domingo, 29 de novembro de 2009

TRABALHO DE FILOSOFIA 2ª SÉRIE EM

COLÉGIO MAGNUM AGOSTINIANO

CIDADE NOVA - BELO HORIZONTE

DISCIPLINA: FILOSOFIA

PROFESSOR: LEONARDO OLIVEIRA DE VASCONCELOS

ATIVIDADE: TRABALHO DE FILOSOFIA - VALOR: 5,0 PONTOS

2ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO

DATA FINAL DE ENTREGA: 03/12/2009

OBSERVAÇÃO: O REPRESENTANTE OU O VICE-REPRESENTANTE DE CADA TURMA DEVERÁ RECOLHER OS TRABALHOS E ENTREGAR PARA O PROFESSOR, DE PREFERÊNCIA NO DIA 03/12/2009.


Objetivos: Despertar uma reflexão sobre a Ética e argumentar sobre o seu significado e os seus vários aspectos.

Desenvolvimento: O trabalho deverá ser desenvolvido através das perguntas abaixo.

Critérios de avaliação: Serão observados os seguintes itens: coerência, coesão e pertinência dos argumentos, pontualidade na entrega, desenvoltura com os temas, referências pesquisadas (fonte de pesquisa) e apresentação estética. O trabalho é individual e digitalizado.*


TEXTO: ÉTICA E LIBERDADE EM KANT

Ao realçar a exigência da autonomia da ação moral, Kant desperta a questão da liberdade ética, ou seja, aquela que resulta de uma decisão, de uma escolha, é o mesmo que ação autônoma.

A liberdade é, portanto, a condição de o homem tornar-se um sujeito moral. Tal realização, porém, não se dá imediatamente por um ato de vontade, mas pressupõe o progresso moral do homem, isto é, a idéia de História – idéia, pois se refere apenas a “com deveria ser o curso do mundo, se ele fosse adequado a certos fins racionais”.

A ação moral exige autonomia do agente. Ser autônomo é obedecer a si mesmo ou ao que vem de dentro. É o inverso de heterônomo (o que obedece a ordem do outro, obedece ao que vem de fora) não é uma ação ética. A moral aristocrática e a utilitarista não são eticamente válidas porque dependem de algo exterior: a primeira, de ideais transcendentes e a segunda, de ideais imanentes.

Para realizar a autonomia, a ação moral deve obedecer apenas ao imperativo categórico kantiano: “Age segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.” Kant.

O bom senso interior é que todos nós temos de perceber que não somos instrumentos, e sim agentes. Nunca instrumentalizar o homem é a exigência maior do imperativo categórico.

Então, tudo que pensamos antes de fazer está correto?

Como saber se a decisão que tomamos está de acordo com o imperativo categórico?

Kant fornece uma regra para saber se uma decisão nossa obedece ou não ao imperativo categórico: “indague a si mesmo se a razão que o faz agir de determinada maneira pode ser convertida em lei universal, válida para todos os homens. Se não puder, esta tua ação não é digna de um ser racional, não é eticamente boa, porque falta-te a autonomia, estás agindo premido por circunstâncias exteriores a ti. O bem ético é um bem a si mesmo.”

Segundo tal idéia, os homens, embora mais por necessidade do que por liberdade, abandonam sua condição natural e constituem a sociedade civil para assegurar o máximo de liberdade para cada um. Surge então, as condições de possibilidade da vida moral no próprio mundo sensível, para fazer valer uma das fórmulas do imperativo categórico:

“Age de tal maneira que trates a Humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio.” Kant.

Sua intuição principal foi que o indivíduo deve estar livre para agir “não em virtude de qualquer outro motivo prático ou de qualquer vantagem futura, mas em virtude da idéia de dignidade de um ser racional que não obedece a outra lei senão àquela que ele mesmo simultaneamente se dá.”

Duas coisas enchem o meu ânimo de admiração e respeito, sempre novos e crescentes, quanto mais reiterada e persistentemente se ocupa delas a reflexão: o céu estrelado sobre minha cabeça e a lei moral dentro de mim. Ambas são coisas que não devo buscar fora de meu círculo visual; vejo-as diante de mim e enlaço-as diretamente com a consciência de minha existência.

A primeira provém do lugar que eu ocupo no mundo sensível externo e estende para imensamente grande enlace em que estou com mundos e mais mundos e sistemas de sistemas.

A segunda provém do meu eu invisível, de minha personalidade, e me expõe em um mundo que tem verdadeira infinitude, e com o qual (em conseqüência, ao mesmo tempo também com todos os demais mundos visíveis) me reconheço enlaçado não de modo puramente contingente, mas universal e necessário.

A primeira visão de uma enumerável multidão de mundo aniquila, por assim dizer, a minha importância como criatura animal. A segunda, ao contrário, em virtude da minha personalidade, eleva infinitamente o meu valor como inteligência, na qual a lei moral me revela uma vida independente da animalidade e também de todo o mundo sensível.

KANT, Immanuel. Crítica da Razão Prática. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1983.

RESPONDA AS SEGUINTES QUESTÕES:

QUESTÃO 01

Com base no texto acima e em nossas discussões em sala de aula, REDIJA um texto, explicando a diferença entre autonomia e heteronomia.

QUESTÃO 02

Com base no texto acima e em nossas discussões em sala de aula – levando em consideração outras fontes de pesquisas –, REDIJA um texto, explicando em que consiste o imperativo categórico kantiano?

QUESTÃO 03

REDIJA um trecho, explicando a diferença entre necessidade e vontade em Kant.

QUESTÃO 04

Em Kant, a liberdade é possível? EXPLIQUE.

Com base no texto acima e em nossas discussões em sala de aula, REDIJA um texto, explicando o seguinte problema:


No caso de um alcoolatra ou um usuário de drogas, do ponto de vista kantiano há ou não liberdade e autonomia em suas ações?


* Vide no MAGNUM SOL e no e-mail da turma outros textos da disciplina Filosofia da 3ª etapa.

Pensamentos

"Conhece a ti mesmo." Sócrates --"A linguagem é a morada do Ser." Heráclito -- "O homem é a medida de todas as coisas." Protágoras -- " Penso, logo existo. " René Descartes -- " O Mundo é minha representação sobre ele. " Artur Schopenhauer -- " Ai ai, o tempo dos pensadores parece ter passado! " Soren Kierkaard -- "Sobre aquilo que não pode ser dito deve se calar.” Ludwig Wittgenstein -- "O Ser é um horizonte de possibilidades." Martin Heidegger -- "A essência precede a existência." Jean Paul Sartre -- " A esperança floresce senão sobre o solo do desespero. " Gabriel Marcel "A razão e a sabedori falam. O Erro e a ignorância gritam." Sto. Agostinho "A melhor lição é o exemplo." Sto. Agostinho