quarta-feira, 17 de março de 2010

9ª SÉRIE - ATIVIDADE: PARA CASA N° 2

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO


CIDADE NOVA – BELO HORIZONTE – MG
DISCIPLINA: FILOSOFIA. PROF.: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS
TURMA: 9ª SÉRIE – ENSINO FUNDAMENTAL.

ATIVIDADE: PARA CASA N° 2

1 Os limites da liberdade

"Quando se diz que a liberdade de um acaba quando começa a liberdade do outro, o que se procura no fundo é evitar o questionamento do que deva ser a liberdade. A posição limita-se a considerar o seu exercício, sem maiores especulações sobre o que efetivamente possa ser considerado como liberdade. Nessas condições, admite-se como direito de liberdade de um indivíduo ele realizar tudo quanto queira desde que suas ações não venham a interferir na vida do outro. O que não se admite são os choques, os conflitos. Deste modo, teria eu o direito de fazer tudo quanto quisesse desde que não perturbasse a vida de outra pessoa. Sim, o sentido parece claramente ser esse. Mas, será isto aceitável? Primeiro, é possível todas as pessoas agirem de tal modo que cada um faça o que quer desde que não afete a vida do outro? Admitamos, teoricamente, que isto seja possível. Quais seriam as consequências? Ousamos dizer que as consequências estariam em que toda a vida humana seria perturbada. Como pretender não afetar a vida do outro se naturalmente nossas vidas são afetadas umas pelas outras? Depois, não basta (...) admitir a liberdade de um em separado da liberdade do outro, uma vez que faz parte legítima da liberdade de cada um esperar do outro aquilo que lhe é devido, ou seja, não é possível escamotear¹ o fato de que uns têm para com os outros deveres recíprocos.

(...)

O homem é de fato um animal social. Desta forma, não podemos esperar que realize o plano de sua liberdade a não ser dentro de um contexto social. A sua liberdade é na verdade uma co-liberdade. Ele constrói a sua liberdade em espírito de comunidade, dentro de um sentido de co-participação."

MENDONÇA, Eduardo Prado de. A construção da liberdade. São Paulo: Convívio, 1977. p.21 e 78.

1. Segundo o autor, a máxima "liberdade de cada um termina onde começa a do outro" não atinge a verdadeira essência da liberdade. POR QUÊ?

2. Você concorda com o autor? POR QUÊ?

escamotear¹

2

O tempo de aprendizado da liberdade

"O erro pior é pretender que a juventude é, por excelência, a idade da liberdade, e que é preciso respeitar essa liberdade nas suas várias expressões, inclusive quando assume o estilo da revolta. A liberdade é uma das maiores reivindicações da adolescência, mas a liberdade que ela reivindica é uma sombra da liberdade autêntica, tanto quanto a espontaneidade criadora que se imagina descobrir na criança não passa de uma sombra e o simulacro¹ de um verdadeiro poder criador. A liberdade adolescente é uma adolescência da liberdade, uma liberdade de aspiração, uma aspiração à liberdade sem conteúdo preciso, na onda das paixões e na confusão dos sentimentos e das ideias."

GUSDORF, Georges. Impasses e progressos da liberdade. São Paulo: Convívio, 1979. p.106.

1. Você concorda que a liberdade reivindicada pela adolescência não passa de uma sombra da liberdade autêntica? Por quê?

2. O que se entende por "uma aspiração à liberdade, sem conteúdo preciso"? Você vivencia isso?

3. De acordo com o texto, qual seria a idade, por excelência, da liberdade? Você concorda com o autor?

¹ simulacro – s. m. 1. Aparência, imitação. 2. Vã representação, aspecto exterior e enganador. 3. Visão sem realidade; espectro, fantasma.

3 A nossa liberdade

"A liberdade é fundamental para todas as pessoas. Por sua causa já houve lutas, guerras e mortes, porque todos precisam de liberdade e às vezes surgem homens que não querem que os outros sejam livres.

Mas o que é a liberdade? Como é que se pode saber se uma pessoa tem liberdade? Ter liberdade é poder fazer as coisas que a gente acha boas e agradáveis. Ter liberdade é poder ficar junto das pessoas de quem a gente gosta. Ter liberdade é poder brincar, estudar, trabalhar, fazendo aquilo que nos deixa felizes. Ter liberdade é poder ir a todos os lugares que a gente acha bonitos, ou onde existam coisas que a gente quer ver ou fazer. Ter liberdade é poder falar, cantar, sorrir, amar, sonhar, sem ter medo de sofrer um castigo.

Todos nós queremos ser livres e achamos importante a nossa liberdade. E a liberdade dos outros? Não é justo pensar somente em nós, pois todas as pessoas precisam de liberdade. É preciso verificar se o que nós queremos fazer não vai prejudicar alguém. Mas também precisamos ver se existe alguém que deseja muito alguma coisa, ou que precisa fazer alguma coisa para ser feliz e que não pode fazer isso porque é pobre ou porque uma pessoa má está proibindo.

O mundo está cheio de gente que não pode escolher o lugar onde viver com a família, que não pode ter suas terras e sua casa e que não pode escolher seu trabalho. Existem milhões de crianças que não podem ir à escola, que se alimentam muito mal e às vezes até passam fome. Muita gente passa a vida inteira fazendo só o que os outros querem, sem poder fazer nada do que gostaria. Todas essas pessoas não são livres e por isso não são alegres nem são felizes. Isso não é justo e nós devemos sempre ajudar as outras pessoas a conseguirem sua libertação.

Às vezes existem pessoas que tiram a nossa liberdade, que nos obrigam a fazer só o que elas querem e dizem que fazem isso para nos proteger e nos ajudar. Nós não devemos concordar com isso, porque quando tiram a nossa liberdade tudo fica triste, as pessoas vivem contrariadas e infelizes. Quando alguém quiser nos obrigar a aceitar uma ordem, nós devemos querer saber o motivo e devemos dar sempre nossa opinião. Desse modo nós podemos obedecer sem perder a liberdade.

A liberdade é muito importante para todas as pessoas, pois quem não a tem não pode ser feliz.

Se todas as pessoas defenderem a liberdade ela nunca vai acabar, as pessoas que hoje são tristes vão ficar alegres quando forem livres. E o mundo será muito melhor para todos."

DALLARI, Dalmo de Abreu. A nossa liberdade. In: MESERANI, Samir. Linguagem e criatividade. São Paulo: Saraiva, s.d.

1. Como o autor define liberdade? Você concorda com ele? POR QUÊ?

2. Segundo o texto, sem liberdade não se pode ser feliz. Você concorda ou não com o autor? POR QUÊ?

3. Considerando as ideias do texto, como fica a situação de um pai que quer impedir que filhos menores de idade andem com usuários de drogas?

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho