sexta-feira, 19 de maio de 2017

Carta aberta dos Reitores da UFMG e PUC Minas - Sobre os acontecimentos políticos divulgados pela mídia nacional

Em carta aberta, o reitor da PUC Minas, professor Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, e o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, professor Jaime Arturo Ramirez, se manifestaram, na última quinta-feira, 18 de maio, sobre o atual momento político do país, em que graves denúncias envolvem o atual presidente da República, Michel Temer, e o ex-governador de Minas Gerais, senador Aécio Neves.
Demonstrando preocupação com os desdobramentos dos fatos divulgados na última quarta-feira, 17, os reitores defenderam "uma rigorosa e rápida apuração de todas as denúncias, independentemente de nomes e cargos nela citados" e expressaram o desejo de que prevaleça no país o respeito à democracia, o pleno funcionamento das instituições, o estado de direito e a busca do bem comum como princípios da vida pública.

Carta aberta dos Reitores da UFMG e PUC Minas

A vida política e social no Brasil vem sofrendo, nos anos mais recentes, seguidos e cada vez mais preocupantes abalos. Tal cenário leva à sensação de que a corrupção se tornou sistêmica e profundamente enraizada na sociedade brasileira, gerando instabilidade e desesperança com relação ao futuro do país. Nem o reconhecimento das exceções, infelizmente tão poucas, dissipa a impressão de que a corrupção se estabeleceu como modo operativo prevalente, sobre o qual se tem a expectativa de obtenção não apenas de poderes político e econômico, mas também da impunidade.

Pouco mais de um ano depois do impedimento da ex-presidente da República - cujas razões e modo de processamento ainda dividem a sociedade -, o País se vê sobressaltado com novas e graves denúncias que envolvem diretamente o presidente da República e outros ocupantes de cargos políticos estratégicos no cenário nacional. Como inevitável decorrência, surgem incertezas de toda ordem sobre os rumos e cenários futuros da República, em termos dos desdobramentos que podem trazer os fatos que vieram à tona nesta quarta-feira, 17 de maio de 2017.
É nesse cenário, conturbado e dramático da vida nacional que manifestamos de público a defesa de uma rigorosa e rápida apuração de todas as denúncias, independentemente de nomes e cargos nelas citados, e que os Poderes constituídos, em sua missão de resguardar a democracia e a defesa intransigente do Estado de direito, garantam o pleno funcionamento das instituições democráticas, a liberdade dos movimentos sociais e de todas as instâncias de representação social.
A crença na democracia tem essencial significado: o de que, pela ética, correção e sentimento republicano, a sociedade buscará permanentemente a garantia do direito à justiça, liberdade e paz para todos. Se, por um lado, a dissonância e divergências de posicionamentos e perspectivas políticas são naturais na vida democrática, por outro, o respeito às leis e à defesa do estado de direito e a busca do bem comum e da justiça social devem colocar-se como princípios inarredáveis da vida pública.





segunda-feira, 17 de abril de 2017

PARA QUE SERVE A FILOSOFIA?


PARA QUE SERVE A FILOSOFIA?
Ou como eu respondo a pergunta mais freqüente.¹
Em pouco mais de dois meses como monitor da disciplina de Filosofia do Direito, não preciso de ir muito longe para identificar qual é a dúvida que mais apetece meus colegas no curso.
Ao contrário do que se poderia imaginar, não me perguntam sobre as diferentes concepções de Justiça para Platão ou Aristóteles, ou como se deve perceber o debate entre Heráclito (para quem tudo é eterno vir a ser) e Parmênides (segundo qual o ser é imutável). Tampouco me questionam como o Comunitarismo de Santo Agostinho e São Tomás de Aquino fortemente ensejaram no surgimento do Jusnaturalismo. Da mesma forma, não lhes suscita dúvida respeito de como o Iluminismo de Kant contribuiu para uma modernidade extremamente racional, culminando no forte e rígido positivismo de Kelsen.
Poderia continuar pontuando questões relevantes da história da filosofia e como esta influenciou as noções de Direito e Estado por todo o percurso temporal da sociedade humana. Os autores e correntes são inumeráveis e representam     toda sorte de significação de vida, cadeia moral ou senso ético, partindo de tantos fundamentos quanto possíveis. Porém, o que chamo atenção nesta pequena reflexão não é isso.
Na realidade, as indagações dirigidas a mim questionam a necessidade da disciplina no curso, qual seu efeito prático ou, ainda, como seria possível alguém gostar de filosofia [do direito]. Respondo trazendo à tona experiências vividas em sala de aula. Certa vez um professor foi alvejado da mesma pergunta. Sua resposta foi simples, ao dizer que a matéria servia para-nada. Cabe dizer apenas que o aparente desdém do professor poderia significar o termo heideggeriano para designar toda a potência da liberdade de escolha do ser humano, em vista das possibilidades diante daquilo que ele chama de mundo circundante. Doutra vez, em palestra sobre o papel das universidades no período brasileiro da ditadura militar, um professor foi questionado, de forma semelhante, sobre a necessidade de estudar tais matérias no curso de Direito e sobre o porquê de não se poder lecionar de pronto a prática forense. Sua resposta foi pertinente ao assunto da palestra. Disse que o aluno tecnicista e preso à legislação e ao direito institucional era o preferido da ditadura: não questionava.
Nossa sociedade vive período imediatista, marcado pela necessidade produção de resultados e respostas instantâneas a qualquer custo. A filosofia exige esforço contrário. Reflexiva, intangível, busca muito mais questionar do que responder. O perfil daqueles que procuram o curso de Direito não é imune a isso e invariavelmente acompanha o fluxo das relações sociais. A instabilidade socioeconômica do país faz com que, cada vez mais, os jovens recém egressos do ensino médio busquem a estabilidade e a segurança que o funcionalismo público-estatal pode oferecer. Não se exige, com rigor, um conhecimento de tipo filosófico para aqueles que buscam ingressar no setor público: os critérios de avaliação são sempre objetivos, taxativos, exatos. Semelhantemente, o direito forense tem tomado rumos cada vez mais instrumentalizados e engessados, com freqüentes edições de súmulas e decisões controversas nos tribunais superiores que nos fazem perceber como a mecanização do direito processual, não nos tem mais permitido enxergar a análise das minúcias do caso concreto no momento das decisões judiciais.
Responder ao título desse texto é um desígnio que exige um grande esforço reflexivo. Como se pode perceber, a filosofia não pretende responder de imediato, mas sim traçar um proceder reflexivo, aguçar o senso crítico e ajustar nossas lentes para que melhor possamos enxergar e perceber, não só as situações fáticas de nosso entorno, mas também de que maneira nossas concepções internas carecem de mudança. Desenvolver o senso crítico é essencial se quisermos situar nosso ser – e nossa sociedade – no tempo e no espaço. Questionar a ordem posta é fundamental para garantir não só a existência, mas exeqüibilidade de qualquer direito considerado essencial à vida em sociedade. Como se sabe, tais direitos são oriundos não de concessão, nem de concepção técnico-científica, mas de ações e inflexões de quem esteve diante do que lhe foi apresentado como mundo.
¹Por Vitor Maia Veríssimo (Graduando em Direito pela Faculdade Mineira de Direito (PUC/MG). Monitor de Filosofia do Direito. Pesquisador do Núcleo Justiça e Democracia.) http://fmd.pucminas.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

DEVER DE CASA - 1ªEM

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
ANO: 1ª SÉRIE ENSINO MÉDIO
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF. LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: DEVER DE CASA - Para 22/02/2017


CAUSAS DA ORIGEM DA FILOSOFIA
Por que os gregos começaram a explicar o mundo de uma forma diferente da explicação mitológica? Em outros termos, o que tornou possível a passagem da cosmogonia à cosmologia?
Há causas para a origem da Filosofia e, agora, vamos analisar algumas delas. Perceba como cada uma delas operou uma mudança significativa no modo de pensar do homem na AntigUidade grega, permitindo a formação de coisas novas como a Filosofia, segundo Jean-Pierre Vernant.

1ª CAUSA - AS NAVEGAÇÕES: uma parte considerável da vida dos gregos relacionava-se com o mar, era de onde, por exemplo, conseguiam obter parte significativa de sua alimentação. Vivendo muito no mar, os gregos não encontraram muitos dos monstros marinhos narrados pela história oral e nem vivenciaram seres e histórias narradas por poetas. Assim, as navegações contribuíram para o que Max Weber chamou mais tarde de “desencantamento do mundo”. Fazia-se necessário um saber que explicasse os fatos ocorridos na natureza que não recorresse a histórias sobrenaturais.


2ª CAUSA - O CALENDÁRIO E A MOEDA: viver podendo pensar o tempo abstratamente e quantificando valores para realizar trocas não é algo que sempre ocorreu na história da humanidade. Quando os gregos passaram utilizar o calendário e a moeda, introduzida pelos fenícios, conseguiram abstrair valores como símbolo para as coisas, fazendo avançar a capacidade de matematizar e de representação. Tudo isso favoreceu um desenvolvimento mental muito significativo e com grande capacidade de abstração.


3ª CAUSA - A ESCRITA: outro fator que potencializou em grande medida o poder de abstração do homem grego foi transcrever a palavra e o pensamento com símbolos: eis o alfabeto. A escrita permite o pensamento mais aguçado sobre algo quando ficamos lendo e analisando alguma coisa, como, por exemplo, uma lei. Ao ser fixada, a lei fica exposta como um bem comum de toda a cidade, um saber que não é secreto como um saber vinculado ao exercício de um sacerdote, mas propriamente público, além de estabelecer uma nova noção na atividade jurídica, a saber, uma verdade objetiva.


4ª CAUSA - A POLÍTICA: esta é a principal causa para a origem da Filosofia,  já que, até agora, vimos somente a contribuição das técnicas para isso; porém, havia mais recursos técnicos no Oriente que na Grécia, e a Filosofia é uma invenção genuinamente grega, além do Oriente não ter se libertado dos mitos. Note que a palavra política é formada pelo termo grego pólis, cujo significado é cidade, cidade-estado, conjunto de cidadãos que vivem em um mesmo lugar e uma mesma lei. E o mais importante: são os cidadãos que faziam suas próprias leis mediante uma assembléia. Esta prática teve início com os guerreiros que, juntos, discutiam o melhor modo de vencer ao inimigo, cada um dos guerreiros tinha o direito de falar, bastando para isso ir ao centro do círculo formado na assembléia; ao final da guerra, outras assembleias eram feitas para dividir o que foi ganho. Isto é, ocorre a prática do diálogo para a decisão, dando a todos o direito de falar e a condição de serem iguais uns aos outros e à lei partilhada entre eles. Aquele que conseguir convencer a maioria de que sua proposta é a que aproxima-se mais da verdade de como vencer aos inimigos, receberá maior número de votos. Ora, é esta a prática que o filósofo adotou mais tarde: escrevendo ou discursando, tornava pública suas idéias por considerá-las verdadeiras, por pretender encontrar a harmonia perdida do debate entre opiniões divergentes. Debater, trocar opiniões, argumentar, eis a prática democrática, eis a prática filosófica. A Filosofia nasce como uma filha da pólis, como uma filha da democracia.
Eis o que Jean Pierre Vernant chamou de um “universo espiritual da pólis[1]: trata-se de um lugar com proeminência da palavra - a palavra aberta a todos e com igualdade no seu uso era o modo de fazer política; com publicidade - separação entre questões privadas e questões públicas, estabelecendo práticas abertas e democráticas em oposição aos processos secretos; com isonomia – todos eram iguais no exercício do poder e diante das leis que criaram. Além disso, este novo universo espiritual esteve acompanhado e propiciou uma “mutação mental”[2] nos homens: agora era possível explicar o mundo abstratamente excluindo o sobrenatural.
Este novo “universo espiritual da polis” foi determinante para a origem da Filosofia. O que falta sabermos, agora, é porque só algumas pessoas tornaram-se filósofos, e não todas.

[1] VERNANT, Jean-Pierre. As Origens do Pensamento Grego. Tradução de Ísis Borges B. da Fonseca, Rio de Janeiro, 11° edição, 2000, p. 41.
[2] ______. Mito e pensamento entre os gregos: estudos de Psicologia Histórica, p. 453.
Fonte: Professor Ms. Humberto Zanardo Petrelli. (http://www.consciencia.org/)

RESPONDA

QUESTÃO 1 – Como as navegações contribuíram com uma mudança no modo de pensar dos homens da Antiguidade Grega?

QUESTÃO 2 – Como a moeda e o calendário contribuíram com uma mudança no modo de pensar dos homens da Antiguidade Grega? 

QUESTÃO 3 – Por que a política é a principal causa para a origem da Filosofia na Antiguidade Grega?  

QUESTÃO 4 – O que Jean-Pierre Vernant entende por um novo “universo espiritual da pólis”? 

QUESTÃO 5 – As navegações, o calendário e a moeda, a escrita e a política contribuíram com a mudança no modo de pensar dos homens na Antiguidade Grega. Você considera que, hoje, a informática, com a virtualidade, pode está mudando o nosso modo de pensar? Explique. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

DEVER DE CASA - 2ª SÉRIE EM - 17/02/2017

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
ANO: 2ª SÉRIE ENSINO MÉDIO
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF. LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: DEVER DE CASA - 16/02/2017

Leia o livro (EDITORA PAZ - Capítulo VI, páginas 191 a 195) ou (EDITORA ESFERA - PARTE 4, Unidade 1, Capítulos 1 e 2, páginas 194 a 206) em seguida responda:

QUESTÃO 9. Qual era o objetivo do estoicismo e em que consistiam suas ideias?  

QUESTÃO 10. Qual a relação dos estoicos com as paixões mundanas ou vícios?   

QUESTÃO 11. Qual é a relação dos estóicos com os bens materiais e com os sofrimentos e os males do mundo?

QUESTÃO 12. O que significa o termo grego apathéia?

QUESTÃO 13. O que pregava o ceticismo? 

QUESTÃO 14. Qual foi a principal consequência do pensamento cético? 

QUESTÃO 15. O que foi o pirronismo?

DEVER DE CASA - 9°ANO ENSINO FUNDAMENTAL

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
SÉRIE: 9° ANO ENSINO FUNDAMENTAL
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF. LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: DEVER DE CASA

Leia o texto abaixo e responda as questões propostas.

EFEITOS SOCIAIS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E SOCIEDADE NO SÉCULO XVIII

Revolução Industrial - História Enem
A oficina de um tecelão, 
pintura de Gillis Rombouts, 1656. Museu Frans Hals, Holanda. In: BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar história: das origens do homem à era digital. 8º. ano. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2011. p. 82.


            A Revolução Industrial teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. Enquanto na Idade Média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada, na Idade Moderna tudo mudou. A burguesia industrial ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias.
Foi a Inglaterra o país que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor. A mão-de-obra disponível em abundância, também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês. O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. As máquinas à vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionaram o modo de produzir. Se por um lado a máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção.

ALTERAÇÕES SOCIAIS E CONDIÇÕES DE TRABALHO

As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.

Em muitas regiões da Europa, os trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condições de trabalho. Os empregados das fábricas formaram as trade unions (espécie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos empregados. Houve também movimentos mais violentos como, por exemplo, o ludismo. Também conhecidos como "quebradores de máquinas", os ludistas invadiam fábricas e destruíam seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relação à vida dos empregados. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores.

A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram consequências nocivas para a sociedade. Até os dias de hoje, o desemprego é um dos grandes problemas nos países em desenvolvimento. Gerar empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo. Os empregos repetitivos e poucos qualificados foram substituídos por máquinas e robôs. As empresas procuram profissionais bem qualificados para ocuparem empregos que exigem cada vez mais criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo nos países desenvolvidos tem faltado empregos para a população.

ATIVIDADE PARA CASA

QUESTÃO 1- O que foi a Revolução Industrial?

QUESTÃO 2- Descreva algumas mudanças positivas e negativas trazidas pela Revolução Industrial?

QUESTÃO 3- Cite as condições de trabalho e da vida dos trabalhadores na Revolução Industrial.

QUESTÃO 4- O que foi as chamadas "trade unions"?

QUESTÃO 5(Fei) Podem ser apontadas como características da Revolução Industrial:
A) A substituição da manufatura pela indústria, a invenção da máquina-ferramenta, a progressiva divisão do trabalho e a submissão do trabalhador à disciplina fabril.
B) O aprimoramento do artesanato, a crescente divisão do trabalho, um forte êxodo urbano e o aumento da produção.
C) A substituição do artesanato pela manufatura e o consequente aumento da produção acompanhado pelo recrudescimento da servidão.
D) A total substituição do homem pela máquina e o aumento do nível de vida da classe trabalhadora.
E) A modernização da produção agrícola, o êxodo rural e uma diminuição do nível geral da produção.

QUESTÃO 6- (Fuvest) Identifique, entre as afirmativas a seguir, a que se refere a consequências da Revolução Industrial:
A) redução do processo de urbanização, aumento da população dos campos e sensível êxodo urbano.
B) maior divisão técnica do trabalho, utilização constante de máquinas e afirmação do capitalismo como modo de produção dominante.
C) declínio do proletariado como classe na nova estrutura social, valorização das corporações e manufaturas.
D) formação, nos grandes centros de produção, das associações de operários denominadas "trade unions", que promoveram a conciliação entre patrões e empregados.
E) manutenção da estrutura das grandes propriedades, com as terras comunais, e da garantia plena dos direitos dos arrendatários agrícolas.

QUESTÃO 7- Leia o texto e, a seguir, aponte a alternativa que se adeque à sua interpretação:
“A máquina a vapor, tornando possível o uso da energia em todos os artifícios mecânicos, em quantidades maiores do que qualquer outra coisa conseguiria realizar no passado, foi a chave para tudo o que ocorreu em seguida, sob o nome de Revolução Industrial. A face do mundo mudou mais drasticamente (e mais rapidamente) do que em qualquer outra época desde a invenção da agricultura, cerca de 10 mil anos antes.” (ASIMOV, I. Cronologia das Ciências e das Descobertas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993, p. 395).
A) O autor acentua o caráter prejudicial da máquina a vapor para a agricultura.
B) Segundo o texto, a máquina a vapor foi decisiva para o advento da Revolução Industrial, já que este foi o primeiro dispositivo tecnológico que realizou uma transformação profunda no âmbito da produção.
C) O autor aponta o caráter negativo da mudança drástica e rápida que a Revolução Industrial provocou no mundo contemporâneo.
D) Segundo o texto, a máquina a vapor era eficiente porque funcionava à base de eletricidade.
E) O texto indica que a agricultura, durante 10.000 anos, impediu que a indústria se desenvolvesse.
QUESTÃO 8(Enem 2009) Até o século XVII, as paisagens rurais eram marcadas por atividades rudimentares e de baixa produtividade. A partir da Revolução Industrial, porém, sobretudo com o advento da revolução tecnológica, houve um desenvolvimento contínuo do setor agropecuário. São, portanto, observadas consequências econômicas, sociais e ambientais inter-relacionadas no período posterior à Revolução Industrial, as quais incluem:
A) a erradicação da fome no mundo.
B) o aumento das áreas rurais e a diminuição das áreas urbanas.
C) a maior demanda por recursos naturais, entre os quais os recursos energéticos.
D) a menor necessidade de utilização de adubos e corretivos na agricultura.
E) o contínuo aumento da oferta de emprego no setor primário da economia, em face da mecanização.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Dever sobre as Escolas Helenísticas

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
ANO: 2ª SÉRIE ENSINO MÉDIO
DISCIPLINA: FILOSOFIA
ATIVIDADE: DEVER DE CASA – 09/02/2017

Leia o livro (EDITORA PAZ - Capítulo VI, páginas 191 a 195) ou (EDITORA ESFERA - PARTE 4, Unidade 1, Capítulos 1 e 2, páginas 194-206) em seguida responda:

QUESTÃO 1. Em que consiste o pensamento cínico?

QUESTÃO 2. O que significa a palavra Kynos?

QUESTÃO 3. O que significa levar uma vida de cínico de acordo com Diógenes?

QUESTÃO 4. Explique o porquê que Diógenes vivia em um barril.

QUESTÃO 5. O que defendem os epicuristas?

QUESTÃO 6. Diferencie prazer de hedonismo em Epicuro.

QUESTÃO 7. O que significa o termo ataraxia?

QUESTÃO 8. Explique o porquê que Epicuro tinha uma alimentação bastante rígida e moderada?

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho