sexta-feira, 23 de abril de 2010

DEVER DE CASA DE FILOSOFIA - 9ª SÉRIE ENSINO FUNDAMENTAL

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF. LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
TURMA: 9ª SÉRIE ENSINO FUNDAMENTAL II
ATIVIDADE: DEVER DE CASA - N° 3
DATA DE ENTREGA: 26 a 30 DE ABRIL.

QUESTÃO 01 - REDIJA um texto, explicando o que é Autonomia e a diferença entre Autonomia em oposição a Heteronomia. Cite exemplos para ilustrar sua explicação. Mínimo 12 linhas.

TRABALHO DE FILOSOFIA 1ª SÉRIE ENSINO MÉDIO

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO

CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MG

DISCIPLINA: FILOSOFIA/SOCIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO

PROF. LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS

ATIVIDADE: TRABALHO DE FILOSOFIA - 1ª ETAPA

VALOR: 15,0 PONTOS

TEMA: A Filosofia, os Pré Socráticos e a teoria ética nas obras de Platão

I - Justificativa: Despertar os alunos para as questões Filosóficas, Mitológicas, éticas, políticas, econômicas e sociais, através dos problemas éticos/morais levantados por pelos pensadores, principalmente o pensamento de Platão, desde a antiguidade grega, e a necessidade da criação/formação/vivência de valores éticos. Voltamos ao passado para poder enxergar melhor o futuro, ou seja, as reflexões platônicas nos ajudam a refletir os problemas éticos atuais.

II - Objetivo: Refletir teoricamente sobre a Ética em Platão, a importância do seu pensamento para o cidadão e para a polis da antiguidade grega e para os nossos dias.

III - Desenvolvimento: O trabalho deverá ser desenvolvido a partir das perguntas formuladas neste trabalho.

IV - Critérios para a avaliação: Serão observados os seguintes itens - coerência, coesão e pertinência dos argumentos, respostas completas, bem estruturadas e elaboradas, de acordo com o texto ou o conteúdo estudado, uso das normas da língua culta, pontualidade na entrega, referências bibliográficas pesquisadas (fonte) e apresentação estética.

V - Cronograma: Entrega: 03 a 07 de Maio de 2010.

OBS: O TRABALHO É INDIVIDUAL E DEVE SER ENTREGUE DIGITADO E IMPRESSO EM PAPEL A4.

VI - Sugestões bibliográficas:

MARCONDES, Danilo. Textos básicos de Filosofia – dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

MARCONDES, Danilo. Textos básicos de Ética – de Platão a Foucault. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

Textos apresentados em sala de aula.

QUESTÃO 01 (1,0 pontos)

A) Pense na variedade dos fenômenos naturais e responda: por que, em sua opinião, as explicações míticas e religiosas tornaram-se insuficientes, para os gregos, à época do início do pensamento filosófico?

B) Qual a relação entre as indagações dos pré-socráticos e o desenvolvimento das disciplinas como a física, a biologia, a astronomia, a química e outras ciências naturais?

QUESTÃO 02 (2,0 pontos)

Se compararmos, nesse aspecto, o comportamento humano com o do animal, verificaremos que o animal não pergunta, não indaga, limitando-se a responder. Mas, por que o animal não pergunta? Não pergunta porque não precisa perguntar. E por que não precisa perguntar? Porque, para viver e reproduzir-se, dispõe do instinto que o torna capaz de fazer, embora inconsciente e sonambulicamente, tudo o que é necessário para sobreviver e assegurar a sobrevivência de sua espécie. [...] Em contraste, o homem pergunta. E, por que pergunta? Porque precisa perguntar. Mas, por que precisa perguntar? Precisa perguntar por que não sabe e precisa saber, saber o que é o mundo em que se encontra e no qual deve viver, [...].

CORBISIER, Roland. Introdução à filosofia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1986. t.1. p. 125-127.

Qual a importância do ato de perguntar para os homens?

EXPLIQUE como a filosofia pode auxiliar no aperfeiçoamento dessa operação da inteligência humana.

QUESTÃO 03 (2,0 pontos)

A narrativa grega, apesar de fantasiosa, é impregnada de sabedoria e conhecimento das paixões humanas, dos problemas existenciais e da necessidade de leis que possibilitem a vida em comum.

Com base nessas informações e nos conteúdos estudados em sala, REDIJA um texto, explicando algumas características da Narrativa Mitológica.

QUESTÃO 04 (2,0 pontos) – Leia o trecho abaixo:

“Tudo flui, tudo passa, tudo se move sem cessar. A vida se transforma em morte, a morte em vida; o úmido seca, o seco umedece; a noite torna-se dia, o dia torna-se noite; a vigília cede ao sono, o sono cede à vigília; o jovem torna-se velho, o velho se faz criança. O mundo é um perpétuo renascer e morrer, rejuvenecer e envelhecer. Tudo tem o seu ser, mas também o não-ser.”

HERÁCLITO. Alegorias.

Com base no trecho acima, nas ideias acerca do devir (vir-a-ser) de Heráclito, REDIJA um texto, explicando no ponto de vista do pensamento de Heráclito se é possível ou não a recuperação de pessoas que praticam injustiças (roubos, crimes entre outros).

QUESTÃO 05 (2,0 pontos) – Com base no pensamento de Sócrates responda:

A) EXPLIQUE, com suas palavras, a ironia e a maiêutica, procedimentos usados por Sócrates para chegar ao verdadeiro conhecimento.

B) “Só sei que nada sei”, frase atribuída a Sócrates, é aparentemente uma afirmação contraditória. Qual a importância desse preceito nas ideias defendidas pelo filósofo?

QUESTÃO 06 (2,0 pontos) – Com base em nossas discussões em sala de aula a respeito do Senso Comum e Senso Crítico – e de acordo com o pensamento de Platão a respeito da Alegoria da Caverna (A República, livro VII) estudados em sala de aula – REDIJA um texto, explicando o que é a Alegoria da Caverna, qual é o papel do filósofo de acordo com a alegoria.

QUESTÃO 07 (2,0 pontos) Leia atentamente o trecho abaixo

Um pastor de ovelhas, chamado Giges, encontra por acaso uma caverna, onde jaz um cadáver que usava um anel. Quando Giges enfia o anel no próprio dedo, descobre que esse o torna invisível. Sem ninguém para monitorar seu comportamento, Giges passa a praticar más ações - seduz a rainha, mata o rei e assim por diante.

Essa história levanta uma indagação moral: algum homem seria capaz de resistir à tentação do mal se soubesse que seus atos não seriam testemunhados?

Glauco – a justiça só é praticada contra a vontade dos indivíduos e devido à incapacidade de se fazer a injustiça. Vamos supor agora que existam dois anéis como este e que seja dado um ao justo e outro ao injusto. Ao que parece não encontraremos ninguém suficientemente dotado de força de vontade para permanecer justo e resistir à tentação de tomar o que pertence a outro, já que poderia impunemente tomar o que quisesse no mercado, invadir as casas e ter relações sexuais com quem quisesse, matar e quebrar as armas dos outros. Em suma, agir como se fosse um deus. Nada o distinguiria do injusto, ambos tenderiam a fazer o mesmo e veríamos nisso a prova de que ninguém é justo porque deseja, mas por imposição. A justiça não é, portanto, uma qualidade individual, pois sempre que acreditarmos que podemos praticar atos injustos não deixaremos de fazê-lo. De fato, todos os homens crêem que a injustiça lhes traz individualmente mais vantagens do que a justiça, e têm razão, se levarmos em conta os adeptos dessa doutrina.

PLATÃO. A República, Livro II [359b - 360a]. Trad. Danilo Marcondes.

Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p. 31 e 32.

Você concorda que se fosse dado às pessoas o poder de fazer o que quisessem, sem medo de serem punidas, tal como no mito do Anel de Giges, elas agiriam de forma antiética? REDIJA um pequeno texto, explicando o seu argumento contra ou a favor dessa tese. Justifique.

QUESTÃO 08 (2,0 pontos) – Platão diz, em sua obra Górgias [469b-c], a seguinte tese socrática: “É melhor sofrer uma injustiça que praticá-la”. EXPLIQUE o porquê que Sócrates afirma ser melhor sofrer uma injustiça que cometê-la. Justifique.

Bom trabalho!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

DEVER DE CASA 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO

Prezados alunos,

o Colégio Magnum Agostiniano colocou à nossa disposição uma das melhores ferramentas educacionais mundial: o programa MOODLE - MAGNUM SOL (Serviços On Line). Não podemos deixar de destacar a sua praticidade ao armazenar dados, documentos e posts de vídeos, imagens dentre outros. O MAGNUM SOL é a nossa principal ferramenta de comunicação entre Professor e Aluno e não podemos ignorar isso. O BLOG PENSAR® é apenas uma ferramenta complementar, onde irei postar apenas minhas críticas filosóficas. Por fim, peço aos alunos que não estão conseguindo acessar o Magnum Sol, que entrem em contato com a TI ou procurem o Laboratório de Informática do Colégio, não esqueçam do login e a senha - deverão pegá-los com a Supervisora.


Atenciosamente,


Leonardo Oliveira de Vasconcelos

Professor de Filosofia e Sociologia do Ensino Médio

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COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO

CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MG

DISCIPLINA: FILOSOFIA/SOCIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO

PROFESSOR: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS

ATIVIDADE: PARA CASA N° 1 (MÊS DE ABRIL)



QUESTÃO 01. A narrativa grega, apesar de fantasiosa, é impregnada de sabedoria e conhecimento das paixões humanas, dos probl emas existenciais e da necessidade de leis que possibilitem a vida em comum.


ANALISE o texto abaixo com respectiva ilustração e RESPONDA: ele ainda é válido para a nossa época?


Assim como os homens, o heroi Ulisses deve vencer as tentações que aparecem em seu caminho. A deusa Circe alerta-o:



“Primeiro, encontrarás as duas Sereias; elas fascinam todos os homens que se aproximam. Se alguém, por ignorância, se avizinha e escuta a voz das Sereias, adeus regresso! Não tornará a ver a esposa e os filhos inocentes sentados na campina, em meio a montões de ossos de corpos em decomposição, cobertos de peles amarfanhadas” HOMERO. Odisseia.


Para fugir à tentação do canto das sereias, representadas pelos pássaros os tripulantes estão com os ouvidos tapados com cera, e Ulisses está amarrado ao mastro da galé. Pintura de vaso grego.



A) Como você imagina um grande filósofo atual? Qual seria sua maneira de agir, de se vestir e como seria sua vida social? EXPLIQUE.



B) Pense e reflita a seguinte indagação: O ateísmo é necessário para a liberdade do filosofar? (Pesquisar a vida de alguns filósofos pode ajudá-lo na elaboração da resposta).



QUESTÃO 02. Leia atentamente o texto e responda ao que se pede:



“Qual é a coisa mais importante da vida? Se fazemos essa pergunta a uma pessoa de um país assolado pela fome, a resposta será: a comida. Se fazemos a mesma pergunta a quem está morrendo de frio, então a resposta será: o calor. E quando perguntamos a alguém que se sente sozinho e isolado, então, certamente, a resposta será: a companhia de outras pessoas.


Mas, uma vez satisfeitas todas essas necessidades, será que ainda resta alguma coisa de que todo mundo precise? Os filósofos acham que sim. Eles acham que o ser humano não vive apenas de pão.


É claro que todo mundo precisa de comida, de amor e de cuidado. Mas ainda há uma coisa de que todos nós precisamos. Nós temos a necessidade de descobrir quem somos e por que vivemos.


(...) Embora as questões filosóficas digam respeito a todas as pessoas, nem todas se tornam filósofos. Por diferentes motivos, a maioria delas é tão absorvida pelo cotidiano que a admiração pela vida acaba sendo completamente reprimida. Um filósofo nunca é capaz de se habituar completamente com este mundo. Para ele, o mundo continua a ter algo de incompreensível, algo até de enigmático, de secreto, embora a maioria das pessoas vivencie o mundo como uma coisa absolutamente normal. Isso quer dizer que ele sempre vê as coisas com espanto, a admiração ou a curiosidade, como se fosse a primeira vez.


(...) Em algum lugar, dentro de nós, alguma coisa nos diz que a vida é um grande enigma. E já experimentamos isto, muito antes de aprendermos a pensar.”

GAARDER, Jostein. O que é Filosofia. In O Mundo de Sofia. Companhia das Letras.




A) Cite coisas que são necessárias na vida das pessoas.


B) Qual é a opinião dos filósofos a respeito dessas necessidades?


C) “Embora as questões filosóficas digam respeito a todas as pessoas, nem todas se tornam filósofos.” Que característica, em relação à forma de ver o mundo, distingue o filósofo e os não-filósofos?


D) “A maior virtude do filósofo é admirar-se”. O que quer dizer admirar-se?




QUESTÃO 03. Leia o trecho abaixo e responda:



“A maravilha sempre foi, antes como agora, a causa pela qual os homens começaram a filosofar: a princípio, surpreendiam-se com as dificuldades mais comuns; depois, avançando passo a passo, tentavam explicar fenômenos maiores, como, por exemplo, as fases da lua, o curso do sol e dos astros e, finalmente, a formação do universo. Procurar uma explicação e a admirar-se é reconhecer-se ignorante. Por isso, pode-se dizer que sob um certo aspecto o filósofo é também amante do mito: uma vez que o mito se compõe de maravilhas.”


ARISTÓTELES. Metafísica. Livro I, 1.



A maravilha é a consciência de não compreender, ou consciência dos problemas: o mito e a filosofia são respostas profundamente diferentes à fértil curiosidade grega.



A) Como, então, o grande Aristóteles afirma que o “filósofo é também amante do mito”?


B) Segundo Aristóteles, o problema mais importante para o homem refere-se à formação do universo. Por quê?


C) Qual é a diferença entre saber-se ignorante e ser simplesmente ignorante?

sábado, 17 de abril de 2010

O homem é determinado e livre


Na verdade, o homem é determinado e livre


Necessário significa “tudo aquilo que tem de ser e não pode deixar de ser”. Nesse sentido, a necessidade é o oposto de contingência, que significa “o que pode ser de um jeito ou de outro”.


Contrapondo-se ao determinismo, há teorias que enfatizam a possibilidade da liberdade humana absoluta, do livre-arbítrio, segundo a qual o homem tem o poder de escolher um ato ou não, independentemente das forças que o constrangem. Segundo essa perspectiva, ser livre é decidir e agir como se quer, sem qualquer determinação causal. Quer seja exterior (ambiente em que se vive), quer seja interior (desejos, caráter). Ser livre é, portanto, ser incausado.


A liberdade é a capacidade para darmos um sentido novo ao que parecia fatalidade, transformando a situação de fato numa realidade nova criada por nossa ação. Essa força transformadora, que torna real o que era somente possível e que se achava apenas latente como possibilidade, é o que faz surgir uma obra de arte, uma obra de pensamento, uma ação heróica, um movimento anti-racista, uma luta contra a discriminação, uma resistência à tirania e a vitória contra ela. Nosso desejo e nossa vontade não são incondicionados, mas os condicionamentos não são obstáculos à liberdade e sim o meio pelo qual ela pode exercer-se.


A construção da liberdade na adolescência


Segundo a visão da psicologia, é a adolescência o momento da passagem do mundo infantil para o universo adulto, em que o suposto amadurecimento da razão daria os instrumentos para ser assumida a autonomia moral, fundamental para o aprendizado da liberdade.


A adolescência não é um fenômeno universal. Algumas sociedades tribais não passam por esse estágio, mesmo porque a passagem ao mundo adulto se encontra marcada pelos “rituais de passagem”. Os rituais introduzem a criança no sistema de valores bem definidos do mundo adulto, não havendo nenhuma dúvida a respeito dos direitos e deveres que o novo estado lhe acarreta.


Em nossa cultura, não só há o período da adolescência, como a tendência de ampliá-lo cada vez mais, à medida que o tempo de estudo aumenta, adiando a entrada do jovem no mercado de trabalho, o que faz com que ele dependa dos pais até um pouco mais tarde.


Desenvolvimento físico e psíquico


Na adolescência, o desenvolvimento mental é um processo diferente do crescimento físico. Enquanto nosso corpo desenvolve-se independente da nossa vontade, nosso desenvolvimento mental amadurece aos poucos, quando o adolescente encontra-se aparelhado intelectual e afetivamente para iniciar essa caminhada em direção à autonomia. Esse desenvolvimento se dá em três níveis: da lógica, da afetividade e da conduta moral.


A conquista da autonomia, o momento da experiência da liberdade, vai depender de como foram vividas cada fase. Isso depende de muito aprendizado, pois autonomia não pode ser confundida com individualsmo. É exatamente a saída do egocentrismo em direção ao reconhecimento do outro.

terça-feira, 13 de abril de 2010

9ª SÉRIE_ROTEIRO DE ESTUDOS 2ª PROVA DE FILOSOFIA


ROTEIRO DE ESTUDOS 2ª AVALIAÇÃO DE FILOSOFIA


1ª ETAPA – MISTA. DIA: 19 / 4 / 2010


PROF. LEONARDO O. DE VASCONCELOS



HABILIDADES EXIGIDAS:



1. Liberdade X Determinismo


- Reconhecer e caracterizar as várias concepções de liberdade (para o adulto, para um adolescente, para uma criança)


- Identificar os conceitos de liberdade (liberdade física, liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade política etc).


- Analisar e argumentar sobre a ideia e o conceito de liberdade.
- Reconhecer e caracterizar as várias concepções de determinismo (determinismo científico e determinismo absoluto)


- Reconhecer e caracterizar o Fatalismo.


- Saber o que é Contingência e Necessário.



2. Desejo e Vontade


- Reconhecer e caracterizar o que é desejo e o que é vontade e a diferença entre esses dois termos.



3. Vontade Objetiva e Vontade Subjetiva


- Analisar e argumentar, reconhecer e caracterizar a Vontade Subjetiva e Vontade Objetiva.


- Identificar e reconhecer a diferença entre as ideias de Público e Privado.



4. O que é Autonomia?

- Identificar e reconhecer a autonomia.


ORIENTAÇÕES GERAIS:

1. Estude utilizando o caderno e as folhas complementares.
2. Refaça os exercícios trabalhados como forma de testar seus conhecimentos (sobretudo os Deveres de Casa e os Trabalhos e a Prova).
3. Não deixe para estudar apenas na véspera da prova. Organize-se!
4. Procure ENTENDER os conceitos e não decorá-los.
5. Preste bastante atenção ao escrever as respostas abertas: utilize um bom vocabulário e transmita suas ideias construindo um texto (com INÍCIO, MEIO e CONCLUSÃO e boa caligrafia, respeitando os limites de cada linha).
6. Não ouse responder em tópicos, você perderá pontos.
7. Sempre faça os deveres de casa com afinco, eles são fundamentais para a sua preparação para a prova.

8. Blog do professor: http://blogpensar.blogspot.com
9. E-mail do professor: leonardooliveira@magnum.com.br

10. ESTE CONTEÚDO ESTÁ DISPONÍVEL NO MAGNUM SOL

terça-feira, 6 de abril de 2010

Texto Sócrates e os Sofistas - Relativismo x Verdade

1. Sofistas - Contemporâneos de Sócrates - A palavra sofista significa 'mestre da sabedoria'. Eram professores que ensinavam por todas as partes da Grécia. Numa época em que a democracia grega exigia a confrontação pública dos cidadãos para resolverem seus problemas comerciais e jurídicos, os sofistas ensinavam, em troca de uma remuneração, a persuasão e a retórica. Os principais sofistas foram Protágoras, Górgias, Pródico e Hípias. A sofística propôs uma "humanização" da cultura, na qual o estudo de ciências teóricas e práticas estivesse encaminhado para a busca da virtude, entendida como adequação à ordem social. É de Protágoras a frase que coloca o homem no meio das preocupações: "o homem é a medida de todas as coisas". Esta frase quer dizer que não há um mundo objetivo desvinculado dos sujeitos que conhecem o mundo. Se num dado momento, para um indivíduo, o tempo está quente, o tempo está quente; mas, se para um outro está frio, o tempo está frio. Disso se conclui que não uma objetividade a respeito do tempo. Deste modo, a 'verdade' sobre o tempo é relativa a cada sujeito. Isso é chamado de relativismo.
Ideias sofísticas: a rejeição à tradição, a relatividade dos critérios morais e epistemológicos, como por exemplo a negação da existência de verdades absolutas, e a ênfase nos problemas da vida cotidiana.
O caráter pejorativo que posteriormente adquiriu o termo sofista deve-se sobretudo às severas críticas que Sócrates, Platão e Aristóteles formularam contra os sofistas. Aristóteles definiu a sofística como a "arte da sabedoria aparente", de relativismo, e acusou os sofistas de serem simples comerciantes do saber. No século XIX, Hegel reconheceu os sofistas como mestres da Grécia e iniciou a revisão crítica de seu pensamento. Estudiosos posteriores assinalaram que Platão e seu mestre Sócrates, contemporâneo e grande adversário dos sofistas, embora ressaltassem o caráter artificial da retórica persuasiva, atacavam basicamente as teses relativistas da sofística inicial. Outros concluíram que o pensamento de Sócrates e Platão não teria sido possível sem a precedência sofista.
2. Sócrates - 470 à 399 c.C. - Segundo palavras de Cícero, "Sócrates fez a filosofia descer dos céus à terra". Antes, os filósofos buscavam obsessivamente uma explicação para o mundo natural, a physis. Para Sócrates, no entanto, a especulação filosófica devia se voltar para outro assunto, mais urgente: o homem e tudo o que fosse humano, como a ética e a política. Sócrates dizia que a filosofia não era possível enquanto o indivíduo não se voltasse para si próprio e reconhecesse suas limitações. "Conhece-te a ti mesmo" era seu lema. Para ele, a melhor maneira de abordar um tema era o diálogo: por meio do método indutivo que denominou "maiêutica", numa alusão ao ofício de sua mãe, que era parteira, era possível trazer a verdade à luz. Assim, ele se voltava para os outros, quer fossem um adolescente como Lísias, um militar como Laques ou sofistas consagrados como Protágoras e Górgias, e os interrogava a respeito de assuntos que eles julgavam saber. Seu senso de humor confundia os interlocutores, que acabavam confessando sua ignorância, da qual Sócrates extraía sabedoria. Neste processo, que foi chamado de método socrático, Sócrates buscava a verdade, ou seja, um argumento demonstrativo objetiv e universal que não hava como ser modificado e aceito por todos.
3. A Ética socrático-platônica
Aristóteles reconheceu o Sócrates platônico como o iniciador da Ética.
A ética socrático-platônica se iniciou através de uma metodologia dialógica pela qual Sócrates, a personagem principal dos diálogos platônicos, inquire os demais personagens sobre os temas: 'homem interior' (psychê), 'verdadeira sabedoria' (sophrosyne) e 'virtude' (arete). A partir das encruzilhadas ou aporias do discurso, Sócrates buscava na fala de seus interlocutores as definições (horismos). Sócrates ao interpelar os cidadãos de Atenas, procurava mostrar-lhes que o verdadeiro valor do homem reside no único bem inatingível pela inconstância da fortuna, a incerteza do futuro, a precariedade do sucesso, as vicissitudes da vida: o bem da alma. O cuidado do homem interior exige, antes de mais nada, o conhecimento de si mesmo, ou seja, o exercício de uma razão voltada para as 'coisas humanas'.
Com objetivo de fazer um reconhecimento de si mesmo para desfazer a falsa imagem de si mesmo e evidenciar a própria ignorância sobre 'como devemos levar a vida', Sócrates propugnava 'conheça-te a ti mesmo'. Reconhecer a própria ignorância torna-se uma "douta ignorância", esta é a verdadeira sabedoria, a partir dela pode-se conhecer a verdadeira virtude.
A ética da virtude-ciência, é a identidade entre ser e saber. Saber o que é a honestidade implica em ser honesto, saber o que é a justiça implica em ser justo. Três conseqüências importantes desta ética:
. O homem sábio é necessariamente bom, o homem malvado é necessariamnte ignorante.
. O sábio nunca faz o mal voluntariamente,
. O homem virtuoso é necessariamente feliz.
Apesar de Aristóteles, aluno de Platão, discordar da 'virtude' como sinônimo de 'saber', credita a Sócrates a fundação da ciência do ethosÉtica, justamente devido à doutrina socrática da virtude-ciência.
Platão, reconhecidademente continuador da ética socrática, tem como idéia diretriz de seu pensamento ético, a ordem (kosmos). A ordenação é dada por sua teoria das ideias; o mundo perfeito e imutável das idéias tem efetividade enquanto um modelo (paradigma) que serve como referência, como medida do mundo mutável e imperfeito. "A idéia da ordem exprime essencialmente uma proporção (analogia) que une elementos e seres diversos no mais belo dos laços e será, portanto, uma relação analógica que Platão irá estabelecer entre as partes da alma e suas virtudes, entre a alma e a cidade e entre a alma e o mundo". Esta é a proporção: as virtudes da alma estão para a alma assim como a cidade bem ordenada está para o mundo (enquanto cosmos). Esta analogia para Platão serve como um 'argumento lógico' que prova sua teoria. Esta relação caracteriza o que disse o Sócrates platônico em República 352 d e que Henrique Lima Vaz assim expressou: "investigar no logos como devemos viver".
O saber pragmático dos gregos (herança mitológica), como 'sabedoria', 'virtude', 'lei' e 'justiça', foi reatualizado por Sócrates como 'ciência da alma'. E para Platão esta ciência torna-se 'metafísica da ordem'; que significa: a ordem da cidade que se dá no cumprimento à lei, na implementação da justiça, no agir honesto e solidário, está referida à perfeição e universalidade das ideias.
Prof. Flávio Netto Fonseca

quinta-feira, 1 de abril de 2010

COMUNICADO AOS PAIS/ RESPONSÁVEIS E ALUNOS

Nós, professores do Colégio Magnum Cidade Nova, em reunião no dia 30 de março de 2010, decidimos aderir à paralisação das escolas particulares de Belo Horizonte, que acontecerá no dia 5 de abril de 2010 (segunda-feira).
Essa decisão não representa, de forma alguma, uma reivindicação dirigida internamente à Direção do Colégio, mas sim, a necessidade de participação em um movimento importante para a categoria. Contamos com a sua compreensão e gostaríamos de salientar que estamos cientes dos inconvenientes ocasionados por um movimento como este e que nosso comprometimento com o aprendizado de seus filhos nos é prioritário e não será prejudicado por essa adesão.

Atenciosamente,

Equipe de Professores

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho