sábado, 31 de outubro de 2009

O homem, um ser consciente

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
BELO HORIZONTE - MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF.: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
TURMA: 9ª SÉRIES (EF)

O termo consciência é de uso freqüente na linguagem diária. Vejamos o que ele significa nas seguintes situações:

1. Paulo perdeu a consciência. [ consciência psicológica ]

2. Paulo agiu de acordo com a sua consciência. [ consciência moral ]

O que significa “perder a consciência”?

Consciência Psicológica

1. Perder a consciência é perder o sentimento de existência de nós mesmos e do mundo. Quando estamos despertos, esse sentimento acompanha todos os nossos atos. Trata-se da consciência psicológica, que é o conhecimento de nós mesmos: temos consciência de existir, temos consciência de nossos estados psíquicos, de nossas lembranças e sentimentos. Temos também consciência de que há livros sobre a mesa, de que o dia está chuvoso ou ensolarado. Portanto, a consciência psicológica revela, pois quem somos, o que fazemos e que o mundo nos rodeia.





Consciência Moral

2. “Agir de acordo com sua consciência”, trata-se da consciência moral, aquele pensamento interior que nos orienta, de maneira pessoal sobre o que devemos fazer em determinada situação. Antes da ação, a consciência moral emite seu juízo como uma voz que aconselha ou proíbe. Após a realização da ação, a consciência moral se manifesta como um sentimento de satisfação (força recompensadora) ou arrependimento (força condenatória).

A consciência psicológica e a consciência moral estão relacionadas. Na realidade, se o problema moral se estabelece para o homem é porque, inicialmente, ele tem consciência psicológica. Se todos os seus atos fossem desencadeados pela pressão dos instintos ou dos hábitos, se o homem não tivesse consciência do que faz, não existiria o problema moral. A consciência moral, portanto, pressupõe a consciência psicológica.

O animal não possui consciência psicológica, porque, para cada situação que se apresenta, encontra uma resposta pronta nos seus reflexos instintivos ou nos automatismos de adestramento. Sentindo fome, busca necessariamente alimento. Situação diferente ocorre com o homem. Se ele sente fome, pode não comer por outra motivação: jejum de protesto, regime etc. Portanto, ser consciente significa não apenas ter o conhecimento de nós mesmos e compreender o que está ocorrendo em nosso redor, mas também perceber que podemos agir de diversas maneiras, planejando o que irá acontecer.

Exemplo: um atropelamento. De imediato, o motorista toma consciência da situação. Em seguida, pelo menos dois comportamentos são possíveis: socorrer a vítima ou fugir. Considerando as normas e valores recebidos da família, da escola, do meio social e econômico em que vive, o motorista toma a decisão que considera adequada, tornando-se responsável, moral e socialmente pela atitude escolhida. Mas, na hipótese de um choque tão violento que faça o motorista desmaiar (perder a consciência), é certo que nenhum comportamento se seguirá de sua parte.

Para decidir, escolher, enfim para exercer sua liberdade, o homem precisa estar consciente. Não há, pois, liberdade sem consciência. Enquanto a consciência psicológica possibilita ao homem escolher, a consciência moral, com seus valores, normas e prescrições, orienta a escolha.

Consciência - Liberdade - Responsabilidade

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Fonte: CORDI. SANTOS (VÁRIOS AUTORES). A moral nossa de cada dia, in: Para Filosofar. São Paulo, 3ª edição. p. 42 e 43.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

1ª SÉRIE_PARA CASA TURMAS B e C

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
BELO HORIZONTE - MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF.: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: PARA CASA
TURMAS: 1ª SÉRIES B e C (APENAS) - ENSINO MÉDIO
DATA DE ENTREGA: 05/11/2009
OBS.: FAZER EM FOLHA SEPARADA, COM PERGUNTAS E RESPOSTAS
PARA ENTREGAR.

Ceticismo Radical de Pirro

Trecho 1
Na investigação sobre as condições de validade do nosso conhecimento um grupo de filósofos merece destaque: os céticos. O termo cético vem da palavra grega skepsis, que significa "exame". Atualmente, dizemos que uma pessoa cética é alguém que não acredita em nada, mas não é bem assim. Um filósofo cético é aquele que coloca suas crenças e as dos outros sob exame, a fim de verificar se elas são realmente dignas de crédito ou não.

Pirro de Elis (360-275 a.C.) é considerado o fundador do ceticismo. Segundo ele, não podemos ter posições definitivas sobre determinado assunto, pois mesmo pessoas muito sábias podem ter posições absolutamente opostas sobre um mesmo tema e ótimos argumentos para fundamentar suas posições. Nesse caso, Pirro nos aconselha a suspensão do juízo (epoche) e a mantermos nossa mente tranquila (ataraxia). Ao invés de enfrentarmos o desgaste de acalorados debates que não produzirão certeza alguma, devemos manter silêncio (apraxia) e preservar uma atitude de suspeita diante de qualquer tipo de dogmatismo.

Depois de Pirro, muitos outros filósofos tornaram o ceticismo uma das mais importantes correntes filosóficas até os dias de hoje. Atualmente, alguns céticos defendem o probabilismo ou falibilismo, ou seja, na impossibilidade de encontrarmos verdades absolutas, seja pelas limitações de nossos sentidos e intelecto, seja pela complexidade da realidade, devemos tratar nossas crenças sempre como provisórias, como quem anda em gelo fino.

Desse modo, um cético nunca seria pego de surpresa se algo que todos acreditavam ser verdade se revelasse falso no futuro. Por outro lado, reconhecer que as verdades são provisórias não significa uma completa inação. Sabemos que os remédios são falhos, mas são a única coisa que temos para combater as doenças.


QUESTÃO 01
EXPLIQUE o que Pirro entende por suspensão do juízo (epoche) e por mente tranquila (atarixia) para se chegar à Felicidade.

Trecho 2

"Górgias de Leontino, filósofo grego (século V a.C.), defendia três poposições:

1ª - Nada existe.
2ª - Mesmo que existisse alguma coisa, não poderíamos conhecê-la.
3ª - Concedido que alguma coisa existe e podemos conhecê-la, não poderíamos comunicá-la aos outros.

Consta que o próprio Górgias não levou a sério suas proposições e muitos estudiosos a consideram um simples gracejo. Mas elas existem há 24 séculos e nos estimulam a refletir. Se o cético afirma que não se pode saber nada, então lhe perguntamos como pode ele fazer tal afirmação? Está ele certo da verdade da sua proposição? Se está, uma coisa pelo menos é certa e cognoscível, e a afirmação de que nada pode ser conhecido é falsa. E se pode ser conhecida, então alguma coisa também deve existir. Narra-se que um cético grego, Crates, ao perceber isso, nada mais dizia, contentando-se em mover o dedo. Mas Aristóteles, o grande mestre do pensamento, notou que também para isso ele não tinha direito, porque o movimento do dedo exprime uma opinião e o cético não pode ter opiniões. Deve - dizia Aristóteles - ser como uma árvore; com essa é impossível discutir, porque nada diz."

BOCHENSKI, J. M. Diretrizes do pensamento filosófico. 6.ed. São Paulo: EPU, 1977. p.33-37.

QUESTÃO 01
Por que a afirmação de que nada pode ser conhecido é falsa?

QUESTÃO 02
REDIJA um texto, explicando por que um cético não pode ter opiniões?

QUESTÃO 03
É verdade o que diz o ditado popular "Quem conta um conto aumenta um ponto"? Será que a nossa linguagem representa a realidade do fato? EXPLIQUE.

"Agere non loqui"

Prof. Leo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

1ª SÉRIES_PARA CASA

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
BELO HORIZONTE - MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF.: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: PARA CASA
TURMAS: 1ª SÉRIES - ENSINO MÉDIO (TURMAS: 1ª A, 1ªD, 1ªE e 1ªF)
DATA DE ENTREGA: PRÓXIMA AULA 03/11/2009.
OBS.: FAZER O PARA CASA EM FOLHA SEPARADA E PARA ENTREGA



Leia o texto abaixo e faça o que se pede:

Segundo a Filosofia, “escolhemos o mal porque pensamos que era um bem, por ignorância”. Em Espinosa, essa má escolha tira nossa força, enfraquece-nos, elimina nossa vontade e se torna vício. No vício, o objeto do desejo se apodera do sujeito e passa a governá-lo. A única forma de eliminar o vício é sentir outro desejo e correr novos riscos, uma vez que o novo desejo pode ser alegre ou triste. Viver é imprevisível.
A vida ética depende da qualidade da nossa vontade e da disciplina para forçá-la rumo ao bem. Como escreve Epicuro:

“Chamamos ao prazer princípio e fim da vida feliz. Com efeito, sabemos que é o primeiro bem, o bem inato, e que dele derivamos toda escolha ou recusa e chegamos a ele valorizando todo bem, com critério do efeito que nos causa.
E como o prazer é o primeiro e inato bem, é igualmente por esse motivo que não escolhemos qualquer prazer; antes, pomos de lado muitos prazeres quando, como resultado deles, sofremos maiores pesares; e igualmente preferimos muitas dores aos prazeres quando, depois de longamente havermos suportado as dores, gozamos de prazeres maiores.
Por conseguinte, cada um dos prazeres possui por natureza um bem próprio, mas não se deve escolher cada um deles do mesmo modo, assim como cada dor é um mal, mas nem sempre se deve evitá-las. Convém, então, valorizar todas as coisas de acordo com a medida e o critério dos benefícios e dos prejuízos, pois que, segundo as ocasiões, o bem nos produz o mal e o mal nos produz o bem.”

EPICURO. Carta sobre a felicidade.

QUESTÃO 01
Com base em nossos estudos e no texto, REDIJA um texto, explicando qual o critério sugerido por Epicuro para avaliação do bem.

QUESTÃO 02

Com base nas nossas discussões em sala de aula, EXPLIQUE em que situação referida no texto de Epicuro,

a) o mal nos produz um bem.
b) o bem nos produz um mal.


QUESTÃO 03

Com base nas nossas discussões em sala de aula, EXPLIQUE o que Epicuro etende por Felicidade. Explique também os grupos de prazeres que Epicuro classifica.

"Tempora mutantur et nos in illis"

Leonardo Oliveira de Vasconcelos

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

9ª SÉRIE - PARA CASA nº 1

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROFESSOR: LEONARDO O. DE VASCONCELOS
ATIVIDADE: PARA CASA Nº 1 - 3ª ETAPA - 9ª SÉRIE (ENSINO FUNDAMENTAL)

QUESTÃO 01
O fim justifica os meios? ou seja, é moralmente legítimo usar meios imorais para atingir um fim moral? Por exemplo: roubar para não morrer de fome? Mentir para poupar o outro?

REDIJA um texto, explicando a seguinte frase: os fins justificam os meios?

QUESTÃO 02
"Há no fundo das almas um princípio inato de justiça e de virtude pelo qual julgamos as nossas ações e as do próximo como boas ou más, e é a esse princípio que denomino consciência. Consciência! Instinto divino, voz celeste e imortal... juiz infalível do bem e do mal.”

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da educação. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.



De acordo com o texto e com as nossas discussões em sala de aula, REDIJA um texto, explicando qual é a origem da consciência de acordo com Rousseau.


Vita brevis, tempus fugit.

Prof. Leonardo Oliveira de Vasconcelos

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

1ª SÉRIE_ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO 2ª ETAPA

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO

BELO HORIZONTE

MATÉRIA: Filosofia PROFESSOR(A): Leonardo Oliveira de Vasconcelos

SÉRIE: 1ª - Ensino Médio

Prezado(a) aluno(a)

A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces” Aristóteles.

Bons estudos!

Leonardo

HABILIDADES:

. Ser capaz de distinguir explicação mitológica e explicação racional.

. Ser capaz de identificar os termos maior, menor e médio de argumento lógico.

. Ser capaz de distinguir Sofismo e Filosofia.

. Entender e distinguir entre Relativismo e Verdade.

. Identificar Conhecimento Sensível e Inteligível em Platão.

CONTEÚDOS:

. Anotações extras do seu caderno.

. Texto base da 2ª Etapa (clique aqui)

I. Tipos de explicações:

a) Mitológico (Mito)

b) Racional (Logos)

c) Mito x Logos – busca pela verdade

II. Sócrates e os Sofistas:

a) Sócrates e a filosofia socrática

b) A Maiêutica: Método Sócrates e o “Conhece-te a ti mesmo”

c) O problema do Sofismo

III. Principais sofistas e suas teorias:

a) Protágoras

b) Górgias

c) O Relativismo

IV. Platão

a) Mito da Caverna

b) Conhecimento sensível e inteligível

DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS:

. Avaliação no valor de 15 pontos, com questões abertas e/ou fechadas.

ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO:

. Rever as anotações extras do seu caderno.

. Ler e marcar as partes principais do texto base da 2ª Etapa.

. Pesquisas em sites da internet

domingo, 11 de outubro de 2009

9ª SÉRIE - TRABALHO DE FILOSOFIA

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO

BELO HORIZONTE

DISCIPLINA: FILOSOFIA

PROFESSOR: LEONARDO O. DE VASCONCELOS

TRABALHO DE FILOSOFIA - VALOR: 6,0 PONTOS

DATA DE ENTREGA: 29/10/2009

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Tema: A Justiça

Objetivos: Despertar uma reflexão sobre a virtude “Justiça” e argumentar sobre o seu significado e os seus vários aspectos.

Desenvolvimento: O trabalho deverá ser desenvolvido através das perguntas abaixo.

Critérios de avaliação: Serão observados os seguintes itens: coerência, coesão e pertinência dos argumentos, pontualidade na entrega, desenvoltura com os temas, referências pesquisadas e apresentação estética. O trabalho é individual.

Referência bibliográfica:

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Coleção Os Pensadores II. São Paulo: Abril Cultura, 1973.

CHAUÍ, Marilena. Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2005.

Texto Justiça, do livro Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, de André Comte-Sponville.

OBS.: Os textos devem ter entre 14 a 16 linhas no mínimo (Letra Arial ou Times New , tamanho 10 a 12)

Cronograma: Início: segunda aula de Filosofia da 3ª Etapa. Entrega: 29/10/2009.

RESPONDA ÀS QUESTÕES ABAIXO:

QUESTÃO 01

DEFINA o conceito de virtudes cardeais e cada uma delas: a prudência, a temperança, a coragem e a Justiça.

QUESTÃO 02

Compare e explique o conceito de virtude de Aristóteles com o seu conceito de Justiça

QUESTÃO 03

EXPLIQUE a importância da virtude generosidade para a vida em sociedade.

QUESTÃO 04

ESCREVA um texto, explicando o que é uma ação justa, e como as pessoas atingem a equidade.

QUESTÃO 05

“Generosidade é a virtude em que a pessoa ou um animal qualquer acrescenta algo ao próximo”. COMPARE essa afirmação com a ideia de equidade.

QUESTÃO 06


EXPLIQUE
o que é a honra e a dignidade, dentro da teoria da justiça de Aristóteles

sábado, 10 de outubro de 2009

9ª SÉRIES_PROVA 06/10 - GABARITO OFICIAL

Prezado aluno(a),

se você é meu aluno(a) da 9ª série do Colégio Magnum Agostiniano confira abaixo o gabarito oficial da Prova de Filosofia realizada no dia 06/10/2009. Coloquei a resposta com o item correto.

QUESTÃO 01

d) As excelências moral e intelectual possuem, respectivamente, origem no hábito e na instrução.

QUESTÃO 02

d) é a virtude intelectual que permite contemplar a idéia de bem e aplicá-la às situações humanas.

QUESTÃO 03

d) considera a instrução e o hábito fundamentais para a virtude.

QUESTÃO 04

a) Coragem/Força.

QUESTÃO 05

a) I, III e IV.

QUESTÃO 06

a) Coragem.

QUESTÃO 07

c) A virtude consiste numa capacidade equilibrada e racional de agir, como, por exemplo, a verificada na coragem, medianeira entre o excesso de audácia que caracteriza a temeridade e a falta de audácia ou excesso de medo do covarde.

QUESTÃO 08

b) Prudência.

QUESTÃO 09

Questão discursiva

QUESTÃO 10

Questão discursiva

QUESTÃO 11

b) A felicidade não é um conceito teórico e sim prático, porque é resultado de uma soma de ações virtuosas.

QUESTÃO 12

Questão discursiva

"A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo."
Maurice Merleau-Ponty (filósofo francês)

Prof. Leo



Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho