segunda-feira, 20 de maio de 2019

Conheça melhor o Positivismo da República e da sociedade brasileira!

Conheça melhor o Positivismo da República e da sociedade brasileira!

Ideólogo de um sistema social e político que transplantasse do espaço a mesma ordem cósmica heliocêntrica (Sol no Centro do Universo organizando tudo os seus satélites subordinados), o filósofo francês Augusto Comte, fundou um novo sistema sociológico.

Positivismo e seu principal lema: amor por princípio, ordem por base e progresso por fim.

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Harmonia na Terra entra as classes sociais como vitais para o progresso humano. Ordem e Progresso, para ficar bem atual com o mantra republicano do Marechal Deodoro até Temer -expresso na 
Bandeira Nacional.

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Dividindo a Humanidade em três fases ou estados sociais e ideológicas como prática de governo: 
Teológico (forte da presença religiosa em Deus e da monarquia absoluta no poder político), Metafísico (presença forte dos filósofos e dos parlamentares) e Positivista 
(governo dominado por sociólogos e por técnicos-burocratas científicos na ditadura republicana da ciência), Comte definia a ditadura republicana como o mais perfeito dos governos.

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Mesmo um sistema político-ideológico do Século XIX, o Positivismo ainda está presente muito fortemente no Brasil do Século XXI.
A bandeira do Brasil tem lá o dístico Ordem e Progresso. Os políticos diversos falam em harmonia das classes sociais, dentro de um pacto corporativista como fez Getúlio Vargas em seus governos.
As ciências humanas e filosóficas são muito valorizadas, as relações sociais tensas e a extrema esquerda é sempre duramente combatida em nome da manutenção da ordem social em busca do progresso de todos.

Há uma frase lapidar de Comte, que traduz o que seja o espírito ideológico e social do seu Positivismo:

"Os mortos cada vez mais governam os vivos", querendo dizer da importância da história e dos fatos do passados na construção da ordem e do progresso futuros.

É o Positivismo mais vivo do que nunca!

Disponível em Acesso 19 Mai 2019.

domingo, 19 de maio de 2019

Resenha Crítica do Filme O Júri (Runaway Jury. Dir. Gary Fleder. EUA, 2003)


Baseado no livro The Runaway Jury de John Grisham, o filme é dirigido e produzido por Gary Fleder, que aborda a formação do tribunal do Júri americano enfatizando a ética jurídica envolvida em todo esse processo. Relata também como é simples e sem dificuldade a comercialização de armas na população norte-americana e os danos irreparáveis que essa comercialização causa a diversas famílias. O filme é marcado por corrupção, manipulação e sabotagem.
O filme dá início com o assassinato de Jacob Wood, corretor de uma grande empresa americana e pai de família, em seu próprio ambiente de trabalho, onde um ex-funcionário que havia sido despedido três dias antes, adentrou ao local onde carregou o cartucho de 36 tiros de sua Performa 990 semiautomática, e quando chega ao terceiro andar atira contra seus ex-colegas matando onze e ferindo gravemente cinco, atirando em seguida contra si mesmo.
Após dois anos a viúva do gerente, Celeste Wood, entra com um processo contra a indústria Vicksburg Firearms que fabricou a arma que fora usada no assassinato, por acreditar que esta era responsável indiretamente pelo assassinato de seu marido, vez que facilitava a venda de seus produtos expandindo o acesso a armas de fogo.
O caso é levado a júri onde a viúva é representada por Wendall Rohr, um advogado honesto e idealista que acredita ser a ética a direção certa para o sucesso da causa. Do outro lado, representando a indústria de armas, tem-se o advogado Durwood Cable juntamente com o famoso e desonesto consultor de júri Rankin Fitch que vai fundo no caso, usando meios ilegais e coordenando uma equipe para fazer uma investigação sobre a vida dos prováveis jurados usando grampos e perfis psicológicos a fim de selecionar aqueles que compõem um júri mais favorável a seu cliente.
Entretanto essa mesma indústria de armas já havia sido processada e levada a júri há alguns anos pela cidade de Gardner, devido a um tiroteio na escola provocado por um aluno chamado James Pratt. O garoto adentrou na escola com armas que havia comprado sem dificuldade alguma, e saiu atirando ocasionando a morte de vários alunos. A cidade processou, perdeu e faliu, sendo Rankin Fitch o responsável, vez que comprou o veredicto.
No entanto, o que Wendall Rohr e Rankin Fitch não sabiam é que Nick Easter, jurado número 9 que mostra ter um grande poder de persuasão para influenciar o julgamento, tinha uma grande motivação para estar ali. Juntamente com sua namorada Marlee, eles programam todo um esquema para manipular o corpo de jurados, chantageando os dois lados do processo.
Fitch, desconfiando de Nick, manda revirar o local onde ele mora a fim de encontrar alguma prova de que ele está realmente controlando o corpo de jurados, o que fica de fato comprovado, porém, Fitch não comunica ao juiz, pois tem a intenção de comprar o veredicto.
Marlee marca um encontro primeiramente com Fitch e depois com Rohr onde faz a proposta para ambos de dez milhões de euros pela compra do veredicto. Fitch se recusa a pagar a proposta preferindo ter Marlee como uma inimiga. Já Rohr, entra em conflito com sua consciência, ficando em dúvida se é melhor violar a ética pagando e ganhando a causa, ou agir com honestidade mantendo-se fiel à lei com grande risco de perder.
No depoimento do dono da indústria de armas, Sr. Jankle, afirma se apoiar na 2ª Emenda Constitucional onde permite que cada cidadão tenha posse e porte de armas, porém, no decorrer do depoimento com as perguntas feitas por Rohr, ele acaba se alterando e consequentemente se prejudicando.

CORREA, Aline dos Santos. Resenha crítica do filme O Júri (Runaway Jury. Dir. Gary Fleder. EUA, 2003). Disponível em Acesso 17 de Maio de 2019.


sábado, 18 de maio de 2019

A importância do pensamento crítico para a compreensão das mudanças na sociedade contemporânea

A então Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, em 2014, transmitiu a seguinte mensagem, a propósito do Dia Mundial da Filosofia: "a importância do pensamento crítico para a compreensão das mudanças na sociedade contemporânea." A mudança força-nos a encontrar novas formas de conviver e construir sociedades mais justas, mas também pode corroer a confiança e provocar tensão. 

A UNESCO sempre enfatiza a importância do ensino da Filosofia em todas as sociedades no que concerne à abertura do diálogo intercultural entre as Nações, de modo a formar cidadãos para uma sociedade democrática, crítica, onde a liberdade de expressão seja uma realidade. Pretende-se, também, a partilha de sistemas filosóficos que promovam a paz, a justiça, que coloquem em questão os dogmas e promovam a reflexão e a cidadania. 



Sócrates - Nueva Acrópolis Málaga encuentro para celebrar el Día Mundial da Filosofia. Disponível em Acesso 18/5/2019.

Sócrates vai pelas ruas de Atenas, interpelando aqueles que encontra pelo caminho: "Conhece-te a ti mesmo!" Não te preocupes com as riquezas, procura a verdade e torna-te filósofo! Isto não é do agrado dos Atenienses. No final de um processo, Sócrates é condenado a beber cicuta (veneno). Irá ele fugir? Deverá um filósofo temer a morte? 


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Carta Aberta ao Presidente Bolsonaro sobre os pronunciamentos acerca da Filosofia e da Sociologia - Open Letter Regarding President Bolsonaro’s Recent Pronouncements on Defunding Philosophy and Sociology

Carta Aberta ao Presidente Bolsonaro sobre os pronunciamentos acerca da Filosofia e da Sociologia

Após publicar em seu twitter que o Ministério da Educação (MEC) "descentralizará investimentos nas faculdades de Filosofia e Sociologia no Brasil" com a finalidade de "focar em áreas (veterinária, engenharia e medicina) que gerem retorno imediato ao contribuinte". Dessa forma, o presidente Jair Bolsonaro gerou uma polêmica internacional pelas suas declarações e diversos protestos e uma Carta Aberta ao Presidente Bolsonaro assinada por centenas de professores universitários (PHd's, Dr., Me. e Teachers) de Filosofia e Sociologia e de diversas áreas dos conhecimento dentro das grandes Universidades norte-americanas e de vários países da Europa, enfim de todos os continentes. A polêmica não é em razão da redução dos investimentos na área de humanas, mas sim pelas suas justificativas "a função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte", como se os investimentos nessas áreas não fosse algo rentável para a nação, continua "ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta (...)" como se a Filosofia e a Sociologia enquanto ciência humana, não tivesse utilidade para a construção do conhecimento humano. Confira as postagens abaixo:



Open Letter Regarding President Bolsonaro’s Recent Pronouncements on Defunding Philosophy and Sociology



We, the undersigned academics around the world, would like to express our alarm and concern about President Bolsonaro’s recent claims that he is planning to defund Philosophy and Sociology (and possibly other areas in the Humanities and social sciences). Brazilian public universities have produced internationally recognized major research in both of these areas. Philosophy and Sociology are fundamental disciplines of any modern university, and, given the interdisciplinary nature of the university, defunding them will affect not only research in these specific areas, but also the reputation, and the quality of research and teaching, of Brazilian universities across all areas. In fact, it is ironic that Philosophy is singled out in this respect, as philosophers in Brazil were among the pioneers of paraconsistent logic, a research program that has had impact in such diverse areas as robotics and expert systems for medical diagnosis.

President Bolsonaro implies in his remarks that public funding should flow exclusively to professional schools. These are certainly important programs. However, a democratic society depends not only on its commercial productive output, but also on its social institutions, its understanding of their foundations and governing principles, as well as its understanding of how these policies and institutions affect its population. Research in social sciences and humanities, and especially Philosophy and Sociology, is vital to such an understanding. The contribution of academics to public debates is also of crucial importance to a well functioning democracy.

Students taking courses in these areas learn to think critically about their conditions, and the broader condition of the society and the world around them. But also the wider public and Brazilian society benefit from the intellectual expertise from philosophers and sociologists.

Thus an attack on Philosophy and Sociology, as well as the humanities and social sciences more generally, is an attack on the very fabric of a democratic society. We call on the Bolsonaro government to reconsider such proposals, and we call on all citizens of Brazil to join us in preserving public support of the social sciences and humanities in Brazil.
http://dailynous.com/2019/04/30/open-letter-regarding-president-bolsonaros-recent-pronouncements-defunding-philosophy-sociology/



Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho