sexta-feira, 15 de novembro de 2013

QUESTÕES DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA NO ENEM 2013

QUESTÕES DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA NO ENEM 2013

Disciplina corporal e mental, atenção nas aulas, rotina de estudos pessoais em casa, compromisso com o dever de casa e muita, muita leitura acompanhada das anotações é claro, eis uma receita para estudar Filosofia e Sociologia, contudo não existe uma "bola de cristal" para adivinhar os conteúdos específicos de Filosofia e Sociologia que serão cobrados no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) que se tornou a maior referência para os currículos e ingressos nas Universidades públicas e privadas pelo país afora. Neste ano as questões vieram como luvas nas mãos daqueles que se prepararam, da Filosofia Antiga à  Filosofia Contemporânea estão entre os conteúdos cobrados na edição do ENEM 2013. O Colégio Bernoulli todos os anos divulga o comentário das questões do exame, contudo separamos aqui apenas as questões com conteúdos de Filosofia e Sociologia do ENEM 2013 (prova rosa):
























Relevância de filosofia e sociologia cresce no Enem; veja o que estudar

Sancionada em 2008, a lei que torna obrigatório o ensino de sociologia e filosofia nas escolas do último nível da educação básica vem mudando o perfil das provas de humanas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Agora com maior relevância, as duas disciplinas relacionam problemas da atualidade com os conteúdos teóricos.

§  No Enem, atualidades são pretexto para cobrar análise de conteúdos
§  Estudar com provas antigas é principal dica para realizar exame

Prova disso é que o Enem 2012 contou com oito questões de natureza filosófica e seis de natureza sociológica, de acordo com o professor Leonardo Oliveira de Vasconcelos, professor de Filosofia e Sociologia do colégio Magnum Cidade Nova, de Belo Horizonte, o que representa quase um terço da prova de humanidades.

Filosofia




"Em filosofia, o perfil das questões do exame envolve habilidades de conhecimento em relação aos períodos históricos", diz. "Não é o fato pelo fato, mas sim qual é a importância do fato filosófico para a história da humanidade".

Na hora de estudar, Heitor Henriques Sayeg, professor de sociologia da Oficina do Estudante, recomenda muita leitura. "O aluno tem de ter um conhecimento curricular bem amplo, mas ele precisa de uma percepção muito clara de como relacionar os conteúdos, por isso ler é fundamental. Tem que procurar estar bem informado".

Contudo, conhecer os conceitos é insuficiente para enfrentar a prova. "O estudante não tem que saber apenas o que o filósofo pensa ou de que época ele é, mas também compreender o desdobramento filosófico de uma situação que ele já havia problematizado e que estamos vivendo agora", diz o professor.

Sociologia

Sayeg concorda com o docente do colégio Magnum em relação aos possíveis temas da prova da disciplina no Enem (veja abaixo). "Acredito que o exame foca bastante na política, no que diz respeito a movimentos sociais, estado e sociedade civil e representações culturais", afirma.

Ele acrescenta que a dificuldade pode estar na falta de costume dos alunos em estudar essas disciplinas de humanas. "Não acho a prova difícil. Ela é trabalhosa de se fazer, porque ainda não existe uma cultura de se estudar filosofia e sociologia como se estuda as outras matérias", analisa. 

Temas que podem cair

A pedido do UOL Educação, Vasconcelos, professor do colégio Magnum, elaborou uma lista com os conteúdos que mais caem no Enem em Filosofia e Sociologia; confira:
§  Filosofia Antiga: Sócrates, Platão e Aristóteles (concepção de ética e política de um deles);
§  Filosofia Medieval: Santo Agostinho e Tomás de Aquino (questão da relação da fé e a razão);
§  Filosofia Moderna: Maquiavel (suas concepções no campo da política), os contratualistas: Thomas Hobbes, John Locke, Jean-Jacques Rousseau (estado de natureza, contrato social e estado de sociedade para cada um) e liberdade e autonomia em Immanuel Kant;
§  Filosofia Contemporânea: Nietzsche, Sartre, Escola de Frankfurt, Hanna Arendt e Michel Foucault;
§  Sociologia: Movimentos sociais, socialização, surgimento das instituições, questão da cultura, estratificação da sociedade, papel social da educação, pobreza e desenvolvimento e os clássicos: Karl Marx, Auguste Comte (visão ao positivismo), Durkheim, Weber e Jürgen Habermas.
Vasconcelos lembra que questões sobre cidadania e política, ética, liberdade e trabalho durante a história da humanidade também são amplamente abordadas no Enem em Filosofia.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/06/20/relevancia-de-filosofia-e-sociologia-cresce-no-enem-veja-o-que-estudar.htm

segunda-feira, 10 de junho de 2013

2ª SÉRIE E.M. - CORRENTE DO BEM: INVISIBILIDADE SOCIAL

2ª SÉRIE E.M. - CORRENTE DO BEM: INVISIBILIDADE SOCIAL

Maio / 2013


Invisibilidade social é o tema da Corrente do Bem 2013 da 2ª Série E.M. O professor Leonardo Oliveira de Vasconcelos, professor de Filosofia e Sociologia, do Ensino Fundamental e Ensino Médio sensibilizou os alunos com o tema, em sala de aula. "O projeto incia-se hoje com a Corrente do Bem, mas os alunos farão análises sociais, políticas, econômicas e psicológicas para levantar dados e entender as possíveis causas para esse problema", diz o professor Leonardo. 
O projeto nasceu parafraseando as ideias da tese de mestrado do psicólogo social Fernando Braga da Costa, que vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas, pela Universidade de São Paulo. O psicólogo constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, em que enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: 'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar  um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz. A partir de agora, é colocar a teoria em prática. 

domingo, 31 de março de 2013

AULÃO DE FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA

"Tempora mutantur et nos in illis" 

"O tempo muda e nós com com ele" esse brocardo latino faz jus ao tempo em que vivemos com o encerramento do Vestibular e a adoção ao ENEM como forma única de ingresso à Universidade Federal de Minas Gerais, uma das mais respeitadas e disputadas universidades federais do Brasil, a Prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também adotou questões de Filosofia do Direito e Direitos Humanos em sua primeira fase. Com todas essas mudanças os alunos da 3ª Ensino Médio do Colégio Magnum, Unidade Cidade Nova em Belo Horizonte estão fazendo a diferença com a rotina de estudos de Filosofia e Sociologia para o ENEM 2013 ao se dedicarem à Área de Ciências Humanas e Suas Tecnologias. 

Nesta segunda-feira, 25 de Março, as turmas lotaram o Aulão de Filosofia Contemporânea - Parte 1 (Filosofia do Século XIX) um assunto um tanto quanto  complexo, uma vez que para compreender a Filosofia Contemporânea é necessário ter em mente as principais discussões dos períodos anteriores (Filosofia Antiga, Clássica, Medieval, Moderna), uma desenvoltura nada fácil para quem não viu o conteúdo nos anos anteriores.
"Estamos apostando que as melhores notas no ENEM 2013 se devem às questões de Filosofia e Sociologia na prova de Ciências Humanas e Suas Tecnologias"  explica o Professor de Filosofia e Sociologia Leonardo Oliveira de Vasconcelos

quinta-feira, 28 de março de 2013

AULAS DE FILOSOFIA DO DIREITO E DIREITOS HUMANOS - 1ª FASE DO EXAME DA OAB 2013


AULAS DE FILOSOFIA DO DIREITO E DIREITOS HUMANOS  
1ª FASE DO EXAME DA OAB 2013



MÓDULOS :

 Filosofia do Direito
Direitos Humanos

APROFUNDAMENTO EM FILOSOFIA E DIREITOS HUMANOS

Aulas de preparação para a 1ª fase do Exame da OAB
Estude com quem entende e ensina.

Matrículas abertas!
Vagas limitadas!


Programação:                 
I. História da Filosofia do Direito
II. História dos Direitos Humanos
III. Aprofundamento no Programa Temático.

Turmas com no máximo 12 alunos*;
Análise aprofundada da História da Filosofia do Direito e Direitos Humanos**;
Simulados e treinamento de Questões Objetivas;
Material didático próprio;
Aulas multimídias e interativas;
Espaço grande e arborizado;
Próximo à padaria e lanchonetes;
Próximo ao Colégio Magnum;
Ônibus na porta (Linha 8103 - Azul);
Pontos de referência: próximo à Av. Cristiano Machado (Colégio Magnum) e Rua Jacuí.

Professor Leonardo Oliveira de Vasconcelos
Professor de Filosofia e Sociologia do Colégio Magnum Agostiniano.
Bacharel e Licenciado em Filosofia pela UFMG.
Aprofundamento em Filosofia e Direitos Humanos.
Professor do Curso Primum - preparatório para ENEM.
Ex-professor de preparação para a 2ª Etapa do Vestibular da UFMG,
95% de aprovação dos alunos na 2ª Etapa do Vestibular da UFMG.

Local: 
Curso Primum / Espaço Villa dos Dons
(Rua Horta Barbosa, n° 887. Nova Floresta. Belo Horizonte - Minas Gerais. Ônibus: 8103 - Azul).

Contato: 
(31) 9399-4739.
(31) 2552-7391.
e-mail: leo.o.ufmg@gmail.com
Segundas e Quartas, de 18:30h. às 20:50h.
ou Sábados, de 14:00h. às 18:20h.

TURMA SEMANAL  (Máximo 12 alunos)
Início das aulas: 01 de Abril 2013.
Término: 24 de Abril de 2013.

TURMA DE SÁBADO (Máximo 12 alunos)
Início das aulas:  06 de Abril de 2013.
Término: 27 de Abril de 2013.
_______________________
*Valor: 
R$ 800,00 (Material incluído. Valor dividido em 3 vezes no cheque: R$ 320,00 à vista; R$ 320,00 para e R$ 160,00 pré-datados. Valor total à vista: 5% de desconto).

**Conteúdo de acordo com o Edital OAB, pág. 7 (disciplinas profissionalizantes obrigatórias e integrantes do currículo mínimo do curso de Direito, fixadas pelo CNE/CES n. 9, de 29 de setembro de 2004) confira em http://oab.fgv.br/

PROVA DE FILOSOFIA DO DIREITO FAZ PARTE DO EXAME DA OAB


Agora é a vez da Filosofia. A Ordem dos Advogados do Brasil (OABabriu nesta sexta-feira (22) as inscrições para o X Exame de Ordem Unificado. A novidade é a inclusão da área de conhecimento "Filosofia do Direito" entre o conteúdo que será abordado na primeira fase do exame. 

Sobre a Prova
A prova objetiva contará com 80 questões e cinco horas de duração, compreendendo os conteúdos previstos nas disciplinas de Direitos Humanos, Código do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, Direito Ambiental, Direito Internacional, Filosofia do Direito, bem como Estatuto da Advocacia e da OAB, seu regulamento geral e Código de Ética (do advogado) e Disciplina.
Já na prova prático-profissional (2ª fase), também com cinco horas de duração, o candidato precisa redigir uma peça processual, no valor máximo de cinco pontos, e responder a quatro questões, sob a forma de situações-problema.
Prepare-se para o exame da OAB com quem entende de Filosofia do Direito e Direitos Humanos. 
Entre em contato: leo.o.ufmg@gmail.com 

terça-feira, 19 de março de 2013

UFMG ADERE AO SISU E DIZ ADEUS À 2ª ETAPA DO VESTIBULAR

UFMG adere ao Sisu em substituição ao concurso vestibular


A seleção para os cursos de graduação da UFMG passa a ser feita pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira, 19 de Março de 2013, pelo Conselho Universitário.

Segundo o reitor Clélio Campolina, o fim do concurso vestibular – que será substituído exclusivamente pela prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – é fruto de estudos que a Universidades vem fazendo há pelo menos três anos. “O Brasil estava atrasadíssimo em relação a países como Estados Unidos e os da Europa, que há muito adotam sistema de avaliação do ensino médio”, disse, ao ressaltar a qualidade da prova do Enem.

Clélio Campolina também informou que o sistema de cotas não sofrerá alteração com o fim do vestibular. “A seleção pelo Sisu é democrática, elimina custos para os candidatos e oferece igualdade de oportunidades a todos”, disse.

Apenas os cursos que exigem exames para identificar habilidades – como música, dança e teatro – terão edital específico. “Os candidatos fazem o Enem e depois a prova de habilidades”, explicou Campolina.

FONTE: https://www.ufmg.br/online/arquivos/027703.shtml

COMENTÁRIO


Com esta decisão cabe-nos alertar aqui os impactos positivos e negativos dessa decisão do Conselho Universitário da UFMG. A Filosofia na segunda etapa, por exemplo, que era um tema de prova para candidatos de nove cursos: Artes Visuais, Filosofia, Ciências Sociais, Cinema de Animação e Artes Digitais, Comunicação Social, Ciências do Estado, Direito, Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, Design de Moda. Com a substituição acreditamos que haverá por um lado uma desvalorização da Filosofia, uma vez que o concurso da 2ª Etapa do Vestibular da UFMG era muito valorizado e respeitado em todo o Brasil no tocante à seleção dos textos filosóficos e à preparação e aprofundamento para a Prova de Filosofia da 2ª Etapa da UFMG nas escolas públicas e particulares de Minas Gerais. Contudo, por outro lado, essa decisão do Conselho Universitário será um "voto de confiança" no ENEM, isto é, a partir de agora professores de Filosofia de Minas Gerais - citamos aqui também outros profissionais das demais áreas do conhecimento que utilizavam provas discursivas, como a Língua Portuguesa, por exemplo, - estarão na constante expectativa caso o Ministério da Educação e da Cultura (MEC) trate com cuidado as questões de Filosofia e Sociologia dentro da prova de Ciências Humanas e Suas Tecnologias. O endosso para a decisão da UFMG foi a última prova do ENEM que contemplou várias questões de Filosofia e Sociologia, isso ao nosso modo de ver é o que garante o voto de confiança nas decisões da UFMG.

segunda-feira, 4 de março de 2013

AULÃO TEMÁTICO DE FILOSOFIA/SOCIOLOGIA E GEOGRAFIA PARA O ENEM 2013


Os alunos da 3ª Série do Ensino Médio do Colégio Magnum Agostiniano - Unidade Cidade Nova - (Belo Horizonte, Minas Gerais) já começaram o ano letivo esquentando os motores para o ENEM 2013 na área de Ciências Humanas e suas tecnologias. 


Os professores Leonardo Oliveira de Vasconcelos (Filosofia/Sociologia) e Silvanio Fortini (Geografia) fizeram um Aulão Temático "História e Análise da Evolução do Poder - Parte 1" levando em conta os aspectos sociais, políticos, econômicos, Filosóficos, geográficos e geopolíticos que justificam e fundamentam a nossa atual concepção de Poder, Estado, Democracia, Formas de Governo entre outros. 

Uma das principais habilidades cobradas dos alunos no ENEM é a capacidade de pensar historicamente e com desenvoltura temas transversais que propiciam diálogo entre as Ciências Humanas. 

 O que garante aos alunos um excelente resultado é sem dúvida o melhor ensino e a melhor formação, ou seja, professores competentes, que dominem bem o conteúdo (nível técnico), que esteja atualizado nas práticas pedagógicas contemporâneas, somado à disciplina dos alunos, isto é, a formação de hábitos como o planejamento da rotina diária de estudos, organização, concentração nas aulas, a realização dos deveres de casa entre outros.  







Destacamos aqui a participação dos alunos é fundamental para a integração do conhecimento, um sinal da autonomia dos alunos, e para que o professor analise também o grau de dificuldade ou de domínio do conteúdo em que se insere os alunos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA

A SOCIEDADE COMO OBJETO DE ESTUDO
OPERÁRIOS, DE TARSILA DO AMARAL
Cena do filme O Garoto Selvagem, de 1969.
Victor de Aveyron (criança selvagem encontrada na França) aprendeu a andar, a comer, a se vestir e a fazer objetos por intermédio do contato com outras pessoas, ou seja, por intermédio de relações sociais. Mas não assimilou apenas as coisas práticas da vida. Ao estabelecer relações com outros seres humanos, aprendeu também a se comportar, a expressar sentimentos e a agir da mesma forma que as pessoas com as quais passou a conviver. Em uma palavra, ele se socializou, ou seja, tornou-se um membro da sociedade.
O estudo de como os seres humanos se relaciona na vida social, das formas pelas quais interagem uns com os outros, estabelecendo regras e valores, das coisas que produzem e das trocas simbólicas no curso dessas relações constituem tarefa de um grupo de disciplinas reunidas sob o nome de Ciências Sociais. A Sociologia é uma dessas disciplinas.

 O comportamento humano é complexo e diversificado. Cada indivíduo recebe influências do meio em que vive, forma-se de determinada maneira e age no contexto social de acordo com sua formação. O indivíduo aprende com o meio, mas também o transforma com suas ações. Assim, o ser humano não é um produto passivo do meio, mas constrói a si mesmo interagindo com o meio e modificando-o.
 Há comportamentos estritamente individuais - como andar, respirar, dormir,  que se originam na pessoa como organismo biológico. São comportamentos estudados pelas Ciências Físicas e Biológicas. Já ações como trabalhar, jogar vôlei ou futebol, fazer greve, participar de reuniões, assistir a aulas, estudar, casar-se, educar os filhos são comportamentos sociais, pois se desenvolvem por meio de interações no contexto da sociedade.
Essas interações sociais não podem ser plenamente explicadas pela Biologia ou pela Física. Para compreendê-las, estudá-las de forma sistemática e explicá-las foram criadas as Ciências Sociais. Elas pesquisam e estudam o ser humano como ser social em suas várias formas de manifestação.
 O objeto de estudo das Ciências Sociais, portanto, são os seres humanos no contexto de suas relações sociais. O método empregado nesse estudo é o da investigação científica.

O MÉTODO CIENTÍFICO NAS CIÊNCIAS SOCIAIS

Em geral, temos opiniões formadas sobre diversos assuntos. Por exemplo, se um pai castiga seu filho, somos levados a pensar que o menino transgrediu alguma regra, comportou-se mal ou tirou notas baixas na escola. Esse é um tipo de conhecimento que faz parte de nossas percepções cotidianas. Não constitui um conhecimento científico.
Entretanto, essa mesma atitude do pai que castiga o filho pode ser objeto de análise da ciência. Para isso é preciso que seja aplicado a ela um método científico de investigação.

Em ciência, a palavra método designa um conjunto de procedimentos, ou de atividades ordenadas, necessários ao conhecimento do objeto de estudo em um nível de profundidade que não pode ser apreendido pela observação superficial do cotidiano. Trata-se de um processo racional, que utiliza conceitos, categorias de análise, hipóteses e outros recursos para chegar a um resultado, seja este a explicação de um fenômeno ou a formulação de leis que regem certos conjuntos de fenômenos.
Tudo isso levou o pensador inglês K. Pearson a afirmar que “a ciência não são os fatos, mas o método com que são tratados". Os fatos são, na verdade, a matéria-prima com que trabalha a ciência.

 DIVISÕES DAS CIÊNCIAS SOCIAIS

 Com o avanço do conhecimento da sociedade, tornou-se necessário dividir as Ciências Sociais em diversas áreas de conhecimento, de modo a facilitar a sistematização dos estudos e das pesquisas. Essa divisão abrange atualmente diversas disciplinas. Veja a seguir algumas delas.
 Sociologia - Estuda as relações sociais e as formas de associação, considerando as interações que ocorrem na vida em sociedade. A Sociologia envolve, portanto, o estudo da estrutura social, dos grupos e das relações sociais, da divisão da sociedade em classes e camadas, da mobilidade social, das instituições, das relações de trabalho, dos processos de cooperação, competição e conflito na sociedade, etc.

 Economia - Tem por objeto as atividades humanas ligadas à produção, circulação, distribuição e consumo de bens e serviços. Portanto, são fenômenos estudados pela Economia as atividades agrícolas e industriais, o comércio, o mercado financeiro (bancos, bolsas de valores, etc.), a distribuição da renda, a política salarial, a produtividade das empresas, etc.
Antropologia - Estuda a produção cultural, as semelhanças e as diferenças culturais entre os vários agrupamentos humanos, assim como a origem e a evolução das culturas. São objetos de estudo da Antropologia os tipos de organização familiar, as religiões, a magia, os ritos de iniciação dos jovens, o casamento, etc.

Ciência Política - Ocupa-se da distribuição de poder na sociedade, assim como da formação e do desenvolvimento das diversas formas de governo. Estuda também os partidos políticos, os mecanismos eleitorais, etc.
 Não existe uma divisão nítida entre essas disciplinas. Embora cada uma das Ciências Sociais esteja voltada preferencialmente para um aspecto da realidade social, elas são complementares entre si e frequentemente atuam juntas para explicar os complexos fenômenos da vida em sociedade.

O MÉTODO EM SOCIOLOGIA
Em Sociologia, o método científico utiliza diversas categorias de análise, como as de grupo social, classe, estratificação social, fato social, interação, estrutura social, instituição, etc. Também fazem parte dele, entre outros, instrumentos de análise como o estudo de caso, a análise comparativa, a análise quantitativa e a análise qualitativa.

 O estudo de caso é um tipo de instrumento metodológico no qual se aborda apenas uma unidade social (um "caso") - uma família, uma cidade, uma instituição, etc. - que serve de base para a compreensão de fenômenos mais amplos. Assim, o estudo de uma família de camponeses do sertão de Pernambuco, por exemplo, pode oferecer ao sociólogo uma vi são da sociedade rural dessa região em seu conjunto e não apenas dessa família em particular.
 A análise comparativa envolve procedimentos que levam o sociólogo a estabelecer relações de causa e efeito de certos grupos de fenômenos com base na comparação entre fenômenos diversos. Comparando uma família de camponeses que vive no meio rural com outra de operários da indústria em uma grande cidade, por exemplo, ele pode fazer o levantamento das semelhanças e das diferenças entre uma e outra. Com base nesses dados, ele pode identificar as causas de comportamentos, hábitos de vida, valores e tendências políticas de uma e de outra.

 A análise quantitativa, por sua vez, utiliza em larga escala dados estatísticos e nu­méricos. Muitas pesquisas de mercado servem de matéria-prima para análises quantitativas. Podemos analisar, por exemplo, certas preferências culturais entre diversas faixas etárias de uma população: tantos por cento de adolescentes preferem tal programa de televisão, enquanto tantos por cento de pessoas de idade entre 40 e 60 anos preferem outro. Pode­ se ainda fazer uma diferenciação por sexo, ou utilizando quaisquer outros critérios.

 Já a análise qualitativa procura estabelecer conexões lógicas de causa e efeito entre os fenômenos, recorrendo à interpretação e utilizando ou não dados estatísticos. É o caso, por exemplo, da análise do sociólogo alemão Max Weber sobre a relação entre a religião calvinista – surgida na Europa, no século XVI, durante o período conhecido como Reforma Protestante - e o "espírito do capitalismo", ou seja, o con­junto de valores, interesses e atitudes da burguesia, grupo social que liderou o processo de formação da sociedade capitalista.

De fato, os valores da burguesia daquela época - que exaltavam o trabalho árduo, a poupança e a frugalidade - foram decisivos para a formação de uma economia baseada no comércio e na acumulação de dinheiro para ser investido na produção. Esse processo seria chamado por Karl Marx (1818 - 1883), outro pensador alemão, de acumulação primitiva de capital e estaria nas origens da sociedade capitalista moderna.

 Seja qual for o método de análise adotado pelo sociólogo, é importante considerar a observação do pensador francês Raymond Boudon: "O ponto de partida de qualquer pesquisa - quantitativa ou qualitativa - é geralmente uma pergunta do tipo por quê? - Por que o suicídio varia conforme as épocas e os lugares? Por que as pessoas decidem votar em tal candidato? Por que alguns casamentos ter minam em divórcio? Por que há mais divórcios em certos países do que em outros?".
OLIVEIRA, Persio de. Introdução à Sociologia. Capítulo 1.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Comentários Sobre a Prova de Filosofia Vestibular UFMG 2013



Como já era de se esperar, o formato da Prova de Filosofia da 2ª Etapa do Vestibular da UFMG continha quatro questões abertas, sendo as três referentes aos textos e uma questão dentro do Programa Temático. Neste vestibular as questões não foram tão difíceis, o que era de se esperar do texto Eutidemo de Platão, QUESTÃO n° 1, acerca dos temas centrais: sobre a diferença entre a arte de levar os homens à felicidade (Arte Política) e a arte que tem como finalidade torná-los bons... continua

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

NÃO PODE HAVER UNESCO SEM FILOSOFIA, DIZ UNESCO

Não pode haver UNESCO sem Filosofia


© UNESCO / Sandro Chia
© UNESCO / Sandro Chia
UNESCO sempre esteve intimamente ligada à Filosofia, não filosofia especulativa ou normativa, mas um questionamento crítico que lhe permite dar sentido à vida e ação no contexto internacional.
UNESCO nasceu de um processo de questionamento sobre a possibilidade e as condições necessárias para o estabelecimento de uma paz duradoura e da segurança no mundo. É, portanto, uma resposta institucional a uma questão filosófica, que já havia sido solicitado pelo Abbé de Saint-Pierre e Kant Emmanuel.
E, também se poderia declarar que é uma instituição filosófica, uma vez que pretende contribuir para a manutenção da paz e segurança, aumentando a colaboração entre nações através da educação, ciência e cultura, a fim de assegurar o respeito universal da justiça, da lei, dos direitos humanos, direitos e liberdades fundamentais para todos, independentemente de raça, sexo, língua ou religião, que é reconhecido por todas as pessoas na Carta das Nações Unidas. Este objetivo final envolve o reconhecimento e implementação de uma certa filosofia de direito, dos direitos humanos e da história universal através de meios que são também filosófica.
Mas é melhor dizer que a UNESCO não tem uma filosofia, no sentido literal da palavra, uma vez que quer ser um lugar privilegiado de intercâmbio e diálogo sobre o pluralismo das experiências de pensamento e de culturas do mundo.
Pode-se então afirmar vez que a UNESCO é uma filosofia. E é possível contar a história desta filosofia.
Na verdade, a UNESCO sempre usou a memória de suas tradições para reinventar seu presente e permanece fiel a sua Constituição.

No Colégio Magnum, em Belo Horizonte, a prática filosófica é constante, porque filosofar é ter um olhar mais crítico que possa ser refletido nas ações cotidianas, os problemas filosóficos estudados nos levam a ter um discurso analítico que seja capaz de construir ideias, valores sem cair nas "desconstruções filosóficas", diz o professor Leonardo. 

No Colégio Magnum, o Professor de Filosofia e Sociologia Leonardo Vasconcelos promove essas discussões filosóficas de transformação da sociedade: "Conhecer os clássicos do passado para mudar o presente e transformar o futuro."

Patrice Vermeren (filósofo francês, professor de Filosofia Universidade de Paris VIII) dá uma das interpretações possíveis desta tradição por meio de sua descrição da filosofia utilizada pela UNESCO, em seu livro La philosophie saisie par l'UNESCO (download ).
Ele merece crédito para fortalecer nosso compromisso de revitalizar esta tradição e de contribuir, por todos os meios possíveis, para popularizar uma cultura filosófica internacional.Neste caminho, o "desvio filosófico" - expressão emprestada de Jeanne Hersch em seu famoso estudo sobre os direitos humanos a partir de um ponto de vista filosófico, realizado a pedido da UNESCO - é chamado para cada dia, e hoje mais do que nunca.



Os alunos percebem que estudar ao Aprofundar em Filosofia devemos lapidar o nosso pensamento e discurso de todo subjetivismo que leve à um pensamento solipsista, niilista, relativista que levem ao preconceito e atitudes desconstrutivas sem fim, pois estas são atitudes que são muitas vezes até valorizadas por grupos em nossa sociedade ou até mesmo pelas "modas intelectuais", que são no fundo mais uma atitude de rebeldia que propriamente uma filosofia, contudo ao realizarmos discursos, ao redigirmos textos e expormos nossas opiniões devemos observar, analisadas com todo cuidado esse tipo de atitude, pois são responsáveis justamente por esses "desvios filosóficos" na qual denuncia Jeanne Hersch.

ALUNOS DO 9° ANO FAZENDO ANÁLISES FILOSÓFICAS DE CHARGES E REGIMES POLÍTICOS, NESTE CASO A DITADURA MILITAR NO BRASIL. APONTAR, INFERIR E EXPLICAR QUAIS SÃO AS IDEOLOGIAS ENVOLVIDAS SÃO AS HABILIDADES COBRADAS EM FILOSOFIA

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho