quinta-feira, 19 de abril de 2007

Aborto

Galera,

vamos falar do aborto. O aborto é sim um caso para discutirmos se é ético ou não fazer o aborto, uma vez que o feto já é considerado uma vida, um ser humano, uma pessoa. Ora, se é ético fazer aborto, então justifica tirar a vida de uma pessoa, ou seja, justifica uma pessoa matar outra - e tirar a vida de uma pessoa, seja quem for. Em hipótese alguma, matar alguém é ético!
A palavra aborto vem do latim: ab ortus, significa a “privação do nascimento”.
Aborto é toda e qualquer interrupção da gravidez.
A imagem abaixo é sobre um estudo sobre a anatomia humana de Leonardo da Vinci. Feto no útero, de 1492-4, encontra-se na Biblioteca Real de Windsor, Inglaterra.

Tipos de aborto:

Aborto espontâneo (ou involuntário ou casual): ocasionado por causas naturais, não é desejado pela mulher que está grávida, alheias à vontade humana.

Aborto provocado (ou induzido, voluntário ou procurado, ou interrupção voluntária da gravidez): aborto efetuado deliberadamente. Inclui as seguintes hipóteses:

a) Aborto sentimental ou "honoris causa": quando a gravidez é conseqüente de estupro.
b) Aborto eugênico, eugenésico ou profiláctico: motivado por anomalias ou deficiências físicas do nascituro.
c) Aborto por motivos econômicos: quando os progenitores não têm condições econômicas para manter a criança.
d) Aborto terapêutico: quando é o único meio para preservar a vida ou a saúde da gestante.
e) Aborto indireto: quando o aborto é o resultado indireto e secundário, ainda que previsível, mas não desejado, de um procedimento que, em si mesmo, não é abortivo.
f) Aborto retido: quando há inviabilidade do concepto, mas não a sua expulsão dentro de quatro semanas.

Quanto ao tempo de gestação, pode dizer-se:

a) Aborto subclínico: o abortamento que acontece antes de quatro semanas de gestação;
b) Aborto precoce: entre quatro e doze semanas;
c) Aborto tardio: após doze semanas.

Pode ser classificado ainda pela sua freqüência no indivíduo, em:

a) Aborto ocasional
b) Aborto habitual

OBS.: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), só existe tecnicamente um aborto quando o peso do embrião ou feto ultrapasse quinhentos gramas. Este peso é atingido em torno de 20-22 semanas de gravidez. Observe-se que pode ter havido ou não a expulsão do produto da concepção do organismo materno, mas, havendo inviabilidade do produto da concepção nesta fase da gestação, houve um “abortamento”.


foto realizada dentro do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação

Mas será que após a 20-22 semanas de gravidez e que ultrapasse quinhentos gramas, como afirma a OMS, é que há um ser humano? O que é aquilo antes de o feto se formar? Um ovo??? clique aqui e veja outras fotos de abortos.

Entendo o lado das mulheres que sofrem o estupro, porém a criança que está no ventre não tem culpa de nada, ela tem também o direito à vida.


No Brasil é um problema de saúde pública as mortes e doenças que ocorrem por conseqüência do aborto provocado em clínicas clandestinas, e muitos abortos também acontecem por falta de condições financeiras para criar um filho, e isso não justifica tirar uma vida!

Pense nisso!!!

Dê sua opinião ou faça um comentário!


terça-feira, 17 de abril de 2007

O que é violência?

Pessoal,

Segundo o Dicionário Houaiss,violência é a “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força”. No aspecto jurídico, o mesmo dicionário define o termo como o “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá-lo a submeter-se à vontade de outrem; coação”.
Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) define violência como “a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis”. Mas os especialistas afirmam que o conceito é muito mais amplo e ambíguo do que essa mera constatação de que a violência é a imposição de dor, a agressão cometida por uma pessoa contra outra; mesmo porque a dor é um conceito muito difícil de ser definido.
Para todos os efeitos, guerra, fome, tortura, assassinato, preconceito, a violência se manifesta de várias maneiras. Na comunidade internacional de direitos humanos, a violência é compreendida como todas as violações dos direitos civis (vida, propriedade, liberdade de ir e vir, de consciência e de culto); políticos (direito a votar e a ser votado, ter participação política); sociais (habitação, saúde, educação, segurança); econômicos (emprego e salário) e culturais (direito de manter e manifestar sua própria cultura). As formas de violência, tipificadas como violação da lei penal, como assassinato, seqüestros, roubos e outros tipos de crime contra a pessoa ou contra o patrimônio, formam um conjunto que se convencionou chamar de violência urbana, porque se manifesta principalmente no espaço das grandes cidades. Não é possível deixar de lado, no entanto, as diferentes formas de violência existentes no campo.

A violência urbana, no entanto, não compreende apenas os crimes, mas todo o efeito que provocam sobre as pessoas e as regras de convívio na cidade. A violência urbana interfere no tecido social, prejudica a qualidade das relações sociais, corrói a qualidade de vida das pessoas. Assim, os crimes estão relacionados com as contravenções e com as incivilidades. Gangues urbanas, pixações, depredação do espaço público, o trânsito caótico, as praças malcuidadas, sujeira em período eleitoral compõem o quadro da perda da qualidade de vida. Certamente, o tráfico de drogas, talvez a ramificação mais visível do crime organizado, acentua esse quadro, sobretudo nas grandes e problemáticas periferias.

Hoje, no Brasil, a violência, que antes estava presente nas grandes cidades, espalha-se para cidades menores, à medida que o crime organizado procura novos espaços. Além das dificuldades das instituições de segurança pública em conter o processo de interiorização da violência, a degradação urbana contribui decisivamente para ele, já que a pobreza, a desigualdade social, o baixo acesso popular à justiça não são mais problemas exclusivos das grandes metrópoles. Na última década, a violência tem estado presente em nosso dia-a-dia, no noticiário e em conversas com amigos. Todos conhecem alguém que sofreu algum tipo de violência. Há diferenças na visão das causas e de como superá-las, mas a maioria dos especialistas no assunto afirma que a violência urbana é algo evitável, desde que políticas de segurança pública e social sejam colocadas em ação. É preciso atuar de maneira eficaz tanto em suas causas primárias quanto em seus efeitos. É preciso aliar políticas sociais que reduzam a vulnerabilidade dos moradores das periferias, sobretudo dos jovens, à repressão ao crime organizado. Uma tarefa que não é só do Poder Público, mas de toda a sociedade civil.

Tipos de violência:

violência física (danos ao corpo físico da pessoa)

violência psicológica (danos ao eu psicológico da pessoa, p. ex., discrinação, preconceito, ofença à índole da pessoa etc.)

Violência política
Violência cultural
Violência verbal
Violência contra a mulher
Violência infantil


As demais são variações das principais.
Obs.: Para conhecer melhor cada tipo de violência acima, clique aqui.



Campanha do grupo de rock "Detonautas" contra a violência

A nutrição, escolhas de estilo de vida, a educação e o estado do nosso meio ambiente, oferecem soluções para muitas das crises que assolam a sociedade.

Fonte:
http://www.serasa.com.br/guiacontraviolencia/violencia.htm
http://www.atitude.org.br/

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Poluição

Galera,

sobre poluição existem vários sites interessantes, por isso não faz sentido fazer um post sobre poluição e os vários tipos de poluição, selecionei um clique aqui.

Os principais tipos de poluição:

Poluição Hídrica
Poluição Atmosférica
Poluição do Solo
Poluição Visual
Poluição Sonora

O interessante é perceber quais são o principais problemas da poluição global: o efeito estufa, a diminuição da camada de ozônio, as chuvas ácidas, a perda da biodiversidade, os dejetos lançados em rios e mares, entre outros, nem sempre são observados, medidos ou mesmo sentidos pela população.
A explicação para toda essa dificuldade reside no fato de se tratar de uma poluição cumulativa, cujos efeitos só são sentidos a longo prazo. Apesar disso, esses problemas têm merecido atenção especial no mundo inteiro.

Para ver vídeo com as conseqüências da poluição clique neste link.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

O QUE É CIDADANIA?

Galera,

segue abaixo uma breve reflexão sobre o que é cidadania.

Cidadania “é a qualidade ou estado do cidadão”, entende-se por cidadão “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este” (cf. Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira).
Cidadão deriva da palavra civita, que em latim significa cidade, e que tem seu correlato grego na palavra politikosaquele que habita na cidade (pólis).


Cidade de Athenas vista de longe

"Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo". Sócrates

No sentido ateniense do termo, cidadania é o direito da pessoa em participar das decisões nos destinos da Cidade através da Ekklesia (reunião dos chamados de dentro para fora) na Ágora (praça pública, onde se agonizava para deliberar sobre decisões de comum acordo). Dentro desta concepção surge a democracia grega, onde somente 10% da população determinava os destinos de toda a Cidade (eram excluídos os escravos, mulheres e artesãos).

Cidadão é aquele que tem o direito de administrar a justiça e exercer funções públicas, participar da função judicial ou da deliberativa, ou seja, de exercer a política (cf. ARISTÓTELES. Política. Livro III, cap. I, 1275b-1276a)

"Civis romanum sum" (cf. Cícero,In Verrem,11,v.162.)

"Sou cidadão romano" Cícero. Já na Roma antiga, civitate era o conjunto de cidadãos que constituíam uma cidade. A cidade era a comunidade organizada politicamente. Era considerado CIDADÃO aquele que estava integrado na vida política da cidade. Temos o desenvolvimento da cidade a partir da noção cidade-estado proveniente da cidade de Roma (civis romanus).
Naquela época, e durante muito tempo, a noção de cidadania esteve ligada à idéia de privilégio, pois os direitos de cidadania eram explicitamente restritos a determinadas classes e grupos.

Rômulo e Remo, fundadores de Roma, foram salvos por uma loba enviada por Marte quando chegaram ao local de fundação da cidade de Roma.

Ser cidadão romano comportava uma notável série de privilégios, variáveis durante o curso da história, tendo sido criadas diversas "gradações" da cidadania. Na sua versão definitiva e plena, todavia, a cidadania romana permitia o acesso aos cargos públicos e às varias magistraturas (além da possibilidade de escolhê-las no dia de sua eleição), a possibilidade de participar das assembleias políticas da cidade de Roma, diversas vantagens de carácter fiscal e, importante, a possibilidade de ser sujeito de direito privado, ou seja, de poder se apresentar em juízo mediante os mecanismo do jus civile, o direito romano por excelência. Nasceu também a Constitutio Antoniniana (de 212): concedeu a cidadania plena a todos os habitantes do Império, sem distinção de raça, religião ou cultura: "Poder satisfazer a majestade dos deuses imortais de introduzir, no culto dos deuses, os peregrinos, sendo que concedo a todos os peregrinos que vivem no território a cidadania romana, salvaguardando os direitos das cidades, com excepção dos Bábaros vencidos. Assim, este édito aumentará a majestade do povo romano. Peregrinos eram estrangeiros, isto é, os habitantes das províncias que não eram romanos." (cf.Wikipédia)

A partir da Revolução Francesa, 1789, considerada como o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea. Aboliu a servidão e os direitos feudais na França e proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), a partir daí acontece a idéia da elaboração de uma Constituição Federal e o nascimento dos Direitos Humanos.

Eugène Delacroix - La liberté guidant le peuple (A liberdade guiando o povo)

A definição de cidadania foi sofrendo alterações ao longo do tempo, seja pelas alterações dos modelos econômicos, políticos e sociais ou como conquistas, resultantes das pressões exercidas pelos excluídos dos direitos e garantias a poucos preservados, num rico processo histórico que deixamos de abordar, por não constituir o propósito deste trabalho.

Cidade de Nova Iorque, Estados Unidos

O fato, é que, modernamente, uma vasta quantidade de direitos já está estabelecida pela lesgilação, direitos esses que alcançam todos os indivíduos, sem restrições.
Mas, se já estão assegurados a todos esse direitos e liberdades, o leitor poderá, com razão, indagar qual o sentido deste trabalho.
O que ocorre, na verdade, é que, embora garantidos pela Constituição Federal e pelas leis, o que se verifica, na prática, é uma reiterada e ostensiva inobervância desses direitos de cidadania contra a maioria da população excluída dos bens e serviços desfrutados pelas elites.
O grande desafio é, portanto, além de incorporar novos direitos aos já existentes, intergrar cada vez um número maior de indivíduos ao gozo dos direitos reconhecidos.

Podemos, então, definir Cidadania como:
UM CONJUNTO DE DIREITOS E LIBERDADES POLÍTICAS SOCIAIS E ECONÔMICAS, JÁ ESTABELECIDOS OU NÃO PELA LEGISLAÇÃO.


exercício da cidadania é a forma de fazer valer os direitos garantidos. Exigir a observância dos direitos e zelar para que não sejam desrespeitados.

Sugestão de leitura:

MANZINI COVRE, Maria de Lourdes. O que é cidadania. São Paulo: Brasiliense, 1991.

Fonte:
http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/textos/oqc.htm
http://www.mundodosfilosofos.com.br/vanderlei7.htm
http://pt.wikipedia.org

quinta-feira, 12 de abril de 2007

O QUE É ÉTICA?

sabemos que a palavra ética vem do grego antigo ήθική [ήθική φιλοσοφία] "Filosofia Moral", do adjetivo ήθος (ēthos) "costume, hábito", pode ser também costume de uma pessoa ou costumes de um povo, num primeiro momento sabemos que a ética estuda os valores e os costumes de uma pessoa ou um grupo. Nesse sentido ética são normas e regras que orientam a conduta humana, porém estudar ética é estudar os tipos de julgamentos que fazemos sobre o que consideramos o certo ou errado, e esses julgamentos podem ser classificados de acordo com certa linha ética existente, ou seja, a ética é um instrumento que busca uma classificação, uma "determinação do que é certo ou errado, bom ou mau, permitido ou proibido, de acordo com um conjunto de normas ou valores adotados historicamente por uma sociedade" (cf.Danilo Marcondes in: Textos Básicos de Ética, p.9). Já o termo moral é derivado do latim mores (tradução de ήθος = mos), que é uma terminologia específica, moral pode ser usada no mesmo sentido de ética, ou seja, como sinônimo de ética, numa segunda definição pode também ser entendida a tudo aquilo que é tocante ao foro íntimo das pessoas, por exemplo, "aquela pessoa me ofendeu moralmente", ou seja, ofendeu o meu caráter, ofendeu o meu ser. Estudar ética então, é necessário, e é um desafio também, pois COMO FALAR DE ÉTICA EM UM PAÍS SEM ÉTICA? Mas precisamos pensar para podermos agir bem, para vivermos em um mundo melhor.
Podemos concluir que:
ética é a ciência normativa do comportamento humano, com vistas tanto ao bem individual como ao bem comum. Por ela é que se define como devem ser nossos caminhos, nosso trabalho, nossas escolhas.


Para ficar claro o que é ética, a diferença de ética e moral e as mais famosas correntes éticas, postei um vídeo do filósofo brasileiro Paulo Ghiraldelli Jr.: para acessá-lo clique aqui.

A ética estuda as atitudes humanas relacionadas à sua natureza, objetivando a procura de respostas acerca de regras morais e de direito, identificação de comportamentos humanos corretos e incorretos bem como a diferenciação destes, a procura pela perfeição humana buscando a realização desta perante seus valores e suas crenças.
É utilizada no processo educativo na finalidade de conscientizar uma pessoa sobre seus direitos e deveres para com a sociedade, na economia para estabelecer valores relacionados a princípios morais e regras, na ciência como forma de lidar com a vida com respeito e de maneira responsável e em outras áreas desempenhando papéis de suma importância.
A ética estabelece um compromisso entre seres humanos, pois utiliza a essência interior, ou seja, utiliza sua formação de caráter para determinar suas características. Desta forma, a ética é construída com base naquilo que é necessário e/ou exigido pelo homem colocando-o a frente de seus próprios limites morais.
Sua importância na sociedade é reconhecida, porém questionada às vezes por conflitos gerados entre a valorização da vida ou da propriedade privada. Apesar de alguns conflitos, a ética auxilia a boa vivência do homem perante a sociedade ajudando este a se comportar de forma correta em face de outras pessoas e ainda a formular suas próprias idéias fundamentais sem que se corrompa posteriormente, tornando-se assim um cidadão de idéias firmadas na moral, nos bons costumes e na dignidade.
Sugestão de leitura:
VALLS, Álvaro L. M. O que é Ética. Coleção primeiros passos, 9ª edição. São Paulo: Ed.brasiliense, 1994.
PEREIRA, Otaviano. O que é Moral. Coleção primeiros passos, 1ª edição. São Paulo: Ed.brasiliense, 1991.
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No próximo post explicarei o que é o cidadão, abordando qual deve ser o papel do cidadão para o Filósofo.

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho