quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Paixão pela dúvida leva ao saber - Curso de Filosofia da UFMG "O que é veneno para alguns, pode ser remédio para outros"

Sobre o Curso de Filosofia da UFMG
"O que é veneno para alguns, pode ser remédio para outros" Nietzsche


Paixão pela dúvida leva ao saber

O diálogo permanente com outros saberes marca a Filosofia. Na foto, busto do filósofo Kant
O diálogo permanente com outros saberes marca a Filosofia. Na foto, busto do filósofo Kant
Será assim mesmo? Por quê? Mas se pensarmos de outra maneira? Se as perguntas são um ponto forte para você, a Filosofia começa a se apresentar com uma acertada opção. As dúvidas levam longe quem se aventura pelos espirais do conhecimento filosófico.
Pensar e repensar grandes legados de expoentes da Filosofia parece tarefa muito difícil para quem olha de longe. Mas ao nos aproximarmos, percebemos que uma boa dose de curiosidade e dedicação para entender o raciocínio de pensadores nos faz compreender qualquer fenômeno do mundo e assim o campo da Filosofia fica mais palpável e convidativo. “Interessei-me pelo curso porque vejo que o conhecimento filosófico atua como pano de fundo de muitos outros”, revela a estudante do 6º período, Camilla de Carvalho Felicori, 23 anos. O amor pela Filosofia não foi identificado por Camilla na época do vestibular, tanto é que ela optou por fazer Comunicação Social na Universidade. Mas já na primeira metade do curso, a estudante percebeu que não se identificava com o enfoque da Comunicação Social e decidiu fazer reopção por Filosofia. “Gosto do curso por causa da leitura, do interesse pela reflexão, da habilidade para ler em outras línguas”, completa Camilla.
A atração de Camilla é o que também move outras pessoas a buscar o conhecimento filosófico. “A Filosofia é um campo mais geral do saber que permite um diálogo permanente com outros campos”, resume a coordenadora do curso, Patrícia Kauark. Ela explica que os estudantes devem fazer as disciplinas obrigatórias e optativas do curso. Os conteúdos obrigatórios são divididos em dois eixos. No eixo histórico, os estudantes vão ter noções das Histórias de Filosofia Grega, Medieval, Moderna e Contemporânea. Já no grupo das sistemáticas estão disciplinas como Lógica, Ética, Estética e Teoria do Conhecimento. A possibilidade de fazer disciplinas em outros campos do saber reforça o diálogo da Filosofia com conteúdos diversos. Os estudantes podem escolher uma formação complementar em três áreas: Ciências Exatas e Biológicas, Ciências Humanas e Artes. A coordenadora do curso destaca ainda que há muito o que aprender fora das salas de aula. “O grande laboratório da Filosofia é a biblioteca e contamos também com laboratórios de ensino e de Estética, grupos de pesquisa e monitorias”.
O contato com a pesquisa é um ponto importante para quem está no curso. “Não existe o professor separado do pesquisador. Dessa maneira, a pesquisa não está só no percurso de quem quer fazer o Mestrado, mas também é uma preocupação de quem vai lidar com o ensino médio”, salienta Patrícia Kauark.
Para Camilla Felicori, as opções permitem um bom crescimento acadêmico a quem se interessa pela área. “O aluno aprende a ler textos muito difíceis, isso ajuda para a leitura de outros textos, análise crítica, capacidade de argumentação e incentiva o estudo de línguas estrangeiras”, observa.
Filosofia
setaVagas ofertadas: 45
setaTurnos: Diurno
setaDuração do curso: 4 anos
setaModalidades: Bacharelado e Licenciatura
setaUnidade da UFMG onde é oferecido: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) e Faculdade de Educação (FAE)
Concorrência no vestibular UFMG
20056,91
20068,71
20077,00
Avaliação no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), em 2005: 5
Mercados de trabalho: Pesquisa, escolas de Ensino Médio, universidades, projetos sociais. Com a obrigatoriedade da Filosofia no Ensino Médio, é um campo de trabalho que tende a crescer.
Remuneração média inicial: R$ 750,00 (salário inicial de professor do Ensino Médio, para quem graduou-se em Licenciatura).

sábado, 20 de outubro de 2007

Maniqueísmo

artigo

O Maniqueísmo: o Bem, o Mal e seus efeitos ontem e hoje

Autor: RAYMUNDO DE LIMA Psicanalista e professor da UEM

Temo o homem que só conhece um livro (Timeo hominem unius libri) Sto. Tomás de Aquino

É possível que os primeiros homens não nasceram com inteligência. Esta foi construída ao longo de sua história de hominização. A evolução de qualquer criança em todos os tempos e culturas, que evolui do mais simples para o mais complexo pensamento abstrato ou simbólico, deve estar ainda acontecendo com o ser humano, ou seja, ainda estamos em processo de evolução de nossa capacidade de raciocínio, de convivência com as diferenças de raça, cultura, religião, língua ou modo de ser.

Desde o seu surgimento, o homem é movido por duas lógicas, consciente e inconsciente. O homem, primeiramente instintivo e passional, foi sendo recoberto pela consciência e razão. Mas essa razão ainda não conseguiu determinar a totalidade de seus atos. Ou seja, o irracional cujo efeito são as passagens aos atos ainda domina grande parte do existir humano. Freud descobriu que somos resultantes de dois princípios psíquicos opostos que lutam entre si: os Princípios de Prazer ou do Gozo e o de Realidade. E, ainda, haveria uma luta entre essas duas e a leis da cultura, cujo base inaugural teria surgido com a proibição do incesto.

Esse jogo de forças - do desejo e da cultura - sempre foi complicado para as culturas entender, resolver ou administrar. Tradicionalmente a cultura resolveu, reprimindo, regrando, punindo, etc. Foi preciso muito tempo, experiências e debate para que algumas culturas e sujeitos aprendessem a conviver com o seu próprio desejo, com o erótico, com as diferentes sexualidades, especialmente com a mulher. Todas as culturas ainda têm dificuldade de aceitar que o Bem e o Mal constituem o todo do ser humano. As pulsões e desejos humanos sempre foram tidos como forças demoníacas. Na antigüidade, o demônio nada tinha a ver com o diabo, era um ser inspirador ou era quem vetava as más atitudes. Sócrates, no séc. 5 antes de Cristo, dizia que o daimon o guiava ao bem e vetava suas tendências mal pensadas. Só mais tarde é que interesses mais políticos que religiosos, fizeram acontecer a fusão do demônio como o diabo, satã, etc.

Um dos mecanismos mais utilizados pelo ser humano para se livrar do Mal é a projeção de sentimentos ou figuras inexistentes como operadores simbólicos do psiquismo. A atividade psíquica que sustenta a projeção é de ordem inconsciente, tal como todos os demais mecanismos de defesa. Odiar o vizinho, ou não aceitar uma tendência sexual, ser invejoso, etc. poderia forçar o psiquismo a projetar essas idéias e sentimentos em outras pessoas, personificadas enquanto diabo, satã, enfim o Mal. Uma nação inteira pode ser tomada pelo histerismo de projetar numa só figura o Mal que, no fundo, é dela mesma. Mas, ela própria não se dá conta disso, visto ser uma ação made in inconsciente que demanda purificação de Mal.

Maniqueísmo: a luta entre o Bem e o Mal

O maniqueísmo é uma forma de pensar simplista em que o mundo é visto como que dividido em dois: o do Bem e o do Mal. A simplificação é uma forma primária do pensamento que reduz os fenômenos humanos a uma relação de causa e efeito, certo e errado, isso ou aquilo, é ou não é. A simplificação é entendida como forma deficiente de pensar, nasce da intolerância ou desconhecimento em relação a verdade do outro e da pressa de entender e reagir ao que lhe apresenta como complexo. "A pressa de saber obstrui o campo da curiosidade e liquida a investigação em muito pouco tempo", declara o psicanalista W. Zusman (A terra sob o poder de Mani, JB/s.d.). A pressa não é só inimiga da perfeição, é também inimiga do diálogo, do pensamento mais elaborado, sobretudo, filosófico e científico.

O maniqueísmo é uma forma religiosa de pensar; não como religião autônoma, mas enquanto comandos camuflados que influenciam os discursos do cotidiano, inclusive as religiões formais e seitas.

Como surgiu?

Mani (Manes ou Manchaeus), nascido na Pérsia, no século III, fundou uma religião, o maniqueísmo, após ter sido "visitado" duas vezes por um anjo que o convocou para esta tarefa, fato este comum entre aqueles que fundam religiões e seitas até hoje. A religião maniqueísta se difundiu pelo Império Romano e pelo Ocidente Cristão. O maniqueísmo combina elementos do zoroastrismo, antiga religião persa, e de outras religiões orientais, além do próprio Cristianismo.

"Possui uma visão dualista radical, segundo a qual o mundo está dividido em duas forças: o Bem (luz) e o Mal (trevas) como entidades antagônicas em perpétua luz. Luz e trevas no sistema maniqueísta não são figuras retóricas, são representações concretas do Bem e do Mal. O Reino da Luz e o Reino das Trevas estão em permanente conflito. É dever de cada ser humano entregar-se a esse eterno combate para extinguir em si e nos outros a presença das Trevas afim de poder alcançar o Reino da Luz, que é o Reino de Deus. No maniqueísmo, os homens "eleitos" irão purificar o Bem, com uma vida de castidade, renúncia a família, alimentação especial, etc.

A expressão maniqueísmo ganhou uso corrente ao definir aquele tipo de pessoa ou aquele tipo de pensamento de estruturação dualista que reduz a vida (ou alguns de seus aspectos) a pares antagônicos irreconciliáveis, tipo: direita/esquerda, corpo/mente, reacionário/progressista, belicista/pacifista, fiel/infiel, capitalista/comunista, individualismo/coletivismo, branco/negro, ariano/judeu, raça superior/raça inferior, objetivo/subjetivo e assim por diante. "É evidente que não se pode deixar de reconhecer a existência daquilo que cada um desses pares antitéticos nomeia, mas o pensamento maniqueísta vai além na medida em que considera que um lado deve destruir o outro, porque um é Luz e o outro Trevas" (Zusman), um é o Bem e o outro é o Mal.

Por exemplo, a propaganda nazista contra os judeus plantou no inconsciente do povo alemão o que este já continha de preconceito e racismo. Primeiramente, o alemão ariano e cristão tinha herdado a crença de que os judeus eram os assassinos de Cristo e representavam o diabo ou todas as forças do mal, na terra. Assim como Cristo comanda o mundo espiritual, o diabo comanda o mundo material - dinheiro, poder e sexo. Segundo, os judeus foram associados a esses três elementos materiais, principalmente o dinheiro. No período nazista, as crianças alemãs eram educadas para estigmatizar os judeus, com desenhos e histórias associando-os ao mal ou ao diabo. Terceiro, a propaganda nazista foi sistemática contra os judeus, explorando o simplismo do pensamento maniqueísta. Começaram associando os judeus a traças, piolhos e vermes que "corroíam a economia alemã", em verdade, tal propaganda preparava o espírito coletivo alemão para a chamada "solução final" ou medida "higiênica" de extermínio em massa de todo o povo judeu, segundo análise de Robert Vistrich, da Universidade de Jerusalem.

Outro exemplo, no período da guerra fria, o presidente norte-amearicano, R. Reagan, fazia declarações apontando os soviéticos como a encarnação do demônio. Depois, o Bush pai, fez o mesmo com Saddam Husseim. Hoje, o Bush filho, personifica o Mal em Osama bin Laden e declara em bom discurso maniqueísta de que "quem não está com os EUA, está a favor dos terroristas. Os fundamentalistas islâmicos usam do mesmo maniqueísmo com os norte-americanos, chamando-os de "grande Satã" e Israel de "pequeno Satã". São mais que discursos, são preparativos para ações de destruição do mal em nome do bem. Sendo o maniqueísmo uma simplificação do modo de pensar a vida todo o sistema social que sobre ele se monta é necessariamente dogmático, violento, intolerante e também fadado ao desmoronamento.

O maniqueísmo não se sustenta por muito tempo, devido ao seu dogmatismo, isto é, sua incapacidade de colocar à prova da realidade ou da lógica, suas verdades simplificadas. Como seu pensamento está reduzido a um par de verdades antagônicas, aceitar o raciocínio do outro, discordante, significa deixar-se arrastar para o domínio do mal e ser por ele tragado. A vida do maniqueísta se converte em uma prontidão de vigilância (paranóia) constante para não se deixar iludir com os "discursos sedutores". Santo Agostinho que inicialmente foi maniqueísta, depois de ter se afastado, escreveu em Confissões (livro 7) que, nessa doutrina "não tinha encontrado paz e apenas expressava opiniões alheias".

Atualidade do maniqueísmo

O modo de pensar maniqueísta é oportunista em todos os espaços humanos. Ele demonstra ter mais força quando vivemos situações-limite, desesperança, ódio extremo, ou falta de perspectiva quanto ao futuro. Nesses momentos, a mente regride às origens, em busca de soluções mágicas, simplistas, libertadoras de angústia. A história alerta que, até pessoas sofisticadas intelectualmente e nações cientificamente avançadas, como EUA, Alemanha, Israel, foram levadas pela onda histérica maniqueísta. Os sintomas aparecem nos discursos: "infinita justiça", "cruzada contra o terror", "guerra santa [Jihad] contra o império do mal", a alegria de antiamericanos após o ataque a Nova York e pseudo-análises comparando as mortes desses ataques com as de outras partes do mundo, etc. Leonardo Boff, ex-frei franciscano, prolífico escritor, gurú da teologia da libertação, atualmente teólogo e ambientalista, em recente entrevista no jornal O Globo, num acesso de ira ideológica que não condiz com o autêntico espírito do cristianismo disse: ''Acho muito pouco cair um avião sobre o Pentágono. Deveriam cair 25 aviões. É preciso destruir o Pentágono todo.'' Segundo a crítica de Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, não foi um escorregão retórico, a tese é defendida ''racionalmente'' mais adiante colocando o Pentágono e as torres do WTC como símbolos de um sistema que precisa ser destruído para acalmar a perplexidade da humanidade.
Escreve Dines: "O compassivo teólogo sabe que os aviões não caíram do céu empurrados pela Divina Providência, foram jogados por alguém. Sabe também que nesses edifícios, com apenas três Boeings, foram assassinadas milhares de pessoas. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente".

Enfim, todos saímos perdendo ao ler falsas análises - ou meras opiniões fundadas no pensamento maniqueísta. Alguns fazem comparações absurdas de Bin Laden como se fosse o Che Guevara de hoje. Ora, colocar ambos no mesmo saco é o mesmo erro que chamar um chinês de japonês ou um cearense de baiano. Bin Laden é de origem aristocrática, nunca se preocupou com a pobreza e é um seguidor fanático do Alcorão que ele interpreta como quer. Já Che Guevara era um médico que se tornou um guerrilheiro marxista, um sonhador da erradicação da pobreza; seu método de luta não matava inocentes tal como faz o terror, mas os adversários em combate e, também questionava o valor da religião. Bin Laden nada tem de socialista, não tem projeto de uma sociedade progressista, em nada avança no pensamento dialético, muito ao contrário, como todo fundamentalismo religioso, no fundo é um protofascista. Che olhava para o futuro, já o Bin Laden quer levar a sociedade para um passado mítico - que nunca houve - segundo a promessa das escrituras sagradas.

Como alerta Zusman: "É mais fácil criar "mísseis inteligentes do que conquistar a inteligência que permite a superação do pensamento maniqueísta". É mais cômodo seguir os paradigmas estabelecidos do que rever os posicionamentos, reorganizar e contextualizar o pensamento, ter a coragem de reconhecer os erros ou até abandonar um posicionamento por outro melhor.
Portanto, mais que uma forma simplista e dogmática de pensar, o maniqueísmo propõe uma ação, uma luta eterna contra o Mal, personificado em algumas coisas, pessoas e situações. Na ação maniqueísta "vale tudo", até mesmo a violência extrema contra o Mal, que ele delira. A guerra e a tortura são os principais meios do maniqueímo. Hitler, também acreditava ter uma grande missão de purificação da humanidade. "As lágrimas da guerra prepararão as colheitas do mundo futuro", escreveu.

K. Popper constata que " toda vez que o homem quis trazer o céu para a terra, fez reinar o inferno". Sabemos pela história que o pior inferno é aquele que mata, oprime e ordena, em nome do Bem contra o Mal. Nada é tão perigoso quanto a certeza, o dogmatismo, a fé cega ou louca.
Nietzsche propõe pensarmos para além do Bem e do Mal: "Perguntai aos escravos quem é o "mau"?, e apontarão a personagem que para a moral aristocrática é "bom", isto é, o poderoso, o dominador" (GM, pref. XI). Então, o Bem e o Mal, dependem da perspectiva e dos interesses de quem julga. Deveríamos nos colocar no lugar do outro. Por exemplo, por quê Bin Laden é um homem "mau" para o ocidente-cristão e, é herói "bom" no oriente islâmico? Por quê algumas igrejas fazem show contra o Mal, mas terminam mais falando das terríveis forças do Mal do que do Bem?A atitude cética parece ser o melhor remédio contra o maniqueísmo.

O cético suspende o juízo, não toma partido, não se rende ao simplismo de encurralar o pensamento entre a paredes do Bem e do Mal, do certo e errado. Suspender o juízo não quer dizer inação; significa elaborar um melhor pensamento para além da solução dualista, ou seja, um agir com sabedoria. A educação e a cultura tem uma grande tarefa pela frente para prevenir o maniqueísmo.

Artigo publicado na revista Espaço Acadêmico - Ano I - No. 7 - Dezembro de 2001.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

CPMF





















A Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) é um tributo brasileiro. Sua esfera de aplicação é federal. Atualmente sua alíquota é de 0,38%.


Como é cobrada?

No lançamento a débito, por instituição financeira, em contas correntes de depósito, em contas correntes de empréstimo, em contas de depósito de poupança, de depósito judicial, o lançamento a crédito, por instituição financeira, em contas correntes que apresentem saldo negativo etc.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

MOVIMENTO ÉTICA JÁ!

ACORDA BRASIL!!!











RENAN APENAS PEDIU LICENÇA

José Renan Vasconcelos Calheiros filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), atual presidente licenciado do Senado Federal.

PROTESTOS
Em Belo Horizonte estudantes do ensino médio promoveram nas ruas uma manifestação pela ética na política, contra a corrupção e pelo afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. Veja: http://www.youtube.com/watch?v=v0tpkvluOHk

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Lentes Urbanas

A mídia e o problema da liberdade sem autonomia

Leonardo Oliveira de Vasconcelos*

Foto: rebanho de ovelhas
Sabemos que a mídia, os meios de comunicação em massa, é formadora de consciência, e ninguém nega que ela tem esse poder. O problema disso não é em formar consciências, mas sim atrofiar consciências, e isso compromete a liberdade dos seres humanos. Mas nem tudo está perdido, uma vez que a Filosofia é um convite ao pensar! Pensar é sim mudar seu “modo de ver” o mundo e a vida, é conseguir ver o mundo com outros olhos, ou melhor, enxergar o mundo com mais nitidez e com mais precisão. Através dessa ciência Filosofia é que conseguimos enxergar um novo mundo, conseguimos abandonar pensamentos fúteis como o preconceito e até as nossas ações, mas para que possamos ver corretamente é necessário ter nas mãos as lentes necessárias para tal fim.

Lentes urbanas: a questão da imagem

Ora, foi o pensador oriental Confúcio (500 a.C.) quem fez as primeiras referências sobre a existência dos óculos, ou melhor, das lentes, que transformariam nos óculos de hoje. Os óculos são um bom instrumento para falarmos sobre um modo melhor de ver o mundo e a vida. Nesse sentido podemos comparar a função da Filosofia com a função dos óculos. A palavra óculos vem do latim “ocularium”, que eram aqueles orifícios abertos nos capacetes dos soldados da Antigüidade para que pudessem enxergar. Nessa linha de pensamento, podemos estar pensando conforme o tamanho orif que se encontra em nosso pensamento, quanto maior o orifício, maior será nosso campo de percepção da realidade do mundo e da vida, se o contrário acontecer, menores serão as chances de vermos a realidade. A Filosofia também é assim, Filosofia vem do grego filos – amigo e sofia – sabedoria, é a busca da sabedoria, amigo da verdade, é sim uma busca pelas lentes que nos levam a ver melhor as coisas, como diz Wittgenstein, filósofo contemporâneo, temos que construir novas idéias do mundo e da vida, isto é, "a idéia é como óculos assentados sobre o nariz e o que vemos, vemos através deles”. As chamadas “lentes” (as idéias, ou seja, o nosso modo de ver o mundo, as nossas concepções do mundo) podem ser escuras, verdes, amarelas e até mesmo vermelhas, adequadas para cada gosto e para cada pessoa.

A Liberdade: problema da autonomia


Os filósofos antigos e modernos (e até os contemporâneos, exemplo disso Wittgenstein, Adorno, Foucault, Sartre e outros) estavam preocupados em enxergar melhor o mundo, estavam preocupados em usar lentes diferentes das que foram usadas pelos filósofos antigos, mas para conseguir tal fim era necessário “polir” essas lentes, ou seja, ousar conhecer, ousar saber (sapere aude). Exemplo disso é o filósofo Immanuel Kant, ele estava preocupado com as “lentes” que as pessoas de seu tempo tinham acerca das coisas. Para ele, a liberdade é uma qualidade que todos os indivíduos têm, e até mesmo os animais têm liberdade, porém a autonomia é uma qualidade do sujeito que tem consciência de suas ações, ou seja, todos somos livres, até os animais são livres, mas a verdadeira liberdade (autonomia) tem que estar baseada no crivo da razão: seremos realmente livres a partir do momento em que tivermos consciência das nossas escolhas e das nossas ações, porém para que isso seja possível, devemos sempre buscar a nitidez do conhecimento, por isso é importante sempre estar com boas lentes para ver as coisas.

Marketing Político: as lentes (imagens) já promoveram até Hitler

A mídia, os meios de comunicação em massa, tem o poder de criar “lentes” na vida das pessoas. Não só a mídia, mas líderes religiosos, políticos, professores e outros. Esse poder de criar lentes é muito importante, mas o problema não reside aí, o problema se encontra quando essas “lentes” são usadas para atrofiar o pensamento dos indivíduos na sociedade, formando consciências de massa, isto é, consciências influenciadas, consciências sem a capacidade de criar, inventar, enxergar a realidade do mundo e da vida. E isso não é um problema novo, Platão já estava preocupado com isso na Antigüidade grega, em seu Mito da Caverna (República, livro VII) já nos alertava que existiam pessoas que se contentavam com as sombras da vida, com as projeções do mundo que apareciam dentro da caverna, ou seja, com as projeções das imagens da realidade e não conheciam, ignoravam, não ousavam conhecer a realidade da vida, uma verdadeira atrofia do pensamento, atrofia da verdade das coisas, e o papel do filósofo era ao ver a realidade do mundo, a realidade das coisas e não as projeções, as sombras da vida, entrar dentro da caverna para chamar e alertar e mostrar às pessoas sobre essa realidade, sobre a vida.

O papel da mídia hoje não é só oferecer um mar de informações para as pessoas, é mostrar sim as lentes necessárias para um conhecimento mais crítico da realidade, a mídia deve anunciar as novas lentes, os novos óculos para o bem da humanidade, novos óculos que estejam a serviço da vida! Ah, vale lembrar que óculos são uma das invenções mais úteis e benéficas que existe para o ser humano.


* Leonardo Oliveira de Vasconcelos é escritor, licenciado em Filosofia pela UFMG, professor de Ética e Cidadania do Colégio Rui Barbosa em Belo Horizonte - MG.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Gravidez nas trompas

Minha mulher e eu já passamos por ela!

Gravidez Ectópica

O que é? É a gestação que se desenvolve fora da cavidade uterina. Numa gravidez ectópica, o embrião não se implanta no útero, como deveria, mas num lugar incapaz de agüentar eficazmente seu pleno desenvolvimento. Geralmente, estas gravidezes ocorrem na trompa de Falópio antes que o embrião chegue ao útero.A gravidez ectópica trata-se de um quadro hemorrágico, que contribui com 3 a 4% da mortalidade materna. É também chamada de gravidez extra-uterina e tem incidência de 1%, esse número vem se elevando nas últimas décadas. Estima-se que cerca de 64% das gravidezes tubárias se solucionam espontaneamente, não sendo necessário fazer coisa alguma. Sua recorrência é de aproximadamente 20%.Os tipos de gravidezes ectópicas são vários (infundibular, tubária, ampolar, ístmica, intersticial, abdominal, ovariana, cervical e outras) mas a mais comum de todas é a tubária, representando cerca de 95% dos casos.

O embrião em desenvolvimento desgasta rapidamente o revestimento da trompa e cresce dentro das camadas adjacentes da trompa (crescimento luminal extra). Finalmente, isso ocasiona hemorragia e ruptura da trompa. O rápido crescimento do embrião num estado incapaz de agüentar isso tudo, acarreta a morte da criança e ameaça gravemente a vida da mãe, a não ser que ocorra alguma intervenção.Qual a causa a gravidez ectópica?As causas são ovulares e tubárias. As causas ovulares referem-se à nidificação precoce do blastocisto, que assim nidifica na tuba. As causas tubárias podem ser anatômicas (malformações, tumores, sinéquias e cirurgias pélvicas) ou funcionais (alteração da motilidade ou endossalpingite após processo inflamatório), por endometriose ou ainda psicogênicas. Infecção é a causa mais frequente, como a clamídia.


A razão porque uma gravidez ectópica pode ser perigosa é pela hemorragia que pode ocorrer juntamente com ruptura das paredes tubais.A gravidez pode correr até 8 semanas antes da mulher começar a sentir dor e procurar ajuda médica. Se a tuba se romper antes que uma cirurgia seja feita, a mulher pode falecer devido à hemorragia interna (hemoperitônio).Quais os sintomas?Os sintomas da gravidez ectópica são similares aos de uma gravidez intra-uterina (normal) nos primeiros estágios: falta da menstruação, seios inchados e doloridos, náusea, vômitos e fadiga mas, dores no abdômem virão em seguida.A dor começa devagar e vai se aprofundando com o passar dos dias até ficar insuportável. Pode ser sentida no lado esquerdo ou no lado direito inferior do abdômem.


A gravidez ectópica pode ser notada apalpando-se o lado esquerdo ou direito do abdômem mas o médico deve ser muito cuidadoso para não ajudar em uma possível ruptura.O sangramento uterino é geralmente associado à uma gravidez ectópica bem como dores na região inferior do abdômem principalmente durante qualquer atividade física, relações sexuais ou ao abaixar-se. E também, se a mulher está com pulso rápido, pressão baixa e apresenta baixa contagem de hemoglobinas.A gravidez ectópica é a segunda causa de morte maternal nos Estados Unidos.Estatísticas aproximadas para as causas de morte materna no Estado de São Paulo:Quanto as causas, 27% das mortes tiveram como causa básica problemas diretamente ligados a síndrome hipertensiva da gravidez, 16% por causas hemorrágicas, 15% doenças infecciosas, 10% por aborto, restando 10% por outras causas diretamente ligadas à gestação. 22% das mortes se relacionaram a causas obstétricas indiretas.

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho