sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dever de Casa

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MG
9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROFESSOR: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: PARA CASA - MÊS DE MAIO


QUESTÃO 1- Leia a sinopse abaixo e responda ao que se pede.

O filme "Um Sonho Possível" (The Blind Side, 2009) conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), apelidado de Big Mike um jovem negro vindo de um lar destruído, que é ajudado por uma família branca, liderada por Leigh Anne (Sandra Bullock) que acredita em seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol, de sua escola e de sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios a sua frente, o que também mudará a vida de todos a sua volta.

O longa é inspirado em uma história real e dirigido por John Lee Hancock, que também escreveu o roteiro a partir do livro The Blind Side: Evolution of a Game, de Michael Lewis.




Fonte: thttp://cinema.cineclick.uol.com.br/filmes/ficha/nomefilme/um-sonho-possivel/id/16160


Com base no filme e em nossas discussões em sala de aula, REDIJA um texto, explicando as principais dificuldades pelo qual passou o personagem Michael Oher de acordo com o filme "Um Sonho Possível".

terça-feira, 25 de maio de 2010

Filosofia: da menoridade à maioridade

Filosofia: da menoridade à maioridade


Uma das razões dos estudos de Filosofia no Ensino Fundamental e Médio é a de possibilitar aos alunos o entendimento do mundo em que vivem. A maioria dos filósofos procurou, em suas obras, refletir sobre as suas épocas, alguns descrevendo-as outros criticando-as.

Disse André Comte-Sponville, filósofo francês, "Toda filosofia é um combate. Sua arma? A razão. Seus inimigos? A tolice, o fanatismo, o obscurantismo. Seus aliados? As ciências. Seu objeto? O todo, com o homem dentro. Ou o homem, mas no todo. Sua finalidade? A sabedoria: a felicidade, mas na verdade."

Uma das tarefas do professor e mais especificamente do professor de Filosofia é fazer com que os alunos se habilitem a analisar o mundo em que vivem, ou seja, a fazerem uma crítica sistemática e racional de todas as informações que recebem diariamente a fim de que encontrem as verdades que os levarão à felicidade. Além do "espírito geométrico", tão necessário às ciências, a fruição do "belo" contido nas belas músicas, nos belos textos, nas belas poesias, nas belas artes, é necessária para se adquirir, como disse o filósofo Pascal, "o espírito de finesse", que significa o aprimoramento da sensibilidade, não só pelos sentidos, mas principalmente pela reflexão racional que consiga perceber as diferenças e o imbricamento entre a estética e a cognição, que possibilte uma ação ética. Quando todos estamos dentro dos muros da escola, a vida não parou: a escola é vida - ansiedades, alegrias, choros, revoltas, afetos, ciências, ensino e aprendizagem. A escola se pretende o lugar, a ela reservado pela tradição pedagógica, em que o ritual de passagem se dê: o infante, aquele que não fala, adquire a maioridade, aquele que consegue a automia de falar em público sem o auxilio de outrem.

A Filosofia, portanto, não está nos bancos da escola para ser um conforto ou uma preciosidade com a qual se passaria sem. Ela responde a um reclame vindo de todos cantos. Teria o cientista condições de decidir sobre o uso ético de suas descobertas e invenções? O que fazer com o "genoma"?, com os transgênicos?, com a "clonagem"? Respostas a estas perguntas não são pertinentes apenas a cientistas, está a cargo também de filósofos, sociólogos, antropólogos. Além disso, o que fazer com a "mídia" diária a convocar a todos ao consumo desvairado e infindável? Devemos pagar o progresso com a moeda da desumanização e conviver com a violência por ela gerada? Pessoas são pessoas enquanto procuram realizar suas infinitas potencialidades, consumir é apenas uma delas.

Assim, é possível perceber que a Filosofia, enquanto uma disciplina, está na escola para problematizar e possibilitar com que alunos saibam como "aprender a aprender" lidar com o mundo em que vivem. Esta é uma das condições para que tenham chances de serem felizes.

Autor: Flávio Netto Fonseca
Professor de Filosofia em Belo Horizonte - MG
E-mail: flnetto@hotmail.com

Referências bibliográficas:


COMTE-SPONVILLE, André. Apresentação da filosofia. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2002.

KANT, Immanuel. O que é esclarecimento? São Paulo: Editora Vozes, 974.





1ª SÉRIE - EM_DEVER DE CASA

DEVER DE CASA 1ª SÉRIE EM

TEXTO: A sociologia é uma ciência?
A preocupação com a compreensão dos muitos fenômenos sociais não é algo recente e muito menos surgiu com a sociologia. No entanto, a sociologia consiste em um conjunto de conclusões coerentemente estruturadas sobre a realidade social que parte da observação e descrição dos fatos e peculiaridades dos fenômenos sociais. A sociologia busca uma abordagem científica da realidade.ObservaçãoA sociologia, como ciência, também pretende explicar o que acontece na sociedade. Contudo, com o conhecimento garantido pela observação sistemática dos fenômenos sociais, a sociologia pode transformar-se em instrumento de intervenção social, como, por exemplo, por meio de planejamento social. Sendo assim, como é possível diferenciar a sociologia de outras formas de conhecimento da realidade social? Como é possível distinguir a abordagem sociológica? Como critério diferenciador podemos adotar o fato de a sociologia não se preocupar menos com as possibilidades do conhecimento da realidade e dedicar-se mais à formulação de leis sociológicas.É importante destacar que não se trata de leis normativas que indiquem como se deve agir (isto é papel da ciência moral, da Ética), e sim leis constatativas, isto é, que indiquem como de fato se age.Como ciência, a sociologia tem de obedecer a alguns princípios gerais válidos para todos os ramos do conhecimento científico, apesar das particularidades dos fenômenos de natureza e, consequentemente, da abordagem científica da sociedade.E tal constatação leva-nos a perguntar: mas o que é ciência? Em primeiro lugar, do ponto de vista da forma, a ciência caracteriza-se como um sistema de conceitos, proposições e teorias. Como um sistema, e não um mero conjunto de ideias, os conceitos, proposições e teorias que constituem uma ciência são interdependentes e logicamente articulados. Embora toda ciência, qualquer que seja o seu grau de desenvolvimento, tenha áreas polêmicas e questões abertas, ela persegue sempre o ideal de um corpo de ideias logicamente harmonizadas entre si. O mesmo ocorre com a sociologia. Essa característica, no entanto, embora necessária à ciência, não é exclusiva dessa categoria de conhecimento; os sistemas filosóficos também a apresentam. A coerência e a objetividade são, no final das contas, buscadas em todas as formas de conhecimento.Outra característica importante do conhecimento científico pode ser observada nos seus objetivos. A ciência tem como principal finalidade a explicação da realidade baseada na observação sistemática dos fatos. Na medida em que as explicações são confiáveis, elas podem se transformar em um instrumento de previsão e, quando possível, de controle e transformação da realidade.A sociologia, portanto, pretende explicar racionalmente acontecimentos que têm suas origens na sociedade. Como um tipo de conhecimento baseado na observação sistemática dos fatos, a sociologia, contudo, pode transformar-se em instrumento de intervenção social, como, por exemplo, através do planejamento social.A sociologia, como toda ciência, parte da observação sistemática de casos particulares para daí chegar à formulação de generalizações sobre a vida social. Portanto, a observação sistemática dos fatos da sociedade é uma condição sem a qual não há possibilidade de se produzir o conhecimento sociológico.O objeto de estudo da sociologia: os problemas sociaisEm geral, é muito comum que aquelas pessoas que não estão familiarizadas com o a sociologia imaginem que essa ciência tenha como objetivo a resolução dos problemas sociais, o que é um equívoco. É verdade que a sociologia surgiu da busca por soluções racionais, científicas, de acordo com a pretensão de Auguste Comte, para os problemas sociais provocados pela Revolução Industrial e pela decomposição da ordem social aristocrática na França do início do século XIX.No entanto, supor que a Sociologia tenha como objetivo de estudo os problemas sociais e como objetivo resolvê-los é um equívoco, uma vez que a ciência tem como objetivo último explicar, e tão-somente explicar, os fatos observáveis, como eles e, sobretudo, quais as causas. Embora não se possam observar na sociedade relações de causa e efeito do mesmo tipo das que ocorrem no mundo físico, as ciências sociais e, portanto, a sociologia, têm o mesmo objetivo que as ciências naturais: a compreensão dos fatos à nossa volta, indo além da observação casual.Isso não quer dizer que os sociólogos devam excluir os problemas sociais do âmbito de suas preocupações. Os problemas sociais são do interesse do sociólogo porque são fenômenos sociais, possíveis de serem observados e compreendidos cientificamente. A sociologia estuda os fenômenos sociais em geral, quer sejam percebidos ou não como problemas. Imaginar que a sociologia seja uma ciência dos problemas sociais constitui um equívoco parecido com a suposição de que a biologia tenha como objetivo de estudo apenas as manifestações patológicas, doentias, de vida.Ao sociólogo interessam, antes, os problemas sociológicos, quer dizer, os problemas relativos ao que os seres humanos são seres sociais influenciados por interação, padrões sociais e socialização.Um problema social pode ser mais bem definido se dividirmos a expressão em duas partes: o problema e o que o torna social. Para um (problema ou qualquer coisa) tornar-se social, é preciso que envolva sistemas sociais e a participação de pessoas nesses sistemas. Por exemplo, podemos descrever o uso abusivo de drogas como um problema social porque se origina em condições sociais particulares que o tornam possível e o promovem. Surge a Sociologia Auguste Comte (1798 – 1857) é tradicionalmente considerado o pai da Sociologia. Foi ele quem pela primeira vez usou essa palavra, em 1839, no seu Curso de Filosofia Positiva. Mas foi com Émile Durkheim (1858-1917) que a sociologia passou a ser considerada uma ciência e como tal se desenvolveu. Durkheim formulou as primeiras orientações para a Sociologia e demonstrou que os fatos sociais têm características próprias, que os distinguem dos que são estudados pelas outras ciências. Para ele, a Sociologia é o estudo dos fatos sociais. Um exemplo simples nos ajuda a entender o conceito de fato social, segundo Durkheim:Se um aluno chegasse à escola vestido com roupa de praia, certamente ficaria numa situação muito desconfortável: os colegas riram dele, o professor lhe daria uma enorme bronca e provavelmente o diretor o mandaria de volta par pôr uma roupa adequada.Existe um modo de vestir que é comum, que todos seguem. Isso não é estabelecido pelo indivíduo. Quando ele entrou no grupo, já existia tal norma, e, quando ele sair, a norma provavelmente permanecerá. Quer a pessoa goste, quer não, vê-se obrigada a seguir o costume geral. Se não o seguir, sofrerá uma punição. O mesmo modo de se vestir é um fato social. São fatos sociais também a língua, o sistema monetário, a religião, as leis e uma infinidade de outros fenômenos do mesmo tipo.Para Durkheim, os fatos sociais são os modos de pensar, sentir e agir de um grupo social. Embora existam na mente do indivíduo, são exteriores a ele e exercem sobre ele um poder coercitivo. Resumindo, podemos dizer que os fatos sociais têm as seguintes características:*generalidade – o fato social é comum aos membros de um grupo;*exterioridade – o fato social é externo ao indivíduo, existe independentemente de sua vontade;*coercitividade – os indivíduos vêem-se obrigados a seguir o comportamento estabelecido.Em virtude dessas características, para Durkheim os fatos sociais podem ser estudados objetivamente, como “coisas”. Como a Biologia e a Física estudam os fatos da natureza, a Sociologia pode fazer o mesmo com os fatos sociais.As obras de Durkheim foram importantíssimas para definir os métodos de trabalho dos sociólogos e estabelecer os principais conceitos da nova ciência. Entre essas obras, destacamos: A divisão do trabalho social, As regras do método sociológico e O Suicídio.

De acordo com o texto acima responda:

QUESTÃO 01. O que faz com que o conhecimento sociológico se diferencie de outras formas de conhecimento?

QUESTÃO 02. REDIJA um texto, evidenciando as diferenças entre a sociologia e a filosofia

QUESTÃO 03. Em que medida a opinião pública pode ser considerada uma fonte segura de conhecimento dos problemas sociais.

QUESTÃO 04. “Os sociólogos se ocupam do estudo dos problemas sociais”. IDENTIFIQUE os tipos de problemas sociais pelos quais a sociologia se interessa.

QUESTÃO 05. É possível estudar cientificamente a sociedade? Quais são as vantagens e as dificuldades do estudo científico da sociedade? Nesse sentido, a sociologia é útil? EXPLIQUE.

Übung macht den Meister
(O exercício faz o mestre)
Pense nisso!
Prof. Leo

quarta-feira, 5 de maio de 2010

1ª SÉRIE EM - PROVA DE FILOSOFIA 1ª ETAPA

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA/SOCIOLOGIA
ROTEIRO DE ESTUDOS PARA A PROVA DE FILOSOFIA
PROFESSOR: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
SÉRIE: 1ª EM 

HABILIDADES BÁSICAS:

. Ser capaz de distinguir explicação mitológica e explicação racional.
. Ser capaz de identificar os termos maior, menor e médio de argumento lógico.
. Ser capaz de distinguir Sofismo e Filosofia.
. Entender e distinguir entre Relativismo e Verdade.
. Identificar Conhecimento Sensível e Inteligível em Platão.

CONTEÚDOS:

I. Tipos de explicações:
a) Mito X Logos – busca pela verdade
b) Os Pré-socráticos e as questões cosmológicas (origem do cosmos/universo)

II. Sócrates e os Sofistas:
a) Sócrates e a filosofia socrática (daimon socrático)
b) A Maiêutica: Método Dialético de Sócrates e o “Conhece-te a ti mesmo”
c) O problema do Sofismo

III. Principais sofistas e suas teorias:
a) Protágoras
b) Górgias
c) O Relativismo

IV. Platão
a) Mito da Caverna (A República, livro VII)
b) Senso comum x senso crítico
c) Conhecimento sensível e inteligível (mundo sensível e mundo inteligível)
d) Os elementos constituintes da alma (racional, irascível e concupiscível)
e) A Política

DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS:

. Avaliação no valor de 15 pontos, com 15 questões fechadas.

ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO:

. Rever as anotações extras do seu caderno.
. Ler e marcar as partes principais do texto base da 1ª Etapa.
. Refazer os deveres de casa e o trabalho.
. Você encontra todo esse material no Magnum Sol http://sol.magnum.com.br/magnumsol
. E-mail do professor: leonardooliveira@magnum.com.br

Bons estudos!

domingo, 2 de maio de 2010

CLUBE ATLÉTICO MINEIRO

Parabéns!!!




Campeão Mineiro de 2010

sábado, 1 de maio de 2010

Sou condenado à ser livre.


Segundo o existencialismo a liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante de sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade de suas escolhas é tão opressiva, que surgem escapatórias através das atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se de sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões, como afirma Sartre (Jean-Paul Sartre, 1905-1980, filósofo francês).



Pense nisso!!!

Filosofia não é para a Escola, mas para a vida!

"Non scholae sed vitae discimus" Sêneca.
O filósofo Sêneca em sua opera Cartas morais à Lucílio já levantava a questão: Qual é a utilidade da Filosofia? É uma utilidade prática - devemos colocá-la em prática, não tem sentido conhecer ou estudar alguma ciência se não for para colocá-la em prática, como nos adverte Platão - na qual Sêneca está inspirado. Sobre a questão de colocar em prática as ações intelectuais, o filósofo alemão Immanuel Kant também não deixa passar despercebido este alerta, a questão da prática do pensamento racional vai ser assunto específico de uma das suas três Críticas (Crítica da Razão Pura, Crítica da Razão Prática, Crítica do Juízo Estético). Karl Marx vai falar praxis com sua célebre frase "Os filósofos não fizeram senão interpretar o mundo, cabe-nos transformá-lo". Se não for para colocarmos em prática, sermos mais éticos, não tem sentido de estudar Filosofia.

We do not learn for the school, but for life

Pense nisso!!!

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho