terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Venite, adoremus Dominum

Segue o link da melhor canção natalina na minha opinião:
"Adeste Fideles" com os três tenores Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo. Espero que gostem.

NATAL é o tempo da fraternidade, momento em que pensamos nas nossas vidas, momento de celebrar a família. Comemoramos a esperança de um mundo melhor, a alegria de viver e a fé entre os homens e em Deus.

FELIZ NACIMENTO DO MENINO-DEUS NO SEU CORAÇÃO!!!

http://br.youtube.com/watch?v=tFTT34ZJ5LQ

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

RETRO: OS MELHORES MOMENTOS DE 2007

Minha mulher e meu filho: Família Vasconcelos

Esse é o professor de Matemática Marco Aurélio, ou melhor, "Coréi", "Macaco Auréio",(http://boatematica.blogspot.com/), grande amigo meu, dando uma palhinha para a galera no início do 2o. semestre de 2007.

RB_band (banda formada com professores e alunos do Colégio Rui Barbosa) com o PACHECÃO - o professor de Física mais famoso do Brasil, estávamos dando boas vindas aos alunos do Colégio Rui Barbosa


Sou violinista nas horas vagas, eis uma foto urbana, rs.


Esta é a banda Rokázz, o som é rock. Sou violinista do rOKázz.

Encarte do CD do rOKázz, sucesso com a música "Rastros", vale a pena conferir no site: http://www.rokazz.com.br/

Show acústico no "La Cancha Sports Bar" em BH.

Rokázz na TV Horizontes, falando da vida pessoal, mostrando as composições e sorteando convites aos shows e brindes.

Vídeo clipe do Rokázz - música "Esperar", gravado na Serraria Souza Pinto - Belo Horizonte, Minas Gerais

Alunos do 3o. Ano do Colégio Rui Barbosa: Pablo e Laelso me chamando para malhar

Natal 2007 com a família da minha esposa, eu de "Santa Claus" com meu filho Rodrigo no meu colo

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Documentário: UMA VERDADE INCONVENIENTE (An inconveniente truth, 2006)
















Os alunos do Colégio Rui Barbosa assistiram e debateram sobre o documentário “Uma verdade Inconveniente (An inconveniente truth, 2006)” de Al Gore que nos mostra a real situação do nosso planeta no tocante à poluição e as futuras conseqüências geradas por uma atitude anti-ética.

Uma Verdade Inconveniente mostra como e por quais motivos a emissão de substâncias poluentes e o mau uso dos recursos naturais tem impactado no aquecimento global e em demais problemas bastante atuais. Nos últimos minutos do filme, algumas recomendações sobre o que pode ser feito são mostradas, e servem como um guia imprescindível para a sobrevivência do mundo como o conhecemos hoje.


Para saber mais, veja: http://blogpensar.blogspot.com/2007/07/sos-live-earth.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O Pequeno Príncipe [ Le petit Prince ]



Uma das partes mais interessantes dessa obra é o trecho do diálogo a seguir:

"- O que quer dizer cativar ?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...

Mas a raposa voltou a sua idéia: - Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...

A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:

- Por favor, cativa-me! disse ela. - Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

Antoine de Saint-Exupéry

PROVÃO FINAL

ATENÇÃO: AS MATÉRIAS DO PROVÃO FINAL PARA TODAS AS TURMAS SERÃO OS CONTEÚDOS VISTOS NA 2a. ETAPA.

3o. ANO:
Sto. Agostinho (Os 3 níveis de Mal, Pecado Original e Livre-arbítrio - estude pelo caderno e as questões)
Kant (Liberdade em Kant e a Ética em Kant - estude pelas questões que dei em folhas e no quadro)

2o. ANO:
Montaigne (Teoria da tripartição dos Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário) + Norberto Bobbio (texto: a teoria das formas de Governo na atualidade)
Nietzsche (os problemas éticos questionados por ele, estude as questões em sala e a matéria do caderno)

1o. ANO:
Hegel (vida pública e vida privada, vontade objetiva e vontade subjetiva)
Textos:
"Analfabeto Político"
"Lei é diferente de Direito"
"Conscientização que gera atitude"
"Genocídio, etnocídio e etnocentrismo"
"Estética de si"


Estude com atenção


BOA PROVA!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Documentário: ILHA DAS FLORES (Jorge Furtado, 1989)

Os alunos do Colégio Rui Barbosa estão fazendo uma análise crítica do documentário "Ilha das flores", do diretor Jorge Furtado, lançando em 1989.

Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. ILHA DAS FLORES segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos. Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. O curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.
Vale a pena conferir

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Liberdade


Cecília Meireles escreveu:

"...Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."
(Romanceiro da Inconfidência)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN (...)

A bandeira de Minas Gerais era um projeto para uma bandeira nacional, de autoria dos inconfidentes mineiros. Contudo, acabou sendo instituída como bandeira oficial do estado de Minas Gerais em 8 de janeiro de 1963, embora as origens de sua utilização remontem ao século XVIII.

De acordo com Tiradentes, o triângulo central da bandeira simbolizava a Santíssima Trindade, e, segundo muitos, os ideais pregados pela Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Há controvérsias a respeito da cor original do triângulo, que alguns julgam ser verde originalmente. O vermelho, contudo, acabou sendo adotado como símbolo-mor das revoluções. Segundo relatos históricos e também a tão criticada Wikipédia.

Em torno do tal triângulo, estava escrito em latim: LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN. Traduzido como "Liberdade ainda que tardia".

Curiosidade - "Libertas quae sera tamen (...)" a expressão tem continuação

Quando da criação daquele estandarte, o inconfidente Alvarenga colheu uma frase de um diálogo entre os pastores Títiro e Melibeu, protagonistas das Bucólicas Vergilianas, onde um pastor canta seu amor por Marília.

Nesse poema Melibeu pergunta:
Et quae tanta fuit Romam tibi causa videndi?” - “E qual foi teu grande motivo para ver Roma?”

E Títiro responde:
Libertas quae sera tamem respexit inertem (…)” - “A liberdade, ainda que tardia, contudo encontrou-me inativo (…)", ou ainda, "Liberdade, a qual, embora tarde, [me] viu inerte (...)".

Enfim, como mineiro sou suspeito para falar, mas a bandeira de Minas Gerais é ou não uma das mais bonitas bandeiras do Brasil, quiçá do mundo?

Quer saber mais? Acesse:

http://www.idasbrasil.com.br/idasbrasil/geral/port/liberdade.asp
http://www.degeo.ufop.br/Portugues/OuroPreto/m_inc.htm
http://www.suapesquisa.com/estadosbrasileiros/estado_minas_gerais.htm
http://www.descubraminas.com.br/destinosturisticos/hpg_pagina.asp?id_pagina=2058&id_pgiSuper=

domingo, 18 de novembro de 2007

O QUE MAIS PESA NO BOLSO DO BRASILEIRO? O CONGRESSO NACIONAL!

Congresso brasileiro é o que mais pesa no bolso da população, em comparação com Parlamentos de onze países

O Congresso brasileiro é o mais caro por habitante, segundo levantamento da Transparência Brasil sobre os Orçamentos do Legislativo federal em 11 outros países. Apenas o Congresso dos Estados Unidos é mais caro que o brasileiro, mas ainda assim pesa menos no bolso de cada cidadão do país.

A pesquisa da Transparência Brasil comparou o orçamento do Congresso brasileiro com os da Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, México e Portugal.

Em 2007, o Brasil destinou para a manutenção do mandato de cada um de seus 594 parlamentares federais quase quatro vezes a média do gasto dos parlamentos europeus e do canadense. Pelos padrões europeus de gasto parlamentar, o orçamento do Congresso brasileiro - equivalente a R$ 11.545,04 por minuto - poderia manter o mandato de 2.556 integrantes. Se for levado em conta o custo absoluto do Congresso brasileiro por habitante (R$ 32,49), ele seria o terceiro mais caro do mundo, atrás do italiano (R$ 64,46) e do francês (R$ 34,00).

O Brasil fica mais caro, porém, se for calculado o peso desse custo no bolso de cada habitante por duas medidas importantes para comparar economias nacionais - o salário mínimo e o PIB per capita. No Brasil, gasta-se dez vezes, em relação ao salário mínimo, o que se gasta na Alemanha ou no Reino Unido. Comparado ao PIB per capita, o gasto nacional é mais de oito vezes maior que o espanhol.

O mandato de cada parlamentar brasileiro custa hoje 2.068 salários mínimos - mais que o dobro do que ocorre no México, segundo colocado entre os países pesquisados, e 37 vezes o gasto proporcional ao salário mínimo registrado na Espanha. Embora não tenham sido levantados neste estudo os custos diretos do mandato - salário, benefícios, assessores e verbas indenizatórias -, é possível comparar os gastos verificados na Câmara dos Deputados (R$ 101 mil mensais) aos da Câmara dos Comuns britânica (R$ 600 mil por ano).

Cada parlamentar brasileiro consome mais do que o dobro de um parlamentar de um país em que a renda per capita e o custo de vida são muito superiores aos do Brasil. Mesmo se não houvesse Senado - a Casa mais cara do mundo por membro, segundo o levantamento -, o Brasil ainda teria um dos Legislativos mais caros existentes. O Orçamento de um Congresso unicameral seria menor que o do Parlamento italiano, o terceiro da lista.

O levantamento reforça a percepção de que os integrantes das Casas legislativas brasileiras perderam a noção de proporção entre o que fazem e o país em que vivem. A íntegra do levantamento pode ser encontrada aqui. Leia também o estudo sobre os custos das Assembléias

Legislativas estaduais e das Câmaras Municipais das capitais, aqui.

Fonte: http://www.transparencia.org.br/index.html

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

RUI BARBOSA

BIOGRAFIA

Rui Barbosa de Oliveira, político e jurisconsulto, nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de novembro de 1849. Bacharelou-se em 1870 pela Faculdade de Direito de São Paulo. No início da carreira na Bahia, enganjou-se numa campanha em defesa das eleições diretas e da abolição da escravatura. Foi político relevante na República Velha, ganhando projeção internacional durante a Conferência da Paz em Haia (1907), defendendo com brilho a teoria brasileira de igualdade entre as nações. Eleito deputado provincial, e adiante geral, atuou na elaboração da reforma eleitoral, na reforma do ensino, emancipação dos escravos, no apoio ao federalismo e na nova Constituição. Por divergências políticas, seu programa de reformas eleitorais que elaborou, mal pode ser iniciado, em 1891. Em 1916, designado pelo então presidente Venceslau Brás, representou o Brasil centenário de independência da Argentina, discursando na Faculdade de Direito de Buenos Aires sobre o conceito jurídico de neutralidade. O discurso causaria a ruptura definitiva da relações do Brasil com a Alemanha. Apesar disso, recusaria, três anos depois, o convite para chefiar a delegação brasileira à Conferência de Paz em Versalhes. Com seu enorme prestígio, Rui Barbosa candidatou-se duas vezes ao cargo de Presidente da República - nas eleições de 1910, contra Hermes da Fonseca e 1919, contra Epitácio Pessoa - entretanto, foi derrotado em ambas, sendo o período durante a primeira candidatura o marco inicial e sua Campanha Civilista. Como jornalista, escreveu para diversos jornais, principalmente para A Imprensa, Jornal do Brasil e o Diário de Notícias, jornal o qual presidia. Sua extensa bibliografia recolhida em mais de 100 volumes, reúne artigos, discursos, conferências EE. questões políticas de toda uma vida. Sócio fundador da Academia Brasileira de Letras, sucedeu a Machado de Assis na presidência da casa. Sua vasta biblioteca, com mais de 50.000 títulos pertence à Fundação Casa de Rui Barbosa, localizada em sua própria antiga residência no Rio de Janeiro. Rui Barbosa faleceu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1923.

TRECHOS DE OBRAS

- De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)

- Dilatai a fraternidade cristã, e chegareis das afeições individuais às solidariedades coletivas, da família à nação, da nação à humanidade. (Rui Barbosa – Coletânea Literária, 211).
- Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela supertição, a realidade pelo ídolo. (Rui Barbosa – O Partido Republicanos Conservador, 61).

- A esperança é o mais tenaz dos sentimentos humanos: o náufrago, o condenado, o moribundo aferram-se-lhe convulsivamente aos últimos rebentos ressequidos. (Rui Barbosa – A Ditadura de 1893, IV-207).

-" Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado ! " (Rui Barbosa)

- O homem, reconciliando-se com a fé, que se lhe esmorecia, sente-se ajoelhado ao céu no fundo misterioso de si mesmo. (Rui Barbosa – A Grande Guerra, 12).

- O escritor curto em idéias e fatos será, naturalmente, um autor de idéias curtas, assim como de um sujeito de escasso miolo na cachola, de uma cabeça de coco velado, não se poderá esperar senão breves análises e chochas tolices. (Rui Barbosa – A Imprensa e o Dever da Verdade, 9).
- Em cada processo, com o escritor, comparece a juízo a própria liberdade. (Rui Barbosa – A Imprensa, III, 111).
- Se os fracos não tem a força das armas, que se armem com a força do seu direito, com a afirmação do seu direito, entregando-se por ele a todos os sacrifícios necessários para que o mundo não lhes desconheça o caráter de entidades dignas de existência na comunhão internacional. (Rui Barbosa – A Revogação da Neutralidade Brasileira, 33).

- A existência do elemento servil é a maior das abominações. (Rui Barbosa – Coletânea Literária, 28).
- Toda a capacidade dos nossos estadistas se esvai na intriga, na astúcia, na cabala, na vingança, na inveja, na condescendência com o abuso, na salvação das aparências, no desleixo do futuro. (Rui Barbosa – Colunas de Fogo, 79).

- Na paz ou na guerra, portanto, nada coloca o exército acima da nação, nada lhe confere o privilégio de governar. (Rui Barbosa – Contra o militarismo, 1.° série, 131)..

- O espírito da fidelidade e da honra vela constantemente, como a estrela da manhã da tarde, sobre essas regiões onde a força e o desinteresse, o patriotismo e a bravura, a tradição e a confiança assentaram o seu reservatório sagrado. (Rui Barbosa – Disc. E Conf., 226).

- Um povo cuja fé se petrificou, é um povo cuja liberdade se perdeu. (Rui Barbosa – Disc. E Conf., 263).

- A soberania da força não pode ter limites senão na força. (Rui Barbosa – Disc. E Conf., 377).

- O exército não é um órgão da soberania, nem um poder. É o grande instrumento da lei e do governo na defesa nacional. (Rui Barbosa – Ditadura e República, 138).

- Nenhum povo que se governe, toleraria a substituição da soberania nacional pela soberania da espada. (Rui Barbosa – Ditadura e República, 143).

- Embora acabe eu, a minha fé não acabará; porque é a fé na verdade, que se libra acima dos interesses caducos, a fé invencível. (Rui Barbosa – Elogios e Orações, 161).

- Os que ousam ser leais à sua fé, são cobertos até de ridículo. (Rui Barbosa – Novos Disc. E Conf., 194).

- A espada não é a ordem, mas a opressão; não é a tranqüilidade, mas o terror, não é a disciplina, mas a anarquia não é a moralidade, mas a corrupção, não é a economia mas a bancarrota. (Rui Barbosa – Novos Discursos e Conferências, 317).

- Outrora se amilhavam asnos, porcos e galinhas. Hoje em dia há galinheiros, pocilgas e estrebarias oficiais, onde se amilham escritores. (Rui Barbosa e dever da Verdade, 23).

- A mesma natureza humana, propensa sempre a cativar os subservientes, nos ensina a defender-nos contra os ambiciosos.
(Rui Barbosa - D. e conferências, 382)

- A acusação é sempre um infortúnio enquanto não verificada pela prova.
(Rui Barbosa - Novos discursos e confissões, 112)

- Criaturas que nasceram para ser devoradas, não aprendem a deixar-se devorar.
(Rui Barbosa - Elogios e orações, 262)

- Não há outro meio de atalhar o arbítrio, senão dar contornos definidos e inequívocos à condição que o limita.
(Rui Barbosa - Coletânea jurídica, 35)

- Sem o senso moral, a audácia é a alavanca das grandes aventuras.
(Rui Barbosa - Colunas de Fogo, 65)

- Quanto maior o bem , maior o mal que da sua inversão procede.
(Rui Barbosa - A Imprensa e o Dever Da Verdade)

- É preciso ser forte e conseqüente no bem, para não o ver degenerar em males inesperados.
(Rui Barbosa - Ditadura e República, 45)

- Só o bem neste mundo é durável, e o bem, politicamente, é todo justiça e liberdade, formas soberanas da autoridade e do direito, da inteligência e do progresso.
(Rui Barbosa - O Partido Republicano Conservador, 46)

- A eleição indireta tem por base o pressuposto de que o povo é incapaz de escolher acertadamente os deputados.
(Rui Barbosa - Discursos e Conferências)

- No culto dos grandes homens não pode entrar a adulação.
(Rui Barbosa - E. Eleitoral aos E. de Bahia e Minas, 120)

- O ensino, como a justiça, como a administração, prospera e vive muito mais realmente da verdade e moralidade, com que se pratica, do que das grandes inovações e belas reformas que se lhe consagrem.
(Rui Barbosa - Plataforma de 1910, 37)

Referências:

15 DE NOVEMBRO DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA


15 de Novembro
Dia Mundial da Filosofia


Visando promover e popularizar a reflexão filosófica, o Dia Mundial da Filosofia em 2007 continua a trabalhar pela divulgação do pensamento e do diálogo independentes.

Oito filósofos contribuíram para o novo número do Correio da UNESCO, o qual enfatiza o papel da Filosofia de hoje. Os enfoques são diversos, as preocupações são variadas, mas têm uma certeza: a Filosofia não deve permanecer mais somente no âmbito verbal, pois ela constitui uma arma contra os dogmatismos e as manipulações. Para citar uma das idéias de Jostein Gaarder, “os filósofos têm uma responsabilidade cósmica”.



sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A ÉTICA DO CUIDADO













COMPROMISSO + AÇÃO = REEDUCAÇÃO

O cuidado é a essência concreta do ser humano.

Por ética do cuidado Boff entende "um consenso mínimo a partir do qual possamos nos amparar e elaborar uma atitude cuidadosa, protetora e amorosa para com a realidade... esse afeto vibra diante da vida, protege, quer expandir a vida". A ética da responsabilidade se orienta, segundo Boff, pelo seguinte princípio: "Aja de tal maneira que sua ação não seja destrutiva. Aja de tal maneira que sua ação seja benevolente. Ajude a vida a se conservar, a se expandir, a irradiar". E, por fim, a solidariedade é o elo final que amarra essa tríade de valores capazes de estabelecer, diz Boff, "um patamar mínimo para que alcancemos um padrão de comportamento que seja humanitário, isto é, tratando humanamente os seres humanos e tratando bem a vida que vai além da nossa vida".

(Leonardo Boff, 1999, Saber Cuidar: ética do humano – compaixão pela terra).

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Paixão pela dúvida leva ao saber - Curso de Filosofia da UFMG "O que é veneno para alguns, pode ser remédio para outros"

Sobre o Curso de Filosofia da UFMG
"O que é veneno para alguns, pode ser remédio para outros" Nietzsche


Paixão pela dúvida leva ao saber

O diálogo permanente com outros saberes marca a Filosofia. Na foto, busto do filósofo Kant
O diálogo permanente com outros saberes marca a Filosofia. Na foto, busto do filósofo Kant
Será assim mesmo? Por quê? Mas se pensarmos de outra maneira? Se as perguntas são um ponto forte para você, a Filosofia começa a se apresentar com uma acertada opção. As dúvidas levam longe quem se aventura pelos espirais do conhecimento filosófico.
Pensar e repensar grandes legados de expoentes da Filosofia parece tarefa muito difícil para quem olha de longe. Mas ao nos aproximarmos, percebemos que uma boa dose de curiosidade e dedicação para entender o raciocínio de pensadores nos faz compreender qualquer fenômeno do mundo e assim o campo da Filosofia fica mais palpável e convidativo. “Interessei-me pelo curso porque vejo que o conhecimento filosófico atua como pano de fundo de muitos outros”, revela a estudante do 6º período, Camilla de Carvalho Felicori, 23 anos. O amor pela Filosofia não foi identificado por Camilla na época do vestibular, tanto é que ela optou por fazer Comunicação Social na Universidade. Mas já na primeira metade do curso, a estudante percebeu que não se identificava com o enfoque da Comunicação Social e decidiu fazer reopção por Filosofia. “Gosto do curso por causa da leitura, do interesse pela reflexão, da habilidade para ler em outras línguas”, completa Camilla.
A atração de Camilla é o que também move outras pessoas a buscar o conhecimento filosófico. “A Filosofia é um campo mais geral do saber que permite um diálogo permanente com outros campos”, resume a coordenadora do curso, Patrícia Kauark. Ela explica que os estudantes devem fazer as disciplinas obrigatórias e optativas do curso. Os conteúdos obrigatórios são divididos em dois eixos. No eixo histórico, os estudantes vão ter noções das Histórias de Filosofia Grega, Medieval, Moderna e Contemporânea. Já no grupo das sistemáticas estão disciplinas como Lógica, Ética, Estética e Teoria do Conhecimento. A possibilidade de fazer disciplinas em outros campos do saber reforça o diálogo da Filosofia com conteúdos diversos. Os estudantes podem escolher uma formação complementar em três áreas: Ciências Exatas e Biológicas, Ciências Humanas e Artes. A coordenadora do curso destaca ainda que há muito o que aprender fora das salas de aula. “O grande laboratório da Filosofia é a biblioteca e contamos também com laboratórios de ensino e de Estética, grupos de pesquisa e monitorias”.
O contato com a pesquisa é um ponto importante para quem está no curso. “Não existe o professor separado do pesquisador. Dessa maneira, a pesquisa não está só no percurso de quem quer fazer o Mestrado, mas também é uma preocupação de quem vai lidar com o ensino médio”, salienta Patrícia Kauark.
Para Camilla Felicori, as opções permitem um bom crescimento acadêmico a quem se interessa pela área. “O aluno aprende a ler textos muito difíceis, isso ajuda para a leitura de outros textos, análise crítica, capacidade de argumentação e incentiva o estudo de línguas estrangeiras”, observa.
Filosofia
setaVagas ofertadas: 45
setaTurnos: Diurno
setaDuração do curso: 4 anos
setaModalidades: Bacharelado e Licenciatura
setaUnidade da UFMG onde é oferecido: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) e Faculdade de Educação (FAE)
Concorrência no vestibular UFMG
20056,91
20068,71
20077,00
Avaliação no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), em 2005: 5
Mercados de trabalho: Pesquisa, escolas de Ensino Médio, universidades, projetos sociais. Com a obrigatoriedade da Filosofia no Ensino Médio, é um campo de trabalho que tende a crescer.
Remuneração média inicial: R$ 750,00 (salário inicial de professor do Ensino Médio, para quem graduou-se em Licenciatura).

sábado, 20 de outubro de 2007

Maniqueísmo

artigo

O Maniqueísmo: o Bem, o Mal e seus efeitos ontem e hoje

Autor: RAYMUNDO DE LIMA Psicanalista e professor da UEM

Temo o homem que só conhece um livro (Timeo hominem unius libri) Sto. Tomás de Aquino

É possível que os primeiros homens não nasceram com inteligência. Esta foi construída ao longo de sua história de hominização. A evolução de qualquer criança em todos os tempos e culturas, que evolui do mais simples para o mais complexo pensamento abstrato ou simbólico, deve estar ainda acontecendo com o ser humano, ou seja, ainda estamos em processo de evolução de nossa capacidade de raciocínio, de convivência com as diferenças de raça, cultura, religião, língua ou modo de ser.

Desde o seu surgimento, o homem é movido por duas lógicas, consciente e inconsciente. O homem, primeiramente instintivo e passional, foi sendo recoberto pela consciência e razão. Mas essa razão ainda não conseguiu determinar a totalidade de seus atos. Ou seja, o irracional cujo efeito são as passagens aos atos ainda domina grande parte do existir humano. Freud descobriu que somos resultantes de dois princípios psíquicos opostos que lutam entre si: os Princípios de Prazer ou do Gozo e o de Realidade. E, ainda, haveria uma luta entre essas duas e a leis da cultura, cujo base inaugural teria surgido com a proibição do incesto.

Esse jogo de forças - do desejo e da cultura - sempre foi complicado para as culturas entender, resolver ou administrar. Tradicionalmente a cultura resolveu, reprimindo, regrando, punindo, etc. Foi preciso muito tempo, experiências e debate para que algumas culturas e sujeitos aprendessem a conviver com o seu próprio desejo, com o erótico, com as diferentes sexualidades, especialmente com a mulher. Todas as culturas ainda têm dificuldade de aceitar que o Bem e o Mal constituem o todo do ser humano. As pulsões e desejos humanos sempre foram tidos como forças demoníacas. Na antigüidade, o demônio nada tinha a ver com o diabo, era um ser inspirador ou era quem vetava as más atitudes. Sócrates, no séc. 5 antes de Cristo, dizia que o daimon o guiava ao bem e vetava suas tendências mal pensadas. Só mais tarde é que interesses mais políticos que religiosos, fizeram acontecer a fusão do demônio como o diabo, satã, etc.

Um dos mecanismos mais utilizados pelo ser humano para se livrar do Mal é a projeção de sentimentos ou figuras inexistentes como operadores simbólicos do psiquismo. A atividade psíquica que sustenta a projeção é de ordem inconsciente, tal como todos os demais mecanismos de defesa. Odiar o vizinho, ou não aceitar uma tendência sexual, ser invejoso, etc. poderia forçar o psiquismo a projetar essas idéias e sentimentos em outras pessoas, personificadas enquanto diabo, satã, enfim o Mal. Uma nação inteira pode ser tomada pelo histerismo de projetar numa só figura o Mal que, no fundo, é dela mesma. Mas, ela própria não se dá conta disso, visto ser uma ação made in inconsciente que demanda purificação de Mal.

Maniqueísmo: a luta entre o Bem e o Mal

O maniqueísmo é uma forma de pensar simplista em que o mundo é visto como que dividido em dois: o do Bem e o do Mal. A simplificação é uma forma primária do pensamento que reduz os fenômenos humanos a uma relação de causa e efeito, certo e errado, isso ou aquilo, é ou não é. A simplificação é entendida como forma deficiente de pensar, nasce da intolerância ou desconhecimento em relação a verdade do outro e da pressa de entender e reagir ao que lhe apresenta como complexo. "A pressa de saber obstrui o campo da curiosidade e liquida a investigação em muito pouco tempo", declara o psicanalista W. Zusman (A terra sob o poder de Mani, JB/s.d.). A pressa não é só inimiga da perfeição, é também inimiga do diálogo, do pensamento mais elaborado, sobretudo, filosófico e científico.

O maniqueísmo é uma forma religiosa de pensar; não como religião autônoma, mas enquanto comandos camuflados que influenciam os discursos do cotidiano, inclusive as religiões formais e seitas.

Como surgiu?

Mani (Manes ou Manchaeus), nascido na Pérsia, no século III, fundou uma religião, o maniqueísmo, após ter sido "visitado" duas vezes por um anjo que o convocou para esta tarefa, fato este comum entre aqueles que fundam religiões e seitas até hoje. A religião maniqueísta se difundiu pelo Império Romano e pelo Ocidente Cristão. O maniqueísmo combina elementos do zoroastrismo, antiga religião persa, e de outras religiões orientais, além do próprio Cristianismo.

"Possui uma visão dualista radical, segundo a qual o mundo está dividido em duas forças: o Bem (luz) e o Mal (trevas) como entidades antagônicas em perpétua luz. Luz e trevas no sistema maniqueísta não são figuras retóricas, são representações concretas do Bem e do Mal. O Reino da Luz e o Reino das Trevas estão em permanente conflito. É dever de cada ser humano entregar-se a esse eterno combate para extinguir em si e nos outros a presença das Trevas afim de poder alcançar o Reino da Luz, que é o Reino de Deus. No maniqueísmo, os homens "eleitos" irão purificar o Bem, com uma vida de castidade, renúncia a família, alimentação especial, etc.

A expressão maniqueísmo ganhou uso corrente ao definir aquele tipo de pessoa ou aquele tipo de pensamento de estruturação dualista que reduz a vida (ou alguns de seus aspectos) a pares antagônicos irreconciliáveis, tipo: direita/esquerda, corpo/mente, reacionário/progressista, belicista/pacifista, fiel/infiel, capitalista/comunista, individualismo/coletivismo, branco/negro, ariano/judeu, raça superior/raça inferior, objetivo/subjetivo e assim por diante. "É evidente que não se pode deixar de reconhecer a existência daquilo que cada um desses pares antitéticos nomeia, mas o pensamento maniqueísta vai além na medida em que considera que um lado deve destruir o outro, porque um é Luz e o outro Trevas" (Zusman), um é o Bem e o outro é o Mal.

Por exemplo, a propaganda nazista contra os judeus plantou no inconsciente do povo alemão o que este já continha de preconceito e racismo. Primeiramente, o alemão ariano e cristão tinha herdado a crença de que os judeus eram os assassinos de Cristo e representavam o diabo ou todas as forças do mal, na terra. Assim como Cristo comanda o mundo espiritual, o diabo comanda o mundo material - dinheiro, poder e sexo. Segundo, os judeus foram associados a esses três elementos materiais, principalmente o dinheiro. No período nazista, as crianças alemãs eram educadas para estigmatizar os judeus, com desenhos e histórias associando-os ao mal ou ao diabo. Terceiro, a propaganda nazista foi sistemática contra os judeus, explorando o simplismo do pensamento maniqueísta. Começaram associando os judeus a traças, piolhos e vermes que "corroíam a economia alemã", em verdade, tal propaganda preparava o espírito coletivo alemão para a chamada "solução final" ou medida "higiênica" de extermínio em massa de todo o povo judeu, segundo análise de Robert Vistrich, da Universidade de Jerusalem.

Outro exemplo, no período da guerra fria, o presidente norte-amearicano, R. Reagan, fazia declarações apontando os soviéticos como a encarnação do demônio. Depois, o Bush pai, fez o mesmo com Saddam Husseim. Hoje, o Bush filho, personifica o Mal em Osama bin Laden e declara em bom discurso maniqueísta de que "quem não está com os EUA, está a favor dos terroristas. Os fundamentalistas islâmicos usam do mesmo maniqueísmo com os norte-americanos, chamando-os de "grande Satã" e Israel de "pequeno Satã". São mais que discursos, são preparativos para ações de destruição do mal em nome do bem. Sendo o maniqueísmo uma simplificação do modo de pensar a vida todo o sistema social que sobre ele se monta é necessariamente dogmático, violento, intolerante e também fadado ao desmoronamento.

O maniqueísmo não se sustenta por muito tempo, devido ao seu dogmatismo, isto é, sua incapacidade de colocar à prova da realidade ou da lógica, suas verdades simplificadas. Como seu pensamento está reduzido a um par de verdades antagônicas, aceitar o raciocínio do outro, discordante, significa deixar-se arrastar para o domínio do mal e ser por ele tragado. A vida do maniqueísta se converte em uma prontidão de vigilância (paranóia) constante para não se deixar iludir com os "discursos sedutores". Santo Agostinho que inicialmente foi maniqueísta, depois de ter se afastado, escreveu em Confissões (livro 7) que, nessa doutrina "não tinha encontrado paz e apenas expressava opiniões alheias".

Atualidade do maniqueísmo

O modo de pensar maniqueísta é oportunista em todos os espaços humanos. Ele demonstra ter mais força quando vivemos situações-limite, desesperança, ódio extremo, ou falta de perspectiva quanto ao futuro. Nesses momentos, a mente regride às origens, em busca de soluções mágicas, simplistas, libertadoras de angústia. A história alerta que, até pessoas sofisticadas intelectualmente e nações cientificamente avançadas, como EUA, Alemanha, Israel, foram levadas pela onda histérica maniqueísta. Os sintomas aparecem nos discursos: "infinita justiça", "cruzada contra o terror", "guerra santa [Jihad] contra o império do mal", a alegria de antiamericanos após o ataque a Nova York e pseudo-análises comparando as mortes desses ataques com as de outras partes do mundo, etc. Leonardo Boff, ex-frei franciscano, prolífico escritor, gurú da teologia da libertação, atualmente teólogo e ambientalista, em recente entrevista no jornal O Globo, num acesso de ira ideológica que não condiz com o autêntico espírito do cristianismo disse: ''Acho muito pouco cair um avião sobre o Pentágono. Deveriam cair 25 aviões. É preciso destruir o Pentágono todo.'' Segundo a crítica de Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, não foi um escorregão retórico, a tese é defendida ''racionalmente'' mais adiante colocando o Pentágono e as torres do WTC como símbolos de um sistema que precisa ser destruído para acalmar a perplexidade da humanidade.
Escreve Dines: "O compassivo teólogo sabe que os aviões não caíram do céu empurrados pela Divina Providência, foram jogados por alguém. Sabe também que nesses edifícios, com apenas três Boeings, foram assassinadas milhares de pessoas. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente".

Enfim, todos saímos perdendo ao ler falsas análises - ou meras opiniões fundadas no pensamento maniqueísta. Alguns fazem comparações absurdas de Bin Laden como se fosse o Che Guevara de hoje. Ora, colocar ambos no mesmo saco é o mesmo erro que chamar um chinês de japonês ou um cearense de baiano. Bin Laden é de origem aristocrática, nunca se preocupou com a pobreza e é um seguidor fanático do Alcorão que ele interpreta como quer. Já Che Guevara era um médico que se tornou um guerrilheiro marxista, um sonhador da erradicação da pobreza; seu método de luta não matava inocentes tal como faz o terror, mas os adversários em combate e, também questionava o valor da religião. Bin Laden nada tem de socialista, não tem projeto de uma sociedade progressista, em nada avança no pensamento dialético, muito ao contrário, como todo fundamentalismo religioso, no fundo é um protofascista. Che olhava para o futuro, já o Bin Laden quer levar a sociedade para um passado mítico - que nunca houve - segundo a promessa das escrituras sagradas.

Como alerta Zusman: "É mais fácil criar "mísseis inteligentes do que conquistar a inteligência que permite a superação do pensamento maniqueísta". É mais cômodo seguir os paradigmas estabelecidos do que rever os posicionamentos, reorganizar e contextualizar o pensamento, ter a coragem de reconhecer os erros ou até abandonar um posicionamento por outro melhor.
Portanto, mais que uma forma simplista e dogmática de pensar, o maniqueísmo propõe uma ação, uma luta eterna contra o Mal, personificado em algumas coisas, pessoas e situações. Na ação maniqueísta "vale tudo", até mesmo a violência extrema contra o Mal, que ele delira. A guerra e a tortura são os principais meios do maniqueímo. Hitler, também acreditava ter uma grande missão de purificação da humanidade. "As lágrimas da guerra prepararão as colheitas do mundo futuro", escreveu.

K. Popper constata que " toda vez que o homem quis trazer o céu para a terra, fez reinar o inferno". Sabemos pela história que o pior inferno é aquele que mata, oprime e ordena, em nome do Bem contra o Mal. Nada é tão perigoso quanto a certeza, o dogmatismo, a fé cega ou louca.
Nietzsche propõe pensarmos para além do Bem e do Mal: "Perguntai aos escravos quem é o "mau"?, e apontarão a personagem que para a moral aristocrática é "bom", isto é, o poderoso, o dominador" (GM, pref. XI). Então, o Bem e o Mal, dependem da perspectiva e dos interesses de quem julga. Deveríamos nos colocar no lugar do outro. Por exemplo, por quê Bin Laden é um homem "mau" para o ocidente-cristão e, é herói "bom" no oriente islâmico? Por quê algumas igrejas fazem show contra o Mal, mas terminam mais falando das terríveis forças do Mal do que do Bem?A atitude cética parece ser o melhor remédio contra o maniqueísmo.

O cético suspende o juízo, não toma partido, não se rende ao simplismo de encurralar o pensamento entre a paredes do Bem e do Mal, do certo e errado. Suspender o juízo não quer dizer inação; significa elaborar um melhor pensamento para além da solução dualista, ou seja, um agir com sabedoria. A educação e a cultura tem uma grande tarefa pela frente para prevenir o maniqueísmo.

Artigo publicado na revista Espaço Acadêmico - Ano I - No. 7 - Dezembro de 2001.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

CPMF





















A Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) é um tributo brasileiro. Sua esfera de aplicação é federal. Atualmente sua alíquota é de 0,38%.


Como é cobrada?

No lançamento a débito, por instituição financeira, em contas correntes de depósito, em contas correntes de empréstimo, em contas de depósito de poupança, de depósito judicial, o lançamento a crédito, por instituição financeira, em contas correntes que apresentem saldo negativo etc.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

MOVIMENTO ÉTICA JÁ!

ACORDA BRASIL!!!











RENAN APENAS PEDIU LICENÇA

José Renan Vasconcelos Calheiros filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), atual presidente licenciado do Senado Federal.

PROTESTOS
Em Belo Horizonte estudantes do ensino médio promoveram nas ruas uma manifestação pela ética na política, contra a corrupção e pelo afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. Veja: http://www.youtube.com/watch?v=v0tpkvluOHk

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Lentes Urbanas

A mídia e o problema da liberdade sem autonomia

Leonardo Oliveira de Vasconcelos*

Foto: rebanho de ovelhas
Sabemos que a mídia, os meios de comunicação em massa, é formadora de consciência, e ninguém nega que ela tem esse poder. O problema disso não é em formar consciências, mas sim atrofiar consciências, e isso compromete a liberdade dos seres humanos. Mas nem tudo está perdido, uma vez que a Filosofia é um convite ao pensar! Pensar é sim mudar seu “modo de ver” o mundo e a vida, é conseguir ver o mundo com outros olhos, ou melhor, enxergar o mundo com mais nitidez e com mais precisão. Através dessa ciência Filosofia é que conseguimos enxergar um novo mundo, conseguimos abandonar pensamentos fúteis como o preconceito e até as nossas ações, mas para que possamos ver corretamente é necessário ter nas mãos as lentes necessárias para tal fim.

Lentes urbanas: a questão da imagem

Ora, foi o pensador oriental Confúcio (500 a.C.) quem fez as primeiras referências sobre a existência dos óculos, ou melhor, das lentes, que transformariam nos óculos de hoje. Os óculos são um bom instrumento para falarmos sobre um modo melhor de ver o mundo e a vida. Nesse sentido podemos comparar a função da Filosofia com a função dos óculos. A palavra óculos vem do latim “ocularium”, que eram aqueles orifícios abertos nos capacetes dos soldados da Antigüidade para que pudessem enxergar. Nessa linha de pensamento, podemos estar pensando conforme o tamanho orif que se encontra em nosso pensamento, quanto maior o orifício, maior será nosso campo de percepção da realidade do mundo e da vida, se o contrário acontecer, menores serão as chances de vermos a realidade. A Filosofia também é assim, Filosofia vem do grego filos – amigo e sofia – sabedoria, é a busca da sabedoria, amigo da verdade, é sim uma busca pelas lentes que nos levam a ver melhor as coisas, como diz Wittgenstein, filósofo contemporâneo, temos que construir novas idéias do mundo e da vida, isto é, "a idéia é como óculos assentados sobre o nariz e o que vemos, vemos através deles”. As chamadas “lentes” (as idéias, ou seja, o nosso modo de ver o mundo, as nossas concepções do mundo) podem ser escuras, verdes, amarelas e até mesmo vermelhas, adequadas para cada gosto e para cada pessoa.

A Liberdade: problema da autonomia


Os filósofos antigos e modernos (e até os contemporâneos, exemplo disso Wittgenstein, Adorno, Foucault, Sartre e outros) estavam preocupados em enxergar melhor o mundo, estavam preocupados em usar lentes diferentes das que foram usadas pelos filósofos antigos, mas para conseguir tal fim era necessário “polir” essas lentes, ou seja, ousar conhecer, ousar saber (sapere aude). Exemplo disso é o filósofo Immanuel Kant, ele estava preocupado com as “lentes” que as pessoas de seu tempo tinham acerca das coisas. Para ele, a liberdade é uma qualidade que todos os indivíduos têm, e até mesmo os animais têm liberdade, porém a autonomia é uma qualidade do sujeito que tem consciência de suas ações, ou seja, todos somos livres, até os animais são livres, mas a verdadeira liberdade (autonomia) tem que estar baseada no crivo da razão: seremos realmente livres a partir do momento em que tivermos consciência das nossas escolhas e das nossas ações, porém para que isso seja possível, devemos sempre buscar a nitidez do conhecimento, por isso é importante sempre estar com boas lentes para ver as coisas.

Marketing Político: as lentes (imagens) já promoveram até Hitler

A mídia, os meios de comunicação em massa, tem o poder de criar “lentes” na vida das pessoas. Não só a mídia, mas líderes religiosos, políticos, professores e outros. Esse poder de criar lentes é muito importante, mas o problema não reside aí, o problema se encontra quando essas “lentes” são usadas para atrofiar o pensamento dos indivíduos na sociedade, formando consciências de massa, isto é, consciências influenciadas, consciências sem a capacidade de criar, inventar, enxergar a realidade do mundo e da vida. E isso não é um problema novo, Platão já estava preocupado com isso na Antigüidade grega, em seu Mito da Caverna (República, livro VII) já nos alertava que existiam pessoas que se contentavam com as sombras da vida, com as projeções do mundo que apareciam dentro da caverna, ou seja, com as projeções das imagens da realidade e não conheciam, ignoravam, não ousavam conhecer a realidade da vida, uma verdadeira atrofia do pensamento, atrofia da verdade das coisas, e o papel do filósofo era ao ver a realidade do mundo, a realidade das coisas e não as projeções, as sombras da vida, entrar dentro da caverna para chamar e alertar e mostrar às pessoas sobre essa realidade, sobre a vida.

O papel da mídia hoje não é só oferecer um mar de informações para as pessoas, é mostrar sim as lentes necessárias para um conhecimento mais crítico da realidade, a mídia deve anunciar as novas lentes, os novos óculos para o bem da humanidade, novos óculos que estejam a serviço da vida! Ah, vale lembrar que óculos são uma das invenções mais úteis e benéficas que existe para o ser humano.


* Leonardo Oliveira de Vasconcelos é escritor, licenciado em Filosofia pela UFMG, professor de Ética e Cidadania do Colégio Rui Barbosa em Belo Horizonte - MG.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Gravidez nas trompas

Minha mulher e eu já passamos por ela!

Gravidez Ectópica

O que é? É a gestação que se desenvolve fora da cavidade uterina. Numa gravidez ectópica, o embrião não se implanta no útero, como deveria, mas num lugar incapaz de agüentar eficazmente seu pleno desenvolvimento. Geralmente, estas gravidezes ocorrem na trompa de Falópio antes que o embrião chegue ao útero.A gravidez ectópica trata-se de um quadro hemorrágico, que contribui com 3 a 4% da mortalidade materna. É também chamada de gravidez extra-uterina e tem incidência de 1%, esse número vem se elevando nas últimas décadas. Estima-se que cerca de 64% das gravidezes tubárias se solucionam espontaneamente, não sendo necessário fazer coisa alguma. Sua recorrência é de aproximadamente 20%.Os tipos de gravidezes ectópicas são vários (infundibular, tubária, ampolar, ístmica, intersticial, abdominal, ovariana, cervical e outras) mas a mais comum de todas é a tubária, representando cerca de 95% dos casos.

O embrião em desenvolvimento desgasta rapidamente o revestimento da trompa e cresce dentro das camadas adjacentes da trompa (crescimento luminal extra). Finalmente, isso ocasiona hemorragia e ruptura da trompa. O rápido crescimento do embrião num estado incapaz de agüentar isso tudo, acarreta a morte da criança e ameaça gravemente a vida da mãe, a não ser que ocorra alguma intervenção.Qual a causa a gravidez ectópica?As causas são ovulares e tubárias. As causas ovulares referem-se à nidificação precoce do blastocisto, que assim nidifica na tuba. As causas tubárias podem ser anatômicas (malformações, tumores, sinéquias e cirurgias pélvicas) ou funcionais (alteração da motilidade ou endossalpingite após processo inflamatório), por endometriose ou ainda psicogênicas. Infecção é a causa mais frequente, como a clamídia.


A razão porque uma gravidez ectópica pode ser perigosa é pela hemorragia que pode ocorrer juntamente com ruptura das paredes tubais.A gravidez pode correr até 8 semanas antes da mulher começar a sentir dor e procurar ajuda médica. Se a tuba se romper antes que uma cirurgia seja feita, a mulher pode falecer devido à hemorragia interna (hemoperitônio).Quais os sintomas?Os sintomas da gravidez ectópica são similares aos de uma gravidez intra-uterina (normal) nos primeiros estágios: falta da menstruação, seios inchados e doloridos, náusea, vômitos e fadiga mas, dores no abdômem virão em seguida.A dor começa devagar e vai se aprofundando com o passar dos dias até ficar insuportável. Pode ser sentida no lado esquerdo ou no lado direito inferior do abdômem.


A gravidez ectópica pode ser notada apalpando-se o lado esquerdo ou direito do abdômem mas o médico deve ser muito cuidadoso para não ajudar em uma possível ruptura.O sangramento uterino é geralmente associado à uma gravidez ectópica bem como dores na região inferior do abdômem principalmente durante qualquer atividade física, relações sexuais ou ao abaixar-se. E também, se a mulher está com pulso rápido, pressão baixa e apresenta baixa contagem de hemoglobinas.A gravidez ectópica é a segunda causa de morte maternal nos Estados Unidos.Estatísticas aproximadas para as causas de morte materna no Estado de São Paulo:Quanto as causas, 27% das mortes tiveram como causa básica problemas diretamente ligados a síndrome hipertensiva da gravidez, 16% por causas hemorrágicas, 15% doenças infecciosas, 10% por aborto, restando 10% por outras causas diretamente ligadas à gestação. 22% das mortes se relacionaram a causas obstétricas indiretas.

sábado, 29 de setembro de 2007

Vergonha de fazer o que é certo



“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto” (Rui Barbosa)






quarta-feira, 12 de setembro de 2007

CAUSAS DA ORIGEM DA FILOSOFIA - TEXTO PARA O 1o. ANO

CAUSAS DA ORIGEM DA FILOSOFIA

Comentávamos, no tópico anterior, que tínhamos de explicar porque os gregos começaram a explicar o mundo de uma forma diferente da explicação mitológica. Em outros termos, o que tornou possível a passagem da cosmogonia à cosmologia?
Há causas para a origem da Filosofia e, agora, vamos analisar algumas delas. Perceba como cada uma delas operou uma mudança significativa no modo de pensar do homem na Antigüidade grega, permitindo a formação de coisas novas como a Filosofia, segundo Jean-Pierre Vernant.

1) Navegações: uma parte considerável da vida dos gregos relacionava-se com o mar, era de onde, por exemplo, conseguiam obter parte significativa de sua alimentação. Vivendo muito no mar, os gregos não encontraram muitos dos monstros marinhos narrados pela história oral e nem vivenciaram seres e histórias narradas por poetas. Assim, as navegações contribuíram para o que Max Weber chamou mais tarde de “desencantamento do mundo”. Fazia-se necessário um saber que explicasse os fatos ocorridos na natureza que não recorresse a histórias sobrenaturais.
2) Calendário e moeda: viver podendo pensar o tempo abstratamente e quantificando valores para realizar trocas não é algo que sempre ocorreu na história da humanidade. Quando os gregos passaram utilizar o calendário e a moeda, introduzida pelos fenícios, conseguiram abstrair valores como símbolo para as coisas, fazendo avançar a capacidade de matematizar e de representação. Tudo isso favoreceu um desenvolvimento mental muito significativo e com grande capacidade de abstração.
3) Escrita: outro fator que potencializou em grande medida o poder de abstração do homem grego foi transcrever a palavra e o pensamento com símbolos: eis o alfabeto. A escrita permite o pensamento mais aguçado sobre algo quando ficamos lendo e analisando alguma coisa, como, por exemplo, uma lei. Ao ser fixada, a lei fica exposta como um bem comum de toda a cidade, um saber que não é secreto como um saber vinculado ao exercício de um sacerdote, mas propriamente público, além de estabelecer uma nova noção na atividade jurídica, a saber, uma verdade objetiva.
4) Política: esta é a principal causa para a origem da Filosofia (e da Ética), já que, até agora, vimos somente a contribuição das técnicas para isso; porém, havia mais recursos técnicos no Oriente que na Grécia, e a Filosofia é uma invenção genuinamente grega, além do Oriente não ter se libertado dos mitos. Note que a palavra política é formada pelo termo grego pólis, cujo significado é cidade, cidade-estado, conjunto de cidadãos que vivem em um mesmo lugar e uma mesma lei. E o mais importante: são os cidadãos que faziam suas próprias leis mediante uma assembléia. Esta prática teve início com os guerreiros que, juntos, discutiam o melhor modo de vencer ao inimigo, cada um dos guerreiros tinha o direito de falar, bastando para isso ir ao centro do círculo formado na assembléia; ao final da guerra, outras assembléias eram feitas para dividir o que foi ganho. Isto é, ocorre a prática do diálogo para a decisão, dando a todos o direito de falar e a condição de serem iguais uns aos outros e à lei partilhada entre eles. Aquele que conseguir convencer a maioria de que sua proposta é a que aproxima-se mais da verdade de como vencer aos inimigos, receberá maior número de votos. Ora, é esta a prática que o filósofo adotou mais tarde: escrevendo ou discursando, tornava pública suas idéias por considerá-las verdadeiras, por pretender encontrar a harmonia perdida do debate entre opiniões divergentes. Debater, trocar opiniões, argumentar, eis a prática democrática, eis a prática filosófica. A Filosofia nasce como uma filha da pólis, como uma filha da democracia.
Eis o que Jean Pierre Vernant chamou de um “universo espiritual da pólis[1]: trata-se de um lugar com proeminência da palavra - a palavra aberta a todos e com igualdade no seu uso era o modo de fazer política; com publicidade - separação entre questões privadas e questões públicas, estabelecendo práticas abertas e democráticas em oposição aos processos secretos; com isonomia – todos eram iguais no exercício do poder e diante das leis que criaram. Além disso, este novo universo espiritual esteve acompanhado e propiciou uma “mutação mental”[2] nos homens: agora era possível explicar o mundo abstratamente excluindo o sobrenatural.
Este novo “universo espiritual da polis” foi determinante para a origem da Filosofia. O que falta sabermos, agora, é porque só algumas pessoas tornaram-se filósofos, e não todas.

[1] VERNANT, Jean-Pierre. As Origens do Pensamento Grego. Tradução de Ísis Borges B. da Fonseca, Rio de Janeiro, 11° edição, 2000, p. 41.
[2] ______. Mito e pensamento entre os gregos: estudos de Psicologia Histórica, p. 453.


EXERCÍCIOS

1 – Como as navegações contribuíram com uma mudança no modo de pensar dos homens da Antigüidade Grega?

2 – Como a moeda e o calendário contribuíram com uma mudança no modo de pensar dos homens da Antigüidade Grega? (5 linhas)

3 – Por que a política é a principal causa para a origem da Filosofia na Antigüidade Grega? Responda citando também a importância dos guerreiros e sua prática democrática. (5 linhas)

4 – O que Jean-Pierre Vernant entende por um novo “universo espiritual da pólis”? (5 linhas)

5 – As navegações, o calendário e a moeda, a escrita e a política contribuíram com a mudança no modo de pensar dos homens na Antigüidade Grega. Você considera que, hoje, a informática, com a virtualidade, pode está mudando o nosso modo de pensar? Explique. (8 linhas)

Fonte: Professor Ms. Humberto Zanardo Petrelli. (http://www.consciencia.org/)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

OFICINA DE CINEMA

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Cinema do COLÉGIO RUI BARBOSA. Serão discutidas as mensagens implícitas nos filmes e as técnicas de filmagem utilizadas. Procure o representante de sua turma.

domingo, 9 de setembro de 2007

PLATÃO. Górgias

PLATÃO. Górgias.

O tema do diálogo Górgias é sobre a Retórica (a arte do discurso). Ela pode ser dividida em três partes:

I. [447a – 460e] Górgias X Sócrates – discussão sobre a natureza da retórica.
Para Sócrates a retórica = técnica (techné) cuja função é apenas persuadir as pessoas.
Não serve para ensinar ou produzir o verdadeiro conhecimento.

II. [461a – 480e] Sócrates X Pólo – discussão sobre a natureza e a utilidade da oratória

III. [481a – 522e] Sócrates X Cálicles – Cálicles defende o exercício do poder pelos mais fortes, sem nenhum compromisso com a moral e os princípios éticos. Mas Platão defende, pela boca de Sócrates, que no exercício do poder político os princípios éticos devem prevalecer sobre a força. E o que é “melhor” não é o mais forte e sim aquele que, em primeiro lugar, é capaz de ter equilíbrio e autocontrole.

Personagens:
1.Górgias: Sofista.
2.Sócrates:. Personagem principal
3.Polo: Sofista, discípulo de Górgias.
4.Cálicles: Personagem fictícia de um político ateniense, defensor de idéias sofistas. Cálicles encontra Querofonte e Sócrates convida-os a assistir em sua casa a uma palestra de Górgias sobre retórica.
5. Querofonte.

Cenário:
Casa de Cálicles

Contexto Político Grego (Ateniense):
Quando Górgias foi escrito por Platão, Atenas vivia uma profunda crise econômica e política. Após uma longa guerra contra Esparta (431-404), Atenas perde a guerra e o poder que tinha entre os gregos. O regime Democrático é substituído por uma Tirania (404-403) por imposição de Esparta. A Democracia que é restaurada, em 403, está mais frágil que nunca. Os recursos econômicos dos atenienses só agora bastante mais escassos, a custo a cidade procura recuperar a sua prosperidade econômica. A antiga aristocracia culpa os oradores e os democratas desta perda do poder e exige um governo forte. No inicio do século IV a.C. devido ao elevado absentismo dos cidadãos nas sessões da Assembléia foi decidido remunerá-los sempre que o fizessem. A Assembléia, dirá Aristóteles, torna-se rapidamente num local de ociosos e cidadãos empobrecidos que dessa forma procuram adquirir algum sustento. O exercito passa a ser constituído por mercenários afastando-se dos cidadãos. As sucessivas guerras empobrecem ainda mais a vida dos atenienses. A Democracia continua resistir, mas a tendência é para a adoção de regimes fortes (tirânicos). No final do século IV a.C., Atenas deixa de ser Independente e a Democracia é substituída definitivamente por uma Oligarquia.

Temas centrais:
1. A Retórica como arte e instrumento político
2. A avaliação dos que exercem esta atividade
3. A Ética na atividade política

PLATÃO. Górgias [469b – 509d.]

Tese de Sócrates: é melhor sofrer uma injustiça que praticá-la.

. Sócrates procura mostrar que o indivíduo que comete um crime (injustiça) e causa danos a outro será visto como injusto e perverso. Conseqüências: isso será negativo para sua reputação e convívio na sociedade, e isso acabará causando-lhe danos diversos.

. Não se pode ser feliz fazendo o Mal, por isso é preferível sofrer uma injustiça a praticá-la.

. Aquele que faz o Mal, ao ser punido, expia sua culpa, fica quite com a sociedade e consegue voltar a ser feliz.

Estrutura do Diálogo Cálicles X Sócrates [481c-522e]

Natureza e Convenção

Cálicles:
Distinção entre Verdade, Justiça e Bem segundo a natureza e segundo a convenção (as leis e costumes da cidade). No primeiro caso temos aquilo que é natural (autêntico) e no segundo o que é artificial.
A Lei da Natureza determina que os mais fortes devem exercer o seu domínio sobre os mais fracos, à semelhança do que ocorre no reino animal.
A Lei das Cidades tem como objetivo impedir este poder.

Utilidade da Filosofia

Sócrates:
A filosofia segue apenas razão, lógica, Justiça e Bem. O que a filosofia procura é aquilo que é eterno e imutável.
As paixões produzem a inconstância nos homens, desviando-os da razão e tornando-os incoerentes.

Cálicles:
A filosofia é apenas útil na juventude como exercício mental [486c-486d]
É prejudicial na idade adulta expondo os homens à chacota dos seus semelhantes, distraindo-os com futilidades e, sobretudo, afastando-os da vida prática e da política.

Os Melhores (parte 1)

Cálicles:
Os melhores são os mais fortes

Sócrates (Discussão Dialética):
O Povo (enquanto coletivo) é mais forte fisicamente que qualquer homem isolado.
A Lei que expressa a vontade do Povo é mais forte que qualquer vontade individual
Logo, a Lei (democrática) emana do povo é, nesta comparação, a melhor e a mais forte

Os Melhores (parte 2)

Cálicles:
Os melhores são os mais sábios (reformulação da afirmação anterior)

Sócrates:
Um sábio tem sempre um saber limitado, dado que não pode dominar todos os assuntos.
Só o povo, porque reúne todos os homens é sábio em todos os assuntos.
Logo, é melhor que qualquer homem isolado.

Os Melhores: Os que devem ter o Poder (parte 3)

Cálicles:
Os melhores são aqueles que se evidenciam pela coragem como lutam para satisfazer os seus desejos (hedonismo) (reformulação da afirmação anterior)
O prazer é o melhor dos bens

Sócrates:
Quem procura o prazer pelo prazer jamais se sentirá satisfeito.
O homem só poderá ser feliz se aprender a dominar as suas paixões.
O prazer pode implicar dor, sofrimento, prejuízo. Quem o procura só pode encontrar infelicidade, sofrimento, fazendo também sofrer os outros. Nunca terá amigos, mas apenas aduladores ou os que o odeiam.
O Bem nunca implica o mal ou qualquer prejuízo, dor ou sofrimento. Quem procura o bem só ode encontrar a felicidade.
Logo, o bem é preferível ao prazer.
Os que devem governar a cidade são os que procuram o Bem e dominam os seus impulsos hedonistas (prazer). Só eles procuram melhorar os homens e afastá-los do prazer e conduzi-los ao bem.
Os retóricos e os políticos nada fizeram para melhorar os homens, muito pelo contrário pioraram-nos.

Ética Política

Sócrates:
A Areté (Virtude) só se obtém através do auto-domínio (autocontrole, equilíbrio) das paixões e na procura do Bem
Os políticos devem ser corajosos em praticar o bem e a justiça
Só o homem bom é feliz, corajoso, forte, justo etc. Nada teme.

Referências Bibliográficas:

REALE. Giovanni. História da Filosofia Antiga II. São Paulo: Loyola, 1994.

MARCONDES. Danilo. Textos básicos de Ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007.

http://afilosofia.no.sapo.pt/12prog2Plat2.htm
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ATENÇÃO ALUNOS DO 30 ANO - Os textos para o TQD são:

PLATÃO. Górgias [469b-509d] - É melhor sofrer uma injustiça que praticá-la. Trad. Danilo Marcondes.
PLATÃO. Mênon [70a-74b] - O que é a virtude? Trad. Danilo Marcondes.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O QUE É UM ARGUMENTO?

O que é um argumento?

"Suponhamos, por exemplo, que alguém nos dissesse o seguinte:

Os insetos possuem seis patas.
Ora, as abelhas são insetos.
Logo, as abelhas possuem seis patas.

Essa pessoa estaria tentando provar-nos que as abelhas possuem seis patas, partindo do fato de que os insetos possuem seis patas e as abelhas são insetos. O que nos assegura isso são duas palavrinhas. A primeira delas, ‘ora’, articula as duas primeiras proposições, configurando-as como pontos de partida. A segunda, ‘logo’, pelo seu caráter conclusivo, estabelece uma espécie de ponto de chegada, configurando a terceira proposição como uma conseqüência das duas anteriores.

Assim, estamos diante de uma estrutura lingüística determinada, à qual poderemos chamar de ‘discurso’, em que a primeira parte justifica a segunda. Numa primeira aproximação, definiremos o argumento como sendo aquele discurso no interior do qual se extrai uma conseqüência.

Tipos de Argumentos

Argumentos racionais são diferentes dos argumentos emocionais.
Argumentos racionais - adesão puramente racional, dizemos estar demonstrando algo (argumento demonstrativo = objeto da Lógica);
Argumentos emocionais - adesão puramente emocional, dizemos quando estar persuadindo alguém (argumento persuasivo = objeto da Retórica)."

Fonte:
PINTO, Paulo R. Margutti. Introdução à Lógica Simbólica. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2001.

Analise os seguintes proposições:

I
Todo homem é mortal.
Ora, Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é mortal.

II
Tudo o que é natural faz bem à saúde.
Ora, cigarro é feito de tabaco, tabaco é uma substância natural.
Então, cigarro faz bem à saúde.

III
Todo aquele que concorda comigo quer o bem da nação.
Todo aquele que discorda de mim é subversivo.
Todo subversivo quer a desgraça da nação.
Todo aquele que quer a desgraça da nação deve ser punido,
Logo, todo aquele que discorda de mim deve ser punido.

Explique cada um destes três argumentos classificando-os em argumento demonstrativo ou argumento persuasivo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Meu filho

"Meu Filho,

Eu lhe dei a vida, mas não posso vivê-la por você.
Posso ensinar-lhe muitas coisas, mas não posso fazer com que aprenda.
Posso ensinar-lhe o caminho, mas não posso estar lá para indicar-lhe.
Posso dar-lhe liberdade, mas não posso ser responsável por ela.
Posso levá-lo à Igreja, mas não posso fazer com creia em Deus.
Posso ensinar-lhe a distinguir entre certo e errado, mas não posso decidir por você.
Posso comprar-lhe roupas lindas, mas não posso fazer com que fique bem nelas.
Posso oferecer-lhe um conselho, mas não posso aceitá-lo por você.
Posso dar-lhe amor, mas não posso forçá-los a amar.
Posso ensinar-lhe como ser bom, mas não posso forçá-lo a ser bom.
Posso avisá-lo sobre seus amigos, mas não posso escolhê-los por você.
Posso contar-lhe sobre fatos da vida, mas não posso construir a sua própria reputação.
Posso avisar-lhe sobre o mal que a bebida acarreta, mas não posso dizer não por você.
Posso avisá-lo sobre as drogas, mas não posso impedi-lo de usá-las.
Posso falar-lhe sobre metas a serem alcançadas, mas não posso alcançá-las por você.

Agora é sua vez de agir!"

Fonte: Pais e mães do “Amor Exigente”

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Qual caminho seguir???

Qual caminho seguir???

A pergunta da Moral é sempre essa: qual atitude devo tomar diante de tantas opções? Diante de tantas possibilidades de ação?
Ora, em frente de tantos caminhos o agir moral deve ser uma decisão que não prejudique a ninguém, e nem a você mesmo.

O caminho da Moral hoje não é mais o "olho por olho, dente por dente", nem o da tão mal interpretada cordialidade cristã excessiva: "se alguém bater no seu rosto, ofereça também o outro lado" - muitas vezes vista como atitude de covardia. Porém, oferecer a outra face quer nos mostrar que devemos ter atitudes que não são esperadas quando praticam injustiças contra nós, ou seja, agir consciente, isto é, consciente das conseqüências da sua ação. Essa é a preocupação da CIÊNCIA ÉTICA.


Ao dirigir cuidado para não se tornar um monstro!!!











O medo dos pensadores (filósofos) era o de tomar decisões parecidas com as ações dos animais, como as bestas, isto é, tomar uma atitude que fosse irracional.

Conhece-te a ti mesmo

Esta frase do templo de Delphos, que o filósofo Sócrates tanto anunciava é um bom ponto de partida para falarmos de ações morais, do objetivo da ética. A ação moral racional é baseada na razão (logos), uso constante da razão, quer dizer, agir pensando nas conseqüências das nossas ações, por mais simples que elas sejam. Contudo existem pessoas que agem por ímpeto de impulso, por puro ato de reflexo, ou automatismo - mecanicamente - por exemplo, pessoas que agem por ira, raiva, estresse, preguiça e até mesmo embriagado de tédio, e até com excitação - e podemos confirmar que agir assim são sim atitudes irracionais, quiçá, uma atitude infeliz, semelhante às ações dos animais. Porém a diferença disso tudo é que os animais não ficarão refletindo sobre o mal que cometeram ou que cometerão como conseqüência dessas ações, porque não eles não têm essa capacidade que é própria do ser humano = a capacidade de reflexão, ou melhor, a capacidade de criticar a si mesmo, a crítica sobre si mesmo, controle, domínio sobre si mesmo.

Autocontrole sobre sua vida

"O que adianta ter domínio sobre um império inteiro, uma nação inteira, mas não ter domínio, controle, sobre sua própria vida???" (cf. PLATÃO. Górgias). Temos que saber como usar as virtudes, ou seja, precisamos ter conhecimento para agirmos bem, um exemplo clássico disso podemos citar é o agir com coragem, conforme nos ensina Aristóteles (cf. ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco): a coragem é uma das virtudes que devemos usar em momentos especiais, como por exemplo em caso de guerra, e ao contrário do que muitos pensam, não devemos usar a coragem no dia-a-dia, nas ações do dia-a-dia na pólis (cidade). *A imagem acima é uma propaganda contra o uso de drogas, bebidas alcoólicas + direção - na França.

Enfim, através dos textos postados, temos uma boa idéia do desenvolvimento da ética, essa ciência/ instrumento que nos auxilia na busca de novos rumos, de uma vida mais consciente e, conseqüentemente, uma vida menos sofrida, menos triste, ou seja, feliz.

Como diz uma aluna pra mim: ÉTICA SEMPRE!!!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Breve História da Ética – TEXTO 2

Religião, moral e razão

Autor: Antonio Carlos Olivieri*
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Para os filósofos e teólogos medievais, como Santo Tomás de Aquino (1225-1274), a felicidade plena só se encontra na união plena do ser humano com Deus. Desde a expansão do cristianismo, a cultura ocidental ficou marcada por uma tradição moral cujo fundamento se encontra em valores religiosos. Nessa perspectiva, os valores são considerados transcendentes, porque resultam de doação divina, e o homem moral só pode ser alguém que obrigatoriamente ama e teme a Deus.

No entanto, a partir da Idade Moderna, a moral passou a ser considerada a partir de um ponto de vista laico, isto é, não religioso. Portanto, ser moral e ser religioso deixaram de ser as mesmas coisas, tornando-se perfeitamente possível admitir que um homem ateu seja moral. Ou, mais ainda, que o fundamento dos valores morais não se encontra em Deus, mas no próprio ser humano.

O século 18 ficou conhecido como o "Século das Luzes" porque em todas as expressões do pensamento e atividade do homem, a razão se tornou o instrumento para interpretar e organizar o mundo. Metaforicamente, ela iluminaria as trevas da ignorância, o obscurantismo. Recorrer à razão também implicava recusar a intolerância religiosa, bem como rejeitar o critério da autoridade, personificada no Papa.

Para Immanuel Kant (1724-1804), um dos maiores expoentes da filosofia dessa época, a ação moral tem caráter autônomo, pois o homem é o único ser capaz de se determinar por meio de leis que a própria razão estabelece. Assim, a moral iluminista é racional e laica (não-religiosa), e acentua o caráter pessoal da liberdade do indivíduo e o seu direito de contestação. Também é uma moral universalista, porque, apesar de admitir as diferenças dos costumes dos povos, aspira por encontrar o núcleo comum de valores universais.

O homem concreto

A partir do final do século 19, bem como no decorrer do século 20, os filósofos passaram a se posicionar contra essa moral kantiana, fundada numa razão universal e abstrata. Tornou-se mais importante encontrar o homem concreto, que pratica a ação moral. É nesse sentido que se pode compreender o esforço de pensadores tão diferentes como Friedrich Nietzsche (1844-1900), Karl Marx (1818-1853), Kierkegaard (1813-1855) e os filósofos existencialistas da primeira metade do século 20.

O pensamento de Nietzsche se orienta no sentido de recuperar as forças inconscientes, vitais e instintivas subjugadas pela razão durante séculos. Para tanto, ele faz a crítica do pensamento socrático, por este ter conduzido pioneiramente a reflexão moral em direção ao controle racional das paixões. Segundo Nietzsche, aí nasceu o homem fraco e desconfiado de seus instintos, num processo que culminou com o cristianismo e promoveu a "domesticação" do homem.A moral cristã seria a moral do "rebanho", geradora de sentimentos de culpa e ressentimentos, fundada na aceitação do sofrimento, da renúncia, do altruísmo, da piedade, típicos da moral dos fracos. Por isso, Nietzsche defende a transmutação de todos os valores, superando a moral comum, para que os atos do homem forte não sejam pautados pela mediocridade das virtudes estabelecidas. Para tanto, é preciso recuperar o sentimento de potência, a alegria de viver, a capacidade de invenção.

* Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação.

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho