eletrônico e encontrei um adesivo pregado no mesmo com a seguinte frase:

"Que papelão: político roubar da nação.
Político polui mais que sacola de plástico"


Na hora que eu vi, achei graça, porém faz sentido e muito.
Representantes do povo, quando a missão é grande implica em grande responsabilidade.

PENSE NISSO!!! Até o próximo post

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Ser professor

Achei uma reflexão interessante para os professores de plantão:

"é o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos. O modo de agir do professor em sala de aula fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade."

ABREU, Maria C. & MASETTO, M. T. O professor universitário em aula. São Paulo: MG Editores Associados, 1990. (p.115)

Estou pensando bastante nesse assunto.
Abração a todos os mestres!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

1o ANO

clique aqui para abrir o texto "CAUSAS DA ORIGEM DA FILOSOFIA".

VOLTA ÀS AULAS!!!

Galera,

as aulas começaram e as lembranças das férias vão ficando para trás. Voltar às aulas significa mais disciplina, cumprimento dos horários, tarefas de casa e uma infinidade de compromissos que exigem esforço, tanto dos alunos quanto dos pais.

Mas, embora a disciplina seja importante, não podemos esquecer que, com os alunos, estão de volta os seus sonhos. E a grande maioria sonha com as descobertas, fazer novas amizades, sempre idealizando um ano melhor.

Quanto aos pais, além da responsabilidade de preservar, cuidar, amar, educar com sucesso, é necessário buscar uma parceria ideal, sem delegar plenos poderes nem transferir para a escola toda a formação das crianças.

É natural querer conhecer e acompanhar de perto aquele que diretamente vai influir na formação dos nossos filhos. Mas, mesmo conhecendo e depositando a confiança na escolha feita, é essencial o trabalho conjunto (família/ escola) na formação humana.

Portanto, tenham a certeza de que sempre estaremos à disposição para transformar “nossos pequenos” em “grandes homens”, orientado-os e educando-os com muito amor.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

CARNIFICINA OU CARNAVAL?

Venho através deste declarar que estou apavorado com o trânsito nas ruas e estradas de meu querido estado de Minas Gerais, mais precisamente, estou com paura do trânsito do Brasil. Quanta imprudência vemos nas ruas, ultrapassagens em avenidas curtas e perigosas, embriaguês ao volante é freqüentemente visto pelas pessoas.

Hoje de madrugada um jovem de 22 anos, playboy, com um carro importado em alta velocidade e com o corpo consumido pelo álcool veio de encontro com um outro veículo, tirando a vida de um pai de família que se dirigia ao trabalho, fugiu do carro deixando um amigo acidentado no banco de trás de seu possante, porém esqueceu sua carteira com identidade e carteira de habilitação nos destroços. Como assim um carro na contra-mão de uma das avenidas que mais circulam carros em alta velocidade aqui em Belo Horizonte (Avenida Raja Gabaglia)???

Já perdi as contas de quantos amigos morreram em acidentes de carros e moto, vale lembrar de um amigo do peito: Ângelo dos Reis, que morreu no ano passado, acidente de moto, cujo o réu que estava trêbado no seu veículo e avançou o sinal numa avenida também de grande movimento aqui na região da Pampulha atingindo a moto do meu amigo com a sua namorada.

Quantos amigos ainda vou perder?

Hoje penso 50 vezes antes de viajar de carro.

No meu dia-a-dia, vejo jovens e os chamados "sábios" que constantemente abusam da velocidade de seus possantes, porque é sim um prazer daqueles de bastante adrenalina pisar fundo no acelerador - prazer provindo da idéia de morte, sensações de perigo que lembram a morte, um gozo muito caro, segundo Freud. Eu estou fazendo a minha parte, não é a toa que tenho um carro popular 1.0 de propósito para justamente não ser "seduzido" por este tipo de prazer.

Infelizmente, esse fato vem ocorrendo em todo o Brasil.
Veja alguns dados:
- 42.000 pessoas morrem por ano vítimas de acidente de trânsito no Brasil
- 24.000 pessoas morrem em razão de acidentes nas estradas
- 13.000 morrem no local do acidente e 11.000 são feridos graves que morrem posteriormente


Esses dados equivalem a uma carnificina provocada pela queda de um boing com 400 pessoas por dia durante um ano, já pensou nisso!?
Colegas de volante, mais prudência e responsabilidade no volante!

Cuidado: para seu carnaval não se transformar numa carnificina!!! PENSE NISSO


sábado, 26 de janeiro de 2008

MEU PAI, MEU HERÓI

Quem não tem um herói? Alguns aparecem e somem das nossas vidas, outros podem ser perigosos, uma vez que corremos o risco de morrermos esmagados pela sua imagem (eidola do grego de onde vem a palavra idolatria, ou seja, atidude de entregar-se à imagem, adorar um deus esculpido, uma imagem, oferecer tributos e sacrifícios, daí a idéia judaíca de quem idolatra imagens está adorando um falso deus, e o único Deus é JAVÉ).

Alguns pensadores tem a opinião de que os ídolos são seres metafísicos, no caso Deus mesmo, outros que são criações da mente - seres imaginários, que contém as qualidades que elegemos serem superiores e configuramos em uma pessoa ou um deus, por exemplo, o personagem Aquiles da Ilíada, obra de Homero, e finalmente aqueles que já não acreditam em nada disso - porém para mim herói é aquele que é uma referência para nossa vida, para nossos pensamentos e para formação do nosso caráter.

Nesta curta estrada que até agora percorri, muito aprendi. Embora muito, mas muito pouco diante do que me foi ensinado pelos meus pais.

Vou falar de uma pessoa que é mais que meu herói, é mais que amigo, é meu mestre, MEU PAI: Carlos Vasconcelos.






Carlão, mesmo distante, vc está muito perto de mim. Quero dizer a você a você que tudo o que sou é devido a você e a mamãe. Sigo hoje as trilhas dos seus exemplos de vida, do seus exemplo de caráter e humanidade. Lembro-me quando era jovem, a sua paciência em me ensinar, educar e a ser perseverante nos momentos difíceis, da sua dedicação para conosco, sua família, da sua luta diária, da sua disposição em solucionar problemas de diversas naturezas.

Não gosto das músicas do Fábio Júnior, mas essa composição é quiçá a única
que eu gosto e é isso que gostaria de te falar: Valeu por tudo, te amo, cara!!!

Pai!

Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...

Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Delírio da fama?

Não são recentes os escândalos de artistas na mídia. Escândalos com artistas sempre existiram na história do Olimpo da fama, desde a antigüidade até hoje. Sabemos que eles sempre demonstraram publicamente seu lado privado da vida, e publicar essas privacidades é "ganha-pão" de muitos jornalistas por aí, ainda mais hoje que a mídia é entreterimento para preencher a vida e o tempo de muitas pessoas.
Sabemos que cada artista tem suas chamadas "válvulas de escape", ou seja, cada um desagua suas energias de formas diversas - Freud já dizia - alguns entram de cabeça no mundo das drogas, sexo, consumismo sem fronteiras e chegam até o ponto máximo: suicídio. Exemplos disso são os grandes astros da História do Rock - Elvis Presley, Jimi Hendrix, Janis Joplin e até o caso do vocalista do INXS Michael Hutchence (suicídio), são milhares de casos assim. De um ponto de vista psicológico essas atitudes de celebridades são muitas vezes vistas como demonstrações de pura insanidade, descontrole emocional e um grande vazio existencial.
Ora, por outro lado, temos artitas que deliberam essas energias com ações menos agressivas, ou seja, dedicam-se às causas sociais, muitos chegam ao equilíbrio emocional através da religião, ou criam novas obras, músicas etc., exemplo disso é a família Jolie-Pitt: Brad Pitt, que adotou algumas crianças do continente africano, juntamente com a artista e atual esposa Angelina Jolie, e diversos casos de outros famosos.
Penso que a arte deve é preencher o "buraco existencial" que existe em nós e não abrí-lo mais, tornando-se um abismo.


Michael Jackson é o caso mais famoso acerca do delírio da fama. Antes Black, agora White. A causa é o vitiligo (despigmentação da pele) ou delírio psicológio?


Kurt Cobain - vocalista do Nirvana, que suicidou em 1994.
Foi por causa de seus delírios provindos da fama?

O caso da cantora e compositora norte-americana Britney Spears, que vendeu cerca de 91 milhões de albums e 60 milhões de singles, no mundo todo de acordo com a revista TIME.
Britney Spears e suas atuais atitudes polêmicas - delírio da fama ou jogada de marketing???

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Venite, adoremus Dominum

Segue o link da melhor canção natalina na minha opinião:
"Adeste Fideles" com os três tenores Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo. Espero que gostem.

NATAL é o tempo da fraternidade, momento em que pensamos nas nossas vidas, momento de celebrar a família. Comemoramos a esperança de um mundo melhor, a alegria de viver e a fé entre os homens e em Deus.

FELIZ NACIMENTO DO MENINO-DEUS NO SEU CORAÇÃO!!!

http://br.youtube.com/watch?v=tFTT34ZJ5LQ

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

RETRO: OS MELHORES MOMENTOS DE 2007

Minha mulher e meu filho: Família Vasconcelos

Esse é o professor de Matemática Marco Aurélio, ou melhor, "Coréi", "Macaco Auréio",(http://boatematica.blogspot.com/), grande amigo meu, dando uma palhinha para a galera no início do 2o. semestre de 2007.

RB_band (banda formada com professores e alunos do Colégio Rui Barbosa) com o PACHECÃO - o professor de Física mais famoso do Brasil, estávamos dando boas vindas aos alunos do Colégio Rui Barbosa


Sou violinista nas horas vagas, eis uma foto urbana, rs.


Esta é a banda Rokázz, o som é rock. Sou violinista do rOKázz.

Encarte do CD do rOKázz, sucesso com a música "Rastros", vale a pena conferir no site: http://www.rokazz.com.br/

Show acústico no "La Cancha Sports Bar" em BH.

Rokázz na TV Horizontes, falando da vida pessoal, mostrando as composições e sorteando convites aos shows e brindes.

Vídeo clipe do Rokázz - música "Esperar", gravado na Serraria Souza Pinto - Belo Horizonte, Minas Gerais

Alunos do 3o. Ano do Colégio Rui Barbosa: Pablo e Laelso me chamando para malhar

Natal 2007 com a família da minha esposa, eu de "Santa Claus" com meu filho Rodrigo no meu colo

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Documentário: UMA VERDADE INCONVENIENTE (An inconveniente truth, 2006)
















Os alunos do Colégio Rui Barbosa assistiram e debateram sobre o documentário “Uma verdade Inconveniente (An inconveniente truth, 2006)” de Al Gore que nos mostra a real situação do nosso planeta no tocante à poluição e as futuras conseqüências geradas por uma atitude anti-ética.

Uma Verdade Inconveniente mostra como e por quais motivos a emissão de substâncias poluentes e o mau uso dos recursos naturais tem impactado no aquecimento global e em demais problemas bastante atuais. Nos últimos minutos do filme, algumas recomendações sobre o que pode ser feito são mostradas, e servem como um guia imprescindível para a sobrevivência do mundo como o conhecemos hoje.


Para saber mais, veja: http://blogpensar.blogspot.com/2007/07/sos-live-earth.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O Pequeno Príncipe [ Le petit Prince ]



Uma das partes mais interessantes dessa obra é o trecho do diálogo a seguir:

"- O que quer dizer cativar ?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...

Mas a raposa voltou a sua idéia: - Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...

A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:

- Por favor, cativa-me! disse ela. - Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

Antoine de Saint-Exupéry

PROVÃO FINAL

ATENÇÃO: AS MATÉRIAS DO PROVÃO FINAL PARA TODAS AS TURMAS SERÃO OS CONTEÚDOS VISTOS NA 2a. ETAPA.

3o. ANO:
Sto. Agostinho (Os 3 níveis de Mal, Pecado Original e Livre-arbítrio - estude pelo caderno e as questões)
Kant (Liberdade em Kant e a Ética em Kant - estude pelas questões que dei em folhas e no quadro)

2o. ANO:
Montaigne (Teoria da tripartição dos Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário) + Norberto Bobbio (texto: a teoria das formas de Governo na atualidade)
Nietzsche (os problemas éticos questionados por ele, estude as questões em sala e a matéria do caderno)

1o. ANO:
Hegel (vida pública e vida privada, vontade objetiva e vontade subjetiva)
Textos:
"Analfabeto Político"
"Lei é diferente de Direito"
"Conscientização que gera atitude"
"Genocídio, etnocídio e etnocentrismo"
"Estética de si"


Estude com atenção


BOA PROVA!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Documentário: ILHA DAS FLORES (Jorge Furtado, 1989)

Os alunos do Colégio Rui Barbosa estão fazendo uma análise crítica do documentário "Ilha das flores", do diretor Jorge Furtado, lançando em 1989.

Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. ILHA DAS FLORES segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos. Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. O curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.
Vale a pena conferir

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Liberdade


Cecília Meireles escreveu:

"...Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."
(Romanceiro da Inconfidência)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN (...)

A bandeira de Minas Gerais era um projeto para uma bandeira nacional, de autoria dos inconfidentes mineiros. Contudo, acabou sendo instituída como bandeira oficial do estado de Minas Gerais em 8 de janeiro de 1963, embora as origens de sua utilização remontem ao século XVIII.

De acordo com Tiradentes, o triângulo central da bandeira simbolizava a Santíssima Trindade, e, segundo muitos, os ideais pregados pela Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Há controvérsias a respeito da cor original do triângulo, que alguns julgam ser verde originalmente. O vermelho, contudo, acabou sendo adotado como símbolo-mor das revoluções. Segundo relatos históricos e também a tão criticada Wikipédia.

Em torno do tal triângulo, estava escrito em latim: LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN. Traduzido como "Liberdade ainda que tardia".

Curiosidade - "Libertas quae sera tamen (...)" a expressão tem continuação

Quando da criação daquele estandarte, o inconfidente Alvarenga colheu uma frase de um diálogo entre os pastores Títiro e Melibeu, protagonistas das Bucólicas Vergilianas, onde um pastor canta seu amor por Marília.

Nesse poema Melibeu pergunta:
Et quae tanta fuit Romam tibi causa videndi?” - “E qual foi teu grande motivo para ver Roma?”

E Títiro responde:
Libertas quae sera tamem respexit inertem (…)” - “A liberdade, ainda que tardia, contudo encontrou-me inativo (…)", ou ainda, "Liberdade, a qual, embora tarde, [me] viu inerte (...)".

Enfim, como mineiro sou suspeito para falar, mas a bandeira de Minas Gerais é ou não uma das mais bonitas bandeiras do Brasil, quiçá do mundo?

Quer saber mais? Acesse:

http://www.idasbrasil.com.br/idasbrasil/geral/port/liberdade.asp
http://www.degeo.ufop.br/Portugues/OuroPreto/m_inc.htm
http://www.suapesquisa.com/estadosbrasileiros/estado_minas_gerais.htm
http://www.descubraminas.com.br/destinosturisticos/hpg_pagina.asp?id_pagina=2058&id_pgiSuper=

domingo, 18 de novembro de 2007

O QUE MAIS PESA NO BOLSO DO BRASILEIRO? O CONGRESSO NACIONAL!

Congresso brasileiro é o que mais pesa no bolso da população, em comparação com Parlamentos de onze países

O Congresso brasileiro é o mais caro por habitante, segundo levantamento da Transparência Brasil sobre os Orçamentos do Legislativo federal em 11 outros países. Apenas o Congresso dos Estados Unidos é mais caro que o brasileiro, mas ainda assim pesa menos no bolso de cada cidadão do país.

A pesquisa da Transparência Brasil comparou o orçamento do Congresso brasileiro com os da Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, México e Portugal.

Em 2007, o Brasil destinou para a manutenção do mandato de cada um de seus 594 parlamentares federais quase quatro vezes a média do gasto dos parlamentos europeus e do canadense. Pelos padrões europeus de gasto parlamentar, o orçamento do Congresso brasileiro - equivalente a R$ 11.545,04 por minuto - poderia manter o mandato de 2.556 integrantes. Se for levado em conta o custo absoluto do Congresso brasileiro por habitante (R$ 32,49), ele seria o terceiro mais caro do mundo, atrás do italiano (R$ 64,46) e do francês (R$ 34,00).

O Brasil fica mais caro, porém, se for calculado o peso desse custo no bolso de cada habitante por duas medidas importantes para comparar economias nacionais - o salário mínimo e o PIB per capita. No Brasil, gasta-se dez vezes, em relação ao salário mínimo, o que se gasta na Alemanha ou no Reino Unido. Comparado ao PIB per capita, o gasto nacional é mais de oito vezes maior que o espanhol.

O mandato de cada parlamentar brasileiro custa hoje 2.068 salários mínimos - mais que o dobro do que ocorre no México, segundo colocado entre os países pesquisados, e 37 vezes o gasto proporcional ao salário mínimo registrado na Espanha. Embora não tenham sido levantados neste estudo os custos diretos do mandato - salário, benefícios, assessores e verbas indenizatórias -, é possível comparar os gastos verificados na Câmara dos Deputados (R$ 101 mil mensais) aos da Câmara dos Comuns britânica (R$ 600 mil por ano).

Cada parlamentar brasileiro consome mais do que o dobro de um parlamentar de um país em que a renda per capita e o custo de vida são muito superiores aos do Brasil. Mesmo se não houvesse Senado - a Casa mais cara do mundo por membro, segundo o levantamento -, o Brasil ainda teria um dos Legislativos mais caros existentes. O Orçamento de um Congresso unicameral seria menor que o do Parlamento italiano, o terceiro da lista.

O levantamento reforça a percepção de que os integrantes das Casas legislativas brasileiras perderam a noção de proporção entre o que fazem e o país em que vivem. A íntegra do levantamento pode ser encontrada aqui. Leia também o estudo sobre os custos das Assembléias

Legislativas estaduais e das Câmaras Municipais das capitais, aqui.

Fonte: http://www.transparencia.org.br/index.html

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

RUI BARBOSA

BIOGRAFIA

Rui Barbosa de Oliveira, político e jurisconsulto, nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de novembro de 1849. Bacharelou-se em 1870 pela Faculdade de Direito de São Paulo. No início da carreira na Bahia, enganjou-se numa campanha em defesa das eleições diretas e da abolição da escravatura. Foi político relevante na República Velha, ganhando projeção internacional durante a Conferência da Paz em Haia (1907), defendendo com brilho a teoria brasileira de igualdade entre as nações. Eleito deputado provincial, e adiante geral, atuou na elaboração da reforma eleitoral, na reforma do ensino, emancipação dos escravos, no apoio ao federalismo e na nova Constituição. Por divergências políticas, seu programa de reformas eleitorais que elaborou, mal pode ser iniciado, em 1891. Em 1916, designado pelo então presidente Venceslau Brás, representou o Brasil centenário de independência da Argentina, discursando na Faculdade de Direito de Buenos Aires sobre o conceito jurídico de neutralidade. O discurso causaria a ruptura definitiva da relações do Brasil com a Alemanha. Apesar disso, recusaria, três anos depois, o convite para chefiar a delegação brasileira à Conferência de Paz em Versalhes. Com seu enorme prestígio, Rui Barbosa candidatou-se duas vezes ao cargo de Presidente da República - nas eleições de 1910, contra Hermes da Fonseca e 1919, contra Epitácio Pessoa - entretanto, foi derrotado em ambas, sendo o período durante a primeira candidatura o marco inicial e sua Campanha Civilista. Como jornalista, escreveu para diversos jornais, principalmente para A Imprensa, Jornal do Brasil e o Diário de Notícias, jornal o qual presidia. Sua extensa bibliografia recolhida em mais de 100 volumes, reúne artigos, discursos, conferências EE. questões políticas de toda uma vida. Sócio fundador da Academia Brasileira de Letras, sucedeu a Machado de Assis na presidência da casa. Sua vasta biblioteca, com mais de 50.000 títulos pertence à Fundação Casa de Rui Barbosa, localizada em sua própria antiga residência no Rio de Janeiro. Rui Barbosa faleceu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1923.

TRECHOS DE OBRAS

- De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)

- Dilatai a fraternidade cristã, e chegareis das afeições individuais às solidariedades coletivas, da família à nação, da nação à humanidade. (Rui Barbosa – Coletânea Literária, 211).
- Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela supertição, a realidade pelo ídolo. (Rui Barbosa – O Partido Republicanos Conservador, 61).

- A esperança é o mais tenaz dos sentimentos humanos: o náufrago, o condenado, o moribundo aferram-se-lhe convulsivamente aos últimos rebentos ressequidos. (Rui Barbosa – A Ditadura de 1893, IV-207).

-" Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado ! " (Rui Barbosa)

- O homem, reconciliando-se com a fé, que se lhe esmorecia, sente-se ajoelhado ao céu no fundo misterioso de si mesmo. (Rui Barbosa – A Grande Guerra, 12).

- O escritor curto em idéias e fatos será, naturalmente, um autor de idéias curtas, assim como de um sujeito de escasso miolo na cachola, de uma cabeça de coco velado, não se poderá esperar senão breves análises e chochas tolices. (Rui Barbosa – A Imprensa e o Dever da Verdade, 9).
- Em cada processo, com o escritor, comparece a juízo a própria liberdade. (Rui Barbosa – A Imprensa, III, 111).
- Se os fracos não tem a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional. (Rui Barbosa – A Revogação da Neutralidade Brasileira, 33).

- A existência do elemento servil é a maior das abominações. (Rui Barbosa – Coletânea Literária, 28).
- Toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro. (Rui Barbosa – Colunas de Fogo, 79).

- Na paz ou na guerra, portanto, nada coloca o exército acima da nação, nada lhe confere o privilégio de governar. (Rui Barbosa – Contra o militarismo, 1.° série, 131)..

- O espírito da fidelidade e da honra vela constantemente, como a estrela da manhã da tarde, sobre essas regiões onde a força e o desinteresse, o patriotismo e a bravura, a tradição e a confiança assentaram o seu reservatório sagrado. (Rui Barbosa – Disc. E Conf., 226).

- Um povo cuja fé se petrificou, é um povo cuja liberdade se perdeu. (Rui Barbosa – Disc. E Conf., 263).

- A soberania da força não pode ter limites senão na força. (Rui Barbosa – Disc. E Conf., 377).

- O exército não é um órgão da soberania, nem um poder. É o grande instrumento da lei e do governo na defesa nacional. (Rui Barbosa – Ditadura e República, 138).

- Nenhum povo que se governe, toleraria a substituição da soberania nacional pela soberania da espada. (Rui Barbosa – Ditadura e República, 143).

- Embora acabe eu, a minha fé não acabará; porque é a fé na verdade, que se libra acima dos interesses caducos, a fé invencível. (Rui Barbosa – Elogios e Orações, 161).

- Os que ousam ser leais à sua fé, são cobertos até de ridículo. (Rui Barbosa – Novos Disc. E Conf., 194).

- A espada não é a ordem, mas a opressão; não é a tranqüilidade, mas o terror, não é a disciplina, mas a anarquia não é a moralidade, mas a corrupção, não é a economia mas a bancarrota. (Rui Barbosa – Novos Discursos e Conferências, 317).

- Outrora se amilhavam asnos, porcos e galinhas. Hoje em dia há galinheiros, pocilgas e estrebarias oficiais, onde se amilham escritores. (Rui Barbosa e dever da Verdade, 23).

- A mesma natureza humana, propensa sempre a cativar os subservientes, nos ensina a defender-nos contra os ambiciosos.
(Rui Barbosa - D. e conferências, 382)

- A acusação é sempre um infortúnio enquanto não verificada pela prova.
(Rui Barbosa - Novos discursos e confissões, 112)

- Criaturas que nasceram para ser devoradas, não aprendem a deixar-se devorar.
(Rui Barbosa - Elogios e orações, 262)

- Não há outro meio de atalhar o arbítrio, senão dar contornos definidos e inequívocos à condição que o limita.
(Rui Barbosa - Coletânea jurídica, 35)

- Sem o senso moral, a audácia é a alavanca das grandes aventuras.
(Rui Barbosa - Colunas de Fogo, 65)

- Quanto maior o bem , maior o mal que da sua inversão procede.
(Rui Barbosa - A Imprensa e o Dever Da Verdade)

- É preciso ser forte e conseqüente no bem, para não o ver degenerar em males inesperados.
(Rui Barbosa - Ditadura e República, 45)

- Só o bem neste mundo é durável, e o bem, politicamente, é todo justiça e liberdade, formas soberanas da autoridade e do direito, da inteligência e do progresso.
(Rui Barbosa - O Partido Republicano Conservador, 46)

- A eleição indireta tem por base o pressuposto de que o povo é incapaz de escolher acertadamente os deputados.
(Rui Barbosa - Discursos e Conferências)

- No culto dos grandes homens não pode entrar a adulação.
(Rui Barbosa - E. Eleitoral aos E. de Bahia e Minas, 120)

- O ensino, como a justiça, como a administração, prospera e vive muito mais realmente da verdade e moralidade, com que se pratica, do que das grandes inovações e belas reformas que se lhe consagrem.
(Rui Barbosa - Plataforma de 1910, 37)

Referências:

15 DE NOVEMBRO DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA


Dia Mundial da Filosofia


Visando promover e popularizar a reflexão filosófica, o Dia Mundial da Filosofia em 2007 continua a trabalhar pela divulgação do pensamento e do diálogo independentes.

Oito filósofos contribuíram para o novo número do Correio da UNESCO, o qual enfatiza o papel da filosofia de hoje. Os enfoques são diversos, as preocupações são variadas, mas têm uma certeza: a filosofia não deve permanecer mais somente no âmbito verbal, pois ela constitui uma arma contra os dogmatismos e as manipulações. Para citar uma das idéias de Jostein Gaarder, “os filósofos têm uma responsabilidade cósmica”.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A ÉTICA DO CUIDADO













COMPROMISSO + AÇÃO = REEDUCAÇÃO

O cuidado é a essência concreta do ser humano.

Por ética do cuidado Boff entende "um consenso mínimo a partir do qual possamos nos amparar e elaborar uma atitude cuidadosa, protetora e amorosa para com a realidade... esse afeto vibra diante da vida, protege, quer expandir a vida". A ética da responsabilidade se orienta, segundo Boff, pelo seguinte princípio: "Aja de tal maneira que sua ação não seja destrutiva. Aja de tal maneira que sua ação seja benevolente. Ajude a vida a se conservar, a se expandir, a irradiar". E, por fim, a solidariedade é o elo final que amarra essa tríade de valores capazes de estabelecer, diz Boff, "um patamar mínimo para que alcancemos um padrão de comportamento que seja humanitário, isto é, tratando humanamente os seres humanos e tratando bem a vida que vai além da nossa vida".

(Leonardo Boff, 1999, Saber Cuidar: ética do humano – compaixão pela terra).

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

"O que é veneno para alguns, pode ser remédio para outros"

















"O que é veneno para alguns, pode ser remédio para outros"

Aposentados e pensionistas da Petrobras protestam em frente ao edifício sede da estatal no Rio de Janeiro hoje, dia 25 de Outubro de 2007, a idéia nietzchiana "O que é veneno para alguns, pode ser remédio para outros", serviu como luvas nas mãos dos que faziam o protesto.

sábado, 20 de outubro de 2007

Maniqueísmo

artigo

O Maniqueísmo: o Bem, o Mal e seus efeitos ontem e hoje

Autor: RAYMUNDO DE LIMA Psicanalista e professor da UEM

Temo o homem que só conhece um livro (Timeo hominem unius libri) Sto. Tomás de Aquino

É possível que os primeiros homens não nasceram com inteligência. Esta foi construída ao longo de sua história de hominização. A evolução de qualquer criança em todos os tempos e culturas, que evolui do mais simples para o mais complexo pensamento abstrato ou simbólico, deve estar ainda acontecendo com o ser humano, ou seja, ainda estamos em processo de evolução de nossa capacidade de raciocínio, de convivência com as diferenças de raça, cultura, religião, língua ou modo de ser.

Desde o seu surgimento, o homem é movido por duas lógicas, consciente e inconsciente. O homem, primeiramente instintivo e passional, foi sendo recoberto pela consciência e razão. Mas essa razão ainda não conseguiu determinar a totalidade de seus atos. Ou seja, o irracional cujo efeito são as passagens aos atos ainda domina grande parte do existir humano. Freud descobriu que somos resultantes de dois princípios psíquicos opostos que lutam entre si: os Princípios de Prazer ou do Gozo e o de Realidade. E, ainda, haveria uma luta entre essas duas e a leis da cultura, cujo base inaugural teria surgido com a proibição do incesto.

Esse jogo de forças - do desejo e da cultura - sempre foi complicado para as culturas entender, resolver ou administrar. Tradicionalmente a cultura resolveu, reprimindo, regrando, punindo, etc. Foi preciso muito tempo, experiências e debate para que algumas culturas e sujeitos aprendessem a conviver com o seu próprio desejo, com o erótico, com as diferentes sexualidades, especialmente com a mulher. Todas as culturas ainda têm dificuldade de aceitar que o Bem e o Mal constituem o todo do ser humano. As pulsões e desejos humanos sempre foram tidos como forças demoníacas. Na antigüidade, o demônio nada tinha a ver com o diabo, era um ser inspirador ou era quem vetava as más atitudes. Sócrates, no séc. 5 antes de Cristo, dizia que o daimon o guiava ao bem e vetava suas tendências mal pensadas. Só mais tarde é que interesses mais políticos que religiosos, fizeram acontecer a fusão do demônio como o diabo, satã, etc.

Um dos mecanismos mais utilizados pelo ser humano para se livrar do Mal é a projeção de sentimentos ou figuras inexistentes como operadores simbólicos do psiquismo. A atividade psíquica que sustenta a projeção é de ordem inconsciente, tal como todos os demais mecanismos de defesa. Odiar o vizinho, ou não aceitar uma tendência sexual, ser invejoso, etc. poderia forçar o psiquismo a projetar essas idéias e sentimentos em outras pessoas, personificadas enquanto diabo, satã, enfim o Mal. Uma nação inteira pode ser tomada pelo histerismo de projetar numa só figura o Mal que, no fundo, é dela mesma. Mas, ela própria não se dá conta disso, visto ser uma ação made in inconsciente que demanda purificação de Mal.

Maniqueísmo: a luta entre o Bem e o Mal

O maniqueísmo é uma forma de pensar simplista em que o mundo é visto como que dividido em dois: o do Bem e o do Mal. A simplificação é uma forma primária do pensamento que reduz os fenômenos humanos a uma relação de causa e efeito, certo e errado, isso ou aquilo, é ou não é. A simplificação é entendida como forma deficiente de pensar, nasce da intolerância ou desconhecimento em relação a verdade do outro e da pressa de entender e reagir ao que lhe apresenta como complexo. "A pressa de saber obstrui o campo da curiosidade e liquida a investigação em muito pouco tempo", declara o psicanalista W. Zusman (A terra sob o poder de Mani, JB/s.d.). A pressa não é só inimiga da perfeição, é também inimiga do diálogo, do pensamento mais elaborado, sobretudo, filosófico e científico.

O maniqueísmo é uma forma religiosa de pensar; não como religião autônoma, mas enquanto comandos camuflados que influenciam os discursos do cotidiano, inclusive as religiões formais e seitas.

Como surgiu?

Mani (Manes ou Manchaeus), nascido na Pérsia, no século III, fundou uma religião, o maniqueísmo, após ter sido "visitado" duas vezes por um anjo que o convocou para esta tarefa, fato este comum entre aqueles que fundam religiões e seitas até hoje. A religião maniqueísta se difundiu pelo Império Romano e pelo Ocidente Cristão. O maniqueísmo combina elementos do zoroastrismo, antiga religião persa, e de outras religiões orientais, além do próprio Cristianismo.

"Possui uma visão dualista radical, segundo a qual o mundo está dividido em duas forças: o Bem (luz) e o Mal (trevas) como entidades antagônicas em perpétua luz. Luz e trevas no sistema maniqueísta não são figuras retóricas, são representações concretas do Bem e do Mal. O Reino da Luz e o Reino das Trevas estão em permanente conflito. É dever de cada ser humano entregar-se a esse eterno combate para extinguir em si e nos outros a presença das Trevas afim de poder alcançar o Reino da Luz, que é o Reino de Deus. No maniqueísmo, os homens "eleitos" irão purificar o Bem, com uma vida de castidade, renúncia a família, alimentação especial, etc.

A expressão maniqueísmo ganhou uso corrente ao definir aquele tipo de pessoa ou aquele tipo de pensamento de estruturação dualista que reduz a vida (ou alguns de seus aspectos) a pares antagônicos irreconciliáveis, tipo: direita/esquerda, corpo/mente, reacionário/progressista, belicista/pacifista, fiel/infiel, capitalista/comunista, individualismo/coletivismo, branco/negro, ariano/judeu, raça superior/raça inferior, objetivo/subjetivo e assim por diante. "É evidente que não se pode deixar de reconhecer a existência daquilo que cada um desses pares antitéticos nomeia, mas o pensamento maniqueísta vai além na medida em que considera que um lado deve destruir o outro, porque um é Luz e o outro Trevas" (Zusman), um é o Bem e o outro é o Mal.

Por exemplo, a propaganda nazista contra os judeus plantou no inconsciente do povo alemão o que este já continha de preconceito e racismo. Primeiramente, o alemão ariano e cristão tinha herdado a crença de que os judeus eram os assassinos de Cristo e representavam o diabo ou todas as forças do mal, na terra. Assim como Cristo comanda o mundo espiritual, o diabo comanda o mundo material - dinheiro, poder e sexo. Segundo, os judeus foram associados a esses três elementos materiais, principalmente o dinheiro. No período nazista, as crianças alemãs eram educadas para estigmatizar os judeus, com desenhos e histórias associando-os ao mal ou ao diabo. Terceiro, a propaganda nazista foi sistemática contra os judeus, explorando o simplismo do pensamento maniqueísta. Começaram associando os judeus a traças, piolhos e vermes que "corroíam a economia alemã", em verdade, tal propaganda preparava o espírito coletivo alemão para a chamada "solução final" ou medida "higiênica" de extermínio em massa de todo o povo judeu, segundo análise de Robert Vistrich, da Universidade de Jerusalem.

Outro exemplo, no período da guerra fria, o presidente norte-amearicano, R. Reagan, fazia declarações apontando os soviéticos como a encarnação do demônio. Depois, o Bush pai, fez o mesmo com Saddam Husseim. Hoje, o Bush filho, personifica o Mal em Osama bin Laden e declara em bom discurso maniqueísta de que "quem não está com os EUA, está a favor dos terroristas. Os fundamentalistas islâmicos usam do mesmo maniqueísmo com os norte-americanos, chamando-os de "grande Satã" e Israel de "pequeno Satã". São mais que discursos, são preparativos para ações de destruição do mal em nome do bem. Sendo o maniqueísmo uma simplificação do modo de pensar a vida todo o sistema social que sobre ele se monta é necessariamente dogmático, violento, intolerante e também fadado ao desmoronamento.

O maniqueísmo não se sustenta por muito tempo, devido ao seu dogmatismo, isto é, sua incapacidade de colocar à prova da realidade ou da lógica, suas verdades simplificadas. Como seu pensamento está reduzido a um par de verdades antagônicas, aceitar o raciocínio do outro, discordante, significa deixar-se arrastar para o domínio do mal e ser por ele tragado. A vida do maniqueísta se converte em uma prontidão de vigilância (paranóia) constante para não se deixar iludir com os "discursos sedutores". Santo Agostinho que inicialmente foi maniqueísta, depois de ter se afastado, escreveu em Confissões (livro 7) que, nessa doutrina "não tinha encontrado paz e apenas expressava opiniões alheias".

Atualidade do maniqueísmo

O modo de pensar maniqueísta é oportunista em todos os espaços humanos. Ele demonstra ter mais força quando vivemos situações-limite, desesperança, ódio extremo, ou falta de perspectiva quanto ao futuro. Nesses momentos, a mente regride às origens, em busca de soluções mágicas, simplistas, libertadoras de angústia. A história alerta que, até pessoas sofisticadas intelectualmente e nações cientificamente avançadas, como EUA, Alemanha, Israel, foram levadas pela onda histérica maniqueísta. Os sintomas aparecem nos discursos: "infinita justiça", "cruzada contra o terror", "guerra santa [Jihad] contra o império do mal", a alegria de antiamericanos após o ataque a Nova York e pseudo-análises comparando as mortes desses ataques com as de outras partes do mundo, etc. Leonardo Boff, ex-frei franciscano, prolífico escritor, gurú da teologia da libertação, atualmente teólogo e ambientalista, em recente entrevista no jornal O Globo, num acesso de ira ideológica que não condiz com o autêntico espírito do cristianismo disse: ''Acho muito pouco cair um avião sobre o Pentágono. Deveriam cair 25 aviões. É preciso destruir o Pentágono todo.'' Segundo a crítica de Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, não foi um escorregão retórico, a tese é defendida ''racionalmente'' mais adiante colocando o Pentágono e as torres do WTC como símbolos de um sistema que precisa ser destruído para acalmar a perplexidade da humanidade.
Escreve Dines: "O compassivo teólogo sabe que os aviões não caíram do céu empurrados pela Divina Providência, foram jogados por alguém. Sabe também que nesses edifícios, com apenas três Boeings, foram assassinadas milhares de pessoas. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente".

Enfim, todos saímos perdendo ao ler falsas análises - ou meras opiniões fundadas no pensamento maniqueísta. Alguns fazem comparações absurdas de Bin Laden como se fosse o Che Guevara de hoje. Ora, colocar ambos no mesmo saco é o mesmo erro que chamar um chinês de japonês ou um cearense de baiano. Bin Laden é de origem aristocrática, nunca se preocupou com a pobreza e é um seguidor fanático do Alcorão que ele interpreta como quer. Já Che Guevara era um médico que se tornou um guerrilheiro marxista, um sonhador da erradicação da pobreza; seu método de luta não matava inocentes tal como faz o terror, mas os adversários em combate e, também questionava o valor da religião. Bin Laden nada tem de socialista, não tem projeto de uma sociedade progressista, em nada avança no pensamento dialético, muito ao contrário, como todo fundamentalismo religioso, no fundo é um protofascista. Che olhava para o futuro, já o Bin Laden quer levar a sociedade para um passado mítico - que nunca houve - segundo a promessa das escrituras sagradas.

Como alerta Zusman: "É mais fácil criar "mísseis inteligentes do que conquistar a inteligência que permite a superação do pensamento maniqueísta". É mais cômodo seguir os paradigmas estabelecidos do que rever os posicionamentos, reorganizar e contextualizar o pensamento, ter a coragem de reconhecer os erros ou até abandonar um posicionamento por outro melhor.
Portanto, mais que uma forma simplista e dogmática de pensar, o maniqueísmo propõe uma ação, uma luta eterna contra o Mal, personificado em algumas coisas, pessoas e situações. Na ação maniqueísta "vale tudo", até mesmo a violência extrema contra o Mal, que ele delira. A guerra e a tortura são os principais meios do maniqueímo. Hitler, também acreditava ter uma grande missão de purificação da humanidade. "As lágrimas da guerra prepararão as colheitas do mundo futuro", escreveu.

K. Popper constata que " toda vez que o homem quis trazer o céu para a terra, fez reinar o inferno". Sabemos pela história que o pior inferno é aquele que mata, oprime e ordena, em nome do Bem contra o Mal. Nada é tão perigoso quanto a certeza, o dogmatismo, a fé cega ou louca.
Nietzsche propõe pensarmos para além do Bem e do Mal: "Perguntai aos escravos quem é o "mau"?, e apontarão a personagem que para a moral aristocrática é "bom", isto é, o poderoso, o dominador" (GM, pref. XI). Então, o Bem e o Mal, dependem da perspectiva e dos interesses de quem julga. Deveríamos nos colocar no lugar do outro. Por exemplo, por quê Bin Laden é um homem "mau" para o ocidente-cristão e, é herói "bom" no oriente islâmico? Por quê algumas igrejas fazem show contra o Mal, mas terminam mais falando das terríveis forças do Mal do que do Bem?A atitude cética parece ser o melhor remédio contra o maniqueísmo.

O cético suspende o juízo, não toma partido, não se rende ao simplismo de encurralar o pensamento entre a paredes do Bem e do Mal, do certo e errado. Suspender o juízo não quer dizer inação; significa elaborar um melhor pensamento para além da solução dualista, ou seja, um agir com sabedoria. A educação e a cultura tem uma grande tarefa pela frente para prevenir o maniqueísmo.

Artigo publicado na revista Espaço Acadêmico - Ano I - No. 7 - Dezembro de 2001.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

CPMF





















A Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) é um tributo brasileiro. Sua esfera de aplicação é federal. Atualmente sua alíquota é de 0,38%.


Como é cobrada?

No lançamento a débito, por instituição financeira, em contas correntes de depósito, em contas correntes de empréstimo, em contas de depósito de poupança, de depósito judicial, o lançamento a crédito, por instituição financeira, em contas correntes que apresentem saldo negativo etc.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

MOVIMENTO ÉTICA JÁ!

ACORDA BRASIL!!!











RENAN APENAS PEDIU LICENÇA

José Renan Vasconcelos Calheiros filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), atual presidente licenciado do Senado Federal.

PROTESTOS
Em Belo Horizonte estudantes do ensino médio promoveram nas ruas uma manifestação pela ética na política, contra a corrupção e pelo afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. Veja: http://www.youtube.com/watch?v=v0tpkvluOHk

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Lentes Urbanas

A mídia e o problema da liberdade sem autonomia

Leonardo Oliveira de Vasconcelos*

Foto: rebanho de ovelhas
Sabemos que a mídia, os meios de comunicação em massa, é formadora de consciência, e ninguém nega que ela tem esse poder. O problema disso não é em formar consciências, mas sim atrofiar consciências, e isso compromete a liberdade dos seres humanos. Mas nem tudo está perdido, uma vez que a Filosofia é um convite ao pensar! Pensar é sim mudar seu “modo de ver” o mundo e a vida, é conseguir ver o mundo com outros olhos, ou melhor, enxergar o mundo com mais nitidez e com mais precisão. Através dessa ciência Filosofia é que conseguimos enxergar um novo mundo, conseguimos abandonar pensamentos fúteis como o preconceito e até as nossas ações, mas para que possamos ver corretamente é necessário ter nas mãos as lentes necessárias para tal fim.

Lentes urbanas: a questão da imagem

Ora, foi o pensador oriental Confúcio (500 a.C.) quem fez as primeiras referências sobre a existência dos óculos, ou melhor, das lentes, que transformariam nos óculos de hoje. Os óculos são um bom instrumento para falarmos sobre um modo melhor de ver o mundo e a vida. Nesse sentido podemos comparar a função da Filosofia com a função dos óculos. A palavra óculos vem do latim “ocularium”, que eram aqueles orifícios abertos nos capacetes dos soldados da Antigüidade para que pudessem enxergar. Nessa linha de pensamento, podemos estar pensando conforme o tamanho orif que se encontra em nosso pensamento, quanto maior o orifício, maior será nosso campo de percepção da realidade do mundo e da vida, se o contrário acontecer, menores serão as chances de vermos a realidade. A Filosofia também é assim, Filosofia vem do grego filos – amigo e sofia – sabedoria, é a busca da sabedoria, amigo da verdade, é sim uma busca pelas lentes que nos levam a ver melhor as coisas, como diz Wittgenstein, filósofo contemporâneo, temos que construir novas idéias do mundo e da vida, isto é, "a idéia é como óculos assentados sobre o nariz e o que vemos, vemos através deles”. As chamadas “lentes” (as idéias, ou seja, o nosso modo de ver o mundo, as nossas concepções do mundo) podem ser escuras, verdes, amarelas e até mesmo vermelhas, adequadas para cada gosto e para cada pessoa.

A Liberdade: problema da autonomia


Os filósofos antigos e modernos (e até os contemporâneos, exemplo disso Wittgenstein, Adorno, Foucault, Sartre e outros) estavam preocupados em enxergar melhor o mundo, estavam preocupados em usar lentes diferentes das que foram usadas pelos filósofos antigos, mas para conseguir tal fim era necessário “polir” essas lentes, ou seja, ousar conhecer, ousar saber (sapere aude). Exemplo disso é o filósofo Immanuel Kant, ele estava preocupado com as “lentes” que as pessoas de seu tempo tinham acerca das coisas. Para ele, a liberdade é uma qualidade que todos os indivíduos têm, e até mesmo os animais têm liberdade, porém a autonomia é uma qualidade do sujeito que tem consciência de suas ações, ou seja, todos somos livres, até os animais são livres, mas a verdadeira liberdade (autonomia) tem que estar baseada no crivo da razão: seremos realmente livres a partir do momento em que tivermos consciência das nossas escolhas e das nossas ações, porém para que isso seja possível, devemos sempre buscar a nitidez do conhecimento, por isso é importante sempre estar com boas lentes para ver as coisas.

Marketing Político: as lentes (imagens) já promoveram até Hitler

A mídia, os meios de comunicação em massa, tem o poder de criar “lentes” na vida das pessoas. Não só a mídia, mas líderes religiosos, políticos, professores e outros. Esse poder de criar lentes é muito importante, mas o problema não reside aí, o problema se encontra quando essas “lentes” são usadas para atrofiar o pensamento dos indivíduos na sociedade, formando consciências de massa, isto é, consciências influenciadas, consciências sem a capacidade de criar, inventar, enxergar a realidade do mundo e da vida. E isso não é um problema novo, Platão já estava preocupado com isso na Antigüidade grega, em seu Mito da Caverna (República, livro VII) já nos alertava que existiam pessoas que se contentavam com as sombras da vida, com as projeções do mundo que apareciam dentro da caverna, ou seja, com as projeções das imagens da realidade e não conheciam, ignoravam, não ousavam conhecer a realidade da vida, uma verdadeira atrofia do pensamento, atrofia da verdade das coisas, e o papel do filósofo era ao ver a realidade do mundo, a realidade das coisas e não as projeções, as sombras da vida, entrar dentro da caverna para chamar e alertar e mostrar às pessoas sobre essa realidade, sobre a vida.

O papel da mídia hoje não é só oferecer um mar de informações para as pessoas, é mostrar sim as lentes necessárias para um conhecimento mais crítico da realidade, a mídia deve anunciar as novas lentes, os novos óculos para o bem da humanidade, novos óculos que estejam a serviço da vida! Ah, vale lembrar que óculos são uma das invenções mais úteis e benéficas que existe para o ser humano.


* Leonardo Oliveira de Vasconcelos é escritor, licenciado em Filosofia pela UFMG, professor de Ética e Cidadania do Colégio Rui Barbosa em Belo Horizonte - MG.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Gravidez nas trompas

Minha mulher e eu já passamos por ela!

Gravidez Ectópica

O que é? É a gestação que se desenvolve fora da cavidade uterina. Numa gravidez ectópica, o embrião não se implanta no útero, como deveria, mas num lugar incapaz de agüentar eficazmente seu pleno desenvolvimento. Geralmente, estas gravidezes ocorrem na trompa de Falópio antes que o embrião chegue ao útero.A gravidez ectópica trata-se de um quadro hemorrágico, que contribui com 3 a 4% da mortalidade materna. É também chamada de gravidez extra-uterina e tem incidência de 1%, esse número vem se elevando nas últimas décadas. Estima-se que cerca de 64% das gravidezes tubárias se solucionam espontaneamente, não sendo necessário fazer coisa alguma. Sua recorrência é de aproximadamente 20%.Os tipos de gravidezes ectópicas são vários (infundibular, tubária, ampolar, ístmica, intersticial, abdominal, ovariana, cervical e outras) mas a mais comum de todas é a tubária, representando cerca de 95% dos casos.

O embrião em desenvolvimento desgasta rapidamente o revestimento da trompa e cresce dentro das camadas adjacentes da trompa (crescimento luminal extra). Finalmente, isso ocasiona hemorragia e ruptura da trompa. O rápido crescimento do embrião num estado incapaz de agüentar isso tudo, acarreta a morte da criança e ameaça gravemente a vida da mãe, a não ser que ocorra alguma intervenção.Qual a causa a gravidez ectópica?As causas são ovulares e tubárias. As causas ovulares referem-se à nidificação precoce do blastocisto, que assim nidifica na tuba. As causas tubárias podem ser anatômicas (malformações, tumores, sinéquias e cirurgias pélvicas) ou funcionais (alteração da motilidade ou endossalpingite após processo inflamatório), por endometriose ou ainda psicogênicas. Infecção é a causa mais frequente, como a clamídia.


A razão porque uma gravidez ectópica pode ser perigosa é pela hemorragia que pode ocorrer juntamente com ruptura das paredes tubais.A gravidez pode correr até 8 semanas antes da mulher começar a sentir dor e procurar ajuda médica. Se a tuba se romper antes que uma cirurgia seja feita, a mulher pode falecer devido à hemorragia interna (hemoperitônio).Quais os sintomas?Os sintomas da gravidez ectópica são similares aos de uma gravidez intra-uterina (normal) nos primeiros estágios: falta da menstruação, seios inchados e doloridos, náusea, vômitos e fadiga mas, dores no abdômem virão em seguida.A dor começa devagar e vai se aprofundando com o passar dos dias até ficar insuportável. Pode ser sentida no lado esquerdo ou no lado direito inferior do abdômem.


A gravidez ectópica pode ser notada apalpando-se o lado esquerdo ou direito do abdômem mas o médico deve ser muito cuidadoso para não ajudar em uma possível ruptura.O sangramento uterino é geralmente associado à uma gravidez ectópica bem como dores na região inferior do abdômem principalmente durante qualquer atividade física, relações sexuais ou ao abaixar-se. E também, se a mulher está com pulso rápido, pressão baixa e apresenta baixa contagem de hemoglobinas.A gravidez ectópica é a segunda causa de morte maternal nos Estados Unidos.Estatísticas aproximadas para as causas de morte materna no Estado de São Paulo:Quanto as causas, 27% das mortes tiveram como causa básica problemas diretamente ligados a síndrome hipertensiva da gravidez, 16% por causas hemorrágicas, 15% doenças infecciosas, 10% por aborto, restando 10% por outras causas diretamente ligadas à gestação. 22% das mortes se relacionaram a causas obstétricas indiretas.

sábado, 29 de setembro de 2007

ÉTICA JÁ!!!



ÉTICA JÁ!!! A GRANDE VAIA!

O Brasil Acordou.

Roupas Negras, caras pintadas, bandeira nacional. Ou Gritamos basta e exigimos a moralidade na nação ou aceitaremos de braços cruzados a impunidade vigente no país.