terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

DEVER DE CASA: 9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL


COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO

UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
SÉRIE: 9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF. LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: DEVER DE CASA (ENTREGAR EM FOLHA SEPARADA)

QUESTÃO 01. EXPLIQUE A RELAÇÃO ENTRE CONSCIÊNCIA PSICOLÓGICA E CONSCIÊNCIA MORAL.
QUESTÃO 02. EXPLIQUE O QUE É AGIR SOB COAÇÃO?
QUESTÃO 03. DIFERENCIE COAÇÃO INTERNA DE COAÇÃO EXTERNA.
QUESTÃO 04. POR QUÊ UM LOUCO PODE SE EXIMIR DA RESPONSABILIDADE MORAL? EXPLIQUE.
UM ABRAÇO,
PROF. LEO

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

DEVER DE CASA: 9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
SÉRIE: 9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF. LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: DEVER DE CASA (ENTREGAR EM FOLHA SEPARADA)

TEXTO 1: OS LIMITES DA LIBERDADE
“Quando se diz que a liberdade de um acaba quando começa a liberdade do outro, o que se procura no fundo é evitar o questionamento do que deva ser a liberdade. A posição limita-se a considerar o seu exercício, sem maiores especulações sobre o que efetivamente possa ser considerado como liberdade. Nessas condições, admite-se como direito de liberdade de um indivíduo ele realizar tudo quanto queira desde que suas ações não venham a interferir na vida do outro. O que não se admite são os choques, os conflitos. Deste modo, teria eu o direito de fazer tudo quanto quisesse desde que não perturbasse a vida de outra pessoa. Sim, o sentido parece claramente ser esse. Mas, será isto aceitável? Primeiro, é possível todas as pessoas agirem de tal modo que cada um faça o que quer desde que não afete a vida do outro? Admitamos, teoricamente, que isto seja possível. Quais seriam as consequências? Ousamos dizer que as consequências estariam em que toda a vida humana seria perturbada. Como pretender não afetar a vida do outro se naturalmente nossas vidas são afetadas umas pelas outras? Depois, não basta (...) admitir a liberdade de um em separado da liberdade do outro, uma vez que faz parte legítima da liberdade de cada um esperar do outro aquilo que lhe é devido, ou seja, não é possível escamotear¹ o fato de que uns têm para com os outros deveres recíprocos.

(...)

O homem é de fato um animal social. Desta forma, não podemos esperar que realize o plano de sua liberdade a não ser dentro de um contexto social. A sua liberdade é na verdade uma co-liberdade. Ele constrói a sua liberdade em espírito de comunidade, dentro de um sentido de co-participação.”

MENDONÇA, Eduardo Prado de. A construção da liberdade. São Paulo: Convívio, 1977. p.21 e 78.

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¹ escamotear - tirar, mudar, fazer desaparecer alguma coisa sem os presentes darem por isso; fig., roubar com subtileza; palmar, larapiar; iludir com astúcia; evitar habilmente e de modo pouco sério, pouco honesto.

RESPONDA AS QUESTÕES ABAIXO ( ENTREGAR EM FOLHA SEPARADA)

ALUNO(A):_________________________________________ N°:__________ TURMA:_______

QUESTÃO 01. Segundo o autor, a máxima “liberdade de cada um termina onde começa a do outro” não atinge a verdadeira essência da liberdade. POR QUÊ?

QUESTÃO 02. Você concorda com o autor? REDIJA um texto, explicando sua opinião. (12 linhas).

DEVER DE CASA: 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
SÉRIE: 1ª ENSINO MÉDIO
DISCIPLINA: FILOSOFIA/SOCIOLOGIA
PROF. LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: DEVER DE CASA (ENTREGAR EM FOLHA SEPARADA)

LEIA ATENTAMENTE O TEXTO MITO E FILOSOFIA (CLIQUE Mito e a Filosofia) E DEPOIS LEIA E RESPONDA O TEXTO CAUSAS E ORIGENS DA FILOSOFIA.

TEXTO: CAUSAS E ORIGENS DA FILOSOFIA

Por que os gregos começaram a explicar o mundo de uma forma diferente da explicação mitológica? Em outros termos, o que tornou possível a passagem da cosmogonia à cosmologia?

Há causas para a origem da Filosofia e, agora, vamos analisar algumas delas. Perceba como cada uma delas operou uma mudança significativa no modo de pensar do homem na Antigüidade grega, permitindo a formação de coisas novas como a Filosofia, segundo Jean-Pierre Vernant.

1) Navegações: uma parte considerável da vida dos gregos relacionava-se com o mar, era de onde, por exemplo, conseguiam obter parte significativa de sua alimentação. Vivendo muito no mar, os gregos não encontraram muitos dos monstros marinhos narrados pela história oral e nem vivenciaram seres e histórias narradas por poetas. Assim, as navegações contribuíram para o que Max Weber chamou mais tarde de “desencantamento do mundo”. Fazia-se necessário um saber que explicasse os fatos ocorridos na natureza que não recorresse a histórias sobrenaturais.

2) Calendário e moeda: viver podendo pensar o tempo abstratamente e quantificando valores para realizar trocas não é algo que sempre ocorreu na história da humanidade. Quando os gregos passaram utilizar o calendário e a moeda, introduzida pelos fenícios, conseguiram abstrair valores como símbolo para as coisas, fazendo avançar a capacidade de matematizar e de representação. Tudo isso favoreceu um desenvolvimento mental muito significativo e com grande capacidade de abstração.

3) Escrita: outro fator que potencializou em grande medida o poder de abstração do homem grego foi transcrever a palavra e o pensamento com símbolos: eis o alfabeto. A escrita permite o pensamento mais aguçado sobre algo quando ficamos lendo e analisando alguma coisa, como, por exemplo, uma lei. Ao ser fixada, a lei fica exposta como um bem comum de toda a cidade, um saber que não é secreto como um saber vinculado ao exercício de um sacerdote, mas propriamente público, além de estabelecer uma nova noção na atividade jurídica, a saber, uma verdade objetiva.

4) Política: esta é a principal causa para a origem da Filosofia, já que, até agora, vimos somente a contribuição das técnicas para isso; porém, havia mais recursos técnicos no Oriente que na Grécia, e a Filosofia é uma invenção genuinamente grega, além do Oriente não ter se libertado dos mitos. Note que a palavra política é formada pelo termo grego pólis, cujo significado é cidade, cidade-estado, conjunto de cidadãos que vivem em um mesmo lugar e uma mesma lei. E o mais importante: são os cidadãos que faziam suas próprias leis mediante uma assembléia. Esta prática teve início com os guerreiros que, juntos, discutiam o melhor modo de vencer ao inimigo, cada um dos guerreiros tinha o direito de falar, bastando para isso ir ao centro do círculo formado na assembléia; ao final da guerra, outras assembléias eram feitas para dividir o que foi ganho. Isto é, ocorre a prática do diálogo para a decisão, dando a todos o direito de falar e a condição de serem iguais uns aos outros e à lei partilhada entre eles. Aquele que conseguir convencer a maioria de que sua proposta é a que aproxima-se mais da verdade de como vencer aos inimigos, receberá maior número de votos. Ora, é esta a prática que o filósofo adotou mais tarde: escrevendo ou discursando, tornava pública suas idéias por considerá-las verdadeiras, por pretender encontrar a harmonia perdida do debate entre opiniões divergentes. Debater, trocar opiniões, argumentar, eis a prática democrática, eis a prática filosófica. A Filosofia nasce como uma filha da pólis, como uma filha da democracia.

Eis o que Jean Pierre Vernant chamou de um “universo espiritual da pólis”[1]: trata-se de um lugar com proeminência da palavra - a palavra aberta a todos e com igualdade no seu uso era o modo de fazer política; com publicidade - separação entre questões privadas e questões públicas, estabelecendo práticas abertas e democráticas em oposição aos processos secretos; com isonomia – todos eram iguais no exercício do poder e diante das leis que criaram. Além disso, este novo universo espiritual esteve acompanhado e propiciou uma “mutação mental”[2] nos homens: agora era possível explicar o mundo abstratamente excluindo o sobrenatural. Este novo “universo espiritual da polis” foi determinante para a origem da Filosofia. O que falta sabermos, agora, é porque só algumas pessoas tornaram-se filósofos, e não todas.

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[1] VERNANT, Jean-Pierre. As Origens do Pensamento Grego. Tradução de Ísis Borges B. da Fonseca, Rio de Janeiro, 11° edição, 2000, p. 41.[2] ______. Mito e pensamento entre os gregos: estudos de Psicologia Histórica, p. 453.


RESPONDA EM FOLHA SEPARADA

ALUNO(A):_______________________________________ N°:______ TURMA:________

QUESTÃO 01 – Como as navegações contribuíram com uma mudança no modo de pensar dos homens da Antiguidade Grega?

QUESTÃO 02 – Como a moeda e o calendário contribuíram com uma mudança no modo de pensar dos homens da Antigüidade Grega?

QUESTÃO 03 – Por que a política é a principal causa para a origem da Filosofia na Antigüidade Grega? Responda citando também a importância dos guerreiros e sua prática democrática. (5 linhas)

QUESTÃO 04 – O que Jean-Pierre Vernant entende por um novo “universo espiritual da pólis”? (5 linhas)

QUESTÃO 05 – As navegações, o calendário e a moeda, a escrita e a política contribuíram com a mudança no modo de pensar dos homens na Antigüidade Grega. Você considera que, hoje, a informática, com a virtualidade, pode está mudando o nosso modo de pensar? Explique. (8 linhas)

Fonte: Prof. Ms. Humberto Zanardo Petrelli. (http://www.consciencia.org/)

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VEJA TAMBÉM:

Texto: Mito e a Filosofia

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=UTbyWYwBc8Y (Mito e Razão - parte 1)
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=S_2khAPURtI (Mito e Razão - parte 2)

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho