segunda-feira, 27 de setembro de 2010

VESTIBULAR UFMG 2011 - ANÁLISE DAS OBRAS DE FILOSOFIA


VESTIBULAR DA UFMG 2011 
 PROVA DE FILOSOFIA DA 2ª ETAPA

LEITURA E ANÁLISE OBRAS DE FILOSOFIA:   

Confissões - de Santo Agostinho
O que é o Utilitarismo - de Stuart Mill
Utilitarismo - de Bernard Williams


LEITURA E ANÁLISE DOS TEXTOS (EM TODOS OS DETALHES)
APROFUNDAMENTO NO PROGRAMA DE FILOSOFIA DA UFMG.

TURMA REDUZIDA COM POUCOS ALUNOS,
MAIOR QUALIDADE DAS AULAS,
MELHOR PREÇO DE BELO HORIZONTE,
PROFISSIONAL COM EXPERIÊNCIA NO ENSINO DE FILOSOFIA PARA UFMG.

PROFESSOR LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
BACHAREL E LICENCIADO EM FILOSOFIA PELA UFMG

LOCAL: ESPAÇO VILLA DOS DONS

ENDEREÇO: RUA HORTA BARBOSA. 887. NOVA FLORESTA. BELO HORIZONTE - MG
                       PRÓXIMO AO COLÉGIO MAGNUM

CONTATO: (31) 2552-7391;
                     leo.o.ufmg@gmail.com     

INÍCIO DAS AULAS:  06 DE NOVEMBRO 2010 (SÁBADO)
TÉRMINO DAS AULAS: 08 DE JANEIRO 2011 (SÁBADO)

FAÇA DOWNLOAD DOS TEXTOS ABAIXO:




COLÉGIO MAGNUM
UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MG.
DISCIPLINA: FILOSOFIA
9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL

ASSUNTO: O CONHECIMENTO

1. Indique, nas frases abaixo, se o conhecimento apresentado resulta da razão (R) ou intuição (I).

a) Conhecimento mediato. ( )

b) Exige conceitos. ( )

c) Pensamento presente ao espírito. ( )

d) Opera-se por etapas. ( )

e) Exige comprovação. ( )

f) Visão súbita. ( )

g) Exige julgamentos. ( )

h) Usa a linguagem. ( )

Leia atentamente o trecho abaixo:

“Eram cinco cegos que não conheciam o elefante e, um dia, foram apresentados a ele. Um dos cegos apalpou as patas e concluiu: o animal se assemelha a grossas colunas. Outro tomou a tromba e pensou ser ele semelhante a uma cobra, sinuoso e flexível. O terceiro, pegando a cauda, imaginou o elefante, como um chicote fino e com fios na extremidade. Já o quarto, tateando as presas, imaginou-o como um bastão maciço. O último cego, ao apalpar as orelhas do animal, ponderou que ele mais parecia um leque maleável.”

2. Observando o texto acima, responda ao que se pede.

O conhecimento envolve dois momentos: a experiência e a razão. A ligação contínua entre esses dois elementos é que provoca o verdadeiro conhecimento que temos das coisas, do mundo e de nós mesmos.

a) Retire do texto uma frase que demonstre um momento em que ocorre o conhecimento empírico.

b) Em algum momento do texto a razão se manifesta? Justifique sua resposta.

c) Podemos afirmar que os cegos tiveram uma “ilusão da realidade”. Em que sentido essa afirmativa justifica a crítica dos racionalistas aos empiristas?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Homem, Livre ou Determinado?

Cada sociedade, em sua essência, possui um sistema em que são estabelecidos padrões comuns ao conjunto de indivíduos que constituem tal estrutura.

No sistema feudal, por exemplo, os padrões sociais eram estabelecidos de forma bem clara. Os servos (classe que sustentava a sociedade em termos de abastecimento subsistencíal) eram determinados pela mentalidade que a nobreza e principalmente o clero estabeleciam.

Ou seja, as classes sociais privilegiadas do referente sistema usavam de artifícios como a teoria da predestinação e do dogmatismo para assegurar seus interesses.

É correto afirmar em detrimento destes fatores que esta classe desfavorecida era totalmente influenciada pela classe dominante? Não. O servo poderia optar por viver de forma diferente, como por exemplo, de fugir do feudo e viver de modo contrário aos princípios que lhes são impostos. Podemos afirmar então que o camponês feudal era completamente livre? Também não. Apesar da liberdade de escolha, a vida fora do Feudo continuaria a ser guiada por diversos fatores, tais como a natureza, o perigo causado pela falta de proteção contra os bárbaros por parte da nobreza, o risco de ser punido por sair dos padrões estabelecidos pela sociedade etc.

Sendo assim, podemos afirmar que o servo era capaz de fazer suas próprias escolhas e obrigado a viver segundo às consequências resultantes de suas atitudes, consequências estas em relação ao contexto em que se vivia.

Ou seja, o servo era livre e determinado.

Será que o indivíduo do século XXI pode ser comparado ao servo feudal, em se tratar de liberdade e determinismo?

Vejamos. A sociedade mudou muito da época Feudal para os dias de hoje. Os meios de comunicação se desenvolveram de forma assustadora. As ciências se aperfeiçoaram demasiadamente. O acesso à informação se tornou menos restrito na maioria dos países. O sistema econômico se espandiu, atingindo proporções que englobam todo o mundo e levam nações separadas por milhares de quilômetros a se relacionarem. Será que essas mudanças tornaram o indivíduo atual completamente livre?

Em uma sociedade que tudo gira em torno do capital, podemos perceber que as atividades são regidas por aqueles que controlam o sistema (donos dos meios de produção industrial e os governos, que interferem na econômia). Assim, é evidente que os meios de comunicação funcionam de acordo com os interesses destes grupos sociais.

Assim como os camponeses feudais (classe desfavorecida da época), a maioria dos indivíduos de hoje são também determinados por uma serie de fatores.

Como exemplo de um destes aspectos temos os meios de comunicação, que exercem a mesma função determinista da teoria da predestinação e do dogmatismo, assegurando os interesses das classes sociais dominantes na atualidade.

O consumismo (difundido pelos meios de comunicação), onde o "ter" é mais valorizado que o "ser", passou a fazer parte da mentalidade da população. Aqui o indivíduo trabalha gerando lucro para o sistema e usa de sua remuneração como potencial de consumo excessivo.

Levando em consideração tudo que foi tratado até agora, podemos afirmar que o ser humano hoje é completamente privado da liberdade? Não. Ele pode assim como o camponês feudal, optar por viver de maneira diferente aos padrões atuais. Mas suas escolhas, com toda certeza, geram consequências (positivas/negativas) que são caracterizadas pelos tempos modernos. Como exemplo simbólico, uma pessoa pode optar por não trabalhar e por não consumir nada derivado do sistema capitalista, se deslocando para o campo e vivendo excluisvamente da exploração da natureza. No entanto, a vida que este terá será regida pela natureza e por outros fatores significativos, como o conflico com algum latifundiário que possua as terras onde este se instalou. Portanto ele não será livre como se espera. Como exemplo significativo, uma outra pessoa pode escolher por fazer um curso superior que não seja valorizado, e por consequência disto seu salário e seu padrão de vida serão limitados.

Ou seja, hoje, no feudalismo e em qualquer dada época, o homem sempre foi e provavelmente será livre e determinado. Onde o contexto social, econômico, natural de onde este vive determina sua vida, sendo que ao mesmo tempo é livre para escolher como age e pensa, tendo obrigatoriamente que assumir as consequências de suas atitudes.

Guilherme Pelli Chalub.

sábado, 4 de setembro de 2010

COERÇÃO ELEITORAL

As disputas políticas têm tirado a paz interior de vários cidadãos de Belo Horizonte. Candidatos fazem suas campanhas sem o mínimo de respeito com os cidadãos, militantes saem poluindo toda a cidade, são conhecidos como "sujões". Jingles repetitivos são amplificados pelos carros de som, cartazes pregados em muros e postes em várias ruas, avenidas de bairros, principalmente aqueles distantes do centro e zona sul. Em matéria publicada no dia 13 de julho, o jornal Estado de Minas chama a atenção para a sujeira da capital e afirma: "Os políticos que mais espalharam sujeiras até o momento foram candidatos a deputado federal, o deputado Miguel Corrêa do PT e o vereador Luiz Tibé do PT do B (foto), que já é um sujão conhecido." Muitos eleitores, digo analfabetos políticos - aqueles eleitores, que apenas votam por votar, não percebem que a atividade política tem a ver com o preço do arroz, da carne, do ônibus, segundo Bertold Brecht - escolhem os candidatos pela animação que o jingle da campanha faz, pela alegria estampada no rosto dos candidatos nos cartazes, essa coerção midiática é muito triste.

Acredito que eleição é o momento sublime de participação dos cidadãos, de transformação de um país, entrando em outro assunto, deveriam proibir campanhas políticas como as do candidato a Deputado Federal do PR Tiririca, "Pior do que está não fica, vote no Tiririca", que ridicularizam a política e desmoralizam toda a nação. Esses dias um aluno me parou no corredor do colégio e mostrou o vídeo no celular dele, em outro colégio uma aluna tinha o mesmo vídeo no Ipod, ambos comentaram comigo que não acreditavam no que diz respeito à política no Brasil.

Eu como professor de Filosofia, tenho dever de formar os futuros cidadãos, fico decepcionado com tudo isso. Há algum critério para se escolher um candidato? Há sim, abaixo segue algumas dicas:

QUER ESCOLHER UM BOM CANDIDATO?

1. COMEÇE A OBSERVAR  SUA CAMPANHA POLÍTICA - SE FOR POLUIDORA, SAIBA QUE ESSE É UM CANDIDATO SUJO!

2. PESQUISE SOBRE SUAS AÇÕES NO PASSADO, PESQUISE NO GOOGLE, POR EXEMPLO VÁ AO SITE FICHA LIMPA E CONFIRA SE ESTÁ CADASTRADO http://www.fichalimpa.org.br/ 

3. VOTE CONSCIENTE E COM SEGURANÇA.

Pense nisso!!!

EXISTÊNCIA

Existir, pensar, agir. Chorar, sorrir, brincar, cantar, decepcionar, sofrer, perder, morrer...
Qual é o mistério que se encontra por de trás da existência? A propósito, a existência realmente existe? Sem dúvida, tal questionamento está inculto em nossos ansestrais a milhares de anos.
Na sociedade atual, em geral, o ser humano se afunda em suas próprias paixões. Domado pelos instintos, o homem muitas vezes renega a condição que possui como ser racional e acaba por se escravizar em seus próprios instintos. Sendo que estes foram criados para garantir a sobrevivência de nossa espécie (me refiro a aspectos biológicos, como a reprodução e a busca por alimentos, comportamentos esses impulsionados pelos instintos), e que quando vividos de maneira errônea deturpam o sentido existêncial do indivíduo. Através da escolha livre, o ser humano, pode optar por viver segundo seus instintos de maneira a satisfazer únicamente seus prazeres supérfluos, (que não são necessários à vida), prazeres estes (nos dias de hoje) incentivados pelo sistema socio-econômico, em que o objeto tem mais valor que o ser.
Cabe a cada indivíduo, ter a consciência de que para viver segundo suas vontades é preciso "renunciar" a razão. Razão esta que sempre nos conduz à fraternidade, e por isso nos cobra com a consciência quando vivemos em prol de nossos desejos. Do mesmo modo, para viver segundo a razão, o homem precisa desenvolver uma espécie de maturidade, onde possa se esforçar para renunciar tudo aquilo que é superfícial, perder para ganhar.
Quem é capaz de se libertar de suas próprias algemas, é capaz de conhecer suas limitações, consequentemente, conhecendo aos poucos a si mesmo.
Partindo deste princípio, creio que para a existência humana assumir sua forma plena, é necessário que este se conheça, para que assim possa mudar, continua e eternamente seu modo de pensar e agir, deixando-se guiar pela natureza racional.

"Onde esta o seu tesouro, aí esta o seu coração"

Texto de Guilherme Pelli Chalub

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho