terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

DEVER DE CASA - N° 2 - EPICURO E O TETRAPHARMACON - 2ª EM

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO
UNIDADE CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE - MG
ANO: 2ª SÉRIE EM
DISCIPLINA: FILOSOFIA
PROF. LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS

ATIVIDADE: DEVER DE CASA - N° 2 - AS ESCOLAS HELENÍSTICAS 

Responda em seu caderno

TEXTO 2: Epicuro e o Tetrapharmacon (Os quatro remédios para uma vida feliz)

[...] a sociedade do tempo de Epicuro era uma sociedade doente. Os homens acreditavam que era preciso muito dinheiro, luxúria e fama para alguém poder ser feliz. O medo da morte e do sofrimento estava plantado em seus corações. Toda a miséria humana era causada pelas falsas crenças e pelos desejos sem limites, que nelas eram fundados. Epicuro partia da pressuposição de que a sociedade humana era corrompida e era sua influência que corrompia os homens e os fazia miseráveis. As crenças que mais faziam os homens infelizes eram o medo dos deuses, o medo do sofrimento e o medo da morte. Para curá-los dessas crenças, o filósofo dispunha de um tetrapharmakon, ou seja, de um quádruplo remédio: não há nada a temer quanto aos deuses, não há nada a temer quanto à morte, a dor é suportável e a felicidade está ao alcance de todos.


1º Pharmakon – Não temer os deuses

Não se deve temer os deuses, porque eles não se ocupam nem se preocupam com os homens, como imagina o povo, nem são os artífices do mundo como pensam os filósofos. Eles existem porque a natureza imprimiu suas pré-noções e imagens em nossas almas, mas eles não são como nós os representamos ou imaginamos. Por isso, não se deve temê-los e muito menos temer seus castigos.


2º Pharmakon – Não temer a morte

Não se deve temer a morte, porque nada mais absurdo do que o medo da morte, uma vez que ela não é outra coisa senão uma instantânea dissolução dos átomos que constituem nosso ser e isto é inteiramente insensível. O que amedronta os mortais é imaginar a passagem da vida para a morte, mas essa passagem não tem sentido, pois não existe um além-da-morte. Esta acontece num instante, e, nesse instante, a vida termina e nada mais se pode sentir. Inútil, pois, a preocupação com a morte: “enquanto somos, ela não existe, e quando ela chegar, nós nada mais seremos”.


3º Pharmakon – Suportar a dor


A dor pode ser suportada. O grande mal que ameaça a existência dos mortais é indiscutivelmente a dor, pois a aponia (ausência de dor) é o segredo da felicidade. Mas Epicuro acredita que se pode facilmente desprezar esta ameaça, porque os sofrimentos mais intensos têm breve duração e, se persistem por muito tempo, causam a morte. Ora, como já foi dito, da morte nada há que se temer. Quanto aos pequenos sofrimentos, esses são facilmente suportáveis.



4º Pharmakon – Seja Feliz

Pode-se alcançar a felicidade, porque o prazer quando buscado corretamente está à disposição de todos.


EPICURO. Carta a Meneceu (ou Sobre a Felicidade).

http://abdet.com.br/site/wp-content/uploads/2014/11/Carta-Sobre-a-Felicidade.pdf

Leia o Texto 1 (Dever de Casa n°1) e o Texto 2 e responda em seu caderno:
 

QUESTÃO 1- Explique qual a função dos quatro remédios (tetrapharmacon) para Epicuro.

QUESTÃO 2- Epicuro diz que os deuses "existem porque a natureza imprimiu suas pré-noções e imagens em nossas almas, mas eles não são como nós os representamos ou imaginamos". Pesquise e responda o que é antropomorfismo.

QUESTÃO 3- Dentre os quatro remédios escolha um para explicar sua importância para você, para as pessoas e para a sociedade em nossos dias.

QUESTÃO 4- Releia o texto AS QUATRO ESCOLAS DO HELENISMO, do dever anterior, em seguida diferencie a Eudaimonia (Felicidade) para o Cínicos da Eudaimonia para o Epicuristas.

QUESTÃO 5- Releia o texto AS QUATRO ESCOLAS DO HELENISMO, do dever anterior, e explique a ideia central do Ceticismo.  

QUESTÃO 6- Com base no texto do dever anterior, pesquise e conceitue o significado do termo epoché no Ceticismo.

QUESTÃO 7- Pesquise na internet e faça a distinção entre o Ceticismo de Pirro (ou Pirronismo) e o Ceticismo acadêmico.

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Pensamentos

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